3. BÖLÜM LĠSANSLI DEPOCULUK VE ÜRÜN ĠHTĠSAS BORSACILIĞI SĠSTEMĠNĠN
3.5. Vadeli ĠĢlemlerde Lisanslı Depoculuk
bastante tempo na escola fora do seu nível. Por exemplo, pessoas que não tinham nível universitário, mas recebiam como se tivessem, pelo cargo que ocupava. Com o plano de carreira, isso foi de acordo com a graduação de cada pessoa. Eu, na época, estava terminando a faculdade e recebia como Pa e aí veio o enquadramento Pa, Pb. Lembro que realmente algumas pessoas ficaram insatisfeitas. Mas, essas pessoas receberam direitos adquiridos. Teve também na época, porque não era solicitado o nível universitário para trabalhar com 5ª e 6ª série, muitos profissionais que só tinham o quarto ano do magistério, que era uma especialização para trabalhar com 5ª e 6ª série. Esses professores ganharam na justiça a garantia de receber como professor B. Mas, esses professores tiveram que retornar para dar aulas para 1ª a 4ª série, mesmo ganhando como professor B, tendo habilidade para trabalhar com ciências ou matemática, para 5ª e 6ª série. Tem também outra coisa: havia muita politicagem nos anos anteriores a Vítor, eram pessoas que recebiam cargos, eram pessoas que eram convidadas a ocupar cargos sem ter nenhuma escolaridade. Depois que foi proposto o plano de carreira, o plano de cargos e salários, elas tiveram, mesmo ocupando determinados cargos, que receber de acordo com a sua maior escolaridade, então essas pessoas não ficaram satisfeitas.
3.1) Tinha um número X, que eu não sei qual exatamente. Algumas pessoas realmente conseguiram fazer o mestrado, o doutorado, sendo remuneradas; outras não, talvez porque já tivesse passado deste percentual aceitável pela SEME. Então, muitos não eram remunerados, mas eram liberados com mais facilidade para poder fazer o seu curso.
3.2) Aconteceram bastantes cursos, bastantes encontros pedagógicos em todas as áreas. Isso valorizou muito o profissional. A questão também do estudo para o projeto político-pedagógico, que foi uma discussão ampla e muito participativa, porque toda a escola estava envolvida em ter o seu projeto político-pedagógico, e foi o melhor período, tanto financeiro, onde o professor, mesmo participando das assembléias, ele tinha um retorno daquilo que ele precisava, isso era bastante comum, tudo que nós solicitávamos, havia um retorno. Essa administração ouvia o sindicato; o sindicato passava e dentro da própria escola nós sentíamos uma valorização mais crescente, éramos mais ouvidos. Eu sinto, não é questão de saudosismo, mas parece que nós tínhamos mais tempo e espaço para poder estar fazendo as nossas reuniões e abordando questões, até mesmo questões afetivas. Nós tínhamos bem mais laços, quem trabalhou naquela época, eu tenho amigas aqui comigo que eram daquela época. Então, nós criávamos laços. Hoje, parece que você vem trabalhar, você faz aquilo, você cumpre um período e acabou, então não tem esse
incremento nem social, nem financeiro e nem afetivo. Nós não sentimos isso. Na época de Vítor sentia-se isso, nós respirávamos isso, todos trabalhavam por prazer, com amor, dedicação e a comunidade também sentia bastante essa questão.
