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II. BÖLÜM

3.7. Harita

Esta análise possibilita uma visão geral da implementação e a ação integrada ou não dos

atores. As suas ações demonstram um papel bem específico neste processo, onde cada um estabelece as suas estratégias e pouco considera as atividades desenvolvidas ou a desenvolver

por parte dos outros. Cabe ressaltar, conforme já foi colocado nas limitações da pesquisa, o pouco tempo de implementação da Lei Geral e a importância disto para a avaliação desta fase.

No caso da DEPME, órgão responsável direto, verifica-se que a maioria de suas ações está em fase de implantação e possuem um caráter eminentemente descentralizador, colocando como provável uma futura ação conjunta do Fórum das MPE’s com o Grupo de

Trabalho Permanente para Arranjos Produtivos Locais, que se encontra também sob a responsabilidade deste órgão.

O Departamento atua na parte de coordenação dessa política pública. Ele atua nessa política pública, ela é exercida de forma descentralizada pelos núcleos estaduais, em consonância com os governos estaduais e atores locais. Então nosso papel na verdade é basicamente de articulação, de coordenação e de direcionar o rumo da política. Nós nos deixamos basicamente a esse papel. A execução, de fato, é na ponta, com os governos estaduais, núcleos estaduais e atores locais. Participam do

foro 57 entidades de representação de todo o pais; então o que nós fazemos é coordenar essas entidades para que elas sim exerçam o papel de liderança e até pedagógico junto aos municípios e exerçam um papel de liderança para que essa lei seja efetivamente cumprida. (DEPME)

Na reunião plenária do foro, realizada em dezembro foi firmando um protocolo de intenções entre o Ministério do Desenvolvimento e o Ministério do Planejamento para capacitação de gestores públicos federais e representantes de entidades, de micro empresa e empresa de pequeno porte em todo o país, nessa área de compras governamentais. Então nós vamos realizar alguns encontros no país para capacitação de gestores públicos federais, nessa área de compras governamentais. (DEPME)

Outro ponto importante que eu tinha mencionado é que nós estamos implementando o artigo 76 dos foros regionais. Então cada Estado poderá ter o seu próprio foro permanente de micro empresa e empresa de pequeno porte. (DEPME)

Não tem sido feito um trabalho desse GTP/APL direcionado às compras governamentais, porque ainda o grupo de trabalho esta se mobilizando, está organizando os planos de movimentos, são os PDP's, em que serão filmados planos de desenvolvimento em todos os arranjos produtivos locais, com metas de custos, a médio e longo prazo, serão feitas agendas de compromisso para o desenvolvimento local. Ainda não estamos na parte de cumprimento das agendas de compromissos, mas essa questão de compras governamentais pode ser sim um item importante que deve constar nos planos de desenvolvimento dos arranjos produtivos locais. (DEPME)

A FINEP deixa bem clara a sua participação neste processo quando ratifica a postura

adotada desde o início, que decorre diretamente da importância que o conceito de MPE’s tem para os atores envolvidos. No geral, as ações mais destacadas se referem as suas atividades

normalmente desenvolvidas e que alcançam em algum momento as MPE´s. Tratando-se especificamente ao processo de implementação do capítulo V, as suas ações podem ser

entendidas pela declaração abaixo:

A FINEP precisa estar aonde ela possa fazer a diferença. O segmento do fórum das pequenas e micro empresas, sem a FINEP talvez fossem mais cáusticos de que lhe o é. Eu estou fora de minha praia, aprendendo a me queimar e olhando para o sol para ver se amanhã ele me dá uma chance de pegar um bronzeado igualmente oportuno e igualmente justo para estar ali. (FINEP)

Para o SEBRAE, o processo de implementação marca bem que os problemas identificados não podem transformar-se em motivo para não agir, pois apesar de a Lei Geral

implementação está aquém das expectativas está sendo resolvida de forma interna, não

havendo nenhum trabalho conjunto neste sentido.

O SEBRAE não cruzou os braços com a lei geral, acho que a lei geral aumentou o nosso trabalho, primeiro que aumentou o número de clientes, mais que isso é o rebatimento. O esforço do SEBRAE nos dias de hoje é que tenhamos leis gerais de pequenos empresários, a nível estadual e municipal e esse é o movimento que está acontecendo. (SEBRAE)

Agora só ouço vem-se avançando, vem-se acelerando, mas o desafio de fazer acontecer a lei geral é maior talvez que a aprovar a lei e aí é um trabalho diuturno que envolve com certeza uma boa hora de nós, técnicos do SEBRAE, dos SEBRAE estaduais, um trabalho intenso juntos, junto ao legislativo, junto ao executivo que muitas dessas medidas são decorrentes de iniciativa do executivo, então é um trabalho nós, que desde a sanção dele, em dezembro de 2006, nós temos uma programação de trabalho. (SEBRAE)

A gente não pode perder tempo discutindo vendo qual o melhor, o momento é ter o possível e depois vai melhorando. (SEBRAE)

Ela está aquém ainda das expectativas do SEBRAE, isso inclusive tem criado desde o ano passado, liderados pela nossa unidade de políticas públicas, aqui eu tenho uma tela que cuida só de implementação da Lei Geral, que se refere às questões que nós trabalhamos e o que a agente vê é que tem muito que se fazer. (SEBRAE)

As ações da ABM se colocam mais voltadas para o aspecto tributário da Lei Geral,

apesar de deixar claro o seu apoio no geral e a sua disposição em participar de futuros debates. Reforça também a questão da necessidade de capacitação por parte dos envolvidos e as ações

desenvolvidas e implantadas neste aspecto.

