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Öğrencilerin Ülkede Sanat Eğitimine Önem Verilme Durumuna İlişkin

2.13 İlgili Araştırmalar

4.1.11. Öğrencilerin Ülkede Sanat Eğitimine Önem Verilme Durumuna İlişkin

Nos capítulos anteriores, procuramos desenvolver uma cuidadosa descrição do espaço no qual a pesquisa se desenvolve, entendendo que tal compreensão é indispensável para a compreensão do corpus coletado e então analisado no capítulo que virá a seguir. A pergunta “que lugar é esse?”, balizada pelas noções de espaço e de memória, norteou nossa escrita descritiva e analítica. Apresentamos e exploramos, desse modo, a constituição espacial, temporal e os ritos que são estabelecidos no centro de internação investigado.

Neste capítulo, retomamos, no entanto, alguns desses aspectos sob a perspectiva metodológica para o tratamento do corpus analisado. Assim, lançamos mão do termo condições de produção em sua importância metodológica nos domínios da AD.

O termo condições de produção é definido como algo que compreende os sujeitos e a situação, sendo validado pelo modo por meio do qual a memória é acionada, entendendo esta como aquilo que ressoa na/da história do sujeito (ORLANDI, 1999; PÊCHEUX, 1997). Ao mesmo tempo, devemos considerar que as condições de produção se referem também ao

contexto imediato ou, de forma mais ampla, ao contexto sócio-histórico e ideológico que norteia e baliza as possibilidades de produção. De forma sintética, o termo condições de produção diz respeito à produção oral e/ou escrita estabelecida por um sujeito em relação com outro(s) sujeito(s) em um momento situado no contexto imediato (onde e quando), mas inevitavelmente atrelado sócio-histórica e ideologicamente a um contexto mais amplo.

Vemos assim que o termo condições de produção explorado acima comporta as dimensões da produção discursiva de abordagem dos níveis macro e micro que compreenderemos a partir da discussão apresentada por Bloome et al. (2008).

Nos domínios da AD, as abordagens do nível micro se referem às produções discursivas desenvolvidas face a face em uma situação imediata, sendo os eventos, portanto, considerados locais. Já as abordagens do nível macro estão centradas na amplitude dos processos sociocultural e político que definem as instituições socioideológicas e culturais e tudo que acontece na esfera dessas instituições. Bloome et al. (2008) salientam, contudo, que é necessário que reconheçamos a interdependência dos processos discursivos envolvidos em ambas as abordagens. Os autores salientam, ainda, que, por questões práticas e funcionais, torna-se difícil a condução de um estudo analisando tanto o nível micro, quanto o nível macro com a mesma proporção ou intensidade. Desse modo, um dos níveis será sempre mais enfatizado em relação ao outro, não ignorando, no entanto, a coexistência e relação mútua entre os níveis.

Percebemos, nessa direção, que, para uma maior compreensão das relações e produções discursivas delimitadas em nosso contexto de pesquisa, é necessário considerarmos a abordagem de ambos os níveis, ainda que o nível micro de análise seja aquele que prevalecerá. Dito de um modo ilustrativo, afirmamos que a constituição histórica e legislativa do ECA, bem como sua releitura para a criação e implementação do que é nomeado Centro Socioeducativo para Menores em Conflito com a Lei, diz respeito a um nível mais amplo. Esse nível envolve processos socioculturais, ideológicos e políticos em nível macro. Ao considerarmos a amplitude desse nível, torna-se possível aproximar-nos da tensão acerca da nomeação do estabelecimento: educacional versus prisional, por exemplo. Acreditamos que essa tensão resvalará significantes na constituição das aulas de inglês, bem como na produção escrita e oral dos desenvolvidas pelos alunos internos e profissionais dessa realidade. É pelo imbricamento dos níveis macro e micro que compreendemos, por exemplo, como a memória (discursiva) é acionada e a sentença enunciada pelo aluno Carlos ao seu colega: “vai bobo. Assim você marcha mais uns três meses” produz determinados efeitos de sentido.

