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5. Çocuk Gibi Olun

O atual Código Comercial Brasileiro, além de fundamentado em uma legislação com mais de 200 anos, o Código Comercial Napoleônico de 1808, encontra-se quase inteiramente esvaziado pelo Código Civil de 2002 e por outras leis esparsas, restando aplicáveis nos dias atuais somente as normas que regulam o Direito Marítimo.

Deste modo, grande parte da matéria comercial ou empresarial está sendo regulada pelas normas do Código Civil de 2012. No entanto, percebe-se que essas normas estão não estão em harmonia com o atual paradigma produtivo-econômico, iniciado com Revolução Tecnocientífica, assentado na globalização da economia.

Em paralelo, surgiram as startups, modernas empresas de base tecnológica com modelos de negócios repetíveis e escaláveis, e com elas a necessidade de um ambiente fértil ao empreendedorismo, dotado de segurança jurídica, circunstâncias macroeconômicas favoráveis e facilidade no acesso a capital de investimento, fatores indispensáveis ao sucesso desses empreendimentos.

Por esse motivo, desenvolveram-se, nesta pesquisa, a partir da análise da evolução do Direito Comercial no Brasil e no mundo, os fundamentos que justificam a necessidade de um Novo Código Comercial para o Brasil e as implicações práticas que a recodificação dessa disciplina trará ao cenário empresarial, principalmente em relação as startups.

Resta evidenciado através da análise do ordenamento atual que ele está obsoleto, é burocrático e não proporciona segurança jurídica, o que dificulta o exercício da atividade empresarial e a entrada de investimentos no país.

Deste modo, é urgente a modernização da legislação comercial pátria, a fim de suprir as questões trazidas pelo novo paradigma econômico mundial.

O Projeto de Lei nº 1.572 de 2011 (PLC 1572/2011), da Câmara dos Deputados, e do Projeto de Lei nº 487 de 2013 (PLS 487/2013), do Senado Federal, preenchem essa lacuna satisfatoriamente, buscando instituir um novo Código Comercial pátrio.

As atualizações propostas, tanto na proposição da Camara dos Deputados como na do Senado, cumprem o objetivo de buscar a ampliação da segurança jurídica, a modernização da legislação empresarial, a simplificação e desburocratização da vida empresarial e a melhoria do ambiente negocial brasileiro.

Assim, apesar da calorosa discussão sobre a conveniência da promulgação de uma nova codificação comercial, percebe-se que os Projetos consistem em um inegável avanço para a recuperação da importância e autonomia do Direito Comercial ou Empresarial e contribuirão de maneira satisfatória para a adequação da disciplina à realidade econômica moderna.

Desse modo, conclui-se, através do presente estudo, que o Novo Código Comercial será decisivo para o sucesso da incursão das startups, visto que, ao trazer a segurança jurídica, melhorará o ambiente de negócios no Brasil, atrairá o capital de investimento para o mercado nacional, tornará menos burocrático o exercício da atividade empresarial e, com isso, aumentará a probabilidade de sucesso dessas empresas nascentes de base tecnológica.

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