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2.3. TÜRKİYE-YUGOSLAVYA İLİŞKİLERİ

2.3.1. Yugoslavya Devlet Başkanı Josip Broz Tito’nun Türkiye Ziyareti ve Bunun

Na literatura, e também na prática, entende-se que existem dois métodos fundamentais para se viabilizar o abastecimento de empresas e consumidores finais. O primeiro consiste em manter um maior nível de estoques, antecipando a produção em relação ao pedido do cliente, configurando um sistema baseado em previsões. Um segundo método, alternativo ou complementar ao primeiro, é a produção sob encomenda.

A adoção de um sistema de previsões gera, no mínimo, duas conseqüências. Por um lado, uma maior rapidez no atendimento aos pedidos, garantindo-se um lead time mais curto para a entrega dos produtos ao cliente final. Por outro lado, dada a necessidade de se produzir sempre antecipadamente, há redução de margens e perda de eficiência. Já a adoção de um sistema de produção por encomenda traz outras duas conseqüências. Possibilita, por um lado, o aumento das margens a partir da redução dos estoques intermediários e finais. Por outro lado, implica - a princípio - um lead time maior para atender aos pedidos dos clientes, dada a inexistência de estoques de produtos finais. Não deve haver rigidez na escolha de um ou de outro método. Linhas ou categorias de produtos diferentes devem significar, para a empresa, a prestação igualmente diferenciada de serviços para cada cliente e para cada segmento de mercado. E isso

pode permitir o uso híbrido dos dois métodos, previsão e encomenda, definindo uma gestão organizacional capaz de harmonizar globalmente custos e serviços.

Além da definição quanto ao método, três outros elementos mostram-se importantes para as decisões no campo da distribuição física: (i) as características dos pedidos e do destinatário, (ii) o produto e (iii) a base de fornecedores.

No que se refere aos clientes e aos pedidos, algumas das informações fundamentais a serem levantadas seriam o número de clientes a serem atendidos, a localização geográfica dos destinatários, a dimensão dos lotes a serem expedidos e entregues, a freqüência da distribuição.

No que se refere ao produto, influenciam as decisões relativas à distribuição: a quantidade de produtos a serem entregues; sua forma; seu peso e volume; sua natureza (líquido, sólido, odor, temperatura, perecível ou não, entre outras características). Com relação à base de fornecedores, a distribuição física sofre as constrições da realidade conjuntural do parque fornecedor, tais como o número de fornecedores, o lead

time requerido entre as solicitações de compras e a entrega dos produtos, as

características dos serviços oferecidos pelas contratadas, a qualidade certificada do fornecimento, entre outras características.

Dos três fatores – destinatário, produto, fornecedores –, o de maior importância seguramente está relacionado aos clientes, dada sua influência na própria razão de ser da empresa. O atendimento ao cliente envolve elementos críticos à distribuição física, como o (i) percurso logístico, (ii) a presença ou não de bases de distribuição, (iii) a natureza dos meios de transporte e (iv) o sistema de gestão da empresa.

Percurso, bases, meios e gestão influenciam-se mutuamente. Uma simplificação do percurso da distribuição, por exemplo, influenciará a definição dos meios de transporte, a gestão dos processos distributivos e decisões relativas ao número de bases de distribuição. O reposicionamento das bases logísticas e uma maior racionalização dos

percursos influenciam diretamente, por sua vez, o nível de serviços oferecidos ao cliente final. Atacar devidamente o problema significa valorizar os objetivos mais importantes de cada fase do processo distributivo.

Na primeira fase do processo distributivo, da produção à base de distribuição (transporte primário), prevalecem objetivos de eficiência (sobretudo custos). Na segunda fase, relativa às atividades de distribuição que conectam os centros de distribuição ao cliente final (transporte secundário), prevalece a atenção ao aprimoramento dos serviços, oferecidos na ponta da rede de suprimentos.

Observando-se a FIG. 6, a seguir, fica evidente a existência de diferentes opções para que a empresa viabilize a distribuição dos seus produtos, considerando-se os transportes primário e secundário das mercadorias. O importante, conforme já destacado, é a harmonização dos custos e dos serviços relativos ao processo distributivo, tendo como objetivo preceitos da customer satisfaction.

Entrega direta

Sistema de entrega com base centralizada

Sistema de entrega com mais de um centro

Sistema de entrega com mais de um centro e níveis de distribuição Sistema de entrega sem centros Modelo híbrido Centro de distribuição Centro de distribuição Centro de distribuição Depósito Depósito Depósito Depósito Depósito Depósito Depósito Centro de distribuição Centro de distribuição Empresa Empresa Empresa Empresa Empresa Empresa Empresa Empresa Empresa Empresa Empresa Empresa Empresa Empresa Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Cliente Centro de distribuição FONTE Cliente Cliente Cliente Centro de distribuição

Quase sempre, as decisões relativas à distribuição física seguirão um padrão operacional. Muitos fatores devem ser analisados para se definir se haverá ou não uma base logística funcionando como centro de distribuição (com a presença de estoques), ou se tal base será somente um ponto de trânsito e de ligação com outros elos da cadeia (sem a presença de estoques). Dentre esses fatores, podem ser citados: o custo do transporte primário e da entrega final; os custos de estoques e das atividades de carregamento e descarregamento nos depósitos e nos centros de distribuição; os custos fixos de cada depósito; o grau de concentração geográfica dos mercados e as características do produto a ser transportado (FERROZI, HAMMOND & SHAPIRO, 1993; DI MEO, 1985).

Existem inovações recentes que estão modificando notavelmente a natureza dos processos de distribuição em relação àqueles fatores. É o caso do suprimento contínuo de produtos (continuous product replenishment), bastante comum no comércio varejista. Produtores e distribuidores passam a coordenar melhor o fluxo de informações e de recursos ao longo do canal de distribuição. A firma produtora, tendo acesso às informações quanto à movimentação e à saída dos seus produtos no mercado, consegue otimizar suas operações e reduzir o nível de incerteza do processo, fortalecendo assim a sua capacidade de planejamento e de gestão das áreas de produção e vendas. Já o distribuidor consegue reduzir os níveis de estoques dos seus centros de distribuição, simplificando sua gestão e aumentando suas margens.

A gestão da cadeia de suprimentos revela serem viáveis, portanto, reduções substantivas nos custos operacionais e melhorias nos níveis de serviços nos processos de distribuição. A melhor prova disso são resultados colhidos já há alguns anos por certos movimentos setoriais, como o ECR (Efficient Consumer Response) no setor de produtos de consumo e varejo alimentar, ou como o QR (Quick Response) no setor têxtil e de modas, mostrando ser possível aproximar fases da cadeia produtiva e otimizar a eficiência em pontos da estrutura dos canais de distribuição.