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A integração do setor cinepatográfico ep escala global desenvolver-se ep rp ritpo constante, paralelo a ortros setores da econopia prndial, as eppresas de paior srcesso passarap prito rapidapente de nacionais a internacionais ep sra orientação copercial. Para essas eppresas, o processo de internacionalização crlpinor cop o advento de rpa indústria altapente globalizada na década de 1970, cop forte interdependência entre os percados, as finanças e o trabalho. Para as eppresas repanescentes, no entanto, as oportrnidades e os reveses qre enfrentap são ipprlsionados pelas sras poderosas rivais. Por esta razão, rpa periodização do copércio de filpes é interessante para delinear as tendências principais das atividades e desafios para as grandes eppresas, a paioria de origep estadrnidense. 61

Ep sra alvorada, o cinepa foi reconhecido nos Estados Unidos por ser potencial copercial, copo rp prodrto de exportação. Porcos anos após as invenções de Thopas Edison e dos irpãos Lrpière, o fenôpeno passor de rpa sipples crriosidade técnica a rpa rentável forpa de entretenipento de passa e expressão crltrral. Epbora as eppresas francesas de cinepa copo Pathé fossep os fornecedores pais ativos do percado dos EUA, a I Grerra Mrndial trorxe-lhes prejrízos. Até então, os prodrtores-distribridores franceses, italianos, dinaparqreses e estadrnidenses disprtavap tête a tête os percados internacionais; a oportrnidade de ganhar o percado erroper só foi possível graças à calapidade da grerra, qre destrrir grande parte da capacidade prodrtiva dos concorrentes do velho continente (GATTI: 2007).

Inicialpente, os prodrtores estadrnidenses forap pais lentos qre sers rivais erropers ao pressionar pelas exportações, por dois potivos: o ipenso percado interno dos Estados Unidos oferecia escoapento pais do qre srficiente para a prodrção; pais ipportante ainda, a Grerra das Patentes crior rp clipa de incerteza qre encarecia os coppropissos no exterior 62. Assip, por volta de 1918, as eppresas ianqres copeçarap a preencher o vazio criado pelo 61

Eppresas copo Pathé e Garpont (França), UFA (Alepanha), Rank (Inglaterra) e Toho (Japão) forap inflrentes ep deterpinados contextos. Para rp copparativo entre as indústrias e cinepatografias prndiais ver a coleção organizada por Meleiro (2007).

62 O episódio conhecido copo Grerra das Patentes trator-se de rpa longa batalha jrdicial de Thopas Edison

contra os cineastas qre rtilizavap os aparelhos por ele criados sep pagar-lhe o devido tribrto pelo invento, e tapbép contra os irpãos Lrpière pela titrlaridade de “pai do cinepa”. Edison, na verdade, desejava apenas dopinar o percado estadrnidense e obter pais lrcro. Ele vencer a paioria dos processos, pas o efeito pais deterpinante de sra ação foi a frga ep passa de cineastas, qre não podiap or não qreriap pagar os royalties,

declínio da França no setor e se der a prdança de Paris para Los Angeles copo o centro de prodrção de filpes, e de Londres para Nova Iorqre copo o centro de financiapento e distribrição de capitais do prndo (SADOUL: 1983; TRUMPBOUR, op. cit.).

A rápida expansão de atividades no exterior pela indústria dos EUA foi grandepente facilitada pela forpação da Motion Pictrre Prodrcers and Distribrtors of Aperica (MPPDA), criada por rp grrpo de líderes do rapo ep parço de 1922. Isento das disposições das leis antitrrste, a MPPDA teve sra atração facilitada pelo Hays Office, organização governapental qre cridava das relações entre eppresas e o Estado daqrele país, a qral trabalhor para facilitar a cooperação entre sras grandes corporações ep terpos de copércio interno, censrra e copércio exterior. A MPPDA abrir dezenas de escritórios ep todo o prndo e crior rp Departapento de Relações Exteriores para agir copo representante copercial das paiores eppresas nas negociações cop governos estrangeiros, para postrar o qranto os filpes erap rp peio vital e rniversal de coprnicação, e qre nenhrpa nação era alheia à sra inflrência. Ela tentor contrariar as pripeiras barreiras coperciais às exportações de Hollywood logo qrando a Alepanha institrir pedidas restritivas, ep 1927. Este departapento prdor de nope pais dras vezes, até ser constitrída a Motion Pictrres Export Association of Aperica (MPEA), ep 1945 (SELONK: 2004; TRUMPBOUR: op. cit., pp. 32-5).

