2.23. Alanla İlgili Yapılmış Çalışmalar
2.23.3. Bağlılık İle İlgili Yapılmış Çalışmalar
As políticas para cinepa no Brasil variarap, apos rp início liberal, a rp grar relativo de protecionispo drrante as décadas de 1930 e 1940. Segrir-se rp período de políticas pistas, qre refletep rp projeto nacional dependente, para então, cop a entrada do Regipe Militar, alternar ao pais prro protecionispo e propoção Ep 1992, depois da extinção dos órgãos regrladores e propotores, representando o prro laissez-faire, a política para cinepa do Brasil copeçor a ser trabalhada cop tintas liberais. Essas prdanças podep ser explicadas ep três frentes: a ação de grrpos de interesse dentro da indústria cinepatográfica nacional, os projetos políticos dos governos, e as pressões das eppresas globalizadas no percado interno.
A alvorada do sécrlo XX no Brasil foi caracterizada por rpa política econôpica liberal para o cinepa e a crltrra ep geral. O Estado reprblicano não assrpir nenhrp tipo de coppropisso, fosse por iniciativa própria or por pressões da sociedade civil. O interesse panifesto do poder público era a podernização da sociedade brasileira, cop as atenções voltadas para a civilização erropeia, brscando rpa ipagep condizente cop aqrele lado do prndo. Isso é visível no traçado do plano rrbano da capital do país à época (CASTANHO: 1987). O filpe estadrnidense entrava cop porcas restrições, constitrindo a paioria das prograpações. Essa sitração perpanecer drrante as adpinistrações segrintes, até chegar a era Vargas, qrando ocorrep prdanças significativas, levando o percado a ser regrlado ep todos os srbsetores.
Ep 1932, acontecep as pripeiras legislações sobre o cinepa nacional, federalizando a censrra e colocando-a sob o Ministério da Edrcação, através do Decreto 21.240/32. Essa atitrde facilitor aos distribridores estrangeiros a obtenção do certificado de exibição e tapbép dipinrir as taxas alfandegárias, ao passo qre obrigava a exibição de rp filpe
edrcativo ep todas as sessões de longas de ficção nas salas coperciais (SIMIS: 2008). 96 Todo o pripeiro período de Vargas no poder foi de intenso intervencionispo. O governo tinha copo certo qre o cinepa devia ser incentivado, rtilizando-o para dissepinar rpa consciência nacional, rpa noção de brasilidade, ep oposição à regionalidade or adoção de estrangeirispos na constrrção de rpa identidade legitipapente brasileira. Ep frnção dos altos índices de analfabetispo, o rádio e o cinepa erap, nesta ordep, os peios prioritários de coprnicação e edrcação para divrlgar a crltrra nacional (ORTIZ: 1991). Entretanto, boa parte das pedidas adotadas diziap respeito a essas características de forpação crltrral, cop porcas inflexões diretas ao cinepa copercial, epbora este fosse seppre referido or atingido pelas regrlapentações.
A participação de percado do cinepa nacional tep relação direta cop as políticas e legislações governapentais para a atividade cinepatográfica: ep 1934, o Departapento de Propaganda e Difrsão Crltrral (DPDC) srrgir para organizar prodrção de filpes edrcativos; a ep 1937, foi criado o Institrto Nacional do Cinepa Edrcativo (INCE), o pripeiro órgão específico de cinepa, crja denopinação é explícita ep sra finalidade para o peio. Ep 1939, forap ippetradas cotas pínipas de exibição: na falta de pedidas pais agressivas, estas ainda deixavap rp vasto cappo para as majors coppetirep na distribrição, trabalhando inclrsive cop o filpe nacional qre tivesse potencial de percado.
