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ÖLÜME GÖTÜREN ANNE ÖZLEMİ

Belgede HOŞ GELDİN (sayfa 65-69)

Os testes de (a)gramaticalidade também foram divididos em conjuntos de acordo com a valência verbal: conjunto 1 – verbos monoargumentais; conjunto 2 – verbos biargumentais; e conjunto 3 – verbos com mais de dois argumentos.

A lista completa de verbos elicitados, os resultados e análises de todos os testes apresentados nessa seção encontram-se no capítulo 3.

Conjunto 1 – verbos monoargumentais

Os testes de (a)gramaticalidade envolvendo verbos monoargumentais são: i. Cópulas de diversos tipos;

ii. Uso dos morfemas xâd e dâr. iii. Voz reflexiva.

50 | i. Cópulas de diversos tipos

O teste apresentado acerca do uso de cópulas com verbos deadjetivais revelou a existência das seguintes cópulas em Dâw:

i. Pʉd; ‘ t ; ii. R ‘ ;

iii. R ; pitar ‘F ; iv. Yelêew ‘Tornar- ;

v. R ‘F

vi. R ; wer ‘F mp .

Testamos o uso dessas cópulas com alguns verbos intransitivos (do tipo inergativos e inacusativos). Para tanto, apresentamos aos informantes indígenas sentenças em Dâw como as que seguem:

(29) a) X t b lh , rôd , xop , pô b b) X t b lh , rôd , xop , pô b ; pitar c) X t b lh , rôd , xop , pô b yelêew d) X t b lh , rôd , xop , pô b e) X t b lh , rôd , xop , pô b Em seguida, pedimos aos informantes que julgassem as sentenças como boas (gramaticais) ou ruins (agramaticais). Caso as sentenças fossem gramaticais, pedimos aos informantes uma tradução da sentença em português.

O objetivo desse teste foi o de verificar se as cópulas diferenciam classes verbais intransitivas em Dâw.

ii. Uso dos morfemas xâd e dâr

Durante a fase 1 do nosso trabalho (ver seção 2.2.1), percebemos, por meio da análise preliminar dos dados presentes em Martins (2004), que os predicados verbais transitivos são majoritariamente sucedidos por dâr, morfema de aspecto analisado por Martins (2004) como aspecto pontual (que codifica um evento sem duração). Não foram encontradas ocorrências de predicados verbais intransitivos com essa marca aspectual.

Por outro lado, observamos que os verbos intransitivos derivados do processo de redução de valência apresentados por Martins (2004) são sucedidos pelo morfema de

51 | aspecto xâd (morfema livre que segundo Martins (2004) indicaria eventos durativos) em quase a totalidade dos dados apresentados.

Segundo a autora, xâd e dâr são empregados de acordo com a agentividade do sujeito. Desse modo, em orações intransitivas com sujeito não agente, o verbo é sucedido por xâd, já em orações transitivas, com sujeito agente, o verbo é sucedido por dâr.

Um levantamento do uso de xâd em Martins (2004) revelou que de fato a ocorrência dessa marca aspectual restringe-se a verbos de valência intransitiva ou transitivos que tiveram sua valência reduzida.

Tendo em vista a relação entre o emprego dos morfemas xâd e dâr e os tipos de predicados verbais associados a essas marcas, levantamos uma hipótese:

i. O uso de dâr e xâd distingue classes verbais intransitivas e transitivas.

Para testar essa hipótese de trabalho, apresentamos aos informantes indígenas sentenças intransitivas e transitivas escritas em Dâw. Em ambas as sentenças, empregamos os morfemas xâd e dâr sucedendo o verbo. Pedimos aos informantes que julgassem a (a)gramaticalidade dos quatro tipos de sentenças formuladas, isto é, sentenças intransitivas com dâr, sentenças intransitivas com xâd, sentenças transitivas com dâr e sentenças intransitivas com xâd. Abaixo, apresentamos exemplos para ilustrar os tipos de sentenças formuladas:

(30) Sentença intransitiva com xâd

a) X t b lh , rôd , xop , pô b xâd; (31) Sentença intransitiva com dâr

a) X t b lh , rôd , xop , pô b dâr; (32) Sentença transitiva com xâd

X kâs m d , m t xâd Y; (33) Sentença transitiva com dâr

a) X kâs m d , m t dâr Y.

Quando as sentenças eram gramaticais, pedíamos aos informantes uma tradução da sentença em português.

52 | iii. Voz reflexiva

Como vimos nas seções anteriores, testamos a produção de construções reflexivas com verbos intransitivos e transitivos. Para tanto, pedimos a tradução em Dâw de sentenças em português como as que seguem abaixo:

(34) Com verbos intransitivos

a) Eu me sequei, virei, corri, trabalhei;

b) Eu mesmo me sequei, virei, corri, trabalhei. (35) Com verbos transitivos

a) Eu me cortei, vi, ouvi;

b) Eu mesmo me cortei, vi, ouvi.

A tradução dessas sentenças em Dâw revelou algumas evidências morfológicas como as que seguem abaixo:

(36) a) S V ʉ ; b) S xup V; c) S xup V ʉ ; d) S xup dôo V ʉ .

