ÜÇÜNCÜ BÖLÜM: KOBİ’LER VE ELEKTRONİK TİCARET
POTANSİYELİ VE MEVCUT DURUM
3.8. ANKARA’DA KOBİ’LER VE E-TİCARET
Muitas pessoas repudiam estrangeirismos provenientes de idiomas modernos, mas palavras recém-incorporadas do latim e do grego antigo geralmente são muito bem recebidas. Além de questões culturais, como o orgulho nacional, uma das causas é a facilidade de adaptarmos palavras do latim e do grego às ortografias e pronúncias do português, enquanto com o inglês o processo é mais complicado.
Estrangeirismo é o uso de palavra, expressão ou construção estrangeira no lugar de equivalente vernácula.
Empréstimos, por outro lado, são palavras de outro idioma, mas ainda não completamente incorporadas ao nosso. Mantêm a escrita e a pronúncia originais, e não são muito difundidas. Na prática, a diferenciação entre estrangeirismos e empréstimos não é tão clara assim. O termo ―mouse‖ foi incorporado ao português no Brasil, mas a pronúncia e a escrita originais foram mantidas. Será que isso
muda? ―Déficit‖ mantém a grafia original, mas os termos relacionados ao futebol foram adaptados à nossa língua à medida que o Brasil ganhou destaque internacional no esporte.
Segundo Ribeiro e Klein (2007), recebem o nome de estrangeirismo os vocábulos que ainda não fazem parte do acervo lexical do idioma, são sentidos como externos ao vernáculo desta língua. Podemos encontrar facilmente estrangeirismos em vocábulos técnicos, esportes, economia, informática, como também em outros tipos de linguagens especiais, como publicidade e colunismo social.
Sendo o anglicismo um fenômeno tão complexo e variado, não é fácil definir suas características de maneira precisa.
Um anglicismo é um elemento lingüístico que se emprega no espanhol e no português contemporâneo e que tem como origem imediata um modelo inglês. Anglicismo é uma palavra ou expressão proveniente da língua inglesa, mas que é empregada em outras línguas. Os anglicismos, assim como os galicismos, os italianismos, os latinismos etc. constituem, na verdade, empréstimos lingüísticos.
Anglicismos podem ser definidos, ainda, como palavras provenientes do inglês (geralmente usadas no português e no espanhol), seja devido à necessidade de designar objetos ou fenômenos novos, para os quais não existe designação adequada na língua, seja por uma série de motivos de caráter sociológico (ignorância da língua receptora, dificuldades em traduções, aculturação, vontade de parecer "distinto" etc.) que levam à preferência por palavras inglesas, em detrimento das vernáculas.
Segundo Ferreira (1975), o termo anglicismo vem do francês anglicisme, o qual corresponde a toda palavra ou locução inglesa introduzida noutra língua e
empregada como se desta o fosse. Ainda de acordo com esse mesmo autor, anglicizar um país significa submetê-lo à influência inglesa, o que está preocupando muitos dos nossos gramáticos, e criando litígios entre os que são a favor e os que são contra a anglicização.
O português do Brasil incorporou um número considerável de anglicismos em décadas recentes. Alguns anglicismos foram aportuguesados, outros permaneceram com a sua grafia original. Exemplos: Usos de palavras ou expressões originais da língua inglesa: browser (navegador, leitor de hipertexto); cowboy (vaqueiro; no estilo do Velho Oeste nos EUA): filme de cowboy; drag queen (travesti, homem vestido de mulher); hit (sucesso, grande sucesso: canção que faz sucesso – Música);
homecenter (loja enorme para materiais de construções) Loja para venda de vários
acessórios para nossa casa; home theather (cinema em casa) Aúdio de qualidade sem precisar de caixas de som,aparelho para reproduzir filmes com ótima qualidade de imagens; home video (vídeo doméstico); link (ligação - em informática): links externos (ligações externas); mouse (periférico de computador, em informática); play (reproduzir, tocar; reprodução: de música ou vídeo); performance” (desempenho): A
alta performance de um computador (o alto desempenho de...); piercing (perfuração ornamental: em orelhas, dentes, umbigos etc); pub (cervejaria); ranking (classificação, quadro classificatório); remake (regravação – Música); remix (novo arranjo – Música); shopping center ou apenas shopping (centro de compras); Loja que vende várias coisas como: brinquedos, roupas, acessórios em geral; single (compacto: versão pequena, com 2 ou 4 músicas, dos obsoletos discos LP); site (sítio, em informática); site oficial (sítio oficial); skate (prancha de rodas)Esporte muito radical,que várias pessoas praticam para se divertir na rua.
