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Bir Babanın Kızlarına Vedası

II. BÖLÜM

2.16. Bir Babanın Kızlarına Vedası

As teorias e os estudos citados neste trabalho demonstram claramente que pelas

características desta política, principalmente por envolver as MPE’s, e também pelos objetivos visados, a sua vinculação às diversas formas de associação se coloca quase que imperativa para o sucesso da implementação, vista de uma forma geral. Esta necessidade se coloca tanto

para facilitar o seu desenvolvimento enquanto uma ação voltada para as MPE’s quanto para

que se alcancem os objetivos estabelecidos, mesmo que indiretamente.

Precisa ser feito um trabalho de mudança cultural, principalmente nos municípios, é um trabalho que o SEBRAE tem uma importância muito grande, uma mudança cultural nos municípios. O SEBRAE praticamente atua em todo o território nacional e pode ser um instrumento de pressão, pode exercer um papel de pressão, de liderança com relação à implementação desse capítulo 5º nos municípios. (DEPME) O terceiro ponto fundamental, e isso para as pequenas prefeituras é importante, é permitir consórcios e que pequenas empresas consorciando, criando lotes mínimos que viabilizam a participação. Então esse é um instrumento que foi previsto na Lei Geral que é o uso e o associativismo de pequenos negócios para que eles venham a participar dos processos, alguns pontos ainda precisam de regulamentação, mas tem alguns Municípios nesse país já praticando isso, e a gente acredita que breve, num horizonte relativamente de médio prazo isso vai ser uma pratica comum no âmbito federal, estadual e municipal. (SEBRAE)

Por essa razão, a Associação Brasileira de Municípios manteve com a Caixa Econômica Federal dois convênios para disponibilizar assessoria, consultoria, orientações aos municípios, com relação à certificação digital e ao portal de compras eletrônica. (ABM)

Estas declarações colocam também a importância dos Municípios neste processo, tanto

pela sua relação com as MPE’s, quanto pela sua importância para os arranjos produtivos locais, mesmo quando se aceita que estas formas de associações produtivas não são

vinculadas à noção de território fisicamente delimitado. Demonstra também que outras associações visando à capacitação dos municípios também se fazem necessárias, além da

possibilidade de que estes atuem em conjunto, mediante a criação de consórcios. Estas formas de interações, guardadas as devidas proporções, se comparadas à idéia de rede aqui colocada,

seja como redes de políticas públicas ou como forma de atuação para as MPE’s, conforme colocado por SARAVIA (2002), MARSSADIER (2006) e BALESTRIM (2004).

Os arranjos produtivos aparecem como uma extensão necessária para a implementação e para o sucesso desta política. A sua percepção segue-se à luz das teorias colocadas por

produtivas diretamente ligadas às MPE’s, possuindo inclusive alguns objetivos em comuns,

principalmente com os estabelecidos no Capítulo V, da Lei Geral.

Então esses arranjos produtivos locais podem se articular de uma forma mais bem concebida, de forma a exercer um papel junto aos governos locais, solicitando a implementação desse capítulo V, de compras governamentais, até porque eles têm vantagens comparativas, vantagens competitivas importantes e que podem fechar essas compras governamentais de uma forma que seus concorrentes de outras localidades não possa fazê-lo. (DEPME)

Além dos arranjos produtivos locais também existe muitos municípios que estão estimulando a formação de cooperativas, existem outros municípios que estão estimulando a formação de associações de produtores, todos com a função da ativarem a capacidade do empreendedorismo local. (ABM)

Com relação ao que você me pergunta, a estratégia das compras governamentais se praticadas com isenção, se praticada com decência é um dos maiores mecanismos à disposição dos governos e a favor das aglomerações produtivas locais, para a produção de determinados artigos e para a produção de determinados instrumentos de política de desenvolvimento local e regional, respeitadas as condições ambientais. Eu acho que a natureza dos arranjos produtivos locais é a confirmação e que algo de bom pode acontecer com os processos de descentralização. De que forma? Produção no local, concentração e cooperação no local, políticas de interesse comum do local, fazendo com, que você possa ter, entre outras coisas, insumos comuns, demandas comuns, soluções de problemas comuns e mais do que solução de problema comum, é conquista de mercado comum. Eles não abrem mão da competição entre si. Veja bem, eles competem entre elas, mas eles fazem junto o processo para a competição acontecer. (FINEP)

Quando eu penso um arranjo produtivo local, e eu analiso o conjunto de atores que fazem parte dessa diversidade de arranjos que a gente tem no país, não tem como excluir pequenas empresas. Alguns desses arranjos, inclusive, são só de pequenos negócios, setor de confecções, setor de móveis, setor de calçados, tem um predomínio de pequenas empresas e alguns são específicos de pequenas empresas. Eu acho que essa interação é fundamental e esses arranjos tendem a estar localizados ou em determinados municípios ou em associações, então é uma nova estratégia de geopolítica da produção. (SEBRAE)

O capítulo V tem instrumentos, que é favorecer esse tipo de parceria, a questão dos arranjos produtivos locais realmente é muito importante, a lei complementar 123 de modo geral tem a questão do consórcio com grandes empresas, então a idéia é que a gente possa, com as compras públicas, no meio das compras públicas incentivar, no âmbito de parceria, por isso que a gente no Decreto, a gente pensou, a gente colocou uma série de diretrizes, como diretrizes que incentivam a formação de consórcio, [...] permitir com isso arranjos produtivos locais, que possam entrar, e se constituir, então eu acho que as compras públicas, elas tem essa função de poder, [...], é muito bom para o arranjo produtivo local, você acaba quase que criando uma cadeia, as vezes aquela Micro e Pequena Empresa, ela acaba sendo uma porta de entrada para as demais. (SLTI)