ASA 6. Organ alınmaya uygun, beyin ölümü geliĢmiĢ hastalar girmektedir.
2.3. Öğrenmede Kullanılan Materyallar 1 Simulasyon
2.3.3. Ameliyat Öncesi ve Sonrası Hasta Bakım Yönetiminin Bilgisayar Destekli Simülasyonda Bilgi ĠĢleme Kuramına Göre Yapılandırılması
Em março de 1991, iniciamos o curso de doutorado em educação na UFSCar e em abril ingressamos como docente no Departamento de Desportos do Centro de Educação Física da Ufes. Em 1993, conseguimos afastamento integral da Ufes para realizar o doutorado em São Carlos.
Como já abordamos anteriormente, apesar da efervescência das discussões em relação às possibilidades de uma Educação Física revolucionária que já se faziam presentes no Centro de Educação Física da UFES e das quais pudemos participar, ainda mantínhamos a ideia de desenvolver como objeto de estudo uma intervenção objetivando descrever e analisar seus resultados no campo da educação esportiva, como havíamos feito no mestrado.
No entanto, já havíamos superado o paradigma “comportamentalista” do projeto original de avaliar uma intervenção de educação desportiva dirigida ao desenvolvimento bio- psico-social de filhos de operários nas instalações desportivas de um clube de uma grande empresa, e ainda inspiradas no estudo do mestrado – GTE. Grosso modo, encontrávamos seduzidos pela proposta libertadora de Paulo Freire, particularmente em relação à sua intransigência na direção de elevar a consciência crítica dos dominados.
Por outro lado, entendíamos que as limitações emancipadoras do estudo-intervenção realizado no mestrado haviam se dado, principalmente, por causa das dificuldades de acesso das crianças e adolescentes mais pobres às aulas do programa, que eram desenvolvidas na quadra coberta do Sesc - São Carlos, quando ainda funcionava na região central da cidade de São Carlos (Rua Dona Alexandrina). Hoje entendemos que por ser nossa inquietação de ordem ontológica – contribuir para a formação humano-genérica dos participantes –, precisávamos não só levar a educação desportiva às crianças da classe operária como também saber quais as mediações que deveriam orientar tal intervenção. Achávamos que poderíamos descobrir isso construindo o programa desportivo com os participantes.
Diante disso, em 1994, encontramos no bairro Cidade Aracy as condições que buscávamos para realização do estudo-intervenção “libertador”: sua criação na forma de um “oportunista loteamento social” – realizado por um empresário local – pela doação de lotes, em terras ainda não autorizadas para tal, às famílias pobres que vieram de várias regiões do
175 país tornando-se um aglomerado de pessoas gratas a um “benfeitor” e que produziu o desenvolvimento desordenado dessa região, paradoxalmente, contrastando com o título da cidade de “capital da tecnologia”.
São Carlos é uma cidade média, situada no interior do estado, que tem o título de “cidade da tecnologia” devido à expansão de seu polo tecnológico e à expressiva produção acadêmica de suas duas universidades públicas (UFSCar e USP). Possui cerca de 221.950 habitantes (IBGE, 2010) e concentra o maior número de moradores com doutorado – uma média de um doutor para cada 609 habitantes (IBGE, 2004).
Segundo Ávila (2006), apesar da fama de cidade da tecnologia, na maior zona periférica de São Carlos (bairro Cidade Aracy e região), há o predomínio de atividades precárias, de baixos rendimentos, e sazonais, com destaque para o trabalho rural nas colheitas de cana-de-açúcar, de café e de laranja.
A “Cidade Aracy”, como é conhecida essa região, abriga mais de 20.000 habitantes e é formada por quatro bairros, distintos entre si no que se refere à infraestrutura. Os bairros Cidade Aracy I e II são mais antigos (formados ao longo da década de 1980) e mais equipados. Já os bairros Antenor Garcia e Presidente Collor se desenvolveram ao longo da década de 1990 e são considerados os bairros mais pobres da região. As casas na Cidade Aracy são, na sua grande maioria, ou regularizadas, ou estão em processo de regularização. A região é coberta por asfalto e possui redes de saneamento básico. As famílias são, em grande parte, migrantes das regiões Nordeste e Sul, especificamente do Paraná, tendo trabalhado na roça antes de migrar para São Carlos. Há também uma baixa taxa de escolaridade entre os adultos, e os lares apresentam uma média de 4 crianças por domicílio. Uma parcela expressiva da população está inserida, ainda que de forma precária, em alguma atividade produtiva capaz de garantir renda.
Essa região foi criada na década de 1980 pelo empresário Airton Garcia apoiando famílias na “invasão de 600 lotes numa gleba de sua propriedade”. Esse fato foi retratado no cartão postal – Figura 1 – que foi distribuído em todo o país e que anunciava o “nascimento do Jardim Social Presidente Collor”, para “protestar contra a excessiva burocracia das normas sobre loteamento”.
176 Figura 1 – (a) Frente do cartão-postal que retrata a criação do Jardim Social
Presidente Collor; (b) Verso do cartão-postal
(a)
(b) Fonte: documento do arquivo pessoal do autor.
Com o rápido povoamento irregular do local, outras demandas foram surgindo e assim foram criadas salas de aula no prédio do cemitério onde também funcionava o velório. Um Centro de Atenção Integral à Criança (Caic) começou então a ser construído no bairro Cidade Aracy I e, em 1993, Airton Garcia orquestrou também a invasão do local e forçou sua inauguração antes de estar totalmente concluído.
177 Com isso, a Escola Estadual “Prof. Orlando Peres”, que funcionava no prédio do cemitério, passou a funcionar no Caic. A Fotografia 1 mostra o dia dessa inauguração.
Fotografia 1 – O prefeito na época, Rubens Massucio, outras autoridades e moradores locais
Fonte: fotografia cedida por um morador local que participou dessa inauguração.
Em 1994, ainda sem conhecermos muito bem a história daquela região, mas já sabendo que se tratava de um bairro problemático, fomos até o Caic para analisarmos as possibilidades de lá realizarmos nosso estudo-intervenção, uma vez que a quadra coberta do Caic era o único local de lazer esportivo daquela região. Fomos recebidos pelo diretor da Escola Estadual que se interessou pela proposta, mas que colocou algumas condições para sua realização, dentre elas que a organização das atividades se vinculasse ao “setor de esportes” da Associação de Pais e Mestres (APM) da escola e que as atividades fossem realizadas nos fins de semana.
Como o Caic é uma instituição ligada à Prefeitura Municipal, fomos informados que lá funcionaria uma escola de educação infantil e que seu diretor responderia pelas instalações gerais desse centro, fato esse que indicava a chegada de uma autoridade com poderes de decisão sobre a utilização da quadra de esportes do Caic, minimizando nossa dependência em relação à autoridade do diretor da escola estadual. Tal fato foi de muita importância para que pudéssemos desenvolver satisfatoriamente as atividades de Educação Desportiva. Porém, não
178 tão facilmente como gostaríamos. Mais adiante abordaremos mais detalhadamente essa questão.
A fotografia 2 mostra o bairro Cidade Aracy em 1994, quando iniciamos as primeiras visitas ao Caic.
Fotografia 2 – Vista do bairro cidade Aracy em 1994
Fonte: arquivo pessoal do autor.
7.2 A primeira etapa do projeto: do contato com o diretor da escola até a reforma e