3.1. Dünya’daki Etnik Pazarlama Örnekleri
3.1.1. Amerika’dan Örnekler
2.3.1 Base de Dados
Esse trabalho pretende analisar a dinâmica de concentração de matrículas da educação superior no Brasil em 1998 e 2010 e apresentar as principais mudanças nesse nível de instrução em relação à distribuição regional e às áreas de conhecimento. Para isso, se utilizará os microdados do censo da educação superior, realizado pelo Ministério da Educação por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). De acordo com INEP (2011)
“O Censo da Educação Superior reúne informações sobre as instituições de ensino superior, seus cursos de graduação presencial ou à distância, cursos sequenciais, vagas oferecidas, inscrições, matrículas, ingressantes e concluintes, além de informações sobre docentes, nas diferentes formas de organização acadêmica e categoria administrativa” (INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA, 2011).
O INEP ainda informa que os dados do Censo da Educação Superior são coletados anualmente através do preenchimento de formulários por parte das Instituições de Ensino Superior (IES), durante um período específico. Após esse período, o INEP verifica a consistência dos dados e, com a colaboração de pesquisadores institucionais, o censo é finalizado e os dados são divulgados. É importante ressaltar que as informações dos Censos da Educação Superior envolvem toda a população registrada no sistema de educação de nível superior e permite inferências sobre instituições, cursos e estudantes desse nível de instrução.
Para o presente trabalho, será realizada uma análise comparativa entre os anos de 2010 e 1998. Esses anos foram escolhidos porque, considerando a base de dados disponível, representam bem as mudanças que se pretende avaliar no perfil da educação superior no país. O Censo da Educação Superior é realizado anualmente desde 1995, porém os primeiros anos apresentam informações incompletas quando comparadas às informações dos anos mais recentes, o que gera dificuldades para uma análise comparativa. O ano de 1998 foi escolhido por apresentar algumas informações importantes não presentes nos anos anteriores e possibilitar uma comparação mais completa com o ano de 2010.
Para estabelecer um padrão e facilitar as análises, os cursos de nível superior serão agrupados de acordo com as áreas de conhecimento a que pertencem. Foram estabelecidas dez áreas de conhecimento, a saber: ciências agrárias, ciências biológicas, ciências exatas e da terra, ciências da saúde, ciências humanas, direito, administração, outras ciências sociais aplicadas, linguística, letras e artes e engenharia e áreas afins. Essas áreas seguem o padrão adotado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com a omissão apenas da área multidisciplinar que poderia gerar confusões com outras áreas. Apesar de direito e administração serem considerados cursos da área de ciências sociais aplicadas, nesse trabalho eles serão considerados áreas isoladas devido ao volume de cursos e matrículas que apresentam. O isolamento dessas áreas torna a análise mais homogênea. O Anexo A apresenta a relação de cursos presente em cada uma das áreas de conhecimento consideradas.
Ainda com o objetivo de tornar a análise mais homogênea, considera-se um novo agrupamento regional dos estados brasileiros. Esse agrupamento foi proposto de acordo com o volume de matrículas e instituições no ensino superior que estes estados apresentam, além das semelhanças geográficas e culturais entre eles. Por essa nova distribuição, o Brasil teria nove regiões geográficas, que seriam: São Paulo; Minas Gerais; Rio de Janeiro e Espírito Santo; Rio Grande do Sul; Paraná e Santa Catarina; região Centro-Oeste, formada por Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; Bacia do Rio São Francisco, composta por Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe; região da Caatinga, formada por Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte; e região Norte, composta Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
A Tabela 1 apresenta o número de IES e matrículas no ensino superior, de acordo com a nova distribuição regional proposta, para comprovar a homogeneidade entre as mesmas. Além da proximidade geográfica e das semelhanças culturais das Unidades Federativas que compõe cada uma das regiões listadas acima, observa-se, na Tabela 1, que as mesmas
apresentam um número de instituições e matrículas muito próximos, principalmente em relação ao ano de 2010. Como exceção dessa homogeneidade, aponta-se São Paulo, que mesmo isolado apresenta valores muito elevados. A proposta da distribuição regional dessa maneira também se justifica devido aos padrões de migração internos mais comuns, principalmente quando se considera a proximidade regional e as semelhanças culturais dos estados de cada região.
Tabela 1: Número de Instituições e Matrículas no Ensino Superior, em 1998 e 2010, de Acordo com a Distribuição Regional Proposta
Distribuição Regional
1998 2010
IES Matrículas IES Matrículas
Norte 40 94.817 146 308.470 Caatinga 37 147.858 182 437.260 São Francisco 87 160.196 251 487.035 Minas Gerais 123 196.857 370 465.460 São Paulo 322 664.823 572 1.223.922 Rio de Janeiro + Espírito Santo 125 276.069 227 531.548 Centro-Oeste 108 157.846 244 427.427 Paraná + Santa Catarina 87 299.621 276 452.266 Rio Grande do Sul 44 197.732 110 310.103 Total 973 2.195.819 2.378 4.643.491
Fonte: INEP – Dados do Censo da Educação Superior de 1998 e 2010. Elaboração própria
Para o ano de 2010, o ensino a distância foi analisado como se configurasse uma região de análise isolada. Em 1998, isso não acontece, pois não há informações disponíveis para essa modalidade de ensino. As distinções entre cursos presenciais e à distância aparecem no censo da educação superior apenas a partir do ano de 2000, apesar dessa modalidade ser regulamentada na LDB de 1996.
As análises ainda abordarão as seguintes características das instituições de ensino: Organização acadêmica: universidade, centro universitário, faculdade, instituto federal
Categoria administrativa: pública federal, pública estadual, pública municipal, privada com fins lucrativos e privada sem fins lucrativos.
2.3.2 Métodos de Análise
Análise de Índice de Concentração
As medidas de concentração são muito utilizadas para descrever a estrutura organizacional de determinado ponto de interesse. Há grande concentração em uma área de interesse quando grande proporção dessa área se mantém em um ou alguns setores. Para o caso do ensino de nível superior, pretende-se analisar a concentração de matrículas por região e áreas de conhecimento, estabelecendo uma comparação entre 1998 e 2010.
Será utilizado o índice Hirschman-Herfindahl (HH), definido por Hoffmann (1998) da seguinte forma:
, em que:
Como observado na fórmula acima, o índice HH é uma medida estatística de concentração, calculada a partir da soma dos quadrados do setor em análise em relação ao domínio total. De acordo com esse índice, é considerado desconcentrado o setor ou área com índice até 1.000, moderadamente concentrado entre 1.000 e 1.800 e extremamente concentrado acima de 1.800.