A) POSTENDÜSTRİYEL SENARYONUN SON ADIMI: BİLGİ TOPLUMU
3. Üretim Faktörü Olarak Bilgi ve Entelektüel Sermaye
A duplicata é registrada e mantida exclusivamente na forma virtual, ou seja, em dispositivo informatizado de armazenamento de dados. Após a sua emissão e envio ao banco, é emitido o boleto para cobrança e remetido ao sacado, para quitação na data do vencimento através de qualquer agência bancária. Sendo o crédito satisfeito na íntegra, a duplicata virtual não é emitida; porém não sendo a obrigação cumprida na data convencionada, configura-se o inadimplemento do sacado, surgindo os problemas relacionados à questão da executividade de tal documento.
Para tratar da executividade da duplicata, é necessário tecer alguns comentários sobre o seu pagamento e quitação.
O artigo 2º, III da Lei n. 5.474/68 (Lei das Duplicatas - LD) regula a data do vencimento da duplicata, que deverá ser satisfeita pelo sacado na data convencionada. Sendo o vencimento à vista, o que dificilmente ocorre, é desnecessário a emissão de qualquer título, pois o pagamento é efetuado no ato da entrega das mercadorias. Se o vendedor optar pelo saque da duplicata em forma virtual e a cobrança for efetuada por um banco, há obrigatoriedade de se fixar uma data para vencimento, que deverá ser num prazo suficiente para que a instituição bancária possa emitir e remeter o boleto de cobrança.
O caput do artigo 9º da LD permite a quitação antecipada da duplicata, bem como a prorrogação de seu vencimento (art. 11º), bastando para isso uma
declaração em separado ou no próprio título, assinada pelo sacador endossatário, titular do crédito, garantindo a manutenção da responsabilidade dos coobrigados.
Se a forma de emissão do título for virtual, a prorrogação é negociada entre sacador e sacado, ficando o primeiro incumbido de comunicar ao banco encarregado da cobrança a alteração no vencimento, e o banco de enviar um novo boleto com a nova data de vencimento convencionada.
Exigir o pagamento do título cabe sempre ao titular do crédito, normalmente o sacador ou endossatário, mesmo que o título tenha circulado. Em relação à circulação da duplicata é importante lembrar a lição de Fran Martins (1998, p. 173):
[...] comumente, a duplicata não circula em larga escala, como acontece com outros títulos de crédito, notadamente a letra de câmbio; a sua circulação se faz costumeiramente com a operação de desconto, em um estabelecimento bancário, não sendo usual o desconto de duplicata entre particulares.
A duplicata em sua forma cartular é um título que tradicionalmente não circula, o mesmo acontecendo com a duplicata virtual. O fenômeno da desmaterialização dos documentos dificultou a oposição do endosso, que é uma das formas de circulação do crédito. Enquanto a legislação não abraçar e contemplar a validade jurídica da assinatura digital, a circulação do título ficará limitada ao comerciante vendedor e ao banco encarregado de efetuar a cobrança.
A circulação da duplicata virtual só se realiza mediante o endosso nas modalidades de translativo, mandato ou caução.
O pagamento é exatamente o valor constante no título, princípio da literalidade; o título vale o que está estritamente escrito, é equivalente ao valor da parcela que a duplicata representa (art. 2º, V, LD). Se o pagamento é efetuado de
forma parcelada, o valor será exatamente o constante da fatura, ou seja, exatamente igual ao valor líquido da mercadoria faturada (art. 3º, LD).
O pagamento será sempre efetuado na praça indicada no documento (art. 2º, VI, LD), o que constitui requisito essencial de validade do título no caso de duplicata cartular. Para as virtuais, o pagamento do título, que é representado pelo boleto, poderá ser efetuado em qualquer agência bancária do país.
A quitação pelo pagamento sempre será dada pelo legítimo portador do título, ou por seu representante legal, com recibo passado no verso, ou em separado, mas sempre com referência expressa ao documento que está sendo quitado (art. 9º, § 1º, LD). É também aceita a quitação efetuada via cheque nominal em favor do credor, mencionando no verso a que se destina (art. 9º, § 2º, LD).
