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BAĞIMSIZ DENETİM RAPORLARI

Belgede 2004 YILLIK RAPOR (sayfa 186-194)

Os estudos produzidos por Batista et al. (2014) demonstram que modelo proposto por Batista (2012) está sendo implantado nos seguintes órgãos públicos: Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, Empresa de Correios e Telegráfos - ECT, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, Agência Brasileira de Desenvolvimento Institucional – IBDI e no Departamento de Tecnologia da Informação – DTI do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – MPDFT. Segundo os autores as experiências ainda não houve impacto observável em termos de aumento de eficiência e melhoria da qualidade dos serviços

prestados, devido ao curto espaço de tempo da implantação. Todavia se verificou que a adoção do modelo trouxe resultados relevantes para a institucionalização da gestão do conhecimento nas referidas organizações.

Assim como destacam-se as pesquisas realizadas no Brasil pelo IPEA, nos anos de 2004, 2005 e 2006, sobre a gestão do conhecimento no setor público. A primeira, no ano de 2004, teve como foco seis empresas estatais, como: Serpro, Embrapa, Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CEF), Banco Central e Petróleo Brasileiro (Petrobras), evidenciando crescimento de práticas de gestão do conhecimento implantadas no decorrer dos anos. A segunda, no ano de 2005, procurou realizar comparações da gestão do conhecimento com os resultados da pesquisa realizada pela OCDE (2003), visto que nesta da OCDE, o Brasil não participou. Ao todo foram trinta instituições governamentais brasileiras pesquisadas, sendo 24 órgãos da Administração Direta, subdivididos em 20 Ministérios, a Controladoria Geral da União (CGU), os Comandos Militares do Exército, Marinha e Aeronáutica e a Casa Civil da Presidência da República); e 6 empresas estatais (Serpro, BB, CEF, Petrobras, Eletrosul Centrais Elétricas S/A e ECT). A pesquisa de 2006 foi realizada no âmbito de 45 IFES, cujos resultados de práticas de gestão do conhecimento demonstraram índices menores às práticas encontradas nas conclusões da pesquisa realizada em 2005, segundo afirma Batista (2012, p. 10). Na pesquisa realizada pela OCDE em 2003, salvo raras exceções, as organizações públicas estão muito atrasadas na implementação da gestão do conhecimento em comparação com as empresas privadas.

Destaca-se também, o “Relatório de Diagnóstico de gestão do conhecimento do IPEA”, em 2011, que aplicou o método OKA, de modo que pôde propor significativas contribuições no âmbito da gestão do conhecimento, tais como: a necessidade de institucionalização de um plano formal de gestão do conhecimento, implementação de práticas de gestão do conhecimento como estimula o uso de banco de talentos, ambientes virtuais de interação, lições aprendidas, melhores práticas e benchmarking dentre outras.

No âmbito brasileiro, destaca-se a aprovação do Decreto Presidencial nº 3 de 2000, Brasil (2000), que dispõe sobre a política do Governo Eletrônico (e-GOV), cujo objetivo é a formulação de políticas, diretrizes, coordenação e articulação das ações de implantação do Governo Eletrônico, voltado para a prestação de serviços e informações ao cidadão, bem como do papel do Comitê Técnico de Gestão do Conhecimento e Informação Estratégica (CT- GCIE) descrita na seção anterior. As iniciativas demandadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no Relatório de Gestão Anual das organizações Públicas, conforme a Decisão Normativa nº 127/2013, Portaria 175/2013 Instrução Normativa nº 63/2010.

Outra proposta de implementação de política de gestão do conhecimento foi sugerida por Fresneda et al. (2008), na qual estabeleceu uma arquitetura de gestão do conhecimento para a Administração Pública Federal, como resultado das atividades realizadas pelo Comitê Técnico de Gestão do Conhecimento e Informação Estratégica (CT – GCIE).

Conforme informações disponibilizadas no Portal Virtual do Governo Eletrônico (BRASIL, 2014), o CEGE é um comitê do Governo Federal Brasileiro que opera na formulação de políticas de Governo Eletrônico (E-Gov), para propor políticas, estabelecer diretrizes, coordenar iniciativas e promover articulações, voltado para a prestação de serviços e informações ao cidadão.

