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Üçüncü Parti Lojistik Firmalarının Dağıtım Ağları ile Düzey 2 Sisteminin

5. TÜRKİYE’DE KENTSEL KADEMELENMENİN LOJİSTİK SEKTÖRÜ

5.2. Kent Kademelenmesi ile Lojistik Firmaları Dağıtım Ağlarının Karşılaştırılması

5.2.3. Üçüncü Parti Lojistik Firmalarının Dağıtım Ağları ile Düzey 2 Sisteminin

A realização do concurso Santander teve, segundo os docentes, um papel crucial para a inclusão da sustentabilidade nas diferentes disciplinas do curso de administração, na medida em que os levou a trazer o debate da sustentabilidade para dentro da sala de aula e incluir o tema nos conteúdos ministrados.

Por mais que alguns docentes já tratassem de assuntos relacionados à sustentabilidade antes do concurso, isto ainda era feito de forma muito pontual. A partir de então, passaram a estruturar suas aulas e inserir a sustentabilidade de forma mais planejada. Muitos viram no concurso a oportunidade de aproveitar aquilo que já vinham fazendo em sala para aperfeiçoar suas aulas, e ainda ter a chance de vencer e ganhar o prêmio. Isso instigou os docentes a buscar um novo referencial teórico e uma literatura diferente, para que pudessem sistematizar e estruturar as aulas.

Eu peguei minha experiência e comecei a desenvolver meu plano de ensino e meu projeto, que eu apresentei para o Santander de uma forma mais estruturada. Considerei o grande ganho que eu tive em participar do projeto: me forçou a estruturar, sistematizar algo que eu já vinha fazendo de forma mais pontual. Eu precisei buscar uma metodologia, comecei a embasar mais teoricamente as minhas aulas... É... eu precisei dar uma sequência de cada aula pra fazer uma, [buscando] o desenvolvimento do aluno (D7).

Potencializou-se assim, ir além do proposto nos currículos tradicionais de administração, trazendo temas atuais para as discussões em sala de aula.

Foi uma experiência que mudou algo dentro de mim. Também eu acho que, como professor, me ensinou muita coisa, de buscar e ir além do que a Universidade propõe. Pra você ter ideia, tem uma outra instituição de ensino que eu fui dar aula e ela chega com a sua aula pronta e fala “Você tem que falar isso na sala”. O professor acaba sendo visto como um grande leitor de cartilha e ele vai lá na sala e ensina. Então é algo que vai contra essa massificação do ensino superior, algo que está acontecendo. [...] Como profissional, me instigou a ir muito além. Porque indo além e trazendo temas atuais, eu acho que o tema atual acima de tudo é o que vai fazer sua aula ser boa (D9).

O relato do Docente 9 revela um problema que atinge parte do sistema do nosso sistema de ensino: sua forma ‘apostilada’ e massificada, o que pouco contribui para a atualização dos conteúdos. O concurso foi, então, uma oportunidade para este professor romper este modelo.

Outro ponto levantado é que, por meio do concurso, foi possível conhecer outros professores, conhecer o trabalho desenvolvido por eles e até formar uma rede de educadores com foco em sustentabilidade. Um docente mencionou que, mesmo após o concurso, continuou mantendo contato via redes sociais e trocando informações com outros professores. Por meio desse compartilhamento de projetos e ideias, ele consegue gerar novos insights para o ensino da sustentabilidade.

[...] se não tivesse tido o concurso, a gente não estaria aqui conversando sobre isso: uma professora de Português falando sobre sustentabilidade. Então eu só vejo vantagem. Eu acho que iniciativas como essa deviam acontecer mais. Eu só vejo pontos positivos mesmo e conhecer as experiências de outros professores também foi muito legal. Até hoje eu mantenho contato com alguns dos professores que participaram, para a gente trocar ideia, como eu falei. A gente formou uma rede realmente de ‘educadores sustentáveis’, digamos assim (D8).

A falta de comunicação entre os docentes também foi uma questão apontada por um docente. Ele defende que os professores normalmente não conversam entre si, e, assim, não ficam sabendo o que seus colegas estão fazendo em sala, quais atividades estão propondo para os alunos e quais projetos estão desenvolvendo, o que pode atrapalhar o surgimento de novos insights.

Eu acho que isso já é um ponto muito negativo: ninguém sabe o que um ou outro aplica em sala de aula [...] Não existe o diálogo de “Vamos ver aqui o que cada um está aplicando em sala de aula; cada um vai contar um pouco sobre a sua disciplina”. Eu acho que o concurso Santander levou um pouco dessa cultura já para dentro do programa, de compartilhar, porque os outros professores queriam saber o que estava acontecendo (D9).

A partir desta experiência, foi possível despertar o interesse de outros docentes para que, vendo as propostas e as experiências de colegas de trabalho, incluíssem a sustentabilidade em suas pautas de ensino. Os relatos também mostraram que os próprios alunos, quando comentavam em outras disciplinas o projeto que estavam desenvolvendo para o concurso, acabaram se tornando responsáveis por estimular o interesse de outros professores.

Por fim, as narrativas e propostas docentes revelam que a realização deste concurso permitiu o despertar para novas iniciativas em temas relacionados à sustentabilidade nas mais distintas áreas do curso de administração.

Além disso, estas experiências puderam ser compartilhadas com docentes do Brasil inteiro, já que estão divulgadas no site do Santander, fomentando a discussão da inclusão da sustentabilidade no ensino superior e potencializando ações dentro das universidades. No entanto, cabe considerar que o número de Universidades e docentes participantes em cada instituição é pequeno, dadas as proporções de IES de administração no Brasil. O alcance da iniciativa tem claros limites.

Remetendo às ideias de Greenspoon (2008), quando cita a importância do envolvimento de diferentes stakeholders na promoção do ensino da sustentabilidade, destaca-se o papel do Banco Santander, pois, ao promover um projeto como este, demonstra preocupação em desenvolver administradores capazes de lidar com as complexidades existentes dentro de organizações que estão cada vez mais interessadas em adotar os conceitos de sustentabilidade em suas práticas de negócio.

Apesar do banco já possuir uma trajetória voltada à educação para a sustentabilidade, para a formação de líderes sustentáveis, em conversas informais com uma das organizadoras do concurso ficou clara a demanda do banco por uma geração de profissionais mais preparada para lidar com as questões da sustentabilidade.

Embora as empresas tenham o poder de influenciar o sistema de ensino – até porque elas dependem do conhecimento gerado dentro das universidades –, as organizações podem apresentar objetivos muito pragmáticos e específicos em relação às suas necessidades. Enfim, tais ações não substituem políticas públicas em educação. No entanto, a iniciativa aqui apresentada, da forma como foi conduzida, com participação de educadores e especialistas nos temas, desde sua concepção até a avaliação final, com liberdade e autonomia aos docentes e às IES para tratarem os temas como melhor lhes convir, se revelou uma iniciativa robusta e pertinente.