Gine 12 Mayıs 1886 tarihinde Fransa ile Portekiz arasında yapılan
A. Ü Hukuk Fakültesi Dergisi, C.49, S.1, 2000, s
9. Barbados-Trinidad Tobago Deniz Alanlarının Sınırlandırılması Tahkimi a.Genel Olarak Uyuşmazlık Nedenler
No presente estudo objetivou-se avaliar diferentes configurações de alguns IVs utilizados pela literatura para direcionar a aplicação de N em taxas variáveis, focando aqueles possíveis de serem obtidos com o uso de sensores de refletância do dossel. Foi possível observar que as refletâncias isoladas de cada BE, mostraram eficiência reduzida em se relacionar com parâmetros biométricos da cana, quando em comparação ao seu uso para o cálculo de IVs. Isso ocorre devido à suscetibilidade das BEs à interferência causada pela variação de alguma propriedade do alvo, como coloração da vegetação, arquitetura foliar e alteração no substrato (solo, palha).
Quanto aos IVs, os melhores resultados foram obtidos, em geral, pelos índices que utilizam as BEs centradas na região do red edge e do IVP. Foi verificada alta correlação desses IVs com o acúmulo de biomassa da parte aérea da cana-de-açúcar e com a
produtividade de colmos. Em algumas situações, foi possível notar também correlações medianas desses IVs com as leituras do clorofilômetro.
Samborski et al. (2009) afirmam que as leituras obtidas com sensores de dossel estão relacionadas ao IAF da cultura e sua cobertura do solo, o que esta interligado ao perfilhamento em trigo e à taxa de crescimento do milho. Ainda, Simões et al. (2005) identificaram que a biomassa da cana-de-açúcar é uma relação entre IAF e densidade de perfilhos. Assim sendo, como as leituras com o sensor de dossel apresentam relação com o IAF e com a densidade de perfilhos da cana-de-açúcar, fica clara sua eficácia em determinar a variabilidade do acúmulo de biomassa pela parte aérea da cana-de-açúcar.
Contudo, alguma ressalva deve ser feita quando em estágios avançados de desenvolvimento da cultura, onde há grande quantidade de camadas de folhas. Essa intensa folhagem pode reduzir a sensibilidade do sensor em diferenciar a variação na refletância do dossel, o que é denominado saturação do sinal do sensor (CIGANDA et al., 2012). Tremblay et al. (2008), analisando dois sensores de dossel nas culturas de milho e trigo (N-Sensor® e GreenSeeker®), verificaram diferença na ocorrência de saturação do sinal entre os equipamentos quando em estádios avançados de desenvolvimento das culturas. No entanto, não foi verificado sinal de saturação das leituras com o sensor estudado (Crop Circle), ao menos enquanto é possível adentrar ao canavial com veículos agrícolas (Figura 2.3). Portanto, o efeito de saturação não é considerado um problema quando utilizado o sensor Crop Circle em cana-de-açúcar. Esses resultados são opostos ao obtidos por Portz et al. (2011), avaliando outro sensor de dossel (N-Sensor®) em cana-de-açúcar, o qual notou indícios de saturação do sinal quando as plantas apresentavam altura de colmos superior a 0,6 m.
Desse modo, o que mais influencia a refletância do dossel da cana-de-açúcar, medida por um sensor óptico em condições de canaviais comerciais, é a variação no acúmulo de biomassa da parte aérea. Ainda, ao contrário do que ocorre em outras culturas (CHEN et al., 2010; POVH et al., 2008; SOLARI et al., 2008), a quantidade de clorofila nas folhas não afetou significativamente as leituras com o sensor. Esses resultados corroboram o que PORTZ (2011) obteve ao avaliar outro sensor (N-Sensor®) em cana-de-açúcar.
No entanto, Chen et al. (2010) alertam que a influência da biomassa nas avaliações com sensores de dossel pode ser prejudicial, pois, em alguns casos, se quer avaliar também a variabilidade da quantidade de clorofila presente no dossel, o que indiretamente indica a nutrição por N. Assim sendo, algumas metodologias de aplicação de N demandam boa relação das leituras do sensor com a biomassa, a fim de estimar a produtividade, mas também exigem
boa capacidade desse equipamento em avaliar a resposta das culturas a doses de N, o que é conseguido a partir da avaliação da clorofila presente no dossel (RAUN et al., 2002).
Uma alternativa para tal seria a utilização de sensores de fluorescência da clorofila, o qual mostra menor interferência do acúmulo de biomassa. Esses sensores são embarcados em maquinário agrícola e podem possibilitar aplicações de N em tempo real, em função da variabilidade no teor de clorofila. Seu funcionamento é baseado no fato de que as plantas precisam liberar a energia absorvida em excesso. Essa liberação de radiação é efetuada pela fluorescência da clorofila, o qual quanto maior a quantidade e atividade das moléculas de clorofila, menor é a liberação de energia (HEEGE, 2013). No entanto, esse tipo de sensor ainda está em desenvolvimento e apresentam algumas limitações quanto à segurança e área mensurada.
