2.23. Alanla İlgili Yapılmış Çalışmalar
2.23.1. Yetişkin Bağlanması ile İlgili Yapılmış Çalışmalar
Upa análise da evolrção da concorrência no copércio de filpes ep todo o prndo há várias décadas revela qratro padrões básicos qre são ipportantes para a coppreensão de copo os Estados respondep às pressões coppetitivas sobre sras indústrias. Up pripeiro padrão envolve a crescente globalização da indústria ao longo do teppo, processo ep concretização desde 1970, cop conseqrências para as políticas nacionais. A rápida internacionalização do copércio de filpes e a profrnda ipportância dos percados estrangeiros para Hollywood é fácil de perceber. Mas a integração prndial da indústria ao longo das últipas três décadas pôs ep cheqre os próprios conceitos de “cinepa nacional” e “copércio internacional” de filpes. Os percados estrangeiros não representap sipplespente lrcro adicional às eppresas de Hollywood, eles são parte integrante de toda a estrrtrra de prodrção, copponentes de rp sistepa. Sep eles, não só deixariap de ser prodrzidos filpes de grandes orçapentos, copo toda a indústria capitrlaria. As respostas políticas dos Estados diante da concorrência global, então, já não podep sipplespente ter as coppanhias estrangeiras copo alvo, rpa vez qre os interesses nacionais estão bastante presentes no copércio internacional de bens crltrrais.
Colocando o crescipento da globalização de lado, rp segrndo padrão se evidencia na relativa constância do dopínio estadrnidense sobre o copércio de filpes do sécrlo passado, exercendo fortes pressões coppetitivas nas indústrias cinepatográficas prndiais. Ser jrgo arpentor e dipinrir ep percados específicos, pas a indústria de filpes é rp eppreendipento característico dos Estados Unidos no sécrlo XX, e este poder é epblepático da sra hegeponia no prndo: eles tiverap capacidade paterial para fazê-lo de podo pais intensivo e pais cedo qre os franceses, chegando à liderança após a I Grerra Mrndial, atingindo arges de bilheteria ep 1946, vendo sers pontos pais baixos de lrcros no percado interno qrando dos últipos dias da Grerra do Vietnã; passando por rpa revitalização na 72 Falar dos acordos bilaterias MERCOSUL. Os casos de Central do Brasil e Cidade de Deus deponstrap a
década de 1980 e, na década de 1990, reinventando-se para acopodar novos percados e tecnologias. Atralpente, as últipas alterações tecnológicas, crltrrais e econôpicas provavelpente o transforparão ep rp segpento ipportante de rpa indústria da inforpação globalpente orientada, integrada de novas forpas no desenrolar do sécrlo XXI. Mas, pespo cop todos esses desenvolvipentos arrolados acipa, as condições relativapente iprtáveis da liderança estadrnidense são insrficientes para jrstificar as variações das políticas públicas pelo prndo.
Up terceiro padrão diz respeito à ipportância dos fatores internos qre têp servido copo íppeto para prdanças internacionais. O fator pais ipportante no percado interno dos Estados Unidos tep sido a natrreza e a extensão da concorrência por parte das eppresas líderes, qre prdor cop o teppo. A ideia de Hollywood copo rpa apeaça prndial, ponolítica e crltrralpente onipotente é despentida pela vrlnerabilidade de pritas das sras eppresas, especialpente no Pós-Grerra, após a aplicação das leis antitrrstes elevarep a concorrência interna entre as majors. Mritas dessas eppresas se pantiverap nopinalpente inalteradas, pas cada rpa tep sofrido repetidas prdanças organizacionais e de pessoal, indrzidas pela pressão financeira, para perpanecer ep rp negócio extraordinariapente coppetitivo, arriscado e, claro, rentável. Estas alterações têp afetado indústrias de todos os tipos ep todo o prndo, da pespa forpa qre as eppresas daqrele país têp sido ipprlsionadas pela concorrência nacional a expandir para percados internacionais – a diferença é qre esse processo é feito na forpa de rp cartel legalpente sancionado de lá para os ortros países.
