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Đşgücüne Katılma Oranı ve Cinsiyet Durumu

ÜÇÜNCÜ BÖLÜM

G: Tarım dışı üretim faaliyetlerinde çalışanlar ve ulaştırma makineleri kullananlar, H:

3.2.1.6. Đşgücüne Katılma Oranı ve Cinsiyet Durumu

O conceito de digital no quadrinho se relaciona mais com a destinação da obra quadrinizada do que com os procedimentos envolvidos em sua elaboração. É perfeitamente possível utilizar softwares para criar todos os desenhos de uma revista que será vendida em prateleiras de bancas e livrarias, bem como conceber histórias utilizando papel, lápis, pincel e nanquim para veiculá-las na Internet.

Classifico como digitais os quadrinhos que são produzidos visando à veiculação em meio digital, isto é, dentro de mídias removíveis (CD-ROMs) ou de redes sociotécnicas. Por exclusão, qualquer quadrinho produzido visando à veiculação na imprensa não é digital, ainda que na sua feitura tenham sido empregados os mais avançados e mirabolantes métodos computacionais.

Essa definição que proponho tem como finalidade principal facilitar o estudo dos quadrinhos numa época em que a tecnologia humana permite a existência, o desenvolvimento e a problematização dessa arte num meio completamente diferente daquele em que ela teve suas origens. Tendo em vista que, em determinadas ocasiões, existem semelhanças formais, estéticas ou concernentes ao processo de produção entre o quadrinho digital e o quadrinho não-digital, acredito que focalizar o meio para o qual se planeja e se executa a obra quadrinizada traz vantagens para analisá-la, classificá-la, contextualizá-la e compreendê-la — como demonstrarei no decorrer desta dissertação.

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2.2.1. Diferenciação entre quadrinho digital e quadrinho digitalizado

Considerando sempre o meio ao qual se destina a obra quadrinizada, cabe fazer uma distinção importante entre o quadrinho digital e o quadrinho digitalizado. Enquanto aquele é produzido para veicular em mídias removíveis ou na rede sociotécnica, este foi primeiramente publicado na imprensa e, após isso, capturado, página por página, com o auxílio de um escâner, e então lançado na Internet ou, certas vezes, dentro de CDs ou DVDs graváveis. Não por acaso, os quadrinhos digitalizados são também chamados de scans12 e se diferenciam, terminologicamente, de acordo com os mesmos gêneros de quadrinhos constantes na mídia impressa: scans de mangás (conhecidos também como scanlations13),

scans de comic books de super-heróis, scans de tirinhas, scans de quadrinhos eróticos e

outros.

As páginas dos quadrinhos digitalizados, em sua maioria, encontram-se nos formatos .jpg, .png. e .gif. Essas páginas costumam se encontrar dentro de arquivos compactados ou em formato .pdf, visando facilitar a organização de seus volumes e a tarefa de baixá-los da Internet. Apesar das violações de direitos autorais e de distribuição implícitas em digitalizar um quadrinho impresso sem permissão de criadores ou editoras14, os scans fazem bastante sucesso entre fãs de gêneros específicos de quadrinhos, que formam, entre outras organizações informais, grupos orientados para a tradução extra-oficial de edições de mangás que não foram publicados no ocidente (ou foram, mas sofreram interrupções ou interferências editoriais em sua publicação) e para o resgate de comics raros, que saíram de circulação há muito tempo. David Ayton, um programador de nacionalidade provavelmente estadunidense, criou um aplicativo, o CDisplay Comic Reader Utility, especialmente para otimizar a leitura dos quadrinhos digitalizados, permitindo a visualização, com apenas um clique duplo, das páginas dentro de arquivos compactados, sem a necessidade de extraí-las dos mesmos.

Percebendo a fidelidade dos fãs aos seus super-heróis, bem como para garantir seu espaço dentro da Internet e tentar evitar o escaneamento e distribuição virtual não autorizados de seus quadrinhos impressos (e, com isso, perder dinheiro), a Marvel Comics, uma das gigantes do mercado editorial impresso dos E.U.A., criou o sítio Marvel Digital Comics

12 Palavra derivada do verbo inglês to scan (“varrer, esquadrinhar, escanear”). 13

Termo surgido da junção das palavras inglesas scan e translation (“tradução”), pois a maior parte dos scans de mangás são traduções do idioma japonês para alguma língua ocidental (majoritariamente para o inglês). 14 Embora haja autores que disponibilizam, gratuita e voluntariamente, suas próprias obras em forma de

quadrinho digitalizado, como os desenhistas e roteiristas brasileiros Antônio Éder e André Diniz, do sítio virtual Nona Arte (os arquivos se encontram, desde agosto de 2008, no endereço http://www.acervohq.quadrinho.com. Acesso em 2 ago. 2009).

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Unlimited15, cujo objetivo é oferecer, on-line, mediante pagamento de assinatura, edições

digitalizadas de suas publicações, muitas delas registrando a primeira aparição de personagens famosos (como o Homem-Aranha e o Justiceiro) ou contando histórias seriadas que promoveram mudanças fundamentais em grupos de personagens (como a saga da transformação de Jean Grey, integrante dos X-Men, em Fênix Negra). O sítio, desse modo, se sustenta por oferecer, especialmente para fãs, em imagens de alta qualidade, narrativas consagradas na indústria do entretenimento que, embora tenham sido, há anos, amplamente difundidas pela imprensa, estão em revistas relativamente difíceis de ser encontradas atualmente, mesmo em acervos de colecionadores, gibitecas ou museus de quadrinhos.

Os quadrinhos digitalizados do Marvel Digital Comics Unlimited estão embutidos numa estrutura em Flash (fig. 29), que possui botões fundamentais para “virar” a página virtual e comandos para ler a narrativa em tela cheia, em thumbnails (miniaturas) e em página dupla. Há ainda outros elementos, como um pequeno aviso publicitário dizendo ao usuário para comprar a versão impressa, nas comic book stores (nome das lojas especializadas em venda de quadrinhos nos E.U.A.), do quadrinho digital que ele está lendo no momento.

15 Disponível em http://www.marvel.com/digitalcomics/. Acesso em 2 ago. 2009.

Figura 29 - Captura de tela do Marvel Digital Comics Reader, exibindo uma das primeiras

histórias do Justiceiro. Os quadrinhos digitalizados oferecidos pelo sítio da editora contam com a estrutura de navegação em Flash para transpô-los para a Internet, mas deve-se lembrar de que não foram originalmente veiculados em meio digital.

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