É importante mencionar que os resultados utilizando o clorofilômetro foram inconstantes e não mostraram boa relação com os IVs, com os parâmetros biométricos da cana e nem mesmo com o teor de N nas folhas. Contudo, não há informações confiáveis que indiquem a eficiência desta ferramenta no diagnóstico dos níveis de clorofila no tecido vegetal de plantas de cana, assim como há para as culturas de milho, trigo e soja (SAMBORSKI et al., 2009). Logo, são necessários mais estudos sobre a metodologia de utilização do clorofilômetro em cana, assim como é preciso avaliar sua eficiência real em estimar o teor de clorofila nas folhas dessa cultura.
Nesse contexto, uma questão que precisa ser estudada é qual folha deve ser avaliada com o clorofilômetro, pois mesmo para a diagnose foliar ainda há dúvidas quanto a isso (CANTARUTTI et al., 2007; OLIVEIRA et al., 2007; RAIJ et al., 1997). Na presente pesquisa, melhores resultados com o clorofilômetro foram encontrados com as avaliações realizadas na folha +3, enquanto para o teor de N foliar, melhores resultados apareceram ao utilizar a folha +1. Entretanto, independente disso, as leituras do medidor de clorofila, assim como o teor de N foliar, não foram parâmetros confiáveis de comparação para validar a eficácia dos sensores de dossel.
O IV MTCI apresentou as maiores correlações com a produtividade da cana. Entretanto, julga-se que tais resultados ocorreram devido ao intenso efeito dos tratamentos implantados nessas áreas (Anexo E), relativos a diferentes doses de N por vários ciclos da cultura e escolha rigorosa da área de estudo, buscando potencializar o efeito do N. Isso possibilitou alteração significativa, não só na biomassa, mas também no teor de clorofila no dossel das plantas, o que passou a influenciar intensamente a refletância do dossel. Com isso,
o MTCI, o qual tem como característica fundamental utilizar as três BEs com a finalidade de captar a variação na biomassa e no teor de clorofila (VIÑA et al., 2011), mostrou melhores resultados.
Entretanto, é preciso mencionar que essa intensa resposta ao N é difícil de ocorrer em condições de canaviais comerciais (como será apresentado e discutido no capítulo seguinte). Desse modo, vê-se com certa ressalva a utilização do MTCI para predizer a produtividade, uma vez que sua eficiência em se relacionar com os parâmetros biométricos da cultura foi extremamente limitada.
Logo, julga-se adequado que para avaliações de canaviais almejando a aplicação de N em taxas variáveis, seja prudente utilizar os IVs que apresentaram os melhores resultados, tanto para predizer a produtividade, quanto para se relacionar com os parâmetros biométricos da cultura (acúmulo de biomassa, densidade de perfilhos e altura de plantas). Nesse sentido, se destacaram de forma semelhante os IVs reNDVI, reYALSI e reCI. Assim, utilizando qualquer um desses IVs, é possível obter boas relações com a variação de biomassa e boa efetividade em predizer a produtividade.
Dessa forma, qualquer que seja a metodologia utilizada para direcionar a aplicação de N, seja por meio de estimativa de produtividade (RAUN et al., 2005), seja por resposta a doses de N (SHAVER et al., 2011), ou ainda, pela estimativa de biomassa e extração de N pela cultura (PORTZ, 2011), esses índices tendem a apresentar resultados satisfatórios e consistentes.
Ainda, ficou claro que mesmo os IVs apresentando boa eficiência em se relacionar com a produtividade final de colmos, alguns fatores tendem a interferir nessa relação. Assim, mais estudos precisam ser conduzidos para avaliar a influência da variedade, seu hábito de crescimento e arquitetura foliar, fatores de solo e características do sistema produtivo que possam interferir na eficácia dos IVs em estimar, tanto a biomassa quanto a produtividade da cana-de-açúcar.
Foi possível observar também que, ao contrário do que vem apontando a literatura (FREEMAN et al., 2007; PORTZ; AMARAL; MOLIN, 2012; SHIRATSUCHI, 2011), a altura das plantas parece não representar ganho de informação na predição do acúmulo de biomassa pela cana-de-açúcar por meio de sensores de dossel. Esse fato se deve à leitura com esse tipo de equipamento estar altamente relacionada com a biomassa e, consequentemente, com altura e densidade de plantas de cana-de-açúcar. Entretanto, mais estudos precisam ser conduzidos para comprovar essa tese, uma vez que a avaliação da altura de plantas e da biomassa foram realizadas em parcelas virtuais alocadas no campo, o que pode limitar a
eficácia da integração de dados. A coleta desse tipo de informação vem sendo proposta através de sensores de ultrassom (PORTZ; AMARAL; MOLIN, 2012; SHIRATSUCHI, 2011), os quais coletam dados de altura de plantas em alta frequência, possibilitando maior detalhamento. Além disso, é preciso estudar também a integração de outros parâmetros de planta e solo (SHAVER et al., 2011), assim como equipamentos que façam essas avaliações de forma mais densa e precisa.