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B ÜCRET ALMANIN CAİZ OLMADIĞINI SÖYLEYENLER

Belgede İslam Hukukunda icâre akdi (sayfa 76-80)

O Curso de Desenvolvimento de Talentos, em nível de pós-graduação latu-sensu teve sua aprovação, em fevereiro de 1997, pela Câmara de Pós-graduação da UFMG, para a criação das áreas de concentração em Desenvolvimento empresarial, com vinte e seis vagas, e Capacitação

de altos executivos, com trinta vagas, no curso de Especialização em Gestão Estratégica, a serem oferecidas no primeiro semestre de 1997. Esta pesquisa refere-se ao curso de Desenvolvimento Empresarial.

Esse documento foi fruto de um processo iniciado em dezembro de 1996, com a solicitação do coordenador do curso de Gestão Estratégica ao Pró-Reitor da universidade para criação de duas áreas de concentração e que teve a aprovação do CEPEAD em novembro de 1996. A pós- graduação tinha uma clientela específica, advinda de convênios com o Banco do Brasil e com a PCO.

A aprovação de planos de recursos pela Pró-Reitoria de Administração, em fevereiro de 97, quinto oferecimento aprovado desde 1996, especificava que o curso de Desenvolvimento Empresarial seria para funcionários da PCO, enquanto o de Capacitação de Altos Executivos seria para o Banco do Brasil. O programa do primeiro, objeto desta pesquisa, seria de 360h/24 créditos, distribuídos em onze disciplinas obrigatórias, sendo cinco delas comuns com o curso de Capacitação de Altos Executivos. Todas as disciplinas estariam sob a responsabilidade do Departamento de Ciências Administrativas (CAD), cujo corpo docente era de dezenove professores, cinco mestres e quatorze doutores, que deveriam ministrar as aulas e orientar trabalhos finais. Previa uma carga horária de quatrocentas e vinte horas, sendo trezentas e sessenta para horas/aulas de curso e sessenta para orientação de monografia. A avaliação ficaria a cargo do CEPEAD, podendo, se fosse do interesse, haver também a participação da PCO.

As normas a serem seguidas seriam as mesmas em vigor para a pós-graduação da UFMG, e pelo regulamento do CEPEAD, amparadas por lei federal 8.666 de 21/6/93.

Foi distribuído para cada aluno um caderno com orientações que incluíam a apresentação do CEPEAD, na época responsável por cursos de especialização em Gestão Estratégica, Mestrado e Doutorado, justificativa da PCO para realização do curso. A empresa apresentava os seguintes motivos para efetuar o investimento: ser importante investir no talento potencial de seus empregados, ser um programa especial de desenvolvimento de pessoal com periodicidade anual - Programa de Desenvolvimento de Talentos -, ter o objetivo de identificar, de forma sistemática e orgânica, empregados ocupantes de cargos de nível universitário interessados na construção e consolidação de suas carreiras profissionais e que pudessem, potencialmente contribuir com a empresa e influenciar nos rumos da mesma.

Os objetivos do CEPEAD para o programa eram suscitar nos participantes atitudes inovadoras mediante desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes adequadas ao pleno exercício de seu papel na empresa; desenvolver habilidades e atitudes voltadas para solução de problemas e para a busca de excelência da gestão e administração empresarial; e refletir sobre parâmetros e estratégias gerenciais na linha da inovação e da mudança de perspectivas futuras e da inserção dos funcionários da PCO no contexto da incerteza e turbulência ambiental.

A estrutura curricular apresentava como características a forma modular e integrada e o objetivo de proporcionar aos participantes conhecimentos e práticas gerenciais utilizadas nas organizações modernas. Abordava temas emergentes e atualizados, e tinha duração de nove meses para cumprimento de créditos mínimos e seis meses para monografia.

A filosofia do programa sustentava-se sobre três pilares: a integração, a flexibilidade e a metodologia. A integração propunha a relação próxima entre teoria e prática, conceitos da teoria da administração, a experiência acadêmica e profissional com a demanda das organizações. Poderia ser ministrado noturno ou diurno e de forma modular, intensiva - 8 horas por dia e uma semana por mês ou extensiva - 8 horas aos sábados e domingos, essas eram as possíveis flexibilidades. Para as turmas de Desenvolvimento de Talentos ficaram acertados os cursos intensivos em oito horas por dia durante uma semana por mês, perfazendo quarenta horas/aula/mês, nove meses no ano.

