3. SUÇU AÇIKLAYAN KURAMLAR
4.2. Çapraz Tabloların Analizi
Na situação atual do Direito Canônico, o canonista jesuíta Michel Dortel-Claudot aconselha que, tendo uma Nova Comunidade discernido sua identidade, gestione junto ao Papa, para que ele promulgue uma lei particular, pessoal e não territorial, dando-lhe um estatuto original, distinto daqueles das associações de fiéis hoje existentes ou dos Institutos de Vida Consagrada, com base nos cânones 7 a 13 do CIC. Poderia ser aditado o requerimento com um pedido alternativo, de o Papa determinar a revisão dos cânones do Código sobre o tema das associações de fiéis para que possam abranger as realidades recentes e as antigas. Se mantida a legislação conforme os cânones atuais, precisam ser completados os estatutos ou a
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GHIRLANDA, G. Questioni irrisolte sulle associazioni di fedeli. Ephemerides Iuris Canonici 49 apud ZADRA, Barbara. Tipologie ed esemplificazioni dei diversi movimenti. Quaderni di diritto ecclesiale, n. XI/1, p. 23.
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Cânone 208 Entre todos os fiéis, pela sua regeneração em Cristo, vigora, no que se refere à dignidade e atividade, uma verdadeira igualdade, pela qual todos, segundo a condição e os múnus próprios de cada um, cooperam na construção do Corpo de Cristo.
regra de vida por exigências próprias não previstas, mas requeridas pela natureza da entidade.356
Observa aquele autor que esta deve pôr em prática a intuição da tradição de que carisma e direito não se excluem, auscultando a experiência viva e dela tirando as indicações úteis à reflexão sistemática e doutrinal.357 Cabe, nesta área, lembrar que o Decreto Conciliar
Optatam Totius sublinha a ligação entre o Direito Canônico e o Mistério da Igreja (OT, n. 16).
Portanto, o Direito Canônico é chamado a formular normas mais específicas para as Novas Comunidades ou os Novos Movimentos, já que o direito de associar-se (que não é absoluto e ilimitado, mas relacionado aos direitos dos outros fiéis e ao bem comum de toda a Igreja), e o ministério hierárquico são, juntos, expressão de comunhão na Igreja. Na verdade, a vida sempre acaba dando passos à frente do direito, as NC se desenvolveram muito desde a aprovação do Código de Direito Canônico (CIC) em 1983. E, provavelmente, não se pode falar em uma fisionomia definitiva, pois o Espírito Santo continua a surpreender-nos com propostas sempre novas.358
Bento XVI recomenda, na Carta Apostólica Intima Ecclesiae Natura, que, inspirando- se nos critérios gerais da disciplina canônica, explicitando as responsabilidades assumidas pelos vários sujeitos envolvidos, delineando de modo particular a posição de autoridade e coordenação que compete ao Bispo diocesano e as relações com as novas agregações, as novéis regras sejam amplas, em face da variedade de instituições dessa natureza.359
O legislador canônico deverá, assim, atento aos recentes carismas que o Espírito suscita na Igreja, acolher, oferecer proteção e tutelar os novos movimentos e comunidades, com uma disciplina mais adequada e orgânica, a serviço de todo o povo de Deus. No entendimento de Luis Navarro, isso implica fugir de esquemas muito rígidos, evitando estatutos-tipo, que não serviriam a todos, dada sua diversificação, respeitando, assim, a identidade de cada associação e de cada membro, com isto contribuindo a não sufocar o ___________________
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DORTEL-CLAUDOT, M. Les Communautés Nouvelles. In: COMITÉ CANONIQUE FRANÇAIS DES RELIGIEUX. Vie Religieuse, Érémitisme, Consécration des Vierges, Communautés Nouvelles, p. 224.
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GEROSA, L. Carismi e Movimenti nella Chiesa Oggi: Riflessioni canonistiche alla chiusura del Sinodo dei Vescovi sui laici. JUS CANONICUM, n. 56, p. 669.
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RYLKO, S. Il Diritto di Associazione nella Chiesa: Fondamenti Teologici e Canonici. In: CONGRESSO NAZIONALE DI DIRITTO CANONICO, 2-5 settembre 2013, Salerno. Esperienze Associative Nella Chiesa: Aspetti Canonistici, Civili e Fiscali: Atti ..., p. 21.
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BENTO XVI. Intima Ecclesiae Natura. Proêmio. Disponível em:
<http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/motu_proprio/documents/hf_ben-xvi_motu- proprio_20121111_caritas_it.html>. Acesso em: 14 ago. 2014.
