1.2. XVI YÜZYIL DİVAN EDEBİYATININ ÖNEMLİ TEMSİLCİLERİ
1.2.1. BAĞDATLI RÛHÎ
Quais atividades de sua formação
você gostaria de aprimorar?
2 2 3
2
Técnicas de grupos Atividades com a Juventude A pregação Produção de textos
Gráfico 7 – Atividades a serem aprimoradas
Conforme observamos no gráfico 7, vemos que a prática da oratória – pregação na homilia – destaca-se dentre as atividades que os seminaristas gostariam de aprimorar. Este dado nos revela que os próprios seminaristas são conscientes dos efeitos positivos que uma boa pregação tem sobre a assembleia e que é preciso que cada um deles desprenda esforços para fortalecer sua competência discursiva.
Certamente, o grau de aceitação será tanto maior quanto maior for a capacidade do sacerdote de proferir uma homilia bem articulada, clara, na qual o uso de conectores é feito de forma correta. Quanto a essa temática, um vício linguístico muito recorrente entre os sacerdotes jovens de Natal encontra-se na omissão ou no uso inadequado dos pronomes relativos. Isto evidencia a realidade de um histórico de escolaridade deficiente; a proveniência de um meio social à margem da norma culta da língua falada; a insuficiência apresentada pela formação no Seminário em corrigir esse tipo de ‘ocorrência discursiva’. Apesar de a homilia, na maior parte das vezes, representar o momento em que o sacerdote dirige a sua comunidade
uma pregação em estilo familiar e quase coloquial sobre o Evangelho, é necessário que ele domine os padrões normativos da língua culta, pois é chamado, por vocação, a praticar sua agência em ambientes e situações variadas, inclusive para públicos mais exigentes.
Voltando à questão da necessidade da resignificação da mensagem bíblica nas pregações dos sacerdotes, um discurso por demais deslocado no tempo e no espaço corre o risco de se mostrar esvaziado de significado e do poder de transformar/converter condutas sociais, finalidade primeira da proposta evangélica. Não se pode deixar também de chamar a atenção para a possibilidade de existirem pregações que deixam totalmente de lado a mensagem religiosa e se prendem apenas à discussão de eventos ou questões da atualidade, resumindo a homilia a um conjunto de achismos e frases feitas dos formadores de opinião de plantão. Tanto o primeiro quanto o segundo caso podem vir a ocorrer e é por isso que, na formação dos seminaristas, a Igreja não pode esquecer que os fieis procuram nos templos religiosos uma mensagem que possa dar uma solução, proveniente do sagrado, aos problemas próprios da atualidade e àqueles de caráter ontológico, ou seja, referente à própria essência das coisas.
Exemplificando, no momento da homilia, o fiel atento ao discurso do sacerdote é capaz de perceber o grau de instrução do orador a partir de suas escolhas lexicais, da forma como ele faz a retomada de informações já proferidas, da organização de suas ideias, da validação de argumentos, da alusão a fatos históricos passados e/ou atuais e, por fim, do seu conhecimento acerca do conteúdo das Sagradas Escrituras. Certamente, o grau de aceitação será tanto maior quanto maior for a capacidade do sacerdote de proferir uma homilia bem articulada, clara, na qual podemos perceber os elos de ligação entre as palavras bíblicas e os fatos sociais atuais.
Retornando à nossa análise, no fragmento (38), Flávio comenta seu interesse no conteúdo do Catecismo da Igreja Católica. Nesse excerto, ao citar a disciplina Iniciação à Fé, ele assume uma postura discursiva que parece se revestir de ânimo, de forma que passa a detalhar as características do livro adotado e de sua importância para a formação do seminarista. Nesse excerto, parece-nos que, a práticas de letramentos distintas, são atribuídos valores diferentes. Claramente, ele se demora mais a falar sobre o livro do Catecismo, aquele que lhe permitirá assumir com propriedade o discurso da Igreja Católica, observando que agora essa leitura ocorre de maneira diferente, pois é valorada de sentido identitário. Tudo que consta no livro do Catecismo serve para fortalecer-lhe a fé, além de muni-lo do discurso adequado para a defesa dos dogmas religiosos.