Assumimos, desse modo, que as pessoas vivem se relacionando com o(s) outro(s) a sua volta nos eventos cotidianos situados em um espaço e tempo, cerceados por uma memória. Isso pode ser visto, por exemplo, na fala de Carlos para com seu colega de sala. Indicamos, ao mesmo tempo, que esses mesmos sujeitos são influenciados por uma esfera mais ampla de processos socioculturais, políticos e, sobretudo, históricos, que existem englobando as situações locais nas quais as pessoas se relacionam. Essa esfera torna possível o deslize de significantes por processos metafóricos e metonímicos, levando os sentidos para uma direção ou para outra. Assim, o significante “marchar” diz respeito a uma esfera muito mais ampla, cujos sentidos somente podem ser apreendidos por alguém inserido em um jogo interdiscursivo (rede da memória discursiva) atuante na constituição do nível micro (local), mas do nível mais amplo (macro).

É dessa forma que a fala do aluno tem seu discurso, seus sentidos deslizados e as regras do jogo guardadas e/ou oriundas de uma memória (re)veladas: marchar; seu vínculo com o quartel; agir conforme o demandado; não agir em desacordo com o demandado; cumprir pena; aumentar o cumprimento da pena, etc. Enfim, o macro somente se materializa, podendo ser alcançado, se nos abrimos antes à investigação do micro. Dizemos, por isso, que é via micro que chegamos ao macro.

Para que seja possível a compreensão de enunciados que englobam significantes localizados em níveis micro e macro, é necessária uma entrada audaciosa no espaço do outro, a fim de compreender como os efeitos de sentido são produzidos, mobilizados, distribuídos ou negados dentro do ambiente de ensino do inglês. Tarefa do pesquisador é entrar no mundo do outro e, com sorte, dele fazer parte “trilhando caminhos distintos convencionais”, desbravando o desconhecido, para descrever uma realidade no intuito de provocar transformações. Assumimos, assim, o caráter etnográfico que damos à formação do corpus (ANDERSON-LEVITT, 2006).

A etnografia como método para coleta e tratamento do corpus nos oferece uma forma de nos aproximar dos diversos deslocamentos de sentido que seguem suturando as relações dos sujeitos envolvidos no mesmo contexto imediato, mas com possibilidade de perspectivas diferentes. Por meio da etnografia, aproximamo-nos da interpretação dada aos e pelos sujeitos acerca de uma situação ou de um problema, sendo-nos possível perceber como as pessoas nomeiam os eventos e as relações e a partir daí se posicionam.

O olhar etnográfico também nos permite desenvolver uma compreensão das situações no contexto imediato, mas deixando pistas de toda a sua complexidade. Isto é, os estudos etnográficos oferecem uma oportunidade de explorar ações no contexto mais amplo,

permitindo, desse modo, descrever a complexidade das realidades e das relações nas quais os sujeitos estão envolvidos (ANDERSON-LEVITT, 2006).

Ainda, uma vez que a etnografia demanda tempo, seus procedimentos nos possibilitam uma oportunidade para observar e compreender os processos que nos rodeiam. O olhar etnográfico se revela ímpar por nos levar a inquirir uma pergunta básica, mas nem por isso óbvia no estudo de um dado contexto: “o que está acontecendo aqui?” Tal pergunta se desdobra em outras duas: “como isso acontece?” e “o que isso significa?”, que se mostram, assim, essenciais na definição do problema a ser investigado (ANDERSON-LEVITT, 2006). Nosso papel é, pois, em nossos gestos de interpretação, costurar os fatos a fim de nos aproximarmos do modo com que os efeitos de sentidos são construídos e mobilizados acerca do(s) significante(s): ensino e aprendizagem de inglês como LE em um centro de internação para menores em conflito com a lei.

Resgatando, de forma sucinta, as condições de produção de nosso corpus, veremos como este ganha forma dentro de uma Unidade Socioeducativa na capital mineira. Esse centro é uma das quatro unidades que compõem a Escola Estadual desse contexto de ensino, cuja sede também se encontra no mesmo bairro da unidade. Durante o ano de coleta, o número de alunos internos oscilou entre 32 e 35, dados os desligamentos e as novas internações. A essas unidades é estabelecido ministrar a mesma grade curricular das escolas estaduais regulares do estado de Minas Gerais. Assim sendo, as unidades oferecem aulas de português, matemática, educação física e todas as outras disciplinas, de acordo com o nível escolar de cada aluno comprovado por histórico escolar entregue e anexado ao prontuário do aluno interno. As aulas devem acontecer de segunda-feira a sexta-feira, no período de 7h30min as 11h30min da manhã, com um intervalo de dez minutos após as três primeiras aulas.