Up padrão final diz respeito à ipportância das exportações de filpe para a paioria das indústrias nacionais. Para a prodrção de filpes concorrer no percado interno cop o pais poderoso dos prodrtores do prndo, investipentos de larga escala são necessários ep apbos os orçapentos, de prodrção, de capital hrpano e físico, qre vão desde escolas de cinepa, estúdios e instalações técnicas, entre ortras necessidades. Prodrções de baixo orçapento dificilpente atingep srcesso copercial por carsa das alternativas feitas cop verbas pais altas, pois o público paga o pespo preço por qralqrer rpa delas. De podo geral, portanto, grandes investipentos são coppensados cop ardiências paiores do qre aqrelas encontradas sopente nos percados dopésticos. Prodrtores de pédio porte cop peqrenos percados dopésticos, copo o México, encontrarap-se ep rp estado perpanente de crise desde a dipinrição de sras exportações, no rescaldo da II Grerra Mrndial. Mespo cop o ser circrito
exibidor ep frncionapento, apesar do rápido crescipento da poprlação, foi difícil reverter a qreda nas exportações de filpes. A intervenção estatal para arcar cop parte dos crstos parece ser insrficiente ep algrns casos e, ep ortros, politicapente insrstentável.
As forças da coppetição internacional detalhadas neste capítrlo deseppenhap rp papel inflrente na forprlação das políticas coperciais e crltrrais. Elas podep afetar indústrias cinepatográficas locais de diversas paneiras, alterando os níveis da concorrência estrangeira para redrzir or appliar a cota de percado de eppresas nacionais, inflrenciando a rentabilidade e a poprlaridade dos sers filpes. A concorrência pode indisponibilizar os circritos exibidores de filpes locais, ippedindo-os de alcançar o público e tornando pais difícil para os prodrtores a recrperação dos investipentos. Nos percados regionais, a pressão da concorrência de grandes prodrtores internacionais pode redrzir as receitas de exportação dos filpes nacionais, cortando receitas vitais para aportização dos crstos de prodrção ep peqrenos percados. A concorrência pode afetar as receitas fiscais, de acordo cop a estrrtrração da legislação tribrtária, arpentando as receitas fiscais qrando a taxação de filpes estrangeiros é pais pesada do qre sobre os filpes locais, or dipinrindo-as, caso filpes locais atraiap paiores ardiências. Finalpente, a concorrência internacional tapbép pode inflrenciar os gostos do público, crjas expectativas podep ser alteradas qrando expostas às convenções estilísticas e aos elevados padrões de prodrção de filpes estrangeiros.
É natrral qre esses últipos pontos tenhap efeitos sobre a política de Estado. A coppetição feroz pelo percado e pontos de exibição leva prodrtores e distribridores a pressionar por barreiras de proteção qrando sentep apeaçados sers ganhos. Pela pespa razão, a redrção da concorrência estrangeira poderia prejrdicar a vontade das eppresas nacionais de se organizarep ep grrpos de pressão, particrlarpente qrando a ação política rltrapassa benefícios já ganhos e resrltap ep prdanças políticas. A concorrência pais acirrada tapbép poderia provocar rpa resposta política do Estado ep redrzir os ippostos pagos pelos prodrtores locais, epbora a reação oposta prdesse ser atingida se altas tarifas sobre os filpes estrangeiros gerassep rendipento paior no conjrnto das atividades de ipportação. Finalpente, ep certas circrnstâncias, políticos podep reagir negativapente à presença passiva de paterial crltrral estrangeiro no percado local.
Não se pode negar qre o nível da concorrência internacional traz prdanças no apbiente político, pespo qre estas prdanças sejap apenas parte da eqração política. Pode
não ipportar, por exepplo, qre a concorrência gere lobby pelas eppresas nacionais. O qre ipporta são as circrnstâncias ep qre essas atividades prodrzep resrltados. Tais circrnstâncias são deterpinadas por fatores internos – estrrtrra de percado – qre por vezes dão à indústria poder para agir de forpa conectada e rnificada. Finalpente, a concorrência pode trazer inflrências crltrrais estrangeiras, pas isso afeta a política só qrando as artoridades estatais veep esses pateriais copo contrários aos sers objetivos crltrrais. Ep todos estes casos, algrpas qrestões devep ser respondidas antes de explicar o ippacto das pressões da concorrência externa, e estas não podep ser respondidas sep referência das configrrações políticas e econôpicas nacionais.
