5. ÖRNEK OLAY ÇALIŞMASI 1: TARİHSEL SÜREÇTE
5.5 Arko Men Markası için Ambalaj Yenileme Süreci
Procederemos neste item à apresentação de grupos de vocábulos, selecionados e agrupados de acordo com a proximidade ou afinidade de significado e por sua utilização no
254 Dom Paulo Evaristo Arns (1993), p. 87 cita o início da Apologia para comprovar sua afirmativa de que
Jerônimo exigia que se assumisse as responsabilidades quanto àquilo que se escrevia; admirava-se de que seus amigos, entre eles Rufino, escrevessem e não publicassem seus escritos.
255 São Jerônimo, Apologia, p. 6
256 São Jerônimo, Apologia, p. 8: “...Rogo: Quis est iste dolor? quid aestuant? quid insaniunt? Quod praeconem
reppuli figuratum? quod nolui me subdolo ore laudari? ...” “A licentia é uma censura, valente e baseada unicamente na verdade, dirigida ao público, provocando seu amor próprio com o perigo de indispô-lo com a causa patrocinada pelo orador; este crê que o público seja capaz de enfrentar-se com uma verdade objetiva e desagradável, e esta esperança a deixa entrever o orador de uma maneira aduladora para o público, com o objetivo de ganhar sua simpatia.” (Lausberg, H. (1996), p. 191).
texto da Apologia, bem como o sistema de oposições que Jerônimo estabelece para o emprego destes vocábulos no mesmo texto.
Em primeiro lugar, verbos para marcar acusação ou refutação: accusare258, arguere259,
calumniari260, criminari261, se excusare262, indignari263, obicere264, quereri265. Estes verbos se juntam a seus complementos com as conjunções cur ou quare.
O adjetivo simplex e seu substantivo correspondente simplicitas têm significado ambivalente de candura e, concomitantemente, de ausência de discernimento e tolice. Na
Apologia, alguns outros vocábulos recobrem o sentido de simplicitas: bruti266, fatui267,
imperiti268.
O substantivo malitia269 que aparece no primeiro parágrafo do primeiro livro da Apologia opõe-se a prudentia, do mesmo modo que prudentia opõe-se a nequitia270. Ora Rufino carece de prudentia, ora Jerônimo o parabeniza por tê-la, com ênfase271, sendo que a maior parte das ocorrências de prudens, -ter, -tia acontece no terceiro livro da Apologia (19 das 35 totais). O par opositivo stultitia / malitia faz sua aparição no terceiro livro da
Apologia272.
Há numerosos vocábulos que testemunham do conflito entre Jerônimo e Rufino o lado que tal conflito tem de insidioso, de perigosas armadilhas. Assim têm esse sentido:
argutia (argutus, argute), callide, cauillari, (con)fingere, cuniculi, diuerticula, dolus (dolose), eludere, fallacia, falsitas (falsatio, falsator, falsare), figuratus, fraus (fraudulentia, fraudulenter), infidelitas, insidiae (insidiose, insidiari), lubricus, machinae, malitiae, mendacium (mentiri), praestigiae, (dis)simulator (dissimulasse), sortia, subdolus, subnectere,
257 São Jerônimo, Apologia, p. 8: “...Quis est iste dolor? ...quod nolui me subdolo ore laudari?...” 258 São Jerônimo, Apologia, p. 134, p. 194, p. 1.
259 idem, ibidem, p. 46. 260 idem, ibidem (cf. p. 30). 261 idem, ibidem, p. 48( cf. p. 162, p. 276). 262 idem, ibidem, p. 124. 263 idem, ibidem, p. 50. 264 idem, ibidem, p. 6, p. 90, p. 18, p. 134. 265 idem, ibidem, p. 126, p. 232. 266 idem, ibidem, p. 252. 267 idem, ibidem, p. 108. 268 idem, ibidem, p. 284. 269 idem, ibidem, p. 8.