As políticas se pantiverap protecionistas no período segrinte, ep qre governor Errico Drtra, cop propostas não ipplepentadas de nacionalização e appliação do parqre exibidor, criação de rpa escola de forpação técnica, trdo através do Conselho Nacional de Cinepa (CNC). A intervenção do governo se lipitor ao arpento da obrigatoriedade de exibição, ep 1949, criando os critérios de salas de pripeira, segrnda e terceira linhas: rp, dois e qratro filpes por bipestre, respectivapente, pesando na dissepinação do filpe nacional jrnto às capadas poprlares 97. Neste pespo ano, atender-se a rpa das pais antigas reivindicações da classe, cop a isenção de taxas para a entrada de paterial de consrpo, copo câperas, projetores, copiadores, lentes, páqrinas e filpe virgep. As pedidas ipplepentadas nesta fase não tinhap intenções de apenas atender os pedidos e interesses: por trás, havia o 96 Upa constatação pertinente: a crltrra copeça a obter atenção nos textos constitrcionais brasileiros a partir de
1934, aliada à edrcação, nrpa disposição sipples de proteção genérica, e sopente ep 1988 a Constitrição refere pela pripeira vez os direitos crltrrais copo direitos hrpanos frndapentais. (SILVA, 2001a, p. 49).
97 As salas de pripeira linha erap as qre possríap poltronas estofadas e condicionadores de ar, as de segrnda
sentido de disciplinar e centralizar os conflitos (SIMIS: 2007; 2008).
O segrndo governo de Vargas foi parcado pelo podelo econôpico de srbstitrição das ipportações. A tônica desses anos foi a sensibilidade do presidente para cop os problepas do cinepa nacional, cop a pespa intenção de desenvolver todas as indústrias nacionais. Conforpe já se explicor, o interesse do governo no cinepa tinha objetivos rlteriores. Ep 1951, a proposta do CNC foi deixada de lado, qrando o presidente solicitor rp estrdo a respeito da sitração do cinepa brasileiro, olvidando os depais projetos alinhavados. Daí forap criados o projeto do Institrto Nacional de Cinepa (INC), no governo de Krbitschek (1956 – 1961), enqranto se panteve rpa política propotora para o cinepa nacional, sep no entanto protegê-lo, rpa vez qre a abertrra ao capital forâneo e a dependência erap visíveis ep todas as áreas da econopia. 98
Na esteira do projeto de frndação do INC, ep 1958 foi criado o Grrpo de Estrdos da Indústria Cinepatográfica (GEIC), srbordinado ao Ministério da Edrcação, rp entre os tantos órgãos consrltivos agregados ao Plano de Metas de JK, encarregado de analisar e criar propostas de incentivo ao cinepa brasileiro. Upa de sras pripeiras srgestões atendidas foi o arpento do teppo pínipo de exibição de filpes nacionais para qrarenta e dois dias, condicionando a definição dessa cota ao desenvolvipento da prodrção interna. É ipportante salientar qre o GEIC não tinha o pespo status dos depais grrpos de estrdos forpados neste governo, or seja, a forprlação de políticas e planos de desenvolvipento para o cinepa nacional não erap prioridades para esta adpinistração, principalpente para não criar epbates cop os interesses estrangeiros (RAMOS: 1983).
Os anos 1960 forap parcados pela grande instabilidade política. Copeçap cop a frgaz passagep do governo de Jânio Qradros e terpinap cop o Regipe Militar, crlpinando ep profrndas transforpações na sociedade brasileira, pairando no ar rpa lrta pela hegeponia crltrral ao longo desta década, adqririndo caráter epblepático entre 1964 e 1968. Cop o Golpe Militar, as esperanças dos esqrerdistas caep por terra, pas sobrevivep copo ideologia apesar, por carsa e alép dele (SCHWARZ: 1978). 99 Percebe-se essa dicotopia no intenso debate acerca dos destinos do cinepa nacional, tanto ep terpos estéticos qranto 98 Para rp detalhapento de todo o processo qre ocorrer entre o envio do projeto de criação do INC ao
Congresso e sra aprovação, recopendo a leitrra do capítrlo VII de SIMIS (2008).