(38) Flávio – [...]/em Literatura, a gente já andou pelo Quinhentismo/ pelo Arcadismo/ Barroco/ estamos estudando/ já entrando no Romantismo/ /né?/ é/// em questão de teoria Musical/ como o próprio nome diz/ é somente teoria// aquela questão de como a gente deve se identificar com as pautas e com as notas musicais/ e// a terceira disciplina/ e a última disciplina seria a Iniciação a Fé/ nós temos o subsídio de estudar o Catecismo da Igreja Católica/ é um documento original da Igreja/ bem grosso mesmo/ e acompanhado de um compêndio que é o resumo dele/// no qual a gente vai estudando/ inclusive/ recentemente/ nós fizemos um trabalho sobre isso// é/ que fala todos os aspectos da vida cristã e o que a Igreja se posiciona/ o que a Igreja nos fala/ /né?/ Por isso chama-se Catecismo/ ensinamento da Igreja Católica// então/ eu/// o que nós aprendemos/ inclusive/ no curso de Iniciação a Fé/ darmos um passo mais adiante no nosso conhecimento/ que aliás é muito bom/ a gente tá aprendendo muita coisa, /né?/ Que a gente, às vezes, ou sabia, ou não ligava tanto// que aqui a gente tá dando mais ênfase, /né?// então tá sendo muito legal por isso [...].
Já no fragmento (39), Flávio faz uma explanação sobre as contribuições e o prazer que a leitura proporciona ao leitor atento. Apesar de serem práticas de letramento situadas no contexto da sala de aula, nas quais a leitura ganha a conotação de obrigatoriedade, Flávio traduz o sentimento de se sentir recompensado por perceber os benefícios resultantes de sua imersão no mundo da literatura. Segundo ele, a prática da boa leitura tem poder transformador, pois lhe confere os instrumentos apropriados para a interpretação e compreensão do mundo ao seu redor.
Para comprovar esse sentimento de transformação pessoal, ele diz: [...]/a leitura/ ela
tem o poder de transformar a gente/ nós nos tornamos pessoas é// podemos dizer assim// calmas/ é/ mais educadas no que diz respeito ao falar/ ao agir/ nosso vocabulário/ com certeza é/é/ aumenta /né?[...]. É interessante observar que, com exceção do aumento do
vocabulário, a transformação da qual fala Flávio está mais relacionada com atitudes comportamentais. Talvez isso ocorra pelo fato dele se referir a leituras de caráter religioso, tal como a autobiografia de Thérèse Martin.
Inferimos, a partir deste excerto, que estes eventos e práticas de letramento, associadas ao contexto de sala de aula, orientam os seminaristas a atribuir significações positivas ao conteúdo lido, à medida que elas têm o poder de conduzi-lo em busca de mais informações sobre o assunto.
(39) Flávio – [...]/ Tomás Antônio Gonzaga/ o Arcadismo/ aí é uma forma da gente conhecer melhor/ e também pra gente porque/// a leitura/ ela tem o poder de transformar a gente/ nós nos tornamos pessoas é// podemos dizer assim// calmas/ é/ mais educadas no que diz respeito ao falar/ ao agir/ nosso vocabulário/ com certeza é/é/ aumenta /né?/ as palavras/ as formas de expressão vai aumentar /né?/ o nosso
convívio com as pessoas/ por estarmos sempre com concentração/ com alguma coisa que nos faz bem/ não alguma coisa obrigada/ por isso que às vezes um livro/ às vezes/ um professor passa um livro por obrigação/ ele não faz uma boa leitura/ particularmente/ a leitura é boa quando a gente pega o livro /né?/ por opção, /né?/ por isso que Marília de Dirceu já tem// já tem o todo com fazer/ já pediu o resumo/ todos os alunos tem que fazer/ já o de Português, para fazer o fichamento, ele pediu que nós escolhêssemos um livro /né?/ aí tem mais/ não que o de literatura tivesse sido ruim, mais o de Português/ pra mim foi/ particularmente/ foi muito bom porque eu escolhi um livro que eu achei interessante e no qual eu adentrei na estória/ eu participei da estória/ porque pra mim se uma leitura não me convida a participar da estória/ a conhecer os fatos/ eu acho uma leitura que/ que não é muito boa, /né?/[...].
Nas últimas linhas desse excerto, observamos que Flávio reforça a ideia de que o prazer proporcionado pela leitura depende, muitas vezes, do sentimento de afinidade com o estilo e o gênero do texto a ser lido. Observamos a referência que ele faz: [...] um professor
passa um livro por obrigação/ ele não faz uma boa leitura/ particularmente/ a leitura é boa quando a gente pega o livro /né?/ por opção, /né?/[...], neste ponto, Flávio evidencia a
separação existente entre as práticas de leituras espontâneas, nas quais o leitor sente-se convidado a entrar na trama e conhecer os fatos, e as leituras que, por motivos diversos, mesmo que importantes, se tornam impossibilitadas de serem revestidas de significação.