4) - Pergunta específica para professores de 3ª ou 4ª série
Uma coisa que aconteceu nesse período foi o início das reuniões de áreas, para cada disciplina: história, geografia, matemática, e mesmo de 1ª a 4ª série. Então, nós tínhamos mensalmente reuniões de áreas, reuniões pedagógicas que tratavam essas questões. Teve também o início, o que foi bastante importante, todo um estudo para o projeto político-pedagógico. Foi nessa época que se deu o ponta-pé inicial que antes a escola não possuía. Então, foi [nesse] período que se começou a pensar numa proposta única da rede municipal de Vitória. O que acontecia anteriormente era o seguinte: a escola X trabalhava de uma forma, a escola Y trabalhava de uma outra forma... Então, para se tentar unificar programas, conteúdos programáticos que viessem atender a uma demanda de um aluno que morasse em Jardim da Penha, de um aluno que morasse em São Benedito, em São Pedro, com características próprias também, então foi necessário estar construindo um projeto que atendesse à demanda daquela localização, sem também deixar [de levar] em conta a questão se o aluno é... de repente está em São Pedro e ele vem para São Benedito, que ele tenha coisas em comum, mais que ele principalmente estude ali, o que o cerca, o seu cotidiano, os seus anseios, os anseios da comunidade. Então, partiu-se para conhecer a comunidade – quem formava essa comunidade. Então, foram [feitas] pesquisas, questionários com a comunidade... Os pais iam na escola responder, os que não vinham na escola responder levavam esse questionário para casa, porque envolvia renda familiar, envolvia o trabalho, a religião, o número de pessoas [na casa], então com isso a prefeitura oportunizou aos professores um estudo... Foram convidadas algumas pessoas que faziam mestrado, outras pessoas que já tinham elaborado projetos em outras instâncias e foram passados [em] alguns encontros, onde todos os professores, dentro de suas possibilidades, participavam, e nós fomos construindo, aos poucos, o projeto político-pedagógico da nossa escola. Falando um pouco sobre a experiência do Bloco Único, nesse período eu trabalhei com 4ª série no turno vespertino. Lembro que realmente aconteceram algumas reuniões para poder preparar esses professores. Só que a questão maior era que os professores entravam em remoção, saiam e geralmente o que sobrava para a 1ª série eram aqueles novatos, quem já esta na escola, ou queria seguir com sua turma ou tinha a chance de escolha. Os que chegavam, muitas vezes chegavam despreparados, sem ter todo um perfil para se
trabalhar com essa nova proposta. Então, ela não foi bem entendida e mesmo quem passou pela experiência de ser preparado queria inventar, queria criar, queria participar, sem ter uma diretriz ali para assegurar o seu trabalho. Assim, o que é que aconteceu: foi um verdadeiro vendaval dentro da sala de aula. Você via cartazes espalhados, você via experiência, e a escola não tinha uma infra-estrutura para poder guardar e permitir esse trabalho. Primeiro, porque pela manhã se usava a turma de bloco único, pela tarde era uma oitava série, então os alunos da tarde não entendiam que aquilo ali era material de 1ª série e acabavam por mexer, por bagunçar. Dentro dessa proposta do construtivismo, surgiram várias outras coisas, outras questões que a escola ainda não estava bem preparada, nem a comunidade, nem os professores para poderem enfrentar. Eu acho que tinha que ter tido um tempo maior de estudo. Eu enquanto professora de 4ª série, o que é que eu passei a perceber: os alunos que antes eu recebia preparados, lendo, sabendo as quatro operações, passaram a chegar na quarta série sem o domínio da leitura, sem o domínio da escrita, sem o domínio da coordenação motora fina. Então, isso foi causando angústia e até hoje nós ainda temos um pouco de resquícios de todo esse trabalho. A intenção realmente foi maravilhosa, o trabalho de quem realmente abraçou essa questão foi muito bom. Mas, nós não tivemos um resultado tão esperado. Alguns professores, pela inexperiência, acabavam achando que a liberdade dentro da sala deveria existir e deixava o aluno sem orientação. O aluno fazia às vezes o que queria para construir o seu conhecimento e nada construía, sem uma direção, sem ter uma coisa amarrada... Não era falta do pedagogo estar ali orientando, porque nós sempre tivemos pedagogos excelentes aqui, para poder estar atuando. Mas era a questão de domínio. Uma coisa que também atrapalhou muito foi o estabelecimento de números de alunos na sala. Como o professor poderia trabalhar com tantos alunos numa sala, aumentou o número de alunos e com tantos alunos em uma proposta diferente. Então, isso acarretou uma série de problemas e foi um período difícil esse (pós-final de 1990), porque foi implantado em 1991, mas começou realmente a ser usado aqui em 1992. Então, foi realmente muito difícil o trabalho e a alfabetização desses alunos que nós recebemos na 4ª série nos anos de 1995, 1996 e1997. Tem outro ponto também: quando a proposta foi passada para os professores, a princípio, era de que seria em algumas escolas e durante os dois primeiros anos, em 1990 e 1991, realmente aconteceram em algumas escolas, com alguns profissionais, altamente habilitados para esse trabalho. Em 1992, com a mudança, foram todas as escolas atingidas, sem ter uma proposta mais definida de trabalho e sem a preparação exata dos professores. Muitos novatos que não tinham passado pelos cursos
anteriores chegavam assim, caiam de pára-quedas na sala de aula para trabalhar o construtivismo, achando que o construtivismo era liberdade, era o aluno realmente criar sem condições e não era essa a proposta de Terezinha Cravo, anteriormente. Então, foi tudo por água a baixo, todo um trabalho que tinha que dar certo acabou tendo vários obstáculos à frente por causa disso.
5) Bom a primeira gestão nossa, o diretor no caso escolhido pela comunidade foi um pouco