O centro conta com o apoio de uma orientadora pedagógica responsável pela formulação dos horários, reuniões, criação, implementação de projetos pedagógicos e todo o funcionamento da unidade educativa, uma vez que existe apenas uma direção para as quatro unidades do centro socioeducativo. Regularmente, há uma reunião entre as supervisoras da unidade e a direção da escola. Eventualmente, a diretora vai pessoalmente às unidades para desenvolver alguma reunião com os professores. Durante o ano de observação, a orientadora pedagógica foi trocada por uma vez. A supervisora que assumiu no mês de maio de 2008 tinha experiência em educação de jovens e adultos e nas reuniões costumava propor projetos nessa direção.

A unidade educativa contava com a ajuda de duas pessoas que cuidavam da limpeza das salas de aulas e da cozinha e do lanche servido aos alunos no horário de intervalo. A partir do mês de junho, apenas uma pessoa passou a ser responsável pelos trabalhos.

Nas salas de aulas, além dos alunos e do(a) professor(a), há, como discutido anteriormente, a presença dos agentes socioeducativos. A estes últimos, cabe o maior contato com os menores. São os agentes que, além de acompanhar os internos, cuidam do comportamento dos menores e da ordem nos limites do centro. Durante as aulas, pelo menos um agente deve permanecer dentro da sala de aula durante todo o tempo, como já mencionado anteriormente. As aulas de inglês aconteciam duas vezes por semana em cada uma das seguintes turmas: duas turmas da quinta série, duas da sexta-série, uma turma da sétima-série, uma da oitava série e uma do segundo ano do segundo grau42. Essas aulas, cuja duração em tese era cerca de 40-45 minutos, aconteciam às segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras, totalizando quatorze aulas por semana.

Abaixo, detalharemos a formação do corpus analisado.

6.3 CONSTITUIÇÃO DO CORPUS

Apontamos, a seguir, os instrumentos que utilizamos para compor o corpus. Eles serão investigados para que nos seja possível compreender o que acontece no ensino-aprendizagem de LE no contexto de internação.

6.3.1 Entrevistas

Entrevistas são utilizadas neste estudo como técnica e método para viabilizar a investigação acerca dos efeitos de sentido produzidos em relação e nas relações estabelecidas no ensino-aprendizagem de ILE no contexto de internação.

Para tanto, desenvolvemos entrevistas semiestruturadas com base etnográfica (SCHENSUL; SCHENSUL; LECOMPTE, 1999). Em uma entrevista semiestruturada, as perguntas são parcialmente elaboradas, mas a forma de cada pergunta é totalmente aberta, sendo estabelecida apenas no momento da conversa com o participante da entrevista.

Desse modo, procuramos estabelecer, em todas as entrevistas, que serão detalhadas a seguir, as perguntas que serviram como uma espécie de roteiro para a conversa que tivemos

42 No ano da coleta a nomenclatura dos anos escolares era dada em séries do ensino fundamental (5ª-8ª) e médio,

com os participantes. Outras perguntas e/ou esclarecimentos eram formulados ao longo da conversa, juntamente com os participantes.

Houve entrevistas com os alunos e com a professora em dois momentos distintos da pesquisa. Houve também entrevistas com os agentes, mas foram feitas apenas para comparar com os achados nas entrevistas dos alunos e da professora. Os momentos distintos da formação do corpus serão detalhados a seguir.

6.3.1.1 A constituição dos momentos 1 e 2

a) Com os alunos

Os alunos foram entrevistados logo após a primeira semana de nossa presença no centro, sendo este, portanto, o momento 1, e novamente ao final da produção do corpus, configurado como momento 2. A decisão metodológica por desenvolver duas entrevistas com os alunos internos - sendo a primeira logo no início da coleta para a pesquisa, e a segunda ao final da mesma - deu-se por dois fatos: primeiro, de acordo com nosso projeto de abordagem no centro, professora e pesquisadora planejariam aulas juntas antes da solicitação da escrita dos diários. Estávamos anteriormente interessados em compreender de que forma essas aulas teriam impacto nas relações do aluno com a LI e com todo esse contexto de ensino- aprendizagem, e também como isso apareceria na escrita dos alunos. Ao dividir os momentos, investigaríamos como e se os alunos viam mudanças nas aulas e o modo com que isso fazia efeito em sua escrita e em sua fala, mas, sobretudo, teríamos a oportunidade de explorar como a experiência da escrita do diário era significada para os alunos.

