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3.2. SANAYİ SEKTÖRÜ GELİŞİMİNİN DEĞERLENDİRİLMESİ

3.2.2. Konya’da Sanayi Sektörünün Gelişimi

3.2.2.4. Konya’da Öncü Sanayi Sektörlerinin Gelişimi

3.2.2.4.4. Ayakkabı ve Deri Sektörü Gelişimi

As principais dificuldades identificadas às pessoas portadoras de DM no que concerne à vivência da sua sexualidade são de ordem adaptativa e cognitiva, e não de ordem biológica, as quais condicionam sobremaneira a forma como o indivíduo vai assimilar, compreender e formar códigos para uma autorregulação emocional e social do seu comportamento sexual. Então, na educação sexual do portador de DM deve estar presente um enfoque educativo baseado no desenvolvimento de uma interação com o seu meio cultural, físico e social, perspetivando a melhoria das suas relações interpessoais, assim como o desenvolvimento da sua personalidade. Dever-se-á desenvolver nestes indivíduos uma relação de respeito em relação aos outros, que lhes permita uma convivência salutar com os seus pares e a integração plena e efetiva na comunidade local. Perceber o que é um comportamento socialmente adequado, ajudá-lo- á no seu crescimento interpessoal e no seu processo de socialização.

Assim sendo, a pura transmissão de conhecimentos adquire uma importância relativa para este público, sendo, no entanto, de extrema relevância a fase de desenvolvimento, quer físico, quer mental, em que a criança ou jovem se encontra, para que se possam facultar informações adequadas às suas necessidades.

Pan (2003:251) afirma que os indivíduos portadores de DM apresentam “um transtorno na comunicação com o mundo à sua volta que repercute na formação de suas estruturas cognitivas”, referindo ainda que é necessário incrementar os seus níveis de interesses, transmitindo-se, contudo, “só os conhecimentos que seu nível mental lhe permitir assimilar e seu nível social lhe permitir executar”.

A estes indivíduos dever-se-ão proporcionar as ferramentas necessárias para que possam melhorar a sua autonomia pessoal e, consequentemente, melhorar a sua qualidade de vida. A sua rotina diária deve ocorrer em contextos normalizados,

proporcionando ao deficiente mental a oportunidade de desempenhar um papel ativo na comunidade que reconhece os seus direitos e lhe proporciona as mesmas oportunidades dos outros cidadãos.

Bezerra e Macário (2012:17), valendo-se do trabalho realizado pelo GTES (2005) e referindo-se aos jovens em geral, afirmam que o objetivo capital da educação sexual é o “desenvolvimento de competências nos jovens, de modo a possibilitar-lhes escolhas informadas nos seus comportamentos na área da sexualidade, permitindo que se sintam informados e seguros nas suas opções”.

Pan (2003), não se distanciando muito do objetivo anterior, e reportando-se a pessoas portadoras de DM, enuncia o objetivo geral explícito da educação sexual como

“o amadurecimento afetivo do aluno, fazê-lo chegar a ser dono de si, formá-lo para o

reto comportamento nas relações pessoais e sociais, proporcionando-lhe os instrumentos que lhe permitam orientar do melhor modo possível suas decisões nessa matéria e reforcem as atitudes de respeito e tolerância necessárias à convivência” (p. 252),

independentemente do método e atividades utilizadas, ou temas abordados.

Em suma, pretende-se, com a educação sexual, que o indivíduo portador de DM desenvolva a capacidade de realizar escolhas responsáveis e assertivas. A sexualidade deve ser transmitida como algo positivo, um bem e uma virtude do ser humano, sem, no entanto, a sobrevalorizar ou a menosprezar, sem causar inibições ou vergonha ou até mesmo falsos sentimentos de culpa.

8.2. Temas/Conteúdos e objetivos

De acordo com o Relatório Jacques Delors a função educativa vai muito além da transmissão de conhecimentos, apresentando os quatro pilares da educação que contemplam as aprendizagens fulcrais para o ser humano viver harmoniosamente em sociedade: “aprender a conhecer”, “aprender a fazer”, “aprender a viver juntos” e “aprender a ser”, conforme consta no documento:

“Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se

em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda vida, serão de algum modo para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas; finalmente aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes. É claro que estas quatro vias do saber constituem apenas uma, dado que existem entre elas múltiplos pontos de contato, de relacionamento e de permuta”. (DELORS, 1998:89-90)

De facto, e no que concerne a projetos de Educação Sexual para portadores de DM, a ênfase dada à transmissão de conhecimentos encontra-se em segundo plano. A transmissão de valores é indubitavelmente indissociável da educação sexual, apresentando-se como um elemento fundamental da mesma.