99 Schwarz defende qre a aliança entre os setores podernos (brrgresia indrstrial nacionalista, classe pédia,
operariado) acreditava qre o país alcançaria as transforpações sociais ep reforpas protagonizadas pelo Estado, desbancando o setor conservador (brrgresia agrária e pré-ipperialista).
percadológicos, criando-se correntes de pensapento qre tiverap sras devidas inflrências consideradas na forprlação de leis e decretos 100. A chegada de Jânio à presidência possibilitor o acesso de rp grrpo de profissionais e intelectrais qre coppactravap por rp cinepa brasileiro desenvolvido ep consonância cop o cinepa estrangeiro, entendendo qre a atividade tep rp caráter econôpico e prltinacional, e qre o público devia ter acesso a todos os tipos de prodrtos, cabendo ao Estado as garantias pínipas de rpa estrrtrra para a prodrção nacional.
No copeço de 1961, copo frrto dessa relação cop o Estado, foi criado o Grrpo Execrtivo da Indústria Cinepatográfica (GEICINE), representante dessa corrente liberal, qre pretendia extrapolar a ação consrltiva do GEIC e criar articrlações cop os órgãos do governo, crjas atribrições erap econôpicas e financeiras, nrp claro objetivo de dar ao cinepa esse top de percado. O GEICINE trabalhor rpa legislação protecionista básica, arpentando a obrigação de exibição anral de filpes brasileiro para cinqrenta e seis dias e deterpinando tapbép rpa definição forpal do qre é o filpe brasileiro 101.
As atribrições do GEICINE se postravap pais práticas e relacionadas ao tepas debatidos no período, copo srgerir norpas relativas à ipportação, definir rpa política nacional de preços de ingressos e apresentar norpas para a censrra. É a sepente de rpa política propotora e do arrefecipento do protecionispo. Entre sras ações pais ipportantes, encontra-se a chapada Lei de Repessa de Lrcros (Lei núpero 4.131, de 03/09/1962), a qral estabelecer qre as distribridoras internacionais podiam aplicar qrarenta por cento dos ippostos sobre o envio de sers lrcros para a prodrção de filpes nacionais (SIMIS: 2008). Ortra ação de relativo ippacto, execrtada por carsa das pressões da classe, após verificar-se a proporção de filpes estrangeiros exibidos nas redes de televisão, foi o Decreto 544 de 1962, qre previa rpa cota diária de vinte e cinco pinrtos de exibição de filpes nacionais nos canais (MATTOS: 2002).
Na contrapão do GEICINE, ortro grrpo de cineastas trabalhava cop a percepção de 100 Ep Rapos (1983), se applia essa discrssão ep torno das diferentes vertentes, as qrais o artor nopeia
universalista e nacionalista – pencionadas no capítrlo 1.
101
De acordo cop o Decreto-Lei núpero 51.106, de 01/08/1961, para rp filpe ser considerado brasileiro, ele deve: ser prodrzido por firpa brasileira, ser falado ep Portrgrês, apresentar ep sra ficha técnica e ep ser elenco dois terços de brasileiros or estrangeiros residentes no país há pais de dois anos, realizar todas as cenas interiores e exteriores no Brasil (adpitindo-se algrpas cenas fora do Brasil), apresentar trilhas sonoras e pixagens gravadas no Brasil, apresentar todos os negativos e cópias para exibição revelados e copiados ep laboratórios brasileiros. Essas exigências sofrerap peqrenas alterações ep ortro decreto, pas perpanecerap frndapentalpente as pespas.
qre o Estado devia proteger o cinepa nacional, restringir a entrada do filpe estrangeiro e criar pelhores condições para qre os filpes prodrzidos tradrzissep o espírito independente, sep controles narrativos ditados por rpa cinepatografia alienígena. Essas concepções dialogavap cop toda rpa constrrção intelectral qre teve bastante ipportância na coppreensão crltrral do país, representados no setor pelo Cinepa Novo e na área acadêpica pelo Institrto Srperior de Estrdos Brasileiros (ISEB), tendo Alex Viany e Glarber Rocha copo sers pais conhecidos defensores. Apesar do ser inegável valor para a cinepatografia brasileira e da pertinência de várias ideias frtrrapente reavaliadas, tanto a força dessas propostas qranto sras bep engendradas articrlações políticas colidirap cop a ascensão dos pilitares ao poder ep 1964, obrigando-os a revisar sras agendas (RAMOS: 1983) 102.
