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ÇEŞİTLİ KÜLTÜRLERDEN İZOLE EDİLEN ESBL(+) KLEBSİELLA PNEUMONİAE SUŞLARININ PFGE MOLEKÜLER TİPLENDİRİLMESİ

POSTANALİTİK VE POST-POSTANALİTİK SÜREÇ

ÇEŞİTLİ KÜLTÜRLERDEN İZOLE EDİLEN ESBL(+) KLEBSİELLA PNEUMONİAE SUŞLARININ PFGE MOLEKÜLER TİPLENDİRİLMESİ

Diferente dos enfoques anteriores, em que a concepção de comprometimento com a organização está alicerçada em uma ligação afetiva (comprometimento afetivo) ou na percepção de custos ou perdas (comprometimento instrumental) associados ao rompimento de relações de trabalho com esta, o vínculo normativo se constitui num conjunto de pensamentos de reconhecimento de obrigações e deveres morais para com a organização, que são também acompanhados ou revestidos de sentimentos de culpa, incômodo, apreensão e preocupação quando o empregado pensa ou planeja se retirar da organização (SIQUEIRA, 2001).

Segundo Bastos (1993), o enfoque normativo surge da intersecção entre a teoria organizacional de Etzioni e a Psicologia Social, principalmente com os trabalhos de Azjen e Fishbein acerca da estrutura das atitudes e do seu poder preditivo em relação ao comportamento. Assim, o comprometimento é conceituado como o conjunto de pressões normativas internalizadas pelos indivíduos para que se comporte de forma equivalente com os interesses e objetivos organizacionais.

O autor acrescenta ainda que o comprometimento normativo origina-se da interface entre os sistemas cultural e motivacional, pois a cultura organizacional pode atuar de forma direta na “produção” de membros comprometidos, proporcionando uma estável influência de longo prazo. Isso implica que as pressões normativas predispõem o indivíduo para se comportar segundo padrões internalizados. Nessa perspectiva, Weiner e Vardi (1990, p. 300) corroboram, afirmando:

Quanto mais forte o comprometimento, maior a predisposição do indivíduo guiar as suas ações por padrões internalizados, mais do que considerações racionais acerca das consequências dessas ações. Assim, indivíduos comprometidos apresentam certos comportamentos não porque eles calculam que, em os apresentando, obterão benefícios pessoais, mas porque eles acreditam que é certo e moral fazê-lo.

Weiner e Vardi (1990) trabalham com os conceitos de sistemas cultural e motivacional na determinação do comportamento humano nas organizações, em que a cultura é definida como o conjunto de valores compartilhados, os quais geram pressões normativas sobre os indivíduos. Tais pressões integram-se ao sistema de recompensas (motivação instrumental) para influenciar o comportamento.

O enfoque normativo também é apresentado nos trabalhos de Wiener (1982), que deriva do Modelo de Intenções Comportamentais construído por Fishbein em 1967. Esse modelo tem como objetivo predizer e entender as intenções comportamentais dos indivíduos.

Para Fishbein (apud WIENER, 1982), esse comportamento é determinado basicamente por dois fatores: o atitudinal, em que a atitude do indivíduo acerca de uma ação é resultado da sua avaliação dos efeitos desta ação; e o normativo, em que o seu comportamento na organização é função da sua percepção da totalidade das pressões normativas a respeito do seu comportamento.

Essas pressões normativas geralmente são oriundas da cultura organizacional, que estabelece as ações e o comportamento das pessoas na organização. Segundo Wiener (1982), a visão normativa do comprometimento sugere um foco centrado nos controles normativos por parte das organizações, tais como normas e regulamentos ou, ainda, uma missão forte e disseminada dentro dela (MEDEIROS et al., 2003).

Para Rebechi e Filenga (2005), o comprometimento normativo representa o débito moral dos indivíduos, enfatizando a aceitação dos valores e objetivos organizacionais, sendo um fator determinante ao comprometimento dos funcionários. Apresentam-no como uma maneira de se controlar as ações dos indivíduos, a internalização dos valores e dos objetivos da organização, direcionando a uma obrigação em permanecer, sentimento de fazer parte.

Conforme explica Barros (2008), essa base de comprometimento impõe sacrifícios, compreende também a escassez de alternativas e de ausência psicológica, ou seja, como a organização cumpre sua obrigação com pagamentos em dia e alguns benefícios, o indivíduo sente-se levado a permanecer e a desenvolver suas funções para conseguir os objetivos organizacionais.

Dessa forma, esse tipo de comprometimento ocorre em uma esfera cognitiva, levando o indivíduo a acreditar que possui obrigações e deveres morais para com a organização, comportando-se de forma a tentar demonstrá-los, apresentando sentimentos de culpa, incômodo e apreensão (SIQUEIRA, 2001).

Diante do exposto, pode-se afirmar que o comprometimento normativo é caracterizado pela relação do indivíduo com a organização, onde é remetido um sentido de dívida, um sentido de obrigação moral com a organização. Então, o comprometimento é um vínculo do funcionário com os objetivos e interesses organizacionais, que são estabelecidos e perpetuados por pressões normativas (LIMA, 2009).

Em suma, de acordo com o que foi abordado nesta seção, destaca-se que o comprometimento organizacional surgiu com o objetivo de tentar explicar a relação funcionário-organização, baseados em pressupostos sociais e cognitivistas. Assim, o mesmo tem sido tratado como central para o entendimento do comportamento nas organizações, tendo em vista que as empresas têm despendido grande esforço na busca e retenção de profissionais mais qualificados e que estejam propensos a se comprometer, se identificando com os objetivos e valores organizacionais.

Dessa forma, os estudos sobre o tema têm evoluído conceitualmente e apesar de terem provocado muita controvérsia a respeito da natureza dos vínculos existentes entre o indivíduo e a organização, os principais enfoques desses estudos procuram formular modelos para

quantificar o comprometimento e estudá-lo em face de variáveis que o antecedem e variáveis que lhe são consequentes, bem como discutir as bases ou natureza do vínculo de comprometimento com a organização, a partir dos processos psicológicos que se encontram na base do seu estabelecimento.

Destarte, baseado nessa última perspectiva (das bases do comprometimento), Meyer e Allen (1991) observaram que as definições sobre o tema convergiam para três bases distintas. Sendo assim, os autores consolidam o modelo tridimensional: afetivo, instrumental e normativo, os quais trazem inúmeras implicações às organizações, variando conforme a percepção e reação dos indivíduos.

Dessa maneira, espera-se que, apesar de o comprometimento organizacional não poder, por si só, garantir o sucesso organizacional, poderá ajudar na compreensão do vínculo que o indivíduo estabelece com a organização, tendo em vista que cada base apresenta diferentes comportamentos e posturas.

4 METODOLOGIA

Esta seção apresenta os procedimentos metodológicos empregados na elaboração desta dissertação. Está estruturada em subtópicos que abordam a classificação da pesquisa, unidade de análise, sujeitos da pesquisa, instrumento de coleta de dados, tratamento e técnicas de análise de dados empregadas.