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İŞLETMELERDE PERFORMANS ÖLÇÜMÜ

2.4. Yeşil Tedarik Zincirinde Performans Yönetim

2.4.2. Yeşil Tedarik Zinciri Yönetiminde Performans Türler

2.4.2.1. Çevresel Performans

Entendemos por letramento um conjunto de habilidades que envolvem o uso da língua escrita e falada e seu uso efetivo em práticas sociais diversas, as quais são orientadas para a agência (PRINSLOO; BAYNHAM, 2008). Essas práticas são constitutivas de processos

sociais, (FAIRCLOUGH 2001b), nos quais as pessoas interagem, partilhando seus

conhecimentos, seus valores, suas crenças, ao mesmo tempo em que constroem suas identidades.

Ver o uso da linguagem como prática social implica, em primeiro lugar, que esse uso é um modo de ação (AUSTIN, 1962; LEVISON, 1983) e, em segundo lugar, que ele é sempre um modo de ação socialmente e historicamente situado, numa relação dialética com outras facetas do “social” (seu “contexto social”) – ele é formado socialmente, mas também forma socialmente, ou é constitutivo. [...] O uso da linguagem é sempre simultaneamente constitutivo de (i) identidades sociais, (ii) relações sociais e (iii) sistemas de conhecimento e crenças. (FAIRCLOUGH, 2001b, p. 33).

Para mais bem compreender a teoria social do letramento, Barton, Hamilton e Ivanic (2000) apresentam um conjunto de sete proposições sobre a natureza do letramento, (ver quadro 1), as quais têm como ponto de partida a afirmação de que o letramento é uma prática

social11.

O conceito de prática social é apresentado segundo a Análise Crítica do Discurso (ACD), e, posteriormente, conforme a teoria dos New Studies of Literacy (NSL). É interessante observar que ambos os conceitos, embora pertençam a linhas de pesquisa distintas, não são excludentes, e sim complementares. Daí citá-los conjuntamente neste trabalho.

Ancorado na ACD, Fairclough, (2001) assinala que práticas sociais são formas rotineiras, situadas no tempo e espaço material, através dos quais são constituídas representações sociais particulares, por meio das quais pessoas aplicam recursos materiais ou simbólicos para interagirem.

Corroborando a citação acima, Oliveira (2008, p.100), com base em Chouliaraki e Fairclough (1999), apresenta três características básicas que podem ser atribuídas às práticas:

11 A dimensão do discurso como prática social relaciona-se ao conceito hegemônico de Foucault (2003). Tal conceito viabiliza a análise de contradições sociais e lutas pelo poder.

a) são formas de produção de vida social, não apenas no sentido de que produzem um efeito econômico, mas no sentido de que produzem também efeitos culturais e políticos; b) são localizados dentro de uma rede de relações com outras práticas, sendo que as relações externas determinam sua constituição interna; c) têm uma dimensão reflexiva, haja vista que as pessoas constantemente geram representações a respeito do que fazem.

As práticas sociais, entendidas dessa forma, estruturam as atividades sociais rotineiramente e abrangem todos os aspectos da vida social, pois se encontram organizadas dentro de uma rede complexa de relação com outras práticas sociais. Essa compreensão da relação de dependência mútua será explorada mais adiante quando abordaremos o conceito de dualidade da estrutura, conforme Giddens (2005). A dimensão reflexiva da prática social nos conduz a situar o sujeito como um ser capaz não apenas de atribuir sentido às suas ações, mas de poder posicionar-se discursivamente em relação a essas ações sociais.

Compreendendo o letramento como uma prática social, temos que os processos de estruturação social dependem fortemente da continuidade da aplicação rotineira de recursos materiais ou simbólicos, observando que essas práticas ocorrem sempre situadas, amparadas tecnologicamente em sua produção e reprodução (HEATH, 1983 apud PRINSLOO, 2000). Isto significa que, pelo fato de a sociedade moderna apresentar uma grande diversidade cultural e social, as práticas de letramento, igualmente, espelham essa diversidade.

Para Heath (1983 apud PRINSLOO, 2000), os padrões de linguagem estão relacionados a variados letramentos situados com os quais as comunidades locais se utilizam para regular atividades rotineiras, tais como a ordenação espaço/tempo, modos de resolução de problemas, formas de mostrar a lealdade de grupos e padrões preferenciais de recreação. A competência discursiva, sob esse ponto de vista, passa a ser associada a uma competência linguageira construída através da interação comunicativa situada, ou seja, é uma competência comunicativa aprendida com o uso da linguagem relacionada a um conhecimento cultural localizado.

Essa compreensão sobre como entender as práticas de letramento, conduz a inferir que se existe diversidade de letramentos em sociedades distintas, da mesma forma, encontraremos competências distintas nos discursos de pessoas que pertencem a contextos sociais distintos. Por essa razão, não podemos falar em grau de letramento, mas sim de letramentos distintos, ou múltiplos letramentos (GEE, 2001).

A noção de práticas de letramento permite um direcionamento eficaz para a compreensão das relações estabelecidas entre as atividades de leitura e escrita e as estruturas sociais, revelando como essas práticas atendem a necessidades específicas nos diversos contextos sociais (cultural, histórico, político e econômico).

O quadro apresentado a seguir, de Barton, Hamilton e Ivanic (2000), resume as características do letramento sob a perspectiva dos New Studies of Literacy (NSL), os quais têm contribuído para o desenvolvimento de pesquisas a partir de uma abordagem, cujo foco é o estudo do letramento como prática situada, observando-se as relações sociais de cultura e poder em contextos específicos.

Quadro 1 – Letramento como prática social.

Conforme já exposto, as proposições apresentadas ratificam o conceito de letramento como sendo atividades sociais relacionadas com situações concretas de uso da leitura e da escrita. Porém, longe de ser entendido como um processo mecânico de decodificação, esse conceito diz respeito ao processo de construção de sentido que se estabelece quando as práticas sociais de letramento – as quais representam o ponto de conexão entre estrutura e agência (FAIRCLOUGH, 2001a) –, assumem uma função importante na vida das pessoas, guiando-as e ajudando-as a interpretar e compreender aspectos sociais da vida cotidiana.

Rotineiramente, podemos verificar que as práticas de letramento estão presentes em todos os contextos sociais, como também, nos mais diversos usos que as pessoas fazem de textos orais e escritos em suas vidas. De acordo com Street (1993, p.12), “[...] em linhas gerais, práticas são o que as pessoas fazem com o letramento. Entretanto, práticas não são

 O letramento é mais bem compreendido como um conjunto de práticas sociais, que podem ser inferidas de eventos mediados por textos escritos.

 Existem diferentes letramentos associados a diferentes domínios da vida.

 Práticas de letramento são modeladas por instituições sociais e por relações de poder e alguns letramentos são mais dominantes, visíveis e influentes que outros.

 Práticas de letramento são propositais (têm propósitos bem definidos) e são relacionadas a metas sociais e práticas culturais mais abrangentes.

 O letramento é historicamente situado.

 As práticas de letramento mudam e novas práticas são frequentemente adquiridas através de processos de aprendizagem informal e estabelecimento de sentido.

 As formas pelas quais as pessoas usam e dão valor à leitura e à escrita são, elas próprias, enraizadas nas concepções de identidade, conhecimento e ser.

unidades observáveis de comportamento, uma vez que elas também envolvem valores, atitudes, sentimentos e relações sociais”. Esse conjunto de fatores revela a necessidade de se observar que as práticas de letramento são também, por sua vez, lugares de conflitos e de lutas, porque são carregadas de ideologia.