2.8. Yabancı Ülkelerde Özel Yetenekli Bireylerin Tanılanma Süreci
2.8.5. Almanya
Dentre os nomes vinculados a topônimos de NAC, há 3 animotopônimos (rua Formosa, rua Harmonia e rua Higienópolis), presentes em duas localidades. Os primeiros, na vila Franca e sem nenhum documento municipal (lei ou decreto) atribuindo-lhes os nomes, fato que leva a considerar que são nomes presentes na localidade desde a criação do loteamento, ou seja, nomes dados pelo loteador, já presentes na planta da vila. O último está presente na vila Normandia e o nome foi oficializado, devido provavelmente ao uso local por conta da presença na planta da vila, em 20 de outubro de 1966 através do decreto nº 1219. O documento apresenta os seguintes dizeres: “rua Higienópolis: situada na vila Normândia, bairro de Rudge Ramos, zona urbana do Distrito da Sede, com início na avenida São João Baptista e término na divisa norte do loteamento.”
Dentre os 7 corotopônimos (rua Londrina, rua Paris, rua Amapá, rua Antuérpia, rua Assahi, rua Brasil e rua Brasília), há algumas particularidades. Quanto ao topônimo rua Assahi, de origem japonesa, é interessante ressaltar que embora haja imigrantes desta nacionalidade na cidade, eles ocuparam outros bairros, o que deixa este nome, oficializado através do decreto nº 2055, de 1º de agosto de 1969, fora do contexto cultural da região. Dentre os demais nomes, a rua Antuérpia mostra uma característica toponímica que é a translação do nome, ou seja, localizada no conjunto residencial Antuérpia, o logradouro tomou o nome da localidade em que ele está inserido. No entanto, como não há referência oficial da denominação ou registros que mostrem a nomeação espontânea, tudo leva a crer que o nome já vem assim desde a criação do conjunto residencial. O topônimo rua Londrina
recebeu este nome através da lei municipal nº 697, de 23 de setembro de 1958, que diz “ficam declaradas oficiais as vias públicas constantes da relação abaixo, conservada a sua denominação tradicional, todas localizadas na vila Helena, bairro de Rudge Ramos, neste Município [...] rua Londrina – Inicia-se no córrego Guapiú e termina no limite da vila Helena, abrangendo o trecho de rua das vilas Normandia e Indianópolis, conhecida por rua Santa Terezinha.” Depois disso, a lei municipal nº 1462, de 5 de dezembro de 1966, altera a redação do art. 1º da Lei Municipal nº 697, pois diz que a rua Londrina tem início no córrego Guapiú e termina na rua Afonsina. Com relação aos dizeres da lei que oficializou o nome, a falta de um motivo aparente que revele realmente a denominação tradicional da rua, como sendo um nome espontâneo do lugar, leva a crer que era um nome presente na planta do loteamento, mas sem denominação oficial da Prefeitura e, por ter caído no gosto dos que nela viviam, permaneceu sem alterações.
Também é de caráter de oficialização a denominação da rua Brasil, visto que o decreto nº 1219, de 20 de outubro de 1966, torna oficial a denominação: “rua Brasil: situada na zona urbana do Distrito da Sede, com início na rua Afonsina e término na rua Itaúna, servindo às vilas Antonieta e Vivaldi, no bairro de Rudge Ramos.”
Essa oficialização de denominação aparentemente igual à da planta do loteamento não ocorre com o topônimo rua Amapá, pois a lei municipal nº 1228, de 26 de junho de 1964, é clara ao dizer que “fica denominada rua Amapá a atual rua A.” Isso também ocorre com a rua Paris, cujo nome é dado pelo decreto nº 4600, de 24 de novembro de 1975, que denomina via pública e diz que “este nome vem em substituição ao nome rua particular do conjunto residencial de propriedade de João Artacho Jurado”.
Pouco comum na região em estudo são os topônimos realmente relativos às características físicas da região. Alguns dos que existiam foram substituídos. Um olhar mais detido ao topônimo rua Brasília revela isso, visto que a lei municipal nº 607, de 19 de
novembro de 1957, diz que a “rua Marginal passa a denominar-se rua Brasília”. Ora, a localização da atual rua Brasília mostra que o uso de rua Marginal estava de acordo com as particularidades físicas da localidade, pois é paralela ao ribeirão dos Meninos.