No âmbito da sua missão, o CT-GCIE se propõe a

Promover a Gestão do Conhecimento na Administração Pública, tendo como pressuposto de que a experiência acumulada progressivamente pelos servidores públicos constitui um capital estratégico do Estado, o qual deve ser compartilhado e explorado ativamente pelos órgãos de governo e pela sociedade brasileira (BRASIL, 2014).

No que diz respeito à gestão do conhecimento, as diretrizes do CT-GCIE são implantadas no sentido de promover na Administração Pública Federal, a gestão do conhecimento; o uso dos princípios, conceitos e metodologias em gestão do conhecimento junto ao Comitê Executivo do Governo Eletrônico; identificar e acompanhar as melhores práticas no âmbito da Administração Pública Federal, divulgando a cultura de gestão do conhecimento no governo eletrônico; elaborar e implementar uma política no Governo Eletrônico; identificar, disseminar e distribuir as aplicações e ferramentas ao Comitê Executivo do Governo Eletrônico.

Fresneda e Goulart (2006, apud Fresneda et. Al, 2008) identificam em sua pesquisa problemas nas organizações públicas relacionados à ausência em seu âmbito da gestão do conhecimento. Tais problemas dizem respeito à existência de grande massa de informações estratégicas não tratadas e não disseminadas aos tomadores de decisões governamentais, competências individuais e coletivas não exploradas, insuficiente colaboração intraorganizacional, baixa utilização de trabalho em grupo, colaborativo e virtual e dificuldade de promover o aprendizado coletivo, constituindo-se em uma barreira à capacidade de criação e inovação.

Como forma de minimizar os problemas identificados acima, Fresneda et al. (2008) ,por meio do CT-GCIE, sugerem à implementação de um modelo baseado na arquitetura de gestão do conhecimento na Administração Pública Federal, conforme a Figura 14 abaixo.

Figura 14: Arquitetura de Gestão do Conhecimento para a Administração Pública Federal.

Fonte: Fresneda et al., 2008.

No modelo exposto, propõe-se, para a Administração Pública Federal, uma arquitetura subdivida em três dimensões: a) atividades de gestão do conhecimento, que representam os atuais projetos e práticas dispersos e fragmentados existentes nas organizações públicas e, em geral, não alinhados aos objetivos estratégicos; b) as estratégias de gestão do conhecimento que representam a necessidade de estabelecer um plano de gestão do conhecimento, de modo que este forneça uma visão holística da gestão do conhecimento estando alinhado as estratégias da organização; e c) a política de gestão do conhecimento na administração pública federal, que se configura como tema prioritário da agenda do Governo Federal.

Fresneda e Goulart (2006, apud Fresneda et al., 2008) esperam como resultados da implementação da gestão do conhecimento as seguintes melhorias para o setor público: a) promoção da transparência na gestão pública, pelo fornecimento ao cidadão de acesso às informações governamentais e crescente capacidade para intervir diretamente nas decisões político administrativas que lhe digam respeito; b) melhoria da gestão e qualidade dos serviços públicos, com redução de custos pela gestão eficaz de processos; c) desenvolvimento de uma cultura de compartilhamento de conhecimento entre governo e sociedade; d) desenvolvimento de uma cultura colaborativa entre áreas Governamentais; e e) Servidores públicos dotados de competências cognitivas para utilizarem, individual ou coletivamente, redes e equipamentos como meios de produção de conhecimento.

Para que tais resultados sejam alcançados, Fresneda e Goulard (2006, apud Fresneda et al., 2008) entendem ser necessário que os processos que compõem a gestão do conhecimento tornem-se objeto de um diagnóstico organizacional, bem como de um plano de melhorias cujas ações estejam adequadamente alinhadas ao Planejamento Estratégico da organização.

No caso específico da presente pesquisa, o documento o qual reflete o planejamento estratégico da organização é o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI – 2014/2018), que se encontra em fase de aprovação e publicação no segundo semestre do corrente ano.

Belgede 2004 YILLIK RAPOR (sayfa 186-194)