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AVRUPA BİRLİĞİ TAVSİYE KARARLARI GEREĞİNCE İDARE İLE ÖZEL KİŞİLER

D. DAVAYA SON VEREN TARAF İŞLEMİ OLARAK FERAGAT VE

IV. AVRUPA BİRLİĞİ TAVSİYE KARARLARI GEREĞİNCE İDARE İLE ÖZEL KİŞİLER

As atuais intervenções nas cidades médias, fazem parte de uma perspectiva estratégica de crescimento da economia urbana, em direção à competitividade. Contudo, há uma necessidade de um planejamento nesses espaços que aliem desenvolvimento econômico à minimização da segregação dos mesmos. Assim, é possível compreender a lógica capitalista que direciona a meta desses eixos de crescimentos, haja vista, os agentes do processo em sua grande parte aparecerem como investidores privados, mas que se beneficiaram com incentivos por parte do poder público para se instalarem nos locais motivados por incentivos ora fiscais, ora pela atratividade das atividades agregadas que vão surgindo para dar suporte a outras já existentes no lugar.

Diante desse fato, Mossoró passou por uma grande mudança estrutural. Desde sua formação com o povoamento no período colonial, o principal vetor de crescimento de Mossoró era ao longo do rio Mossoró, no sentido sudoeste-nordeste (paralelo ao rio). A partir da década de 1970, o principal vetor de crescimento alterou-se drasticamente e passou a ser no sentido sudeste noroeste (perpendicular ao rio), norteando nessa perspectiva seus eixos de expansão. Com isso, entende- se que os processos de valorização provocados pela abertura de novas ruas, construção de praças, de edifícios e a uma conseqüente renovação dos espaços construídos, tem consolidado pouco a pouco uma evolução urbana capaz de modificar o uso e direcionar um sentido diferente aos espaços: foram alvo de gentrificação, no sentido da metamorfose do espaço construído.

Por isso, é necessário mostrar que há um significativo avanço na cidade e no processo estudado, quando impulsiona a economia e promove um fluxo maior de pessoas. Mas, também é possível perceber que o lado negativo da situação está na segregação do espaço, impulsionada pela mudança nos estilos de vida, além da valorização das glebas vazias provocarem valorização fundiária e especulação imobiliária forjando nesse contexto, um cenário de exclusão e segregação, que afasta a população do lugar, em parte pelo uso e outra pela ocupação de espaços novos e/ou renovados na cidade de Mossoró.

Conclui-se que o espaço urbano em Mossoró assumiu um sentido sob a ótica da gentrificação, pois, as propostas idealizadas junto ao seu projeto de urbanização

tem estabelecido os novos parâmetros da relação capital - trabalho promovendo a construção de novos espaços de sociabilidade, requalificando e revitalizando outro, incorporando a alguns locais novas construções, incentivando uma dinâmica de atividades capazes de modificar os costumes e uma identidade antes vista, associada a presença de residências horizontais e que hoje deram lugar a empreendimentos verticais. Desse modo, se a gentrficação é delineada pela formação de uma identidade formatada pelos padrões culturais introduzidos nas mudanças, pode se afirmar que Mossoró vive um processo gentrificador em sua essência.

É possível entender ainda que os espaços urbanos são vistos também como espaços das diferenças nas cidades médias, marcadas pelas identidades atribuídas aos valores e aos costumes do lugar. Assim, a gentrificação pode ser compreendida a partir da transformação nesta escala, visto que a metamorfose de um lugar não muda o espaço, mas a funcionalidade do local. Já que a identidade das pessoas pode ser construída e até transformada, dependendo do uso, da funcionalidade e da propagação do fluxo de atividades oferecidas em determinada localidade.

Pois, as funcionalidades nos espaços mudam hoje, prioritariamente para atender as novas demandas do sistema capitalista e a centralidade de um espaço só existe, quando seus fluxos convergem a partir de uma identidade que “centraliza” os processos existentes. Desse modo, é notória a discussão dos eixos de expansão em Mossoró: O da Avenida Rio Branco com cenário delineado pela espetacularização da cena urbana e o da Avenida João da Escóssia, marcada pelo novo e pelo embelezamento do lugar.

Assim a metamorfose do espaço, induz a formação de centralidades porque define o ‘centro’, conforme a funcionalidade que o identifica a partir dos processos existentes; sendo o resultado da influência cultural, moldada pelos valores e costumes que formatam a identidade e que conduzem a gênese das centralidades e atende nessa lógica, aos anseios do capitalismo.

Desse modo, a transformação metamorfoseada do espaço necessita e se beneficia dos atuais padrões de governança para gerir o complexo processo que dá sentido a mudança nas cidades, sendo possível afirmar que a atração de investidores para um dado local é resultado da centralidade produzida por atividades produtivas de serviços ou produtos, geradores de renda e agregadores de valores,

em que a renovação, a reabilitação e a revitalização consistem em processos, norteados pela lógica produtivista que delineiam a gentrificação dos lugares.

A gentrificação do espaço, por meio da ocupação e do uso permite avaliar o perfil de uma cidade diante de suas transformações , assim como sua projeção em relação as políticas de revitalização dos espaços públicos, que moldam a realidade do lugar em função do incentivo dos agentes promotores da renovação espacial. Por isso, os processos gentrificadores representam a metamorfose no espaço urbano quando tem como resultado a criação de uma identidade moldada pelos: ditames da cultura, agentes transformadores, ideologias e símbolos e pelas interfaces do capitalismo, as quais podem ser mediadas pela revitalização, a renovação, a requalificação e a reapropriação nos espaços urbanos que são modalidades de estratégias propostas para a restauração dos espaços públicos, das quais defendemos que fazem parte de um circuito de gentrificação funcional globalizada.

Com isso, decorre deste fato, a atribuição de diferentes sentidos nas vias urbanas, capazes de promover nas cidades médias a construção de novas identidades e centralidades, a partir da mudança do uso e da ocupação do espaço, delineadas pelos fluxos e pelas dinâmicas construídas nos espaços urbanos transformados, por meio da intervenção na concretização de espaços centrais, capazes de reabilitar sócio-economicamente os mesmos. Sendo possível confirmar a premissa que norteou a tese desde o início da investigação em 2007: De repente tudo mudou de lugar, nesta cidade média chamada Mossoró.

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