Conforme já visto em outra seção, os nomes de origem indígena, como ocorre a 3 dos dos 4 ergotopônimos (rua Juquiá, rua da Transmissão, travessa Urupês e rua Caxambu), são denominações de caráter oficial e reflexos de um modismo. Os nomes Urupês e Juquiá estão na vila Vivaldi e são nomeados pelo mesmo decreto que dá nome a quase todos os sintagmas de origem indígena do bairro. Caxambu está na vila Helena, próximo à rua Amapá e Marabá, o que já mostra um modismo. Com relação ao outro topônimo, o decreto nº 1219, de 20 de outubro de 1966, que torna oficial a denominação, confirma o nome como um designativo descritivo, tal como o nome anterior da rua Brasília. O decreto diz: “rua da Transmissão: situada na vila Vivaldi, bairro de Rudge Ramos, zona urbana do Distrito da Sede, com início na rua Uberaba e término na rua Itaúna, é paralela à Linha de Transmissão da São Paulo Light S/A.” Neste caso, a linha de transmissão foi determinante para a escolha do nome da rua.
Com relação aos 2 etnotopônimos (rua Marabá e rua Tremembé), ambos de origem indígena com motivações desvinculadas ao local em que estão no bairro, cabe dizer que a rua Marabá está na vila Helena, confirmando o modismo apontado no parágrafo anterior e a rua Tremembé na vila Vivaldi. Dessa forma, é perfeitamente possível inferir que os etnotopônimos presentes na região em nada mostram características étnicas locais.
Sobre os 8 hagiotopônimos (rua San Martin, rua Santa Madalena, rua Santo Inácio, rua São Francisco, avenida São João Batista, rua São Lourenço, rua São Silvestre e rua São Simão), um deles merece atenção especial: avenida São João Batista. A lei municipal nº 629, de 31 de março de 1958, diz que fica declarada oficial a via pública, conservada a sua denominação tradicional. Essa denominação tradicional revela aspectos históricos do bairro, visto que a avenida liga a cidade de São Caetano do Sul ao centro de Rudge Ramos, local em
que, em sua área central, existe a igreja construída em louvor a São João Batista, que faz parte da história da região, até porque “as igrejas e conventos continuam a ocupar a mesma evidência de sempre, no plano urbanístico, inclusive as que foram demolidas” (DICK, 1996, p. 313). Essa evidência está bem presente na localidade e é possível perceber isso através de um exame da nomenclatura que está ao redor da igreja. Além da avenida São João Batista, há a praça São João Batista, em alguns registros largo de São João Batista, o largo da Capela, no local ocupado anteriormente pela igreja agora já demolida. Por causa disso, está clara a importância do nome São João Batista, pois este designativo sempre esteve e sempre estará presente no bairro, principalmente em sua parte central. Esse fenômeno da translação toponímica deu-se devido a uma expansão natural do topônimo.
A importância do topônimo muitas vezes é refletida em sua expansão natural ao redor do local de origem. Da primitiva capela de São João Batista o nome espalhou-se.
A transcrição nº 31.718, passada em cartório em 20/06/1906, trata de um armazém que se tornou a primeira construção de alvenaria do bairro e que foi vendida pelos Piagentini a Antonio Carletti, com frente para a Estrada do Vergueiro e divisas com o Largo da Capella de São João Baptista da Bela Vista até dar na cerca de arame que dividia com terreno do Tenente Graciano Marotti.
Quanto aos demais hagiotopônimos, a nomeação não obedece nenhuma regra específica. A rua São Silvestre recebe este nome através do decreto nº 4702, de 27 de janeiro de 1976 e o nome substituiu a “conhecida como rua Projetada ou rua Particular, situada no bairro de Rudge Ramos, com início na avenida Caminho do Mar e término na avenida Ministro Oswaldo Aranha”. A justificativa para a nomeação é, segundo o mesmo decreto, “a necessidade de se denominar oficialmente a via aberta em terrenos de propriedade de Anselmo Vessoni, visando facilitar aos munícipes a identificação do local.”. A mesma substituição de um nome ocorre com o topônimo rua São Simão, pois a lei municipal nº 917,
de 28 de fevereiro de 1961, diz que “fica denominada de rua São Simão a rua 5-A, que tem início na rua Brasil, em Rudge Ramos”.
