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II. BÖLÜM

3.4. Zaman Mefhumu

Estes fatores também não apresentam um consenso de entendimento, principalmente quando se trata da possibilidade de gerar inovação tecnológica por meio das MPE’s, via

compras públicas. Na maioria dos entendimentos, ela pode e deve ocorrer nos processos, ou seja, por meio da adequação às necessidades da Administração Pública, se colocando como

uma forma de diferenciar-se, o que proporciona um aumento de competitividade.

Inovação é tão importante que ela é um capítulo, é o capítulo dez da Lei Geral. Ela trata das questões de apoio tecnológico e inovação. Primeiro que ele tem de pensar no sentido mais amplo. Eu não estou falando de Inovação tecnológica, estou falando de inovação como uma estratégia de alguém se diferenciar no mercado. (SEBRAE)

Esse ciclo evolutivo da atividade produtiva que envolveu também pequenas empresas, mas sempre foi puxado pelas grandes empresas, que são as empresa líderes, que a gente chama que é o clico da produtividade, da competitividade, e isso é a marca do século XX, ele passou a ser o parâmetro básico, qualquer empresa para entrar no mercado, tem de ter produtividade e não pode ter desperdício, e não pode ter baixa capacidade de produção, ele não pode ter ineficiência no processo produtivo, ele tem de ter padrão de qualidade, não que ele decida, mas que o mercado exige, e ele tem de ser competitivo. (SEBRAE)

Uma coisa é você fazer tecnologia, buscar tecnologia, é um processo longo, demorado e caro. A outra é você comprar equipamentos, importar soluções que muitas vezes resolve um processo imediatista, mas não te ensina a proceder em igual natureza quando você precisar replicar a operação, as vezes a gente usa técnica para lograr ou de ter apenas um produto um pouco melhor, a gente não está necessariamente criando a roda todos os dias. você pode estar fazendo uma boa cópia, uma boa absorção tecnológica, você pode estar parametrizando o produto a determinadas regras e standard de uma legislação americana ou européia, e eu não

estou criando necessariamente novos processos, novos produtos, novos serviços, estou otimizando resultados conhecidos e adequando-os ao meu mercado.”(FINEP) É fundamental o poder de compra do estado para induzir a inovação. Um exemplo concreto: se o Ministério da Saúde compra vacinas da febre amarela, ela está induzindo a inovação na empresa de farmácia. O Ministério dos Esportes induz, agora nós vamos lançar o Brasil vai fazer uma grande investida em basquetebol, nós vamos comprar camisetas, vamos comprar, e você vai começar melhorar o equipamento de esportes. Tem toda uma lógica que o poder de compra tem de ser forte, isso para não citar o ambiente militar que é a pesquisa de vanguarda (SEBRAE)

Então a pergunta é: a lei pode contribuir para que ocorram avanços de pequenas e micro empresas no setor público, nos postulados dessa nova economia baseada em novas tecnologias e serviços? No nosso entendimento sim ! (ABM)

A possibilidade de inovar em produtos é colocada como sendo possível desde que

provenha de MPE’s de base tecnológica, ou seja, que já possuam uma predisposição para isto ou que estejam inseridas em cadeias produtivas, alinhando-se às teorias que associam este

processo às diversas formas de parcerias, tanto de forma vertical quanto horizontal.

Preciso reafirmar tudo isso a toda hora. Eu falei, dei exemplos, mas não falei com a ênfase que to dando agora. É um segmento que aposta na inovação e que sonha com a inovação, sobretudo quando ela se dá em empresas de base tecnológica, nascidas ou não em incubadoras de base. (FINEP)