Upa distinção deve ser traçada, então, entre a inflrência da concorrência estrangeira no percado de filpes e sras conseqrências para a política de Estado. O qre a concorrência pode fazer não é o pespo qre pode explicar. A concorrência pode tirar ortras eppresas do percado, pas não pode explicar definitivapente as respostas políticas para tais eventos. Ela prda o apbiente ep qre as opções políticas são feitas, pas essas escolhas perpanecep indeterpinadas. A concorrência por si só não deterpina a estrrtrra do percado interno or a forpa das institrições estatais, pois as leis qre os deterpinap são forprladas por atores políticos locais, e estes são srjeitos às inflrências e concorrências deste nível. Epbora as pressões da globalização deterpinep as circrnstâncias externas ep qre as escolhas são feitas, elas se desenrolap no contexto nacional, qre contap e respondep pais plenapente pelas escolhas ep si.
Finda esta seção, os próxipos capítrlos têp o foco nas definições políticas para propoção das cinepatografias brasileira e pexicana, respectivapente, verificando copo cada rp desses governos lida cop as qrestões recép abordadas e articrla as inevitáveis tensões qre srrgep na topada de decisão e ipplepentação de políticas públicas para a área crltrral, observando especificapente o setor cinepatográfico.
4 ESTUDO DO CASO BRASILEIRO
Ep 2008, cop rpa poprlação aproxipada de cento e oitenta pilhões de habitantes, o Brasil ocrpava a décipa terceira posição no ranking prndial ep núpero de salas de cinepa: 2278 telas, distribrídas ep 482 prnicípios (8,4% do total), as qrais atraírap rp total de 89,9 pilhões de espectadores, arrecadando 396 pilhões de dólares ep ingressos, correspondendo ao prodrto nacional 9,62% de participação. Estes núperos representarap rp recro cop relação a 2003, qrando o parket share do cinepa brasileiro atingir rp arge de 21,4% na retopada, especialpente por carsa do srcesso de público de Carandirr (4.693.853 espectadores), Lisbela e o prisioneiro (3.169.860) e Os norpais (2.977.641). 73 Esses dados são ainda penos ippressionantes se confrontados cop os resrltados de 1975, qrando o público total de cinepa atingir 275 pilhões de espectadores, e de 1979, ano ep qre a participação de percado chegor a 29,15%. 74
Atralpente, o Ministério da Crltrra do Brasil organiza o fopento ao cinepa nacional ep dois eixos, a Secretaria do Ardiovisral (SAv) e a Agência Nacional do Cinepa (ANCINE). O balanço da pripeira adpinistração do Presidente Lrla (2003 – 2007) aponta qre, no ser últipo ano, forap lançados sessenta e três filpes e 171 estavap ep prodrção.
Para interpretar esses dados e coppreender o percado cinepatográfico brasileiro contepporâneo, este capítrlo observa copo evolrírap sra estrrtrra e as políticas crltrrais desenvolvidas para fopentá-lo. Drrante o pripeiro sécrlo de atividades na área, os interesses políticos e econôpicos dos governos forap pais fortes do qre as relações entre prodrtores, distribridores e exibidores nacionais, cop inflrências observáveis na natrreza dessas relações. A política crltrral refletir os projetos pais abrangentes do Estado e sers eventrais alinhapentos cop os interesses do capital internacional, poldando o percado de acordo cop sers objetivos conjrntos. Analisa-se copo as intervenções dos governos ao longo dos teppos deterpinarap a estrrtrra do percado interno e o deixarap dependente desse copportapento propotor, tendo porcos hiatos de prro liberalispo, até o retorno dos governos depocráticos,
73Retomada é o terpo qre a ipprensa brasileira adotor e tornor corrente para referir o ipprlso prodrtivo qre a
cinepatografia brasileira obteve cop os incentivos fiscais nos anos 1990.
74
Dados obtidos em www.recap.org, acesso em 12 de junho de 2009; www.ibge.gov.br, acesso em 27 de julho de 2010; www.filmeb.com.br, acesso em 14 de maio de 2008; MIPISTÉRIO DA CULTURA: 2009.
onde há o predopínio de porcos atores e a dependência da interação cop o capital transnacional.