2. ÂŞIK KUL MANSUR'UN ŞİİRLERİNİN İNCELENMESİ
2.4. Şiirlerinde Ele Aldığı Konular
2.4.6. Alevi Bektaşi Kültürünü Konu Alan Şiirleri
Este encontro ocorreu no auditório do prédio 10, da faculdade de Física, onde são realizadas as atividades do PPGEDUCEM. O filme foi projetado no telão, a ideia era criar um clima de cinema para a primeira oficina específica de uso do cinema
88 associado à resolução de problemas matemáticos. A duração do filme foi de 2h e 9 min. Durante a exibição do filme foi feita uma pequena pausa, na qual foi oferecido refrigerante e pipocas aos participantes, contribuindo com o ambiente de uma sessão de cinema. Logo em seguida foi retomado o filme. Após o final do filme foi feito um intervalo de 5 min para que as pessoas pudessem ir ao banheiro, caminhar, levantar um pouco da poltrona. Na retomada foi iniciada a segunda fase da oficina.
Na volta dos participantes foi feita, pelo pesquisador, a observação que se os participantes tivessem assistido ao filme e simplesmente ido embora, seria um dos casos tratados na palestra, do uso do filme sem objetivo algum. Os participantes se organizaram de acordo com as escolas onde trabalham, formando assim 4 grupos. Foi distribuída uma folha “guia”para cada grupo para que iniciassem a atividade de análise do filme, análise esta guiada pelo pesquisador. Os pontos analisados foram: personagens principais ou de relevância, conflitos, situações-problema, identificação de conteúdos matemáticos.
Foi salientado que era uma sugestão de análise e que poderiam ser criados outros modelos. Notou-se que os grupos estavam concentrados em responder os pontos analisados. O pesquisador pode presenciar e auxiliar nos grupos, em relação aos diversos debates entre os componentes.
A primeira questão a ser decidida era quem era o personagem principal e quem não era. Alguns foram listando todos os personagens que lembravam. Por fim, os personagens foram delimitados com o auxílio do pesquisador em: Neo, o protagonista, que com Trinity, formava o “par romântico”; Morfeus, o personagem que simbolizava a esperança de um mundo melhor e que acreditou que Neo era o escolhido; e o agente Smith, que simbolizava as máquinas e era o vilão do filme.
A segunda questão era a respeito dos conflitos que apareciam no filme.Foi perguntado, nos grupos, pelos participantes, o que significaria conflito naquele caso e foi explicado que seria no sentido de conflitos psíquicos, crises de consciência, como por exemplo o personagem Neo que vivia angustiado, em busca de algo que não sabia que existia, mas algo em sua psique o impulsionava na busca. O personagem que preferia ser escravo das máquinas e viver na ilusão do que ser livre e viver no mundo real devastado. A dificuldade que Neotinha em acreditar em sí, a dúvida sobre o que era real e o que não era, etc. Nas situações- problema foram listados todos os obstáculos que apareceram, como as perseguições, as tomadas de decisões, entre outros.
89 Em relação aos conteúdos matemáticos, a questão era o que havia implícito, o que poderia ser trabalhado. O que apareceu foram as tomadas de decisão, ou seja, escolhas, as probabilidades de algo ocorrer, como no caso do Oráculo, que questiona o que aconteceria se ela avisasse que o vaso iria cair, da criança que propõe uma espécie de paradoxo ao dizer a Neo que não tente entortar a colher, porque a colher na realidade não existe. A ideia de que o ambiente computacional trabalhava com matrizes, códigos binários de zero e um.
Após essa escrita, o pesquisador e os bolsistas fizeram um debate sobre o filme. O pesquisador fez a observação de que o filme tinha uma estrutura básica: o herói, o problema, a heroína, aquele que apoiava o herói e o vilão da história, recheado com vários efeitos especiais e muita ação, por tratar-se de uma indústria cinematográfica que visa obter lucro com as exibições. Explicou que a importância de se fazer a análise do filme estava em verificar vários aspectos: morais, questões interessantes que apareciam durante a trama, como a ideia de estarem todos conectados a máquinas e estarem em um mundo que não é real. Foi feito um comentário, de brincadeira, quando os participantes saíram para o intervalo, para que verificassem se não tinham um “plugue” na nuca em alusão aos personagens do filme.
A terceira etapa desse encontro era conhecer uma proposta de trabalho para esse filme em sala de aula. O conteúdo escolhido pelo pesquisador para utilizar como exemplo foi Matrizes. Para tanto a ideia era de que os estudantes após aprenderem o conteúdo, trabalhassem formulando problemas nesse contexto do filme. Trabalhariam em grupos e produziriam os problemas.
Foi apresentado o conteúdo, não foi aprofundado por ser conteúdo da Educação Básica e os participantes serem conhecedores dela. Como a intenção nesse primeiro momento era que entendessem a utilização do filme e tivessem uma sugestão, foram fornecidos para cada grupo 4 problemas (Apêndice A) de forma que fossem aumentando a dificuldade. Os participantes resolveram os problemas em grupo, enquanto o pesquisador ia atendendo-os e auxiliando-os. Nesses auxílios surgiram alguns questionamentos, tais como: “aplico primeiro o filme ou o conteúdo”, “será que o meu aluno não vai copiar os exemplos do caderno?”. O pesquisador não forneceu nenhuma resposta fechada as questões, e sim um auxílio para buscar a solução.
90 Por exemplo, para a primeira questão, o grupo chegou à conclusão de que a ordem de aplicação dependia do planejamento, do objetivo a que se queria chegar. Para a segunda questão, foi salientado que mesmo que o estudante copie algo do caderno, vai ter que criar um texto e aplicar seus conhecimentos matemáticos, além de ter que apresentar o problema aos outros grupos e ter que resolver os que eles apresentarem. Foi reforçada a ideia de que o estudante passaria de resolvedor de problemas para propositor de problemas.
O pesquisador lembrou ainda, que filmes mais longos, como o assistido, podem ser utilizados interdisciplinarmente, já que usaria outros períodos. Por exemplo, matérias como Inglês, como se assistiu ao filme legendado, Física para explorar os efeitos especiais, Sociologia para trabalhar a análise das questões morais, como a de se viver em liberdade ou confortavelmente na ilusão.