• Sonuç bulunamadı

2.8. Madde Kullanımı 44

2.8.9. Madde Kullanımı Üzerine Yapılan Araştırmalar 70

2.8.9.1. Yurt Dışında Madde Kullanımı Araştırmaları 70

Pela falta de conhecimento e prática, os novatos que nunca trabalharam com a triagem, no início, não têm muita produtividade e, consequentemente, sua retirada é baixa. São vários os materiais que precisam ser identificados pelos atributos cor, densidade, além do fato de requerer uma memorização do tipo que se encontra em cada bag, pois, geralmente, ao redor do associado ficam abertos 12 bags. Então, além da habilidade de jogar os materiais e acertar cada saco há um trabalho mental, de atenção, ou, nas palavras de uma associada, “tem que pôr a cabeça pra funcionar”. O retrabalho é muito frequente, seja pela confusão na classificação,

seja por colocarem o material em bag errado. Essa dificuldade fica evidente no seguinte depoimento:

“(o primeiro dia de trabalho) foi horrível, eu fiquei desorientada. Porque cada coisa tem que ter seu saco, né, pra colocar. Um saco pra jornal, pra misto, pra branco, são tudo misturado... e eu confundia tudo, né? Colocava o branco no misto, o papelão junto com outro, nossa, era uma confusão! Aí a Tereza teve boa vontade de ensinar e eu peguei a prática, assim, e achei legal! (ASSOCIADA 13)

São os próprios associados da equipe que ensinam os novatos. Geralmente, sentam-se mais próximos e vão explicando os tipos de materiais. Continuam por perto, pois, por um certo período, o novo associado ainda tem dúvidas e quem está treinando tem que ajudá-lo. O período necessário para a aprendizagem do trabalho da triagem varia de uma semana a um mês, conforme cada pessoa. Por isto, dizem que, “ter paciência” é essencial para quem está ensinando, pois, às vezes, o novato pergunta muito, mesmo após vários dias de trabalho. Conhecer o tipo de material que é mais rentável, também faz parte desse conjunto de novas habilidades necessárias. Geralmente, os associados têm que triar todo o material e não podem escolher apenas os de melhor preço. No entanto, quando há um excesso de material no galpão, a triagem precisa ser feita mais rapidamente e não é tão minuciosa a ponto de não deixar qualquer tipo de material se tornar rejeito. Nestes momentos, ao reconhecer os materiais de melhor preço eles conseguem tornar melhor sua retirada.

A rapidez é adquirida com o tempo como se pode perceber:

“Quando eu comecei era 200, 300... 200, 300 (quilos por mês). Hoje (5 anos depois), chega até 4000 (quilos). No mês passado, foi 4 toneladas, agora esse mês, deve ser uns 2 ou 3 mil (quilos) .” (ASSOCIADO 27 )

Além disso, esta aprendizagem nunca está acabada, pois há constantes mudanças nas exigências dos compradores, materiais que não eram comprados passam a ter mercado e, outros, que antes eram vendidos, deixam de ser. Então, entendemos que, conhecer os materiais, aprender a triar e adquirir agilidade também diz respeito a adaptar-se ao serviço ou

“acostumar-se” com ele, como disseram muitos entrevistados. É necessário ter persistência,

insistir no processo de aprendizagem até conhecer efetivamente a atividade e o quanto se consegue obter de renda com ela. Ocorre que, muitas pessoas, não tendo outra renda familiar, não podem esperar este tempo, pois a sobrevivência da sua família pode ficar comprometida. Assim, não é todo novato que, não sendo rápido no início, pode esperar 3 ou 4 meses com uma retirada muito pequena para ver se realmente compensa permanecer:

“Não fica porque não adapta com esse serviço. Porque um mês não dá pra você ver o lucro, nem a renda que você tira. Você só vai ver depois de uns 3 meses. Porque é com o tempo que você vai conhecendo os tipos de materiais. Tem hora que até eu, que já estou esse tempo todo aqui (2 anos e meses), fico confusa, porque é muito

nome de material, muito tipo de material. Cada época vem um comprador comprar e exige: „Eu quero é assim. Isso aqui é isso, aquilo ali é aquilo.‟ Isso, às vezes, confunde muito a cabeça das pessoas. Então, eu penso que a adaptação é que é difícil... e a renda...na verdade é a renda. ” (ASSOCIADA 5)

“No início quando eu entrei aqui, nos primeiros 3 meses eu não tava tirando nem meio salário. Aí, eu falei assim: „não... eu vou insistir‟. Aí depois eu animei mais e nos 4 meses eu tô tirando razoável.” (ASSOCIADA 19)

Além disso, alguns associados são mais lentos no ritmo de triagem, mesmo quando deixam de ser “novatos” e não estão passando pela aprendizagem da triagem. Mas, existem também outras dificuldades apontadas pelos associados para a queda na produtividade, tais como as questões pessoais. Uma delas falou dos problemas com os filhos:

“Agora eu tô triando muito pouco por causa dos problemas que eu tenho em casa e tá me deixando angustiada. Aí, eu começo a trabalhar e tem hora que eu desanimo. (...) Quando eu estava com minha mãe, recolhia tudo de noite, pra no outro dia triar. Era completamente diferente daqui, então, eu triava muito mais rápido. Mas com os problemas que eu tô em casa... Eu tô com minha cabeça... não vai, eu trio pouco, porque minha cabeça tá mais lá nos meninos que aqui.” (ASSOCIADA 22)

Mas é importante ressaltar que nem todo novato tem muita dificuldade de aprendizagem e tria pouco, como parece ser o caso da associada 34, que conseguiu triar 1200 kg nos primeiros 7 dias de trabalho. Outro caso é o da associada 33, que em três dias de trabalho triou 350 kg. Esta última fala que o trabalho de separação das mudas de eucalipto que fazia quando trabalhava na roça, antes de vir para a COMARP a ajudou a ser ágil na separação. Ela

considera já estar “acostumada” a separar.

A questão da produtividade é sempre importante porque ela determina o valor da retirada de cada um. Mas é também importante para o grupo porque a associação tem uma quantidade de material a receber mensalmente acertada em contrato com a SLU. Assim, é interessante que as pessoas tenham boa capacidade de triagem. Quando esta é baixa e, consequentemente, a retirada também, as pessoas tendem a não permanecer na COMARP.

Achamos importante frisar, por outro lado, que está na associação, há um ano, um jovem que tem problema mental, cuja retirada é baixa. Há também duas idosas que também têm retirada baixa e que estão, lá, há 2 anos e 4 anos, respectivamente. A associação possui esse caráter social de manter algumas pessoas que não teriam outra oportunidade, independentemente de sua produtividade. Mas para tanto, precisa ter no conjunto dos associados, pessoas mais ágeis, de modo a compensar as que triam pouco e conseguir cumprir sua meta de recebimento de material.