A mesma substituição ocorre com as ruas São Lourenço e Santo Inácio, visto que a lei municipal nº 531, de 30 de novembro de 1056, que dispõe sobre denominação de vias públicas diz que as vias públicas situadas em vila Vivaldi, bairro de Rudge Ramos, até agora denominadas por letras alfabéticas e números arábicos, passam a ter a seguinte denominação: “[...]16ª: Rua 22 passa a denominar-se rua Santo Inácio [...] 26ª: Rua 34 passa a denominar-se rua São Lourenço [...]”
Em alguns momentos, o documento da Prefeitura trata apenas da oficialização, conduzindo assim à noção de que o nome já estava no local desde o início do loteamento. Isso ocorre com a rua San Martin, pois a lei municipal nº 1015, de 28 de dezembro de 1961, que dispõe sobre oficialização de vias públicas no Município de São Bernardo do Campo, diz que “fica declarada oficial a denominação rua San Martin, situada na vila Caminho do Mar, com início na avenida Doutor Washington Luiz e término da estrada Vergueiro”. Esta mesma oficialização se dá com a rua São Francisco, só que neste caso o decreto nº 7741, de 6 de dezembro de 1984, data mais recente, dá nome à rua São Francisco e vai além, pois justifica o nome “considerando a falta de denominação oficial de vias públicas municipais causa sérios transtornos aos seus moradores, principalmente àqueles que buscam localizar tais endereços.” Com relação ao topônimo rua Santa Madalena, não há nenhuma legislação dando nome à rua ou oficializando a nomeação. Porém, como a citada rua está na vila Magdalena, acredita-se que o nome está no local desde a criação do loteamento, sendo esta rua talvez a primeira a ser aberta no local.
Na cidade como um todo há várias vielas. Contudo, no corpus selecionado existe apenas um logradouro desta natureza. Além da única ocorrência, o lugar é nomeado apenas pelo TG, o que denota a falta de importância do caminho ou ausência de necessidade de
nomeá-lo. Este único hodotopônimo é, também, o único caminho não nomeado do bairro. Sobre o também único numerotopônimo (rua Três Mosqueteiros), nome dado ao local pela lei municipal nº 1015, de 28 de dezembro de 1961, que dispõe sobre oficialização de vias públicas no Município de São Bernardo do Campo “diz que fica declarada oficial a denominação rua 3 Mosqueteiros, situada na vila Caminho do Mar, com início na estrada do Mar e término na rua Dr. Rudge Ramos” é importante salientar que a presença, na mesma parte do bairro, da rua com o nome de D’Artagnan, mostra que se trata mais de uma homenagem ao personagem do que uma motivação referente a números.
Dentre os historiotopônimos, os quais totalizam 19, há diferentes logradouros. São eles: rua 12 de Outubro, rua Afonsina, rua dos Meninos, avenida Lions (anel viário Metropolitano), rua dos Palmares, rua Quatorze de Julho, rua Quinze de Setembro, rua 13 de Maio, rua Sete de Setembro, rua 21 de Abril, rua Beta, rua 24 de Maio, rua 25 de Janeiro, rua 25 de Março, rua 27 de Abril, rua 3 de Dezembro, rua Gama, rua da Abolição e rua Império.
Nos nomes acima listados, há muitas datas. Às vezes é fácil de identificar a relação com algum fato histórico ou qualquer outra data importante, às vezes não, em virtude de não haver nos documentos da Prefeitura a explicação para escolha do nome. Sobre a rua 12 de Outubro, data em que se comemora o dia de Nossa Senhora Aparecida, o nome da rua foi dado pela lei municipal nº 1015, de 28 de dezembro de 1961, que “diz que fica declarada oficial a denominação rua 12 de Outubro, situada na vila Franca, com início na estrada do Mar e término na estrada do Vergueiro” e a identificação da homenagem fica clara. Essa facilidade ocorre com o topônimo rua 13 de Maio, nome dado também pela lei municipal nº 1015, de 28 de dezembro de 1961, que “diz que fica declarada oficial a denominação rua 13 de Maio, situada na vila Mariza, com início na estrada Vergueiro e término na rua 24 de Maio”, referente à data em que foi assinada a Lei Áurea.