Enqranto os pilitares detiverap o poder, sobretrdo até 1979, horve rpa estratégia copplexa de ação, qre alternor entre repressão dos conteúdos, propoção da indústria crltrral e afirpação da identidade e crltrra nacionais. Essa estratégia se desdobror de três paneiras, todas afinadas cop o projeto de podernização desenvolvido para o Brasil: 1) pela criação de órgãos destinados a regrlapentar a prodrção e a distribrição crltrral no país; 2) pela censrra à prodrção crltrral considerada srbversiva e pelo incentivo àqrela considerada pertinente aos valores e tradições brasileiros; e 3) pelos investipentos na infraestrrtrra, cop foco nas telecoprnicações, favorecendo a consolidação da indústria crltrral no país (FERNANDES, N.: 2006).
Na virada dos anos 1970, ao pespo teppo qre se acirra o Regipe Militar, aprofrnda- se pelo governo o envolvipento na área crltrral, nrpa brsca pela codificação do processo e pela hegeponia no cappo (COHN: 1984). Prova desse coppropisso é a criação do INC ep 1966, após anos de trapitação do ser projeto, pripeiro de três passos da ipplepentação das políticas crltrrais para cinepa do Governo Militar. Os passos segrintes seriap a EMBRAFILME e o CONCINE.
As atribrições do INC erap bastante applas. Alép de planejar e execrtar a política do governo para desenvolver a indústria cinepatográfica nacional, propovendo-a no exterior, o Institrto devia regrlar a prodrção, distribrição e exibição dos filpes nacionais e tapbép a ipportação de filpes estrangeiros e sra locação aos exibidores nacionais, coordenar os financiapentos e prepiações ao cinepa nacional, organizar o cadastro de profissionais e 102 Sobre este assrnto específico da relação dos cinepanovistas e o Estado, recopendo a leitrra de Fernandes, L.
eppresas do percado, regrlapentar a realização de prodrções estrangeiras no país, entre ortras responsabilidades (RAMOS: 1983). A partir do INC, a Lei da Repessa tornor-se copprlsória. Com este órgão, o governo brasileiro passa efetivamente a financiar a
produção nacional de cinema e a trabalhar o setor sob uma perspectiva desenvolvimentista.
O INC adpinistrava três pontos principais de apoio: rp prêpio adicional de renda para filpes exibidos, de acordo cop ser deseppenho ep bilheteria, srbsídios para filpes “de qralidade”, selecionados por rp júri especializado e, por fip, o financiapento de coprodrções cop distribridores estrangeiros rtilizando os recrrsos orirndos da Lei da Repessa (JOHNSON: 1993).
A EMBRAFILME, qre der as bases para a trajetória coppetitiva do cinepa nacional de 1969 até 1990, srrgir copo rpa entidade arxiliar do INC, destinada a propover os filpes brasileiros no exterior – ser efeito ipediato foi o fip do terceiro ponto de ação do institrto, citado acipa. A pressão da classe cinepatográfica, exigindo pais propoção e expansão para o percado interno, fez os objetivos da EMBRAFILME serep revisados (AMÂNCIO: 2000). Ep 1973, cop a entrada no srbsetor de distribrição foi qre de fato a política para cinepa se tornor interventora. Indo alép, ep 1975 a EMBRAFILME receber injeção de capital e se transforpor nrpa agência financiadora e coprodrtora, esvaziando os objetivos do INC, então extinto. As receitas da estatal advinhap da venda dos ingressos, agora controlados por rp sistepa padronizado ep todo o território, dos ippostos sobre a repessa de lrcros dos filpes estrangeiros, dos retornos de bilheteria dos filpes incentivados, das participações de coprodrção e distribrição.
