CORPORATE CULTURE AND ITS RELATION TO SUSTAINABLE LEADERSHIP, A RESEARCH STUDY
4.1. Araştırmanın Modeli Ve Hipotezlerin Kurulması
Em que pese todo o seu histórico, a EAD precisou percorrer um longo caminho até que fosse aceita formalmente como uma modalidade de educação séria e eficaz. O reconhecimento oficial ocorreu por meio do Decreto 5.622, de 19.12.2005, da Presidência da República, em cujo artigo 1º, o Ministério da Educação apresenta o conceito de educação a distância:
Para fins deste Decreto, caracteriza-se a educação a distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.
A denominação Educação a Distância não é comum em todo o mundo, sendo representada por expressões diversas, de acordo com o país, segundo Maia e Mattar (2007, p.5-6). Nos EUA é conhecida como estudo em casa ou estudo independente; na França, como telensino ou ensino a distância; na Inglaterra, estudo ou educação por correspondência; na Alemanha, estudo ou ensino a distância; e em Portugal, é chamada simplesmente de teleducação.
Moore e Kearsley (2007, p. 3) apontam outras denominações para educação a distância por meio de tecnologias, tais como o aprendizado síncrono eletrônico (e-learning) e aprendizado assíncrono que, na maioria das vezes, encontram-se vinculados à intermediação da internet. A diferença entre ambos é que, no caso do aprendizado síncrono a interação exige a participação simultânea dos alunos, como nos chats ou fóruns. No aprendizado assíncrono ou diferido, a comunicação não ocorre em tempo real, sendo realizada no momento mais adequado para o aluno, por recursos como e-mail, websites e quadros de avisos on-line. Outras expressões como universidade aberta e aprendizado aberto também são normalmente vinculadas à EAD, especialmente em países europeus.
A existência dos mais diversos conceitos de educação a distância e os pontos de convergência presentes na maioria dessas definições são demonstradas por Maia e Mattar (2007, p.5-6), que propõem o seu próprio conceito: “A EAD é uma modalidade de educação em que professores e alunos estão separados, planejada por instituições e que utiliza diversas tecnologias de comunicação”.
Um outro conceito em EAD é apresentado por Moore (2002), denominado de distância transacional, e que se traduz como o espaço psicológico e de comunicação existente entre alunos e professores, e que influencia fortemente o processo ensino- aprendizagem. A distância transacional apresenta uma natureza relativa, gerando espaços de transação diferentes entre cada treinando e seu tutor. Três componentes pedagógicos interferem na extensão da distância transacional: o nível de diálogo aluno-professor, o tipo de estrutura dos projetos de cursos e o grau de autonomia dos alunos.
Moore afirma ainda que os meios de comunicação utilizados interferem de forma distinta no processo de comunicação. Meios como livros, apostilas ou televisão não permitem o diálogo, por ausência de feedback. Caso o contato seja intermediado pelo correio, o diálogo passa a existir, embora seja mais formal e demorado. Essas situações diferenciam-se do tipo de interação presente em um curso on-line, no qual o diálogo poderá ser muito mais dinâmico e completo. Dessa forma, conclui Moore, é possível intensificar o diálogo aluno-professor e minimizar a distância transacional por meio da gestão eficiente dos meios de comunicação.
A distância transacional é afetada também pela estrutura dos programas, que terá maior flexibilidade ou rigidez de acordo com o perfil de professores e alunos, o tipo de mídia empregada e as diretrizes educacionais das organizações que realizam os cursos. A estrutura programática, como variável relativa, define a extensão da distância transacional, ou seja, quanto maior a estruturação, menor será o diálogo e maior será a distância.
O espaço de autonomia do aluno está compreendido entre os métodos behavioristas, que prevêem maior estruturação dos conteúdos, e a concepção humanista, que propicia programas pouco estruturados, maior nível de diálogo e liberdade para o aluno definir objetivos e conduzir o processo de aprendizagem.
As diversas características e dimensões da EAD são reveladas na seguinte conceituação de MOORE e KEARSLEY (2007, p. 2):
Educação a distância é o aprendizado planejado que ocorre normalmente em um lugar diferente do local do ensino, exigindo técnicas especiais de criação do curso e de instrução, comunicação por meio de várias tecnologias e disposições organizacionais e administrativas especiais.
Os principais aspectos a serem enfatizados a respeito dessa definição indicam que nosso estudo de educação a distância é um estudo de:
• aprendizado e ensino;
• aprendizado que é planejado, e não acidental;
• aprendizado que normalmente está em um lugar diferente do local de ensino;
• comunicação por meio de diversas tecnologias.
No entendimento desses autores, uma das características da EAD é que o seu público-alvo principal é constituído por adultos que buscam aperfeiçoamento em suas áreas de atuação e a recuperação de formação acadêmica interrompida ou não realizada por necessidade de trabalho. Ao contrário de crianças e jovens, os alunos adultos somente reconhecem a legitimidade dos professores pelo nível de conhecimento e experiência demonstrados durante os cursos. A relação de autoridade do professor em relação aos alunos adultos torna-se ainda mais diluída por conta da separação física característica da EAD.
ZUIN (2006, p. 944-945) questiona os conceitos usualmente aceitos de Educação a Distância ao afirmar que
O termo educação a distância parece conter uma contradição imanente que não pode passar despercebida e que suscita de imediato o aparecimento da seguinte questão: Pode um processo educacional/formativo ser desenvolvido a distância? Dito de outro modo: A despeito das bases epistemológicas e dos diversos métodos empregados nas situações cotidianamente experimentadas nas salas de aula, o escopo central de tal processo não é o de proporcionar condições favoráveis para a aproximação e não para o distanciamento entre os professores e os alunos?
Concluindo, Zuin relembra que a comunicação primária, traduzida pelo contato direto entre professor e aluno, não deve se subordinar à comunicação secundária, processo representado pela intermediação da relação professor/aluno por meio de recursos eletrônicos. Tal pensamento pode servir como contraponto à automação do ensino e contribuir para a busca do ponto de equilíbrio entre os dois pontos de vista extremos sobre educação a distância.