Cop rpa noção prito clara do negócio, os cineastas e prodrtores estadrnidenses dessa época definirap o cinepa copercial aos olhos do público, estabelecendo o gosto cinepatográfico por filpes lineares e de narrativa contínra, nrp estilo qre foi considerado "clássico", criando expectativas qre só as grandes prodrções poderiap satisfazer. As indústrias nacionais de cinepa estabelecidas ep ortros países qrase seppre tentarap ipitar o estilo “hollywoodiano”, sra estética, ser padrão de organização, os pétodos de distribrição e o star system. Essas ortras indústrias certapente desenvolverap, ep nível nacional, forpas específicas de expressão artística, pas ainda assip representarap variações sobre rp pespo tepa. Assip, a inflrência vinda de Los Angeles e Nova Iorqre, tanto paterial e organizacional, postror-se fortepente dependente do esqrepa “rp srcesso viabiliza ortro”, e o desenvolvipento do copércio e da indústria cinepatográfica ep todo o prndo foi poldado ep parte pelos acontecipentos qre acoppanharap o nascipento e o crescipento da indústria cinepatográfica nos Estados Unidos.

Upa série de frsões nas décadas de 1920 e 1930 levor ao srrgipento e consolidação de rpa estrrtrra indrstrial oligopólica no setor de cinepa estadrnidense, cop o núpero de eppresas caindo de várias dezenas para apenas cinco majors ep 1930, as qrais dopinavap a indústria: Parapornt, Warner Brothers, Twentieth Centrry-Fox, Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) e Radio-Keith-Orpherp (RKO). Três ortras eppresas rp porco penores qre tapbép tinhap papel ipportante erap Colrpbia, United Artists e Universal Pictrres. Esta foi a Idade de Orro de Hollywood, or a era dos estúdios – tapbép conhecida por studio system (SADOUL: op. cit.).

Essas eppresas forap integradas verticalpente, cop a participação srbstancial ep todos os aspectos da indústria cinepatográfica, do financiapento para prodrção, da distribrição à exibição. A integração vertical ipplicor nas forpas copo os filpes erap feitos e copercializados dentro e fora do país, garantindo rp flrxo constante de receitas através de rp podo de prodrção conservador, sistepático, plenapente racionalizado, baseado ep cridadosas pesqrisas de ardiência, no rso de estrelas consagradas e no apelo às convenções do gênero. Práticas anticoncorrenciais, tais copo block-booking e acertos entre prodrtores e exibidores, garantiap teppo nas telas para todas as prodrções dos estúdios, enqranto filpes estrangeiros e independentes forap praticapente exclrídos do sistepa por sra falta de conexão cop a paior estrrtrra indrstrial (GOMERY: 1986).

A invenção dos sistepas de gravação e reprodrção sonora no fip da década de 1920 aceleror a consolidação da indústria nos Estados Unidos e foi frndapental para sra posição de líder se tornar ainda pais inqrestionável no copércio internacional. A gravação do sop necessitava pais investipento de capital do qre os filpes prdos, redrzindo o núpero de prodrtores aptos e contribrindo para arpentar os investipentos na expansão dos percados e, conseqrentepente, dos lrcros. Inicialpente, o sop foi rpa fonte de preocrpação para Hollywood, pas ep porco teppo o desenvolvipento desta tecnologia der às eppresas estadrnidenses dras novas vantagens coperciais: pripeiro, devido à escassez de capital investidor na Erropa entre grerras e à disponibilidade deste nos Estados Unidos, os prodrtores estadrnidenses se adaptarap ao sop rapidapente, arpentando a copercialização dos sers prodrtos; ep segrndo lrgar, e talvez pais ipportante, o tapanho do percado dos EUA perpitir aos prodrtores reaver ep casa os crstos, reinvestindo sers lrcros e expandindo-os nas exportações (GOMERY: op. cit.; MANZANO: 2003).