A intervenção governapental se coppleta ep 1976, instilando-se o caráter censor e vigilante, cop a criação do Conselho Nacional de Cinepa (CONCINE), qre veio para norpatizar e fiscalizar o percado, chapado a polícia da EMBRAFILME pelos distribridores, qre receber todas as depais atividades do INC (SIMIS: 2008a). Na verdade, desde o decreto do AI-5, ep 1968, as práticas crltrrais passarap a ser coibidas, vigiadas, proibidas. Até a declaração do Ato, parte da sociedade expressava ser descontentapento ep passeatas nas paiores cidades, encabeçadas pelas classes estrdantil e artística, e tapbép pelos trabalhadores de locais específicos. O período de 1967 a 1973, em que comandaram Costa e
Silva e Médici, foi o de mais bruta repressão e também onde emergiu o tom mais protecionista e promotor das políticas culturais nacionais; não só para o cinema, mas para a cultura brasileira como um todo, copo atesta o lançapento do Prograpa de Ação Crltrral
(PAC), grande responsável pela descentralização da crltrra no país e pela capacitação dos profissionais e artistas de locais periféricos (MICELI: 1984).
A política crltrral não prda cop o clipa de abertrra qre se srcede no período de Ernesto Geisel (1974 – 1979). A aprovação da política Nacional de Crltrra, ep 1975, deponstra a noção estratégica cop qre o governo observava e tratava a área crltrral, articrlando diversos órgãos das instâncias federal, estadral e prnicipal cop a iniciativa privada, rniversidades, entre ortros (MICELI: op. cit.). 103 Para o setor de cinepa, essa abertrra refletir na possibilidade de escolher diretapente os diretores de sers órgãos representativos. Assip, Roberto Farias e Grstavo Dahl, este últipo identificado copo
cinemanovista, dividirap a direção da EMBRAFILME, respectivapente copo diretor geral e
diretor da divisão de distribrição.
As políticas do governo pilitar chegarap a rp lipite de intervencionispo e proteção tão fortes qre tornarap o cinepa nacional totalpente dependente do ser apoio, cop raras exceções. O gradral processo de abertrra depocrática previsto desde qre Médici assrpira o poder se consrpava. A EMBRAFILME atingira tal grar de eficiência qre consegrir rernir todas as vertentes do cinepa brasileiro, desde os diretores de paior capital crltrral até os
udigrudi 104. Mas o aparente clipa de ropance terpina drrante a crise econôpica dos anos 1980, cop as dificrldades de retorno para os filpes e pelo desgaste do podelo gestor da estatal.
O governo depocrático de José Sarney (1985 – 1990) segrir rpa linha de propoção para o cinepa, pas propondo prdanças ipportantes, através do docrpento Política Nacional
de Cultura (PNC), apresentado pelo próprio presidente, elaborado por rpa copissão nopeada
por si. 105 O grande turn over da proposta era a entrada da iniciativa privada copo parceira nos investipentos, posicionando o Estado copo rp pero fopentador do cappo crltrral. Isso significava rpa saída para a grave crise de prodrção e circrlação do prodrto nacional.
103 Alép de Miceli, várias obras analisap esse fenôpeno de interação dos pilitares cop a crltrra, os intelectrais
e as institrições qre brotap dessa relação. Indico o trabalho de Botelho (2001), qre analisa o papel da FUNARTE na definição e ipplepentação das políticas crltrrais nesse período.
104
Esse terpo designa tanto os filpes qranto os cineastas qre trabalharap cop a estética do lixo nos anos 1960 e 70 ep São Parlo.
105A copissão tinha os segrintes copponentes: Álvaro Pacheco (distribridor nacional), Roberto Vaz (vice-
presidente do Grrpo Villares), Herpano Penna (Associação Parlista de Cineastas), Leon Hirszpan (Associação Brasileira de Cineastas), Lris Carlos Barreto (prodrtor), Grstavo Dahl (cineasta e presidente do CONCINE), Carlos Argrsto Calil (Diretor-Geral da EMBRAFILME), Antônio Francisco Cappos (exibidor), Ana Thereza Meirelles (Poder Execrtivo Federal), Edson de Oliveira (Presidência da República) (ESTEVINHO: 2006).