270 Ocorrência deste par opositivo em São Jerônimo, Apologia, p. 282.
271 São Jerônimo, Apologia, p. 72: “...Miror te hominem prudentissimum non intellexisse artem expositionis
meae...”
subterfugere, suffugium, tendiculae, tergiuersatio (tergiuersari), uersutiae. No segundo livro da Apologia, Jerônimo apresenta Rufino sustentando que o confessor Hilário de Poitiers teria sido excomungado e obrigado a deixar a assembléia reunida em um concílio, realizado em Rimini, depois que, tendo os bispos descoberto um livro repleto de heresias, Hilário teria sido surpreendido pela existência de tal livro entre seus pertences. Segundo depõe Jerônimo, a forma com a qual Rufino narra o fato acontecido a Hilário não deixa dúvida sobre o terreno movediço em que tal narrativa lança o piedoso confessor.273 Igualmente movediça e traiçoeira a situação em que se encontrou Jerônimo diante de seu amigo Dâmaso, de quem era também o secretário encarregado da redação das cartas, quando uma correção feita no texto por apolinaristas faria Dâmaso pensar em um acréscimo proposital no texto, por parte de Jerônimo.274 É propósito da Apologia expurgar a hipocrisia, desmascará-la em suas armadilhas. Destarte, dirige-se Jerônimo a Rufino com os seguintes termos: “...te...subdolum esse conuincam...”275
Um outro campo semântico importante que agrega em torno de si uma série de vocábulos: a franqueza, aqui presente no advérbio de modo aperte, o qual aparece algumas vezes no superlativo276 colocado no superlativo “satis aperte”, faz explodir aquilo que se mascarava sob aparência de elogio e era, de certa forma, contido por ele. Em compensação e em sentido contrário a considerações sutis e contidas, as faltas de Rufino são apontadas de modo flagrante e inconfundível. São elas: blasphemia277 , calumnia278 , ineptiae279, mendacium280, que aparecem acompanhadas do adjetivo apertus(-a,-um) ou de sua forma superlativa (ex.: apertissimum mendacium) ou de uma expressão verbal com advérbio (ex.:
aperte mentiaris).
273 São Jerônimo, Apologia, p. 156: “...Hoc familiaris meus narrat somnium, et tantae auctoritatis se putat ut
nemo ei contra confessorem ista simulanti audeat contradicere...”
274 São Jerônimo, Apologia, p. 158: “...sub nomine cuiusdam amici Damasi, romanae urbis episcopi, ego petar,
cui ille ecclesiasticas epistulas dictandas credidit, et apollinarianorum uersutiae describantur, quod Athanasii librum, ubi ‘dominicus homo’ scriptus est, acceptum ad legendum, ita corruperint ut in litura id quod raserint rursus inscriberent, ut scilicet non ab illis falsatum, sed a me additum putaretur...”
275 São Jerônimo, Apologia, p. 232: “...Tantum sensibus respondebo, et te in omnibus nequaquam soloecistam ac
barbarum, sed mendacem, subdolum, impudentem esse conuincam (!)...”
276 São Jerônimo, Apologia, p. 8: “...Frater et collega in praefatiuncula uocor et satis aperte exponuntur crimina
mea, quid scripserim, quibus in caelum Origenem laudibus eleuarim...”
277 São Jerônimo, Apologia, p. 126, p. 138, p. 164. 278 São Jerônimo, Apologia, p. 64.
279 São Jerônimo, Apologia, p. 158.
Para amicus, encontramos a ocorrência de sinônimos que acusam sensível expressividade: é o caso de familiaris meus281, meus necessarius282
O vocábulo libertas faz par com auctoritas no sétimo parágrafo do primeiro livro.283 No fragmento citado em nota, a libertas é negada a Rufino tanto pela negação quanto pelo verbo retineberis, pouco adequado a um tal complemento. A auctoritas pode remeter aos patrocínios invocados por Rufino: o de Jerônimo, que ele prefere aos de Hilário, Ambrósio, Vitorino284 ou do mártir Pânfilo285. Rufino é colocado diante da responsabilidade de autor que ele escamoteia habilmente distinguindo auctor e interpres286. Ora, Orígenes autor e Rufino tradutor são solidários.287