A mesma facilidade de referência ao momento histórico ocorre com o topônimo rua Sete de Setembro, nítida relação com a Independência do Brasil. A rua recebeu o nome através do decreto nº 3759, de 21 de janeiro de 1974, que “diz que é oficializada a denominação da rua Sete de Setembro para a via assim já conhecida do loteamento denominado vila Mariza, zona urbana do Distrito da sede, com início na rua Quinze de Agosto e término na rua Treze de Maio”.
Com o topônimo rua 21 de Abril, uma alusão histórica a Tiradentes, também nomeado pela lei municipal nº 1015, de 28 de dezembro de 1961, que “diz que fica declarada oficial a denominação rua 21 de Abril, situada na vila Mariza, com início em uma rua Projetada conhecida no local como XV de Agosto e término na rua 13 de Maio”, o que ocorre é um pouco diferente, visto que há, na lei, uma referência ao nome anterior “rua Projetada”, mas o que é mais interessante para a toponímia é a parte grifada que diz “conhecida também no local como XV de Agosto”.
Com os topônimos rua 24 de Maio, rua Quatorze de Julho, rua Quinze de Setembro, rua 25 de Janeiro, rua 25 de Março, rua 27 de Abril e rua 3 de Dezembro, todos nomeados pela lei nº 1015, que deu nome a quase todos os historiotopônimos anteriores, a alusão histórica a que as datas se referem já não é tão clara. Há, nestes casos, mais de uma opção e isso realmente dificulta a obtenção de uma resposta acerca de qual foi a real intenção do denominador.
O historiotopônimo rua da Abolição recebeu este nome pelo decreto nº 4937, de 9 de agosto de 1976, que diz que “dá nome de rua da Abolição à rua Oito”. Este decreto diz ainda que “a rua da Abolição começa na rua Guilherme de Almeida e termina no ribeirão dos Meninos (avenida Lauro Gomes)”. A justificativa para a nomeação da rua é a mesma de diversos decretos, sobre “a necessidade de se denominar oficialmente as vias públicas identificadas por números em plantas do jardim Orlandina, zona urbana do Distrito da Sede”.
A filiação semântica do nome à taxionomia escolhida se justifica pelo fato histórico ocorrido. Contudo, o topônimo rua dos Palmares pode gerar dúvidas entre historiotopônimo, como sendo uma alusão ao Zumbi dos Palmares, e fitotopônimo, se a alusão for à planta. O que sana a dúvida é o fato de que o nome é dado através do mesmo decreto que deu nome à rua da Abolição. O documento diz que “dá nome de rua dos Palmares à rua Nove. A rua dos Palmares começa na rua Guilherme de Almeida e termina no ribeirão dos Meninos (avenida Lauro Gomes)”.
A rua Afonsina, que devido a sua importância poderia muito bem ser denominada avenida Afonsina, recebeu o nome através da lei municipal nº 629, de 31 de março de 1958. Esta “diz que fica declarada oficial a via pública, conservada a sua denominação oficial. Rua Afonsina: iniciando na estrada do Vergueiro e terminando na divisa com o município de Santo André”. A conservação da denominação oficial deve-se ao fato de ser esta rua uma entre muitas outras que já aparecia quando da abertura do loteamento. Além disso, o nome da rua transladou-se e passou para o nome da vila que surgiu ao lado da rua, no caso vila Afonsina, que é de 1966.
Há um nome que modernamente ganhou importância na região. Trata-se do topônimo anel Viário Metropolitano ou, melhor dizendo, avenida Lions, visto que esta avenida é que se transformou no corredor. Porém, antes de ser o nome a este caminho atribuído como Lions, era o caminho denominado avenida Príncipe Humberto, por interferência do modismo de axiotopônimos presente na vila Mussolini, por onde passa parte da avenida. Foi o decreto nº 566, de 26 de novembro de 1962, que “diz que passa a denominar-se avenida Lion’s a atual avenida Príncipe Humberto, com início na avenida Piratininga e término do km 15 da via Anchieta, no bairro de Rudge Ramos” que renomeou o local. O documento da Prefeitura ainda busca justificar a troca do nome, com os seguintes dizeres:
Considerando que é o Lion’s Club um dos agrupamentos sociais que mais condignamente representa este município.