123 carisma, mas a oferecer-lhe uma legislação a que se socorrer quando necessário, para dar fruto e fruto abundante.360
Também é importante salientar que se dê atenção à abertura ecumênica para as novas associações, que já têm demonstrado um carisma especial neste sentido. Conforme Jesus Hortal, isso se faria sem as formalidades rigorosas previstas pelo CIC para as associações públicas, levando em conta que o direito natural de associação é mais vasto que o direito dos fiéis católicos de fundar associações eclesiais. Entende que o conselho do cânone 328 de que as associações de leigos colaborem com outras associações de fiéis e auxiliem as obras cristãs, principalmente as do mesmo território, inclui a recomendação ecumênica, embora indireta, completando o cânone 215 e preparando para a valorização das indicações do Diretório Ecumênico ao respeito (n.6; UR, 12; AA, 27; AG, 15).361
Libero Gerosa acena com três pistas para o Direito Canônico, para sistematizar a reflexão sobre a experiência dos novos movimentos e associações, procurando compreender o elemento jurídico na Igreja sob o foco da Eclesiologia, a partir da concepção de Eugenio Corecco, da comunhão como princípio formal e estrutural do direito canônico, em termos de imanência recíproca e inseparabilidade entre os diferentes elementos constitutivos da Igreja (Igreja Universal e Particular, Palavra e Sacramento, sacerdócio comum e ministerial, instituição e carisma, fiel e Igreja, etc.), sem qualquer oposição dialética ou conflito.362 Eis as pistas:
1. Em nível de teologia do Direito Canônico, descobrir se e como o carisma pode edificar a comunhão, servindo a reforçar a eficácia agregativa da Palavra e do Sacramento, como pilares constitutivos da Igreja (cuja estrutura ontológica é vinculante), à luz da ideia de uma ponte eclesiológica entre o Mistério da Encarnação e o ordenamento jurídico eclesial, iniciada com Klaus Mörsdorf,
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NAVARRO, L. Le forme associative nel Codice di Diritto Canonico. CONGRESSO NAZIONALE DI DIRITTO CANONICO, 2-5 settembre 2013, Salerno. Esperienze Associative Nella Chiesa: Aspetti Canonistici, Civili e Fiscali: Atti ..., p. 46.
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HORTAL SÀNCHEZ, J. (Org.). O Código de Direito Canônico e o Ecumenismo: implicações ecumênicas da atual legislação canônica, p. 26-30. Disponível em: <http://www.veritatis.com.br/direito-canonico/nocoes- gerais/710-analise-do-codigo-canonico-sobre-os-fieis>. Acesso em: 18 ago. 2014.
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CORECCO, E. Ius universale - ius particulare, in Ius in vita et in missione Ecclesiae. In: ROUCO VARELA, A. M.; CORECCO, E. Sacramenti e diritto: antinomia nella Chiesa? Riflessioni per una teologia del diritto canonico, p. 555 e ss.
aclarando que não há contraposição entre os elementos institucional e pessoal, porque o que é eclesial é contemporaneamente pessoal e vice-versa;
2. Distinguir adequadamente, em termos de Direito Constitucional Canônico, as categorias de constituição e instituição daquelas do mundo jurídico contemporâneo secular, e, em consequência, a relação fiel-Igreja da relação cidadão-Estado, levando em consideração que o fiel, seja leigo, sacerdote ou religioso, não se constitui apenas de sua estrutura sacramental, pela qual é um sujeito de direito canônico, mas também da possibilidade de se tornar sujeito titular de um carisma, cuja autenticidade deve ser examinada, mas que não deve ser extinto, retendo-se o que é bom (1Ts 5, 12.19.21 e AA, n. 3), assim limitada a sacra potestas363 da autoridade, o que deve ser considerado pelo direito, sob pena de, em caso contrário, reduzir a identidade eclesial e jurídica do fiel, proveniente do batismo, com o consequente sacerdócio comum;
3. Distinguir o direito constitucional e o direito de associação na Igreja, examinando os fundamentos doutrinais destas normas canônicas.364 Para desincumbir-se dessa tarefa, o Direito Canônico precisa ter presente que as agregações na Igreja, antigas ou recentes, não nascem da vontade associativa humana, mas da força agregativa do carisma originário dado pelo Espírito ao fundador, e que podem ter um fim específico, ou compartilhar os fins gerais da Igreja, como admite o Decreto
Apostolicam Actuositatem (AA, n. 19,1). Dessa maneira, chegar a uma nova
definição do direito de associação, que respeite a natureza eclesiológica das novas associações, originadas de novos carismas dados à Igreja, não se colocando o fenômeno apenas nos limites da autonomia privada dos fiéis, ligado à distinção secular entre público e privado.
No sentido desta última assertiva, também se pronunciou Eugenio Corecco, considerando errôneo ligar as normas codificadas sobre associações a uma expressão de autonomia privada do fiel nos mesmos termos da legislação civilista, porque aquelas têm caráter constitucional, como produto histórico e positivo de um elemento fundamental da
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Em português, poder sagrado.
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GEROSA, Libero. Carismi e Movimenti nella Chiesa Oggi: Riflessioni canonistiche alla chiusura del Sinodo dei Vescovi sui laici. JUS CANONICUM, n. 56, p. 679.
125 constituição da Igreja que é o carisma. Este se distingue da Palavra e dos Sacramentos não por não ser constitucional, mas apenas por não ser institucional.365
Finalmente, deve-se observar que alguns elementos exigidos hoje para o reconhecimento das Novas Comunidades poderão permanecer na futura legislação: que em nada sejam contrárias à comunhão eclesial, constem dos Estatutos o carisma, a espiritualidade em que se inspiram, a denominação, a sede, a finalidade, as condições para ser membro, disposições relativas a cada categoria destes (cônjuges, celibatários, clérigos, consagrados, etc.), as modalidades de ação, a forma de convivência e comunhão de bens para o desenvolvimento da vida associativa, a gestão do patrimônio, sob os critérios de prudência e justiça, a tutela da dignidade e da liberdade de cada membro, devendo ser sucintos e claros, deixando para a disciplina inferior regulamentar outras regras mais detalhadas.
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CORECCO, Eugenio. Institution and Charism with Reference to Associative Structures. Disponível em: <http://www.eugeniocorecco.ch/scritti/canon%20law%20and%20communio/canon%20law%20and%20commun io_insitution%20and%20charism.html>. Acesso em: 11 ago. 2014.
3 SINAIS DE AUTORREALIZAÇÃO DA IGREJA PELAS NOVAS