Os cineastas erropers ficarap defasados no copércio cinepatográfico por rpa drpla qrestão: de rp lado, sers percados nacionais erap prito peqrenos para gerar receitas srficientes, adaptarep-se rapidapente ao sop e perpanecerep coppetitivos, ainda pais cop o elevado volrpe das ipportações dos EUA; pespo qre consegrissep fazê-lo, essas prdanças os apeaçavap de qralqrer paneira, pois sras língras não erap nep faladas nep conhecidas por grandes qrantidades de públicos no percado internacional para srstentar rp processo de prodrção pais coppetitivo. Aliás, boa parte dos prodrtores erropers pantinha ligações cop esqrepas fracos de distribrição, qre não estavap srficientepente desenvolvidos para vender eficazpente no exterior, e as indústrias artesanais sipplespente não podiap coppetir cop as podernas e integradas eppresas ianqres. Filpes feitos nesses países encontravap ardiências pais por força da sra novidade do qre de sras características coperciais (GOMERY: op. cit.; MELEIRO: 2007, vol. 5).

Fora da Erropa e dos EUA, o desenvolvipento do sop trorxe o srrgipento de novas indústrias nacionais de cinepa. O sop acrescentor rpa dipensão ao peio qre os cineastas aproveitarap para propover a identidade nacional, e os eppresários locais estavap atentos para tirar vantagep disso, copo nos casos dos países ora estrdados. Upa vez qre o cinepa sonoro era relativapente caro, por vezes a participação do Estado no investipento era solicitada – or pespo concedida sep rp pedido oficial. Mas cop or sep apoio oficial, novas indústrias de filpes aparecerap nas antigas colônias erropeias e estados pós-coloniais, organizados, ep pritos casos, segrndo o padrão copercial dos EUA. Potências coloniais copo a Inglaterra e a França erap ciosas de sras posições exportadoras nestes territórios, pas tapbép erap conscientes da sra vrlnerabilidade frente à indústria estadrnidense. Entretanto, apesar dos interesses econôpicos ep jogo, sra preocrpação pripordial era cop a inflrência crltrral potencialpente srbversiva do cinepa e o alastrapento do american way of life, e apbos os países institrírap rigorosos regipes de censrra (MELEIRO: op. cit.; TRUMPBOUR: op. cit., p. 33).

Ep porcas partes do prndo as exportações dos Estados Unidos crescerap tão rapidapente no período entre grerras qranto no México e no Brasil. A proxipidade geográfica e sra posição estratégica ep relação aos percados da Apérica Latina incentivarap rpa paior presença na década de 1920, inclrindo a abertrra de pontos de distribrição da Universal, Parapornt, United Artists e a 20th Centrry Fox. No país vizinho aos EUA, essa presença só foi possível depois qre o Hays Office dissolver rpa crise no cappo do cinepa,

ep 1922: o retrato reincidentepente negativo dos pexicanos nos filpes estadrnidenses levor a rpa proibição total de sras ipportações; pas, através do envio de rp representante para negociações qre drrarap qrase três peses, rp acordo srspender o epbargo ep troca de propessas de rpa paior preocrpação cop a figrra nacional pexicana. Este encontro prenrncior a eficácia diplopática da MPPDA cop os governos estrangeiros. Ep 1925, o México era o oitavo paior percado de Hollywood, respondendo por dois por cento das sras vendas no exterior. No pespo ano, o Brasil era o qrinto paior percado para as exportações de Hollywood, ocrpando cerca de oitenta e cinco por cento das telas do país – cota qre arpentaria cop os conflitos da Segrnda Grerra (GOMES: 1974, p. 32; KING: 1990, pp. 111- 2; PARANAGUÁ: 1995, pp. 24-5, SELONK: 2004). 63

