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3.5. ARAŞTIRMANIN GEÇERLİĞİ VE GÜVENİRLİĞİ

4.2.3. Öğretim İlke ve Yöntemleri

A conservação biológica é, na verdade, uma das escalas de conservação, como também são a conservação hidrológica e a manutenção do clima.

Cabe esclarecer aqui que não é o objetivo deste estudo abordar questões mais amplas com relação à conservação ambiental que está mais relacionada à conservação de ecossistemas. A conservação biológica não implica na conservação de ecossistemas propriamente dita. Embora a abordagem da Convenção da Biodiversidade, de extrema importância ao tema deste estudo esteja focada na conservação de ecossistemas, a bioprospecção está mais relacionada ao nível de espécies. E neste nível não trataremos de questões tais como: acesso à água potável, prevenção de acidentes naturais, alterações do meio ambiente, causada, por exemplo, pela poluição do ar e dos rios.

Meffe e Carrol (1994) explicam que três princípios básicos devem estar sempre presentes quando se trata de conservação: i) mudança evolucionária; ii) dinâmica ecológica; iii) a presença humana.

O primeiro princípio diz respeito à importância da compreensão da evolução para explicar, por exemplo, os padrões de biodiversidade que encontramos no planeta, assim como a perspectiva histórica da dinâmica da vida. Portanto, a conservação deve partir de uma abordagem que garanta a continuação das respostas das populações às mudanças ambientais de maneira adaptativa. É inútil (e pode ser desastroso) tentar manter o status quo quando há fatores como imigração e seleção natural, por exemplo, que determinam mudanças na composição genética das populações ao longo do tempo.

O segundo princípio traz a importância do entendimento de que os ecossistemas são sistemas abertos que sofrem interferências de fluxos de espécies, materiais e energia. Isto deve ser entendido no contexto que contempla mudanças quanto ao tempo e ao espaço e, por conseguinte, contrapõe a idéia de que os sistemas ecológicos estão sempre em equilíbrio (paradigma do equilíbrio) e a conservação consistiria em selecionar áreas que ficariam isoladas. Ao contrário, devido às suas dinâmicas, os sistemas ecológicos sofrem interferências ao longo do tempo. Fatores como fogo, chuva, tempestade e até mesmo o próprio movimento da Terra, além de doenças, causam alteração do equilíbrio presente.

Por último, a presença humana, embora não seja comumente tratada como parte dos sistemas ecológicos, mas cuja presença e interação são fundamentais a serem consideradas quando o assunto é conservação. Vale lembrar que, na definição de diversidade biológica utilizada na CDB, “diversidade biológica significa a variabilidade de organismos vivos de todas origens [...]24”. É praticamente impossível isolar a ação do homem mesmo em reservas, uma vez que este faz uso da água e da terra que fazem parte do entorno e que vão interagir no sistema.

24 Grifo nosso.

A visão estritamente antropocêntrica tem levado à superexploração de muitos recursos naturais, trazendo com isso, muitas vezes, perigos alarmantes.

A pressão sobre o ambiente natural pela expansão das populações humanas, somada ao consumismo, tem causado a modificação e a extinção de hábitats. A construção de estradas, derrubada de florestas, drenagens e introdução de espécies exóticas são fatores decorrentes dessa expansão que altera os ambientes e pode acarretar a extinção de espécies. A razão reside no fato de que os organismos dependem de ambientes apropriados às suas necessidades de sobrevivência, não tolerando, portanto, grandes alterações. (EHRLICH, 1997; WILSON, 1997).

[...] as tendências hodiernas de destruição de hábitats e modificações – especialmente na floresta tropical de alta diversidade (onde se acredita que viva pelo menos metade de todas as espécies) – são uma receita infalível de empobrecimento biológico [...] a modificação do hábitat e sua destruição e a extinção de populações e espécies andam de mãos dadas.” (EHRLICH, 198625 apud EHRLICH, 1997, p. 32 ).

A ação do homem tem causado o aceleramento de um fenômeno que faz parte da vida: a extinção. De acordo com Meyers (1997), embora faça parte do ciclo da vida na Terra, é no mínimo preocupante que a taxa natural de extinção dos últimos 600 milhões de anos seja hoje cem vezes maior.

