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Distopyalar ile Efsaneler Arasında Bir Hikâyeci

II. BÖLÜM

2.11. Distopyalar ile Efsaneler Arasında Bir Hikâyeci

A análise deste aspecto leva às principais idéias que nortearam a reforma gerencial

proposta, que são a desestatização e flexibilização da ação pública, em que se destaca a criação e implantação das agências executivas, posteriormente chamadas de reguladoras. Nas

propostas de saída de um modelo de Estado intervencionista, que tem na atuação direta a sua principal forma de ação, para um modelo gerencial, pautado pela agilidade, capacidade de

mudanças e descentralização, traduzindo-se no termo flexibilização, pode-se dizer que dentre as formas de desestatização propostas, que são a privatização, publicização e regulação, esta última é a que melhor possibilita que se alcance a flexibilidade pretendida, constituindo-se,

dentro deste quadro, em uma importante mudança estrutural alcançada por meio da criação das agências reguladoras, conforme entendimento de PECI (2006).

Neste sentido, as agências reguladoras se tornam mecanismos que possibilitam ao Estado atuar dentro de um meio termo, que tem em um dos extremos o liberalismo clássico e,

no outro, o intervencionismo direto. De acordo com NETO (2003) e PECI (2006), regular é intervir, é restrição de escolhas com base em interesses particulares, é estabelecer as regras do

jogo, constituindo-se assim em uma função do Estado. A necessidade de regular o mercado decorre principalmente como resultado das privatizações realizadas, em que grande parte dos

serviços públicos e de infra-estrutura foi transferida para o setor privado, ficando o Estado com a responsabilidade pela regulação dessas atividades. Não será feita aqui uma análise

detalhada deste processo, pois foge ao escopo deste trabalho, o que merece destaque é a

introdução de dois instrumentos ligados às licitações, os quais decorreram diretamente da criação das agências, que são a Consulta e o Pregão.

Estes instrumentos buscam, em um primeiro momento, dotar estas novas instituições com mecanismos mais ágeis e eficientes, tratando-se das licitações, ou seja, vinculam-se à

idéia de que para a nova forma e função que surge, decorre também a necessidade de novas práticas de gestão, de modo a permitir que a atividade de regular seja capaz de acompanhar e

cumprir as exigências impostas pela transferência das atividades privatizadas, agora totalmente subordinadas a uma ótica de mercado.

A Lei n.° 9.472, de 16 de julho de 1997, que cria a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL, trouxe, em seu art. 54, a figura do Pregão e da Consulta,

instrumentos destinados aos procedimentos próprios de contratação. O que inicialmente foi desenvolvido para esta agência acabou sendo estendido para as demais, principalmente em função da eficiência, em potencial, que a sua adoção viria a proporcionar, o que na realidade

acabou acontecendo apenas para o Pregão, pois a figura da Consulta foi pouco utilizada e não obteve o mesmo sucesso. Cabe aqui uma breve análise da íntegra deste artigo:

Art. 54. A contratação de obras e serviços de engenharia civil está sujeita ao procedimento das licitações previsto em lei geral para a Administração Pública. Parágrafo único. Para os casos não previstos no caput, a Agência poderá utilizar procedimentos próprios de contratação, nas modalidades de consulta e pregão.

Pode-se observar que, em princípio, a figura do Pregão e da Consulta surge como uma exceção, não para a Lei 8.666/93, que é a geral, mas sim para a contratação de obras e serviços

de engenharia. Esta exceção também foi colocada na Lei n°. 9.986, de 18 de julho de 2000, que trata da gestão de recursos humanos nas agências e, em seu artigo 37, estende às demais

Os benefícios trazidos pelo pregão, tanto de forma direta, quando se observa a redução

dos preços finais praticados, quanto indiretamente, ao analisar a eficiência introduzida no processo em si, fizeram com que esta modalidade ganhasse força e prestígio, sendo

rapidamente transportada para o âmbito da União, inicialmente por meio da Medida Provisória nº. 2.026, de 4 de maio de 2000, posteriormente transformada na Medida

Provisória nº. 2.182, sendo que apenas a partir da conversão desta Medida na Lei Federal nº. 10.520/2002, é que esta nova modalidade de licitação passa a ser aplicável aos demais entes

federativos.

Como processo evolutivo desta modalidade, foi criado por meio do Decreto n°. 5.450,

de 31 de maio de 2005, a modalidade chamada Pregão Eletrônico, que é uma variação do Pregão, agora chamado de presencial em contraposição a este criado. Esta nova forma, que

por utilizar-se maciçamente dos recursos da tecnologia da informação, passa a dispensar a presença física dos licitantes, sendo realizada pela página eletrônica www.comprasnet.gov.br, proporcionando uma considerável redução nos custos deste processo, principalmente quando

se observa os custos de deslocamento e aqueles causados pelas disfunções burocráticas. Associe-se também, o aspecto positivo principal, que foi o aumento da universalização dos

participantes, enormemente ampliado devido ao grande incremento que a internet veio a proporcionar para as compras públicas em todos os seus aspectos (BNDES, 2002a).

3.0 METODOLOGIA

Um trabalho deve ter consistência e coerência. A discussão de ambigüidades,

contradições e incoerências são válidas em um objeto de estudo. Mas, para que um trabalho seja considerado científico, pela comunidade científica, ele deve ser coerente e obedecer a

certa lógica. A metodologia da pesquisa aparece para suprir essas características, lidando com a subjetividade do pesquisador e buscando legitimar o trabalho (VERGARA, 2006).

VIEIRA (2007, p. 19) ao abordar o assunto, coloca: “A metodologia é uma parte extremamente importante, pois é a partir dela que os tópicos gerais de cientificidade (validade,

confiabilidade e aplicação) poderão ser devidamente avaliados”.

Assim, apresenta-se a metodologia a ser aplicada nesta dissertação, em que se estabelece

o delineamento da pesquisa, a forma de coleta e tratamento dos dados, a seleção dos sujeitos da pesquisa e os argumentos quanto à sua limitação.