O segundo fato que nos levou a decidir pela entrevista em dois momentos, e talvez o fato que se revelou muito coerente, foi considerarmos que o fluxo de internações e desligamentos no centro é contínuo. Não poderíamos prever, desse modo, se os mesmos alunos estariam no centro no decorrer de todo o período de nossa coleta, nem mesmo o modo com que esse fato influenciaria a composição dos dados. Os dois momentos representariam, assim, a população interna no início e no fim do ano letivo, abrindo espaço tanto para novas internações, quanto para desligamentos, mas, principalmente, para a possibilidade de termos alunos participando de toda a formação do corpus.

A partir de nossa entrada no centro, com as devidas observações, houve a necessidade mais urgente de se compreender o que acontece no ensino-aprendizagem nesse contexto e o

modo como ele aí se configura e como determina as relações. Com isso, as perguntas/tópicos que nortearam as entrevistas dos momentos 1 e 2 não divergiram de forma relevante. Dito de outro modo, apesar de estabelecermos dois momentos distintos para as entrevistas, o foco das perguntas continuava sendo o aluno, sua relação com o inglês e com o contexto nesse espaço peculiar. Por meio da utilização de basicamente as mesmas perguntas, objetivávamos impulsionar o aluno a uma elaboração do significado do ensino-aprendizado do inglês no contexto encarcerado. Vejamos abaixo as perguntas dos momentos 1 e 2:

ENTREVISTA COM OS ALUNOS INTERNOS ESCOLA ESTADUAL XX

UNIDADE XX MOMENTO 1

Nome: Idade:

Tempo de internação: Cumprido: Restante:

1. Para você, o que significa estudar? Por que você estuda? 2. O que significa estudar inglês? Para que você estuda?

3. Que relação você tem com o inglês? Gosta/não gosta – o que gosta ou não... / é indiferente... acha importante / ou não...

4. O que você estuda/faz nessa aula?

5. O que você não estuda ou não faz nessa aula? 6. O que você gostaria de estudar/fazer nessa aula?

7. Você gosta de escrever? E se você tivesse um diário (... Você sabe o que é um diário?) e tivesse que escrever nele alguma coisa que relacionasse seu contato com inglês e sua vida... o que você escreveria/sobre o que você escreveria? Você receberá um diário...

MOMENTO 2

Nome: Idade:

b) Com a professora

No que se refere às entrevistas realizadas com a professora, no primeiro momento procuramos elaborar perguntas que nos possibilitassem investigar o modo com que sua prática se constituía e os sentidos de ensinar inglês nesse contexto específico. Já no segundo momento, a elaboração das perguntas foi conduzida por uma retomada dos pontos abordados no primeiro momento, havendo um foco na busca por de deslocamentos em seus dizeres sobre sua prática. Esperava-se que estes seriam impulsionados por sua participação e contato com a pesquisa(dora) no decorrer de todo o ano de coleta.

Ambas as entrevistas foram semiestruturadas. Contudo, na condução da entrevista do momento 2, no lugar das questões abertas, optamos por apresentar apenas tópicos a serem tratados pela professora durante a entrevista . No decorrer da conversa, no entanto, Manoela solicitou que alguns tópicos fossem mais direcionados, com perguntas mais pontuais.

1. O que significa estudar inglês? Por que você estuda?

2. Que relação você tem com o inglês? Gosta/não gosta – o que gosta ou não... / é indiferente... acha importante / ou não...

3. O que você estuda/faz nessa aula?

4. O que você não estuda ou não faz nessa aula? 5. O que você gostaria de estudar/fazer nessa aula?

6. Você consegue se lembrar de alguma aula que você tenha gostado mais durante esse ano? Fale sobre essa aula (o que teve, como, se foi diferente, como???)

ESCOLA ESTADUAL XX UNIDADE XX Nome da Professora: Tempo de Profissão: Data: MOMENTO 1 1. Para você, o que é ensinar inglês?

