• Sonuç bulunamadı

ALLAH’IN VARLIĞININ İSPATINDA KULLANILAN NAKLİ

3.3.1 Observação

Segundo Houaiss (2009), observação é o procedimento científico de investigação que consiste no exame atento de um fato, de um processo, geralmente envolvendo instrumentos ópticos, de mensuração e observação, entre outros. É a observância de um fenômeno, no nosso caso, de cunho educacional, que oportuniza ao pesquisador se inserir no contexto pesquisado, de forma a conhecer a realidade com mais propriedade.

Sacristán e Gómez (1998, p.109) apresentam uma definição de observação que enfatiza a sua importância e validade para o processo de construção da pesquisa, contudo, ressaltam o fato de que se faz mister que deva ser planejada, controlada e sistematizada, ao situarem que:

[...] supõe prolongadas permanências do ou dos investigadores no meio natural, observando, participando, diretamente, ou não, na vida da sala de aula, para registrar os acontecimentos, as redes de condutas, os esquemas de atuação comuns ou singulares, habituais ou insólitos.

Sendo o principal elemento de investigação, o observador pode recorrer aos conhecimentos e experiências pessoais como auxiliares no processo de compreensão e interpretação do fenômeno estudado (LÜDKE; ANDRÉ, 1986).

Esse procedimento é, pois, uma ferramenta de pesquisa que apreende detalhes do contexto e que pode ir além da interpretação, dando significados ao que for apreendido pelo observador.

Muitas críticas são feitas à observação, dentre as quais, a possibilidade de interferência no ambiente ou o fato de poder favorecer comportamentos

“diferentes” nos sujeitos observados. Consideramos, porém, que ainda é um dos procedimentos mais utilizado por pesquisadores por captar a realidade de forma mais fiel. Apoiando-se em Reinhaarz (1979), Lüdke e André (op.cit.) justificam que os ambientes sociais são relativamente estáveis, de modo que a presença de um observador dificilmente causará as mudanças que os pesquisadores procuram tanto evitar.

São de suma importância, no contexto da investigação, o registro de reflexões pessoais do observador sobre as ocorrências durante o processo da pesquisa, que corresponde às dificuldades, aos esclarecimentos e às reflexões de cunho metodológico.

Para o registro das nossas observações, destacamos que não houve regras pré-estabelecidas. Em decorrência disso, optamos pelo registro escrito, gravações de áudio, utilizando o mp3 player e o uso da fotografia, com a intenção de ilustrar e captar imagens relevantes para o desdobramento do trabalho. Os instrumentos foram utilizados com discrição, de forma a não chamar atenção demasiada dos sujeitos e de modo a preservar o contexto.

Estes são alguns aspectos que foram verificados no campo da pesquisa (escola):

1. Descrição de dados referentes à clientela, tais como: matrícula atual, número de alunos dos anos iniciais, número de alunos com deficiências; dados concernentes ao aspecto físico da escola, dentre estes as suas salas de aula e outros espaços utilizados pelos alunos, tais como biblioteca, sala de informática, sala de vídeo, refeitório, banheiros, quadras de esporte, sala de professores, secretaria, direção.

2. Descrição dos sujeitos pesquisados: faixa etária, gênero, formação, dentre outros aspectos.

3. Descrição da sala de aula: disposição das carteiras, localização do quadro de giz, cartazes expostos etc.

4. Descrição das atividades desenvolvidas em sala de aula: tipo de atividades realizadas; participação dos alunos com deficiência; comportamento evidenciado; tipo de relação existente entre os educandos com deficiência e seus pares/professora.

3.3.2 Entrevista

A entrevista é uma das técnicas mais utilizada para a coleta de dados na pesquisa qualitativa, pois contribui bastante para esclarecer alguns pontos que ficaram obscuros durante a observação, fornecendo dados importantes que vão complementar as informações obtidas. A esse respeito, White (apud MAY, 2004, p. 187) destaca que “[...] as entrevistas ajudam-nos a interpretar significados do que estamos observando”.