Sendo duplicata virtual, a quitação é efetuada por autenticação mecânica no próprio boleto, se o pagamento for feito em um estabelecimento bancário. Para esse tipo de quitação, o questionamento refere-se à sua validade: estaria o devedor desonerado perante o credor e ao terceiro de boa-fé nessa quitação? Em princípio sim, pois a própria lei permite a quitação passada em documento apartado do título.
Contudo uma dúvida persiste: se o vendedor agir de má-fé, imprimir o título na forma cártular e o endossar, após tê-lo passado eletronicamente para cobrança, como ficaria a situação do devedor com um boleto bancário quitado? Estaria exonerado perante o terceiro de boa-fé, portador dessa cártula emitida de forma fraudulenta?
Na verdade esta situação pode existir não apenas em caso da duplicata virtual, mas também pode ser estendida ao portador de um título materializado, tendo em vista a permissão legal da quitação em documento fora da
cártula. Por exemplo, o credor poderia endossar o título a um terceiro e posteriormente receber o pagamento do devedor, efetuando a quitação em documento que fizesse menção expressa ao título.
Conjugando os princípios da cartularidade e da literalidade, pode-se afirmar que se o devedor quiser desobrigar-se legalmente ao quitar o título, deve exigir que a cártula lhe seja entregue, impedindo-o de continuar circulando.
Neste sentido é o entendimento de Rubens Requião (1995, p. 452):
O recibo pode, excepcionalmente, ser passado em documento à parte, com referência expressa à duplicata, havendo, todavia, o perigo de, ficando o título em circulação, sem a averbação do pagamento no seu verso, ser exigido por endossatário, portador de boa-fé.
Na quitação da duplicata virtual, um questionamento deve ser levantado: a existência ou não do aceite. Se o sacado receber a duplicata materializada, apuser seu aceite e, posteriormente, receber para quitação um boleto sem a devolução da cártula, terá dificuldade em oferecer defesa numa possível ação de execução que um terceiro venha a lhe mover, pois a prova da existência da cártula é inconteste. Por outro lado, se a cártula sequer lhe foi enviada para aceite, como ocorre na maioria das vezes, numa possível ação de execução movida a partir da cártula sem aceite, a quitação no boleto bancário terá eficácia probatória.
Sendo a duplicata um título de natureza causal, ao quitá-la o devedor cumpre uma obrigação cambial e uma obrigação de pagar a coisa ou o serviço prestado, contraído através de um contrato bilateral. O pagamento da duplicata representa também a efetivação do cumprimento da obrigação de pagar aquilo que é mencionado no título resultante do aceite.
O pagamento também poderá ser garantido pelo avalista que é equiparado ao obrigado principal ou comprador (art. 12, LD). Na conceituação de Fran Martins (1998, p. 173), aval é:
[...] uma garantia que se dá ao portador do título, equiparando-se o avalista a alguém já obrigado no mesmo, o que significa que o portador terá garantia suplementar para a obrigação constante no título.
O aval é raro em duplicata virtual, assim como o endosso, pelos motivos acima explicitados, além da ausência de uma legislação que dê à assinatura digital validade jurídica.
O inadimplemento ocorre quando o devedor não paga o documento no seu vencimento, só restando ao credor recorrer à tutela estatal para ver garantido seu direito. Sendo a duplicata um título executivo extrajudicial (art. 585, I, CPC), o credor terá legitimidade para propor ação executiva contra o devedor principal e os seus coobrigados (art. 15, LD).
Na propositura de uma ação executiva contra os coobrigados, o protesto é imprescindível, sendo o único instrumento capaz de provar que o devedor principal está inadimplente, dando legitimidade à exigência do crédito dos endossantes e avalistas (art. 13, § 4º, LD). Em algumas situações o protesto é necessário para viabilizar a cobrança executiva, mesmo contra o devedor principal.
Para caracterizar tais situações, é necessária a existência ou não do aceite. Portanto, para analisar a executividade da duplicata, primeiro serão estudados o aceite e o protesto, os quais já foram tratados no capítulo II.