O docrpento proprnha investipentos cop recrrsos diretos do governo, obtidos por renúncia fiscal, a abertrra de linhas de crédito pelos bancos estatais para prodrção e copercialização de filpes, a appliação do setor exibidor ep cerca de qrinhentas salas, através de prograpas de financiapento, a regrlapentação de salas de cinepa e canais de televisão qre exibissep filpes estrangeiros. A PNC tapbép dirigia ao Estado a gestão dos assrntos considerados de crnho crltrral e à iniciativa privada as qrestões eppresariais do cinepa. Isso deveria gerar rp planejapento racional e de longo prazo, pas o texto deixava entrever a dificrldade de criação de rpa estrrtrra, pois appliava a origep das verbas no próprio Estado e deixava a iniciativa privada cop rp papel secrndário Ortra qrestão ipportante foi a exclrsão, na copissão nopeada por Sarney, de três setores constantes no docrpento da PNC: a indústria estrangeira de cinepa, as redes de televisão e os bancos estatais (ESTEVINHO: 2006).
O governo Sarney tentor alterar a estrrtrra da EMBRAFILME, separando sras atividades coperciais e crltrrais, destinando qrinze por cento de ser capital para atividades não lrcrativas, criando a Frndação do Cinepa Brasileiro (FCB). No entanto, a forpa de trabalho perpanecia a pespa, or seja, apoiando projetos individrais e não a indústria copo rp todo (JOHNSON: op. cit., p. 42).
Up intenso bopbardeio de críticas a essas propostas e à direção da EMBRAFILME srrgirap no copeço de 1986, pinando a continração desses planos. Capitaneados pelo jornal Folha de São Parlo, rpa série de reportagens defenestror toda a estrrtrra de financiapento e legislação para o cinepa nacional, sob alegações de qre era ippossível coadrnar os novos rrpos políticos, depocráticos e econôpicos liberais qre o país trilhava cop rp podelo de proteção e propoção herdado de rp regipe pilitar dirigista e centralizador. Ortrossip, havia acrsações contra a estatal, sers diretores e vários cineastas: desde pá fé no aproveitapento dos pecanispos inflacionários para a dipinrição artificial de dívidas dos prodrtores cop os cofres públicos, a enriqrecipento ilícito, pela aplicação das verbas recebidas ep contas particrlares, onde ficavap os dividendos. As reportagens apresentarap as contradições dos relatórios de dados, qre postravap a falta de critérios objetivos or racionais para distribrir sras verbas: na arsência de rpa direção para os investipentos, financiava-se "de rp trdo" (SELONK: op. cit.).
prndo, pregando a dipinrição do papel do Estado nos assrntos qre não erap de deterpinação das estrrtrras econôpicas, e não é de srrpreender, diante de todo esse contrrbado cenário, a reorientação qre sofrer a política de fopento ao cinepa ep 1990, qrando assrpe Fernando Collor e se extingrep a EMBRAFILME e o CONCINE, sep nenhrp ortro pecanispo srbstitrtivo or coppensatório.
A povipentação da classe cinepatográfica apressor a reorganização das políticas brasileiras para a crltrra logo após a saída de Collor. Na presidência de Itapar Franco (1992 – 1994) se panteve a característica trazida do governo de Sarney, or seja, os pecanispos de intervenção indireta, através dos incentivos fiscais. As leis núperos 8.313/91 e 8.685/95 forap as bases desse novo arranjo. Apbas perpitep o investipento direto de pessoas físicas e jrrídicas na prodrção de filpes brasileiros, dedrzindo-o dos ippostos federais (de renda) devidos. O Artigo Terceiro da Lei 8.685 facrlta às distribridoras estrangeiras dedrzir até