B. Kısa Bir Ġyimserlik Dönemi: 1908–
1. Ahmed Midhat Efendi – Jön Türk (1910)
A necessidade do suporte para o professor do ensino regular que recebe alunos com necessidades educacionais especiais em sua sala de aula tem sido bastante discutida (cf. BRASIL, 2004). O suporte deve ser ministrado pela Coordenação Pedagógica, que deve ser ativa e participante no cotidiano da sala de aula, da escola e das relações com a comunidade.
Uma das necessidades pontuadas pela diretora da escola AC foi a capacitação e orientação das demais professoras atuantes, tendo em vista a inclusão de outros alunos com deficiência no ambiente escolar. Esse aspecto é evidenciado nos exemplos a seguir:
D: Eu queria que você visse com a DD, a questão daquela orientação que ela se propôs a fazer
F: Ela só está esperando um ok seu
D: É que eu vou fazer fora de HEC, aí eu vou avisar os professores, e quem se interessar vai, e (:)
F: Assim, você prefere de manhã, ou a tarde ou a noite
D: O problema é que se eu fizer de manhã, as professoras da manhã não podem participar, e se fizer a tarde (:)
F: então é melhor fazer a noite D: É, umas sete e meia.
D: A professora não sabe trabalhar com ele,
P3: Mas no primeiro ano, ela poderia usar as cartelas de figuras com ele, usa primeiro para se comunicar, olha a figura de banheiro. Poderia usar as fichas para estabelecer a rotina da sala de aula, olha agora a gente vai trabalhar isso, mostra nas fichas.
D: A minha cabeça e a sua que já estão no trabalho, a gente vê a importância de adaptar e discutir, mas as outras professoras não conseguem, elas não sabem.
D: Acho que eu vou fazer umas transparências do caso do A. e mostrar para as professoras. Vou falar como foi feito o trabalho, mostrar desde de 2007 até agora (2010), falar da importância de equipe, das adaptações, porque elas não sabem, tem umas que nem conhecem o trabalho.
Dessa forma, foi realizado um encontro, com a participação de professoras, coordenadoras e direção, para orientar com relação ao desenvolvimento da linguagem de alunos com deficiência, assim como os sistemas de comunicação alternativa na escola.
Além da necessidade de orientação das professoras, a diretora pontuou a importância da capacitação das estagiárias que atuavam na escola. Essa capacitação ocorreu durante as observações e visitas à sala de aula, por parte da pesquisadora; em outros momentos, a pesquisadora orientava a professora nos encontros periódicos, e a professora era incumbida de repassar as orientações para as estagiárias:
Participante A
P: Principalmente na matemática, eu uso o recurso dos bichinhos, né? Eu faço com ele, a gente conta e reconta, daí, na hora de colar, ela ((estagiária)) está com ele, porque, daí, não é uma colagem rápida, e ele está participando; ela resgata de novo, ele escolhe as cores que quer, o que que vai colar primeiro; porque eu falei para ela: o caderno é dele, a opção é dele, então, a gente vai perguntar para ele o que ele quer colar primeiro; vai perguntar para ele a cor que ele quer passar. Só que, assim, você não pode deixar um leque muito grande. Então, A, qual cor e ele não responde?, então, A, qual cor: verde ou amarelo? Aí, eu falo para ela: vai ampliando amarelo ou azul; e se ele monta a cor errada, eu falo para ela: mostra a cor certa, e fala para ele: este é o amarelo, é esta que você quer? Para ver se é esse mesmo o que você quer; e assim a gente vai.
A diretora da escola AC, preocupada em desenvolver um bom trabalho pedagógico na instituição, começou a capacitar uma professora que tinha em sua sala um aluno com paralisia cerebral. Foi solicitado à pesquisadora que essa nova professora pudesse participar das reuniões periódicas e realizar um trabalho junto com a professora 5 e a diretora. Nas reuniões, foi possível identificar que tanto a diretora quanto a professora tinham condições para orientar a professora no uso de recursos e na seleção de estratégias que pudessem auxiliar o aluno durante as atividades. Essas orientações podem ser observadas nos trechos a seguir:
P3: Você pode começar a trabalhar com o material alternativo, tem a história do João e Maria, se você achar que as figuras estão muito pequenas, você pode pegar os livros que nem eu faço e procura o material para ele, eu posso te ajudar. Mas tem as figuras grandes que você pode usar.
P3: Na produção de texto, você pode fazer que nem eu fiz, você faz primeiro na oralidade e depois monta as frases no computador. Você escreve as frases com lacunas e pedi para ele escrever as palavras que estão faltando.
D: Com a prof 3, o trabalho é feito assim, ela passa todo o conteúdo da semana para a F. e a F. trabalha esse mesmo conteúdo na terapia, porque é importante trabalhar junto né. Elas discutem as atividades e fazem a adaptação. Você poderia passar por e-mail o conteúdo da semana para ela (pesquisadora), não precisa ser todo o conteúdo, escolhe algumas.
D: Você pode pedir para a mãe dele ajudar. Você trabalha a história na sala e manda as cartelas para a mãe.
P3: Aí você pede para ela perguntar qual o título da história, os personagens, não tem problema de ele fizer errado, mas ela não pode responder por ele, ela registra do jeito que ele respondeu.
D: É importante que ele faça que ele cole, até para você avaliar se ele está sabendo ou não. Você pode salvar o arquivo no disquete e manda para a mãe dele trabalhar em casa
Por meio desses exemplos, pode-se notar que tanto a professora 3 como a diretora puderam contribuir com estratégias eficazes para o desenvolvimento das atividades, na sala da nova professora. Vale ressaltar que todas as estratégias destacadas pela professora 3 e diretora foram fornecidas na capacitação e nas reuniões quinzenais, supervisionadas pela pesquisadora. Esses dados revelam que a aplicação do programa de CSA (DELIBERATO, 2009), utilizado nesta tese, foi eficaz em seu objetivo.