2. O que é ensinar inglês para esses meninos, nesse contexto? Há alguma diferença desse contexto para o contexto ensino regular fora daqui? Qual?

3. Há (ou pode haver) alguma relação do inglês (aprendizagem) com a vida desses alunos? De que forma? Como? (Fale sobre isso)

4. Eles precisam aprender (ter contato) com essa língua? Para quê? 5. Há algum lugar/papel da língua inglesa para/na vida desses alunos?

Pode haver? Qual é/qual seria? 6. O que você ensina?

7. O que precisa ser ensinado?

8. Que você acha que eles gostariam de aprender?

9. É possível relacionar o ensino da língua inglesa à mudança de vida desses meninos? Como?

MOMENTO 2 • Inglês em sua vida.

Ensinar inglês. Aprender inglês.

Ensinar inglês em um centro de reabilitação.

o Escolhas que envolveram o contato com a LI até aqui. Como aconteceu.

O que representa. Pretende continuar. Para que serve.

Ensino-aprendizagem de inglês e a vida de seus alunos. Eles e o inglês.

Eles para você. Eles e você.

A entrada da pesquisadora. A pesquisadora e o inglês. A pesquisadora e a professora.

A pesquisadora em suas (da professora) aulas de inglês. O que você ensina.

O que você gostaria de ensinar.

Ensino e aprendizagem do inglês e as relações (professora, alunos, agentes, etc.)

Ensino do inglês e mudanças. Ensino do inglês e reabilitação.

Ensino do inglês e o mundo fora do centro. O ensino do inglês e os meninos fora do centro.

6.3.1.2 Entrevista em único momento: agentes e o ensino (ILE)

Em todas e quaisquer aulas que ocorrem no centro, a presença do agente socioeducativo é condição básica para que as aulas aconteçam: sem eles não há aula. Ao

mesmo tempo, não foi difícil compreender que não se trata de uma presença mobiliar, que atue de maneira neutra ou passiva nesse contexto. Muito pelo contrário, o agente – talvez impulsionado pelo fato de assim ser nomeado - é um sujeito que age de uma forma ou de outra, no modo com que o discurso circulante nesse ambiente vai acontecendo.

Uma vez inclusos nesse ambiente de investigação, observamos que não há como entendermos o ensino-aprendizagem de LE que se desenvolve nesse cenário sem considerar a presença dos agentes, que, durante as aulas, sempre tomam alguma posição por meio do uso da palavra frente à rotina escolar dos alunos, seja por meio de um comentário, seja por meio de uma pergunta, uma resposta, uma crítica, um elogio ou até mesmo dos risos. Eles são também agentes do espaço de configuração do ensino e da aprendizagem no centro. Por esse motivo, decidimos desenvolver uma entrevista com três agentes socioeducativos ao final da coleta dos dados. A escolha do número de agentes ou quais agentes fariam a entrevista foi definida pelo convite feito a eles e pelo seu decorrente interesse em participar da pesquisa.

Vejamos as perguntas a seguir:

ESCOLA ESTADUAL XX UNIDADE XX Nome do Agente: Tempo de Profissão: Data: Nome Fictício:

1. Os internos precisam estudar? Por quê?

2. Para você, o que significa a escola como parte integrante de um centro de reabilitação?

A escola é necessária nesse contexto? O que ela ensina? Para você, o que a escola significa/representa para os internos?

3. Eles precisam aprender (ter contato) com o inglês como Língua Estrangeira? Para quê?

Há algum lugar/papel da língua inglesa para/na vida desses alunos? Pode haver? Qual é/qual seria?

4. Como o inglês é ensinado?

5. Em sua opinião, os meninos gostam de estudar inglês? A que você atribui esse gostar ou não gostar...

6.3.2 Os diários

A escrita dos diários era o ponto crucial do projeto de pesquisa inicial. Pesquisar o modo como o aluno se constituía sujeito dessa e nessa condição de produção da aprendizagem nos levou a colocar a escrita do diário no centro de nossa proposta. Da mesma forma, solicitamos a escrita em diário da professora, para colocarmos em relação o ensino e a aprendizagem, bem como o modo com que este é então constituído. No entanto, após explicitar algumas de suas impossibilidades para a execução da escrita, materializada na