Era uma semana por mês que você estava liberado para fazer o curso, que era no horário de trabalho, oito horas por dia; tinha aula de manhã e à tarde e era pago pela empresa. No curso de especialização em Gestão Estratégica você ficava uma semana por mês, dez módulos, não é, e ficava liberado do serviço. E também tudo por conta da PCO. (entrevistado 9)

Envolviam a metodologia as dimensões conceitual - criação de linguagem comum para abordagem do tema e exposição dialogada complementada por leituras, estudos de caso e seminários; e instrumental - realização de trabalho na organização conveniada, segundo roteiro de aplicação prática de cada disciplina. Previam um maior número de aulas práticas com resolução de problemas, estudo de caso, preparação de projetos, jogos de empresa.

O público-alvo seriam os funcionários da PCO com formação superior. O processo de seleção visaria preencher vinte e cinco vagas, sendo que os candidatos indicados pela PCO fariam provas no CEPEAD, de interpretação de texto e redação, entrevista realizada por comissão designada pelo colegiado especialmente para esse fim, além de terem seu currículo e histórico escolar analisados. Os candidatos não poderiam ter participado de treinamentos oferecidos pela empresa nos últimos dois anos e não poderiam estar muito próximos da aposentadoria, bem como não poderiam ter exercido ou estar ocupando cargos gerenciais.

Era um projeto para o qual havia uma seleção interna e uma seleção aqui também, não é? Então havia algumas regras para os empregados participarem, tipo: não podia ter participado de nenhum treinamento até tantos anos atrás, tinha que ter tantos anos de PCO, já não me lembro mais quantos, não podia ser gerente e não podia é...tinha que estar há mais de cinco anos da aposentadoria porque não podia ter interesse para quem estivesse próximo de se aposentar.(entrevistado 4)

.... eu não pude participar porque tinha um critério que falava que se você tivesse feito algum curso pela empresa nos últimos dois anos ou um ano, eu não me lembro bem, você não podia nem candidatar ao curso. E, na primeira turma eu tinha concluído um curso recentemente pela PCO mesmo e não pude nem participar, mas eu fiquei antenado: para o próximo que sair eu vou...(entrevistado 9)

As aulas aconteceriam nas dependências da FACE, à rua Curitiba, 832, que também disponibilizaria a biblioteca, equipamentos e espaço físico. A PCO arcaria com todas as despesas relativas ao curso.

A Estrutura curricular CEPEAD/PCO foi apresentada em quatro módulos, a saber: organização e Sensibilização, Instrumentos de gestão empresarial, Gestão de negócios e competitividade e Monografia. O processo de avaliação, incluindo a assiduidade, foi previsto para ter notas em pontos de 0 (zero) a 100 (cem) para cada disciplina, convertidos depois em conceitos e tinha como objetivos detectar eventuais falhas no desenvolvimento do curso, propiciar elementos para sua correção e oferecer subsídios aos professores.

Para a elaboração da monografia, os professores do CEPEAD atuariam como co-orientadores, de acordo com sugestão da CAPES, sendo feita a definição das atividades pertinentes para apoiar os

participantes na elaboração da monografia ao longo do programa, em função das necessidades e especificidades do curso.

A estrutura curricular sofreu poucas modificações de um curso para outro, não significativas no conjunto, como, por exemplo, no ano de 1999, o módulo de Instrumentos de Gestão Empresarial contou com as disciplinas: Fundamentos de Gestão Econômica, Informação e decisão, Gestão de Recursos Humanos e Operações de serviços.

O contrato com a PCO foi renovado por quatro anos e, já no ano 2000, o quarto curso tinha como premissas norteadoras o desenvolvimento dos participantes nas seguintes dimensões básicas: capacitação para leitura do macroambiente e seus impactos no ambiente de negócios da empresa, de forma a orientar suas ações profissionais para os desafios empresariais; domínio das competências necessárias para liderar processos de negócios; liderança direcionada para obtenção de resultados empresariais desejados; flexibilidade e competência direcionadas para promover mudanças em seus modelos mentais para um estado de prontidão e para as iniciativas que se fizerem necessárias; a mobilização permanente e comprometimento com o trabalho em equipe; incorporação dos valores da educação continuada e do autodesenvolvimento permanente; demonstração de responsabilidade social e compromisso ético ao lidar com a complexidade social. O número de vagas já havia passado para trinta.

Belgede İslam Hukukunda icâre akdi (sayfa 76-80)