Dessa forma, seguindo a visão de que a natureza está a serviço do homem, vários efeitos nocivos à sociedade podem acontecer em virtude do extermínio de populações e espécies de organismos. Mudanças na composição dos gases da atmosfera, que são produto da troca de gases entre plantas animais e microorganismos, é um dos efeitos. Entre outros exemplos, tal fato pode causar aumento de dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio e metano causando rápida mudança climática e conseqüências desastrosas para a agricultura (EHRLICH,

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1997). Outros efeitos indesejáveis são: erosão do solo, perda de reservatórios de água, diminuição de polinizadores e possíveis ploriferações de pragas.

Todos esses problemas estão basicamente relacionados ao efeito estufa, a destruição da camada de ozônio e a perda de biodiversidade (SANTOS, 2003).

Portanto, a conservação deve ser considerada um fator essencial para a manutenção da vida na Terra. Porém, além deste aspecto que, por si, seria suficiente, temos ainda possibilidades de geração de oportunidades de ganhos econômicos por meio da exploração de recursos biológicos. Surge então um impasse: com todo histórico de destruição, causada justamente pela exploração, como aliar princípios de conservação à essa lógica utilitarista?

Como fazer com que o sentimento de supremacia do homem com relação à natureza não transforme oportunidades em risco?

Um dos passos a ser dado na direção da conservação é a geração do conhecimento: saber o que se tem é fundamental para poder empreender ações adequadas (WILSON, 1997). O trabalho taxonômico nesse sentido é muito importante. No entanto, conforme já afirmado anteriormente, são necessários recursos financeiros para investimento em pesquisadores, materiais, equipamentos e laboratórios. A bioprospecção conjugada com os avanços tecnológicos da biotecnologia, aliada a fins de conservação, vem sendo uma opção cogitada nesse sentido.

Relacionada à bioprospecção está a taxonomia. Wilson (1997) ressalta mais uma questão denominada por ele de “problema da conservação tropical”: a falta de pesquisa que se traduza em conhecimentos acerca da riqueza biológica. Segundo o autor, o que utilizamos para a nossa sobrevivência representa apenas 1% das espécies vivas, enquanto os 99% restantes seguem como uma incógnita.

È muito importante nesse sentido a taxonomia é muito importante uma vez que possibilita a classificação, descrição e identificação da variação entre os organismos e seu ambiente e entre os organismos. Refere-se, assim, à prática que permite, lidando com tipos de organismos, proceder a identificação de espécimes, a publicação de dados, o estudo da literatura e a análise da variação apresentada pelos espécimes. (SNAYDON, 1973, BLACKWELDER, 1967).

Assim, a taxonomia, através do trabalho dos sistematas garante informações fundamentais para o êxito de ações de conservação. São fatores como: quais espécies existem, sua amplitude geográfica, propriedades biológicas e interação e vulnerabilidade relacionada à mudança ambiental.

Apesar de haver uma valorização à identificação de novas espécies, por meio da taxonomia, a importância deste trabalho está muito além desta questão. Descrever novas espécies consiste no primeiro passo em direção à tarefa principal que, de acordo com Blackwelder (1967, p. 5-6), é a classificação. A razão, segundo autor é que

[...] há pelo menos um milhão de espécies de animais, sendo um trabalho colossal manter informações de centenas ou milhares de ocorrências sobre cada espécie; mantê-las disponíveis de maneira que seja permitida a exploração por meio delas; e organizá-las em um sistema que permita ilimitadas adições de novos dados a qualquer momento26”. (Tradução nossa)

Myers (1979 apud Norton,1997)27 afirma que apenas cerca de15% das espécies existentes na Terra foram identificadas e descritas pelos cientistas. A partir dessa informação, podemos ter uma idéia do quão necessária é a taxonomia. Sem dúvida, é preciso gerar mais conhecimentos acerca da biodiversidade, possibilitando tanto o aproveitamento como melhores estratégias de conservação.

26 [...]there are at least million kinds of animals, it is a colossal to keep track of hundreds or thousands of facts about each kind; keep them available in a way that will permit extrapolation from them; and arrange them in a system that will permit permit unlimited additions of new data at any time. 27

Em se tratando de estratégias de conservação, a bioprospecção, como já foi dito, vem sendo considerada como um instrumento importante, assim como as novas tecnologias voltadas ao aproveitamento dos recursos genéticos.