Quando bem utilizada, permite que o pesquisador interaja com os sujeitos, fazendo fluir as respostas pretendidas pelo entrevistador. “É um modo de comunicação no qual determinada informação é transmitida de uma pessoa A a uma pessoa B” (RICHARDSON, 2008, p. 207).

Dentre os vários tipos de entrevistas utilizadas para se desenvolver um trabalho investigativo, optamos pela entrevista semiestruturada, tendo em vista o objeto e os objetivos desse trabalho.

A entrevista semiestruturada pareceu-nos ser o tipo mais adequado para a pesquisa em ambiente escolar, pois a abordagem qualitativa adotada permite uma flexibilização mais ampla no processo de captação de dados, como podemos observar na seguinte afirmação:

[...] a entrevista semiestruturada é um dos principais meios que tem o investigador para realizar a Coleta de Dados [...] queremos privilegiar a entrevista semiestruturada porque esta, ao mesmo tempo em que valoriza a presença do entrevistador, oferece todas as perspectivas possíveis para que o informante alcance a liberdade e a espontaneidade necessárias, enriquecendo a investigação (TRIVIÑOS, 1987, p. 144 - 145).

Como os objetivos propostos da investigação visavam analisar as práticas pedagógicas pelo viés da inclusão escolar de educando com DI, a entrevista forneceu-nos dados relacionados também à subjetividade do professor como ser profissional e pessoal. Foram momentos de troca entre pesquisador e sujeitos da investigação, havendo verdadeira abertura entre ambos.

Elaboramos um guia para realização de perguntas, durante o seu desenrolar, com base nas observações desenvolvidas e à luz dos referenciais teóricos que nos embasaram para a construção deste trabalho.

Em nosso roteiro de entrevista para os professores (sujeitos da pesquisa), destacamos aspectos relativos a:

 identificação (faixa etária, sexo, formação, tempo de atuação como docente, tempo de docência na escola, nível de escolaridade que trabalha atualmente);

 questões concernentes à prática pedagógica;

 conhecimentos prévios sobre deficiência de forma ampla;

 visão sobre a pessoa com deficiência intelectual e o seu processo de inclusão na educação.

3.3.3 Pesquisa Documental

Os documentos escritos são fontes que podem fornecer informações importantes para o enriquecimento da investigação. É grande a diversidade de documentos educacionais relacionados à legislação e a registros produzidos na escola, que podem servir de base a muitos estudos. Apesar de, em muitos casos, serem considerados irrelevantes, na verdade muito deles contêm informações que podem subsidiar a análise de dados de um trabalho científico. Estes constituem:

[...] uma fonte poderosa de onde podem ser retiradas evidências que fundamentam afirmações e declarações do pesquisador. Representam ainda uma fonte “natural” de informação. Não são apenas uma fonte de informação contextualizada, mas surgem num determinado contexto e fornecem informações sobre esse mesmo contexto. (LÜDKE; ANDRÉ, 1986, p. 39).

No que tange à investigação em pauta, a análise documental foi realizada com a intenção de complementar informações e de contribuir com a triangulação dos dados colhidos nas entrevistas e observações realizadas na escola. Para tanto, pesquisamos documentos referentes à prática pedagógica

dos professores e de alunos com Deficiência Intelectual (DI) envolvidos na pesquisa, o que nos possibilitaram um conhecimento mais amplo sobre as questões investigadas.

Os documentos que se constituíram em alvo da nossa investigação, foram: Projeto Político Pedagógico da escola; Fichas de Matrícula; Plano de Desenvolvimento da Escola; Resolução Municipal 05/2009, publicada no Diário Oficial de 28/01/2010.

Consideramos que o olhar atencioso e sensível sobre fontes escritas e arquivos documentais constituíram subsídios ricos para tecermos considerações (SANTOS, 2006), pois expressavam informações importantes sobre a instituição escolar e seus atores.

Em seguida, descreveremos os procedimentos de análise de dados que utilizamos durante o processo investigativo.

Benzer Belgeler