Algumas palavras inglesas aportuguesadas, de uso aceito em geral, já incluídas em dicionários: bife (pedaço de carne de gado; de "beef"; no entanto, bife é dito "steak", em inglês, e "beef" é usado em inglês com o sentido de carne bovina); futebol (de football”, usado na Inglaterra e em todo o mundo anglofônico, EXCETO nos EUA, onde o futebol que conhecemos é dito como “soccer”, e a palavra “football” é traduzida em português como “futebol americano”, um tipo diferente do soccer, famoso esporte em que se usa uma bola oval); handebol (jogo semelhante ao
basquete; de handball); tênis ou ténis (esporte) (de "tennis"); tênis ou ténis (calçado) (de "tennis shoe"); videoclipe (ou clipe) (de ―videoclip‖);
Alves (1990, p. 79) lembra ainda o fato de que ―o emprego freqüente de um estrangeirismo constitui também um critério para que essa forma estrangeira seja considerada parte componente do acervo lexical português‖. A esse respeito, cita o substantivo jeans, ―unidade lexical tão usada contemporaneamente, parece-nos já adaptada à língua portuguesa e manifesta-se, por isso, como um empréstimo ao nosso idioma‖.
Os estudiosos que nas últimas décadas têm-se ocupado em desenvolver diversas definições e classificações, tentando atingir toda a variedade de seus aspectos, por exemplo, Howard Stone (1957) considera como anglicismos palavras usadas em sua forma inglesa ou derivadas do inglês; palavras que passaram de outros idiomas ao inglês e deste ao espanhol e ao português; ou do inglês ao espanhol através do francês; termos e vocábulos criados por pessoas de fala inglesa e introduzidos no espanhol; palavras usadas em um sentido inglês (empréstimos semânticos ou contaminações); e traduções de tipos, complexos e modismos ingleses.
Esta multiplicidade está bem resumida na definição formulada por Chris Pratt (1980), uma das mais rigorosas e objetivas, e, por isso, figura entre as mais utilizadas nos estudos posteriores sobre o anglicismo. Esta definição requer algumas observações acerca de alguns termos por ela utilizados. O primeiro conceito importante que ela expressa é a definição do anglicismo como elemento lingüístico, ou grupo dos mesmos.
Quando se fala de anglicismos ou de estrangeirismos em geral, a primeira coisa que vem à mente são as palavras tomadas diretamente de línguas estrangeiras, como os empréstimos puros. Mas as palavras, mesmo sendo manifestações mais evidentes do anglicismo, não são os únicos elementos que migram do inglês para o espanhol e o português. Ao contrário, o fenômeno do anglicismo atinge todo tipo de elemento lingüístico, que pode ser ortográfico, léxico, fonético, morfológico, semântico, sintático. Basta, por exemplo, prestar atenção ao gerundismo, bastante utilizado no inglês e freqüentemente adotado na fala de latino- americanos, mesmo sendo considerado um modelo inadequado ao português e ao espanhol.
Existem vários motivos para adotar-se um estrangeirismo ou empréstimo. Às vezes não existe palavra adequada, ou esta é desconhecida por jornalistas, tradutores, escritores etc. Em outros casos, a palavra em português é conhecida, mas não é empregada por questões estéticas, de auto-afirmação ou esnobismo. Na informática quase sempre existem palavras adequadas em português, mas as palavras em inglês são mais difundidas pela imprensa, e passam a ser mais bem compreendidas.
O caminho do estrangeirismo ao empréstimo nem sempre é percorrido de maneira previsível. Não se pode exigir que um item lexical estrangeiro apague, de
um momento para o outro, todo e qualquer vestígio de sua proveniência alógena. Em muitos casos, bem antes disso, esse elemento já estará interagindo com o restante do léxico, colocando-se à disposição dos falantes para novas criações vocabulares ou semânticas. Na verdade, em certas situações, a naturalização completa poderá nem vir a ocorrer.