Bom a inovação tecnológica, a gente espera, que também é um efeito indireto, porque como assim indireto, porque a idéia é que, cada vez mais, a gente possa ter as MPE’s, participando de licitações, e com isso elas vão acabar tendo que melhorar, nesse processo competitivo, e com isso vão ter que buscar, novas inovações, então a idéia é que, a idéia da inovação tecnológica é que viria muito das parceiras, que é a questão da subcontratação, que cada vez mais elas conseguiriam melhorar esse processo, com isso crescer, e também, a partir daí, que elas também pudessem buscar inovações tecnológicas, que é para melhorar ainda mais a sua competitividade, é algo indireto, a inovação tecnológica, não é também algo que busca, a gente acredita que as compras públicas, e a inovação tecnológica, elas são instrumentos, de injeção de recursos públicos, de uma maneira geral, por meio indireto, a prova de que elas ganhem as licitações, elas vão crescer ter que cada vez mais, crescer sua produção, e hoje para você competir, cada vez mais você vai ter buscar a inovação tecnológica, e acaba que a inovação tecnológica acaba se tornando uma coisa real, e as parcerias também, incentivam as empresas a buscarem novas tecnologias, porque elas entram em contato com grandes empresas que, cada vez mais estão buscando novas tecnologias, inovando logicamente, então com isso a gente acredita que aos poucos indiretamente também, vamos poder ajudar a inovação tecnológica, não existe nenhum instrumento direto, para apoio a inovação tecnológica na lei, é um principio que norteia. (SLTI)

Por estas declarações verifica-se que enquanto a FINEP, órgão realmente de apoio, voltado para a geração de inovação no ambiente produtivo, defende e coloca que para uma

inovação de produtos deve haver toda uma vocação tecnológica por parte das MPE’s, sendo

possível que ocorra somente nos processos. Entretanto, a SLTI, que participou ativamente da elaboração da Lei, coloca que isto é desejável e acredita ser possível a inovação de produtos

por meio da utilização das compras públicas, não descartando também aquela decorrente dos processos. Conforme foi colocado aqui neste trabalho, SARAVIA (1987 e 2004), a inovação,

de uma forma geral, pode ser alcançada por meio das MPE’s, pois no setor público, o órgão que se utiliza das compras públicas passa a ter um papel fundamental neste processo, a

exemplo das estatais.

Quanto à questão da importância da tecnologia da informação neste processo, observa-se

que ela se liga diretamente ao pregão eletrônico e às facilidades introduzidas por ele, ficando bem claros nas respostas que a sua utilização é necessária, em que se ressalta, principalmente,

a possibilidade de ampliação da competitividade e alcance que esta modalidade proporciona, o que ratifica o entendimento aqui colocado. Outro detalhe a ser destacado é a relação feita pela SLTI entre o uso do pregão eletrônico e o desenvolvimento local, em que este seria decorrente

do benefício às MPE’s vistas localmente, ou seja, as licitações feitas localmente alcançariam um público também local. Isto não acontece com o uso do pregão, pois uma de suas

características principais é o grande alcance proporcionado, mitigando em parte o aspecto do desenvolvimento local, passando a não ter uma relação tão direta e reforça também a

participação dos arranjos neste aspecto da localidade.

A não menção explícita por parte da FINEP e da DEPME deve ser entendida como uma

questão de operacionalização. No caso da DEPME, isto deve ser considerado uma falha, pois em suas ações, mesmo não tendo participado diretamente da elaboração, deveria ter sido

O pregão eletrônico ele ajuda tremendamente, tem esse problemas mas pequena empresa pode ganhar em qualquer lugar esse é o mundo da Internet, mas é preferível que no lógico do pregão eletrônico que a pequena empresa na primeira ganhe uma compra no Brasil do que uma grande empresa acabe ganhando uma licitação então colocando produto chinês, produto de outras origens. (SEBRAE) As compras reais realizadas por pregão demonstram que em relação a determinado segmento holigopolizados da economia, como por exemplo, a área de medicamentos, é possível que se chegue a uma redução superior a 50%. (ABM) Mas essa realidade mudou um pouco com o pregão eletrônico, o pregão eletrônico permite que qualquer empresa de qualquer lugar do Brasil participe, sem a necessidade da presença física, isso faz com que empresas de outros estados, consigam participar de licitações de menor valor, que vençam e possam fornecer. Isso acabou tirando um pouco da questão do desenvolvimento local regional, a idéia que tinha era que simplesmente com o favorecimento das MPE’s, que automaticamente favoreceria o desenvolvimento local regional, que pra grande ficaria mais difícil dela participar de uma licitação, mais difícil para ela participar então, custo para ela participar licitação aumentaria, e com certeza estaria desenvolvendo a localidade. (SLTI)

Belgede Yücel Balku : hayatı ve eserleri (sayfa 106-108)