Considerando que em muito tem usufruído os munícipes de São Bernardo do Campo com as admiráveis campanhas incitadas pelo Lion’s Club.
Considerando que o espírito que norteia as atividades deste club é digno de nossa admiração.
Considerando que é por demais justa as homenagens que pelo presente decreto prestamos a tão magnífica plêiade de homens.
De mais difícil relação histórica são os topônimos rua Beta e rua Gama, que ao lado da já renomeada rua Alfa, formam um núcleo de três ruas próximas com a mesma motivação nas letras do alfabeto grego. São estes topônimos classificados como historiotopônimos em virtude da necessidade de conhecimento da evolução do pensamento humano e da importância da cultura grega, dos fatos históricos ocorridos na antiguidade, para assim usar o alfabeto como nome de um determinado local.
De forma oposta ao que ocorreu com a rua Afonsina, logradouro que passou seu nome para a vila que surgiu posteriormente, foi o que aconteceu com o topônimo rua Império. Este recebeu o nome pela lei municipal nº 1015, de 28 de dezembro de 1961, que dispõe sobre oficialização de vias públicas no Município de São Bernardo do Campo, e que “diz que fica declarada oficial a denominação rua Império, situada na vila Império, com início na estrada Vergueiro e término no ribeirão dos Meninos”. De certa forma, a alusão ao Império torna o topônimo claramente motivado pelo fato histórico. A única coisa que não pode ser esquecida é que, conforme exposto sobre a vila Império, esta recebeu o nome em virtude do nome da empresa que loteou o local. Mesmo assim, a rua recebeu o nome por causa da vila, e não o oposto, como o caso da rua Afonsina.
Em uma perspectiva que levasse em conta os registros dos nomes e não exclusivamente como eles são hoje, a quantidade de 22 axiotopônimos seria maior, certamente em virtude dos nomes já comentados em seção anterior referentes aos núcleos toponímicos, em que foram citados os nomes avenida Conde Francisco Matarazzo, avenida Comendador Pugliesi e avenida Príncipe Humberto, esta também comentada há pouco.
nitidamente é uma alusão a Benito Mussolini, há alguns, que além de apresentarem em seu sintagma léxico referente a algum título, mostram uma relação com a Itália, país que teve muitos de seus filhos homenageados em topônimos da região. Um desses é o topônimo rua Marechal Badóglio, nome dado pela lei municipal nº 1015, de 28 de dezembro de 1961. Esta lei diz que “fica declarada oficial a denominação rua Marechal Badóglio, situada na vila Mussolini, com início na estrada do Mar e término na rua Comendador Pugliesi”. Trata-se do Marechal Pietro Badóglio, nascido em 1871 e falecido em 1956. Ele também foi Primeiro Ministro da Itália de 1943 a 1944. Além disso, o Marechal Badóglio também foi embaixador no Brasil. A rua está na vila Mussolini, nome dado em homenagem a Benito Mussolini, que além de seu compatriota estava no governo italiano na mesma época que Badóglio e partilhavam dos mesmos ideais.
Outro topônimo é a rua Rei Vitório Emanuel, nome dado pela lei municipal nº 1015, de 28 de dezembro de 1961, que dispõe sobre oficialização de vias públicas no Município de São Bernardo do Campo e que “diz que fica declarada oficial a denominação rua Rei Vitório Emanuel, situada na vila Mussolini, com início na estrada do Mar e término na via Anchieta”. Vale lembrar que este rei é contemporâneo ao Benito Mussolini.
O regime fascista também marca outro nome da vila Mussolini, o topônimo rua Comendador Rodolfo Crespi, dado pela lei municipal nº 1015, de 28 de dezembro de 1961, que dispõe sobre oficialização de vias públicas no Município de São Bernardo do Campo e que diz “que fica declarada oficial a denominação rua Comendador Rodolfo Crespi, situada na vila Mussolini, com início na rua Duque D’Abruzzo e término na divisa do loteamento”.
Acerca do topônimo rua Comendador Pinotti Gamba, a alusão à Itália aparece bem nítida no trecho a seguir:
Os imigrantes italianos sempre tiveram uma forte ligação com o empreendedorismo, e