Aos jovens deficientes mentais deverá ser facultada uma educação sexual ajustada às suas caraterísticas, necessidades e capacidades de compreensão, além da necessidade destes programas serem funcionais no seu quotidiano. Para que tal aconteça deverão ser criados e implementados programas de educação sexual sistemáticos e bem estruturados os quais valorizem não só a transmissão de conhecimentos relativos ao corpo humano, como também ao seu desenvolvimento e promovam comportamentos responsáveis e atitudes positivas e assertivas, para que os jovens possam tomar decisões de forma consciente e informada. A Educação Sexual poderá contribuir para a diminuição de comportamentos e atitudes socialmente reprováveis, prevenir uma gravidez indesejada ou a transmissão de uma infeção sexualmente transmissível, bem como diminuir situações de abuso e exploração sexual.

Apresentamos, de seguida, um conjunto de temas que, na nossa perspetiva, devem constar num programa de Educação Sexual para indivíduos portadores de DM. Não obstante, e devido às necessidades específicas do público-alvo, cada profissional de educação deverá adaptar e reajustar os conteúdos a abordar com cada aluno. Esperamos que desta forma, possamos dar um contributo positivo para colmatar uma lacuna identificada no nosso sistema educativo.

 O corpo humano e funções do corpo

O jovem deverá conhecer e identificar os órgãos sexuais femininos e masculinos, tanto os internos como os externos. Deverá ainda compreender as intensas transformações fisiológicas e emocionais próprias da fase da puberdade.

 Conhecimento sobre reprodução humana

O aluno deverá compreender o mecanismo da reprodução humana.  Diferentes formas de expressar a sexualidade

O jovem deverá ser capaz de identificar diferentes sentimentos e definir os seus próprios sentimentos. Deverá ser capaz de distinguir formas corretas e inapropriadas de exprimir sentimentos.

 Relações interpessoais

O discente deverá perceber a importância dos diferentes grupos aos quais pertence, nomeadamente a família e os amigos. Deverá ser capaz de distinguir diferentes

tipos de relacionamentos, designadamente a família, a amizade, o namoro e o casamento. Deverá desenvolver a capacidade, socialmente correta, de se expressar e ouvir o outro.

 Cuidados e higiene corporal

O jovem deverá conhecer regras básicas de higiene pessoal e corporal e reconhecer a importância de cuidar do seu corpo. Dever-se-á promover a prática autónoma da higiene corporal e entender a higiene pessoal como uma regra fundamental de sociabilidade.

 Saúde sexual e reprodutiva

O aluno deverá conhecer os vários tipos de métodos contracetivos, bem como as doenças sexualmente transmissíveis mais frequentes. Deverá igualmente desenvolver uma atitude preventiva e responsável face à contraceção e às doenças sexualmente transmissíveis.

 Distingue o público do privado

O discente deverá ser capaz de distinguir as partes do corpo íntimas (privadas) das públicas, assim como distinguir os locais públicos dos locais privados. Deverá ainda compreender o que é a intimidade e o que é o pudor.

 Desenvolvimento da autoestima e do autoconceito

O aluno deverá desenvolver sentimentos de aceitação, valorização pessoal, apreço e segurança. Deverá valorizar as suas qualidades/áreas fortes e aceitar a sua imagem corporal de forma positiva. Reforçar a autoestima, assim como a perceção que o indivíduo tem de si mesmo.

 Desenvolvimento da assertividade

O jovem deverá conhecer os seus direitos enquanto ser humano. Deverá desenvolver e melhorar a capacidade de exprimir sentimentos e pensamentos de forma apropriada e honesta em diferentes situações.

 Prevenção de abusos sexuais

O aluno deverá ser capaz de identificar comportamentos sexuais inadequados. Deverá conhecer as várias formas de abuso sexual e violência sexual, assim como adotar medidas assertivas em relação a situações de perigo e abuso sexual. Desenvolver estratégias de atuação face a aproximações abusivas e desenvolver competências para ser capaz de dizer “sim” ou “não” em diferentes situações e para solicitar auxílio e

procurar ajuda. Conhecer formas de adquirir apoio numa situação de abuso sexual. Promover o desenvolvimento de competências para fazer as escolhas corretas e para saber estabelecer limites. Compreender que tem direito de decidir sobre o seu corpo.