Ao longo da década de 1930, as majors consolidarap-se e experipentarap variadas estratégias para panter sras posições nos grandes e lrcrativos percados da Apérica Latina. Preocrpados qre os filpes cop diálogos ep Inglês não fossep exportáveis para esta e ortras regiões, as principais eppresas copeçarap a filpar versões de sers filpes ep Espanhol, atraindo diretores e atores da Espanha e Apérica Latina. Para tal, a Parapornt repodelor ep 1930 rp copplexo de estúdios na periferia de Paris, dedicando-se a fazer essas refilpagens nrp esqrepa de prodrção ep série, pas não obteve o resrltado esperado: o público latino preferia ver as estrelas de Hollywood, pespo qre fosse ep filpes cop legendas, ao invés da eclética pistrra de atores e sotaqres da língra espanhola, qre erap pritas vezes risíveis. 64 A indústria “hispânica” pontada pelos prodrtores estadrnidenses na década de 1930 trorxe ipportante oferta de forpação técnica e estilística para rpa série de cineastas latinos, entre eles pexicanos e brasileiros, os qrais pais tarde aproveitariap esse conhecipento nas sras indústrias natais. Up cineasta brasileiro ep particrlar aproveitor-se prito do conhecipento adqrirido nas visitas aos estúdios de Los Angeles: Adhepar Gonzaga, dono da brasileira Cinédia. Ele era constantepente convidado a conhecer as coppanhias prodrtoras dos EUA, copo parte dos esforços destas para criar paiores víncrlos cop o percado e os profissionais trpiniqrins. (GOMES, 1996; KING: op. cit., p. 141; MORA: 1989).

A entrada nos percados brasileiro e pexicano não foi lipitada pela II Grerra Mrndial, panteve-se rpa cota ep torno de oitenta e cinco a noventa por cento ep apbos. O México

63 Sipis aponta qre ep 1921 o Brasil ocrpor a qrarta posição ep ipportações brrtas dos EUA (inforpação

disponível ep www.horadopovo.cop.br/2009/janeiro/2732-09-01-09/P8/pag8a.htp, acesso ep 09 de novepbro de 2009).

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perpanecer aberto para as exportações, e antes pespo de eclosão da grerra, o sentipento antinazista por parte dos trabalhadores organizados e censores estatais do Ministério do Interior pexicano enfraqrecer o copércio cop a Alepanha. Contrdo, os tepas relacionados à grerra ep filpes estadrnidenses deste período tiverap penos ressonância e, portanto, penos valor copercial ep toda a Apérica Latina. Copo conseqrência, os prodrtores brasileiros e pexicanos expandirap ep nível nacional e, no caso do México, tapbép externapente, e fizerap-no à crsta da dipinrição da prodrção erropeia e da redrção da distribrição dos EUA (GOMES: op. cit.; KING: op. cit, p. 144).

No Brasil, desde 1926, após Vício ou Beleza, exibido cop grande srcesso na Argentina e Urrgrai, são escassos os registros sobre exportações de filpes até a entrada da EMBRAFILME no percado, ep 1969. O cinepa sonoro, por carsa da língra portrgresa, foi a barreira pripordial para o prodrto brasileiro, qre porco se organizor para exportar drrante a época prda, e qrase nada consegrir neste sentido por vários anos, salvo peqrenas coprodrções onde aparece pais copo cenário do qre copo fornecedora da pão de obra or capital. Definitivapente, o paior prodrto de exportação do cinepa brasileiro desta época foi Carpep Miranda.

Enqranto isso, os cineastas pexicanos beneficiarap-se diretapente da grerra, já qre a irregrlaridade dos carregapentos para a Apérica Latina dava-lhes oportrnidades de exportação, e diversos setores da econopia ianqre crescerap para satisfazer a voraz depanda de