De posse desses padrões morfológicos, formulamos sentenças em Dâw com verbos intransitivos com estruturas semelhantes às apresentadas em (36) e pedimos aos informantes que julgassem essas sentenças como boas (gramaticais) e ruins (agramaticais). Apresentamos exemplos com esses tipos de estruturas:

(37) a) S xop , bâad v , t b lh , ‘ox h; b) S xup xop , bâad v , t b lh , ‘ox ; c) S xup xop , bâad v , t b lh , ‘ox nh; d) S xup dôo xop , bâad v , t b lh , ‘ox h;

Quando as sentenças eram gramaticais, pedíamos aos informantes uma tradução da sentença em português.

Conjunto 2 – verbos biargumentais

53 | i. Apagamento de constituintes;

ii. Cópulas de diversos tipos; iii. Uso dos morfemas xâd e dâr;

i. Apagamento de constituintes

Testamos a possibilidade de haver o apagamento de um dos dois argumentos obrigatórios dos verbos transitivos (sujeito ou objeto direto), como podemos ver abaixo:

Nº Estrutura da sentença testada Descrição

1 S V OD Sentença declarativa defaut

2 V OD Sentença transitiva sem o sujeito

3 S V Sentença transitiva sem o objeto direto

Tabela 2.1: Protocolo de elicitação de construções transitivas

Em (1), testamos a sentença defaut para verbos bitransitivos; testamos também a possibilidade de haver o apagamento do sujeito, teste (2) e do objeto direto, teste (3).

Após a extração dos constituintes das sentenças, pedimos aos informantes que julgassem as sentenças como boas (gramaticais) ou ruins (agramaticais). Quando as sentenças eram gramaticais, pedíamos aos informantes uma tradução da sentença em português.

ii. Cópulas de diversos tipos

Também testamos o uso de diversas cópulas com alguns verbos transitivos. Para tanto, apresentamos aos informantes indígenas sentenças em Dâw como as que seguem:

(38) a) X t , m t Y; b) X t , m t ; pitar Y; c) X t , m t yelêew Y; d) X t , m t Y; e) X t , m t Y.

54 | Em seguida, pedimos aos informantes que julgassem as sentenças como boas (gramaticais) ou ruins (agramaticais). Quando as sentenças eram gramaticais, pedíamos aos informantes uma tradução da sentença em português.

O objetivo desse teste foi o de verificar se as cópulas diferenciam classes verbais como intransitivas e transitivas em Dâw.

iii. Uso dos morfemas xâd e dâr

A metodologia empregada para esse teste com os verbos transitivos está descrita na seção Conjunto 1 – ve bos o o gu e s’ deste capítulo.

Conjunto 3 – verbos com mais de dois argumentos

Os testes de (a)gramaticalidade envolvendo verbos bitransitivos foram os seguintes:

i) Reconhecimento de predicados bitransitivos; ii) Apagamento de constituintes.

i. Reconhecimento de predicados bitransitivos

A fim de verificar se os falantes da língua reconhecem os predicados bitransitivos conforme apresentado na tabela 2.0 acima, apresentamos aos colaboradores indígenas sentenças (retiradas de Martins, 2004), compostas com os cinco verbos bitransitivos analisados pela autora, como podemos ver abaixo:

(39) a) Woor nõo t n ‘O Tu o eu oup vel p ele’ b ô g d t 4 Aux l o p ssou e é o ele’

D w g n g t O Dâ fez v o e el p ele’ d nh b d ã nô De ube p so v u ’

T wô b d m n b m x w Ele cortou o cacho de inajá p c e c o cu up ’

4 A nt nç g n l : ug o ʉ ʉ ’, com outro nome próprio iniciando a sentença. Trocamos o

nome próprio para que o desconhecimento do nome apresentado por Martins (2004) não fosse um distrator no teste realizado.

55 | Pedimos aos informantes a tradução dessas sentenças. A tradução dada pelos informantes foi contrastada com a tradução dada por Martins (2004). O objetivo desse teste foi o de verificar se o uso dos predicados presentes na obra da autora se mantém pelos falantes atuais da língua.

ii. Apagamento de constituintes

Testamos a possibilidade de haver o apagamento de um dos três argumentos obrigatórios dos verbos bitransitivos (sujeito, objeto direto, objeto indireto), como podemos ver abaixo:

Nº Estrutura da sentença testada Descrição

1 SV OD OI Sentença declarativa defaut

2 V OD OI Sentença bitransitiva sem o sujeito

3 S V OI Sentença bitransitiva sem o objeto direto

4 S V OD Sentença bitransitiva sem o objeto indireto

Tabela 2.2: Protocolo de elicitação de construções bitransitivas

Em (1), testamos a sentença defaut para verbos bitransitivos; testamos também a possibilidade de haver o apagamento do sujeito, teste (2), do objeto direto, teste (3), e do objeto indireto, teste (4).

Após a extração dos constituintes das sentenças, pedimos aos informantes que julgassem as sentenças como boas (gramaticais) ou ruins (agramaticais). Quando as sentenças eram gramaticais, pedíamos aos informantes uma tradução da sentença em português.

Belgede HOŞ GELDİN (sayfa 65-69)