A Associação Brasileira de Municípios participou do debate, da discursa, com relação às Diretrizes, dos postulados da Lei que trata do super simples como também mantém com a Caixa Econômica Federal uma importante parceria para disponibilizar um sistema de compras eletrônicas aos municípios. Na verdade desde que o Ministério do Planejamento, em parceria com o SEBRAE, começou a conduzir a questão relativa à lei complementar, a ABM sempre participou ativamente. (ABM)

Na realidade há uma perspectiva de que todo e qualquer passo que seja dado na regulamentação, implementação, na própria viabilização da lei do ponto de vista dos municípios, já que muitos deles ainda não se cadastraram efetivamente ao sistema, não se adequaram às exigências iniciais para a implementação do super simples, deverá contar com a participação da Associação Brasileira de Municípios. (ABM)

O próprio Ministério do Planejamento está efetuando no seu banco de dados, um levantamento para informar, por intermédio da Receita Federal, do conjunto de 5.552 municípios, quantos precisamente aderiram ao sistema. (ABM)

Nós estamos trabalhando muito, em função da melhoria da qualidade gerencial e administrativa dos municípios. Criamos inclusive uma escola de gestão pública voltada para a capacitação, formação de servidores. Dados do próprio IBGE revelam que cerca de 70% das gerências brasileiras têm nível de escolaridade até o nível do segundo grau. Então isso põe grande desafio ao nível de escolaridade à gestão pública no Brasil com aperfeiçoamento gerencial e administrativo, a capacitação e a formação de técnicos, gestores e servidores. (ABM)

As ações da SLTI reforçam a necessidade de capacitação, bem como para correção dos problemas identificados e que se referem à algumas distorções identificas, em especial a de

que existe a possibilidade de que uma MPE ganhe uma licitação com um valor acima do seu faturamento anual, pois não existe, na Lei Geral, nenhum impedimento para isto.

Especificamente em relação à participação no Fórum, há a condição de que sua participação ocorra quando o assunto for compras públicas, o que faz destacar o interesse específico deste ator para este assunto, ou seja, o seu interesse não se liga às MPE’s e sim à política elaborada

por ela, o que, de certa forma, faz ressaltar a questão dos interesses do atores envolvidos e o seu papel no processo.

Outro aspecto que merece destaque é o que se refere à implementação em si, pois enquanto para SEBRAE ela está aquém do previsto, para este órgão os resultados já são

satisfatórios, ou seja, em nível federal as compras públicas realizadas envolvendo o segmento das MPE’s estão em torno de 30%, tido como meta a ser alcançada. Porém, apesar de se ter

sido alcançada, a sua relação com os objetivos não é imediata, pois estes serão alcançados de forma indireta e à médio prazo. Observa-se nesta assertiva, um total alinhamento com os

exemplos internacionais.

Nós já fizemos praticamente toda a nossa parte no termo de cooperação, nos já capacitamos os multiplicadores, e a idéia nossa era capacitar os multiplicadores, e os multiplicadores fariam cursos para capacitar outros compradores, então a nossa parte que era capacitar os multiplicadores públicos, nós praticamente já cumprimos, toda parte que nós assumimos no termo de cooperação. Nós estamos aguardando o cumprimento por parte do SEBRAE, para que nós possamos até fazer um novo aditamento, e prorrogar, e mesmo incluindo novas metas, novo programa de capacitação, para que a gente possa dar continuidade, a idéia nossa e que a gente possa expandir para Estados e Municípios, que a gente possa também capacitar compradores Estaduais e Municipais. (SLTI)

Na verdade, nós não temos nenhum representante efetivo, a gente vai dentro da possibilidade, que de um modo geral que os termos tratados são muito mais abrangentes, sempre quando tem o assunto for compras públicas envolvidas, que esse assunto é um assunto nosso, a efetivamente há uma convocação formal, a gente comparece etc. Então a gente aqui fica sempre mais aguardando, quando vão tratar de compras governamentais ai sim a gente comparece ao fórum. (SLTI)

Então hoje nós já chegamos 30% as participações das Micros e Pequenas nas compras públicas, que é mais ou menos o patamar dos países desenvolvidos, como o Estados Unidos, tem países que chegam á 50%, como Itália, mas a média no modo geral é torno de 30% nos países desenvolvidos. (SLTI)

A gente vai ter como principal critério para avaliar o impacto, é o critério mesmo da participação, o número de empresas que participaram, o número de empresas que deixaram de participar, dentro de um prazo de uma ou dois anos, e a parte por meio das contas públicas, que deixaram de ganhar ganhos contábeis, por meio da formalização, aumento da quantidade de empregados, este é o critério básico que a gente pode, no futuro, à concluir que estes objetivos foram alcançados, e também, existem pesquisas que podem verificar, o crescimento do investimento, em pesquisa e desenvolvimento em P&D, existem pesquisas nessa linha que vão poder verificar que as empresas que cresceram se desenvolveram, aumentaram seu marketing, conseguiram grandes contratos, estão investindo mais em pesquisa de desenvolvimento. A partir dessas duas lógicas, dessas duas óticas, você vai poder perceber que efetivamente as compras públicas também estão servindo como fator de indução à inovação tecnológica, que efetivamente os objetivos e os princípios estão sendo obedecidos com base na prestação da lei. (SLTI)

A análise destas ações também permite verificar que os policy-makers, no caso, a SLTI,

o SEBRAE e o DEPME, estão dentro do conceito de divisão do trabalho tratado por MONTEIRO (1982), em que prevê inclusive a adoção de determinada forma de atuação por

Belgede Yücel Balku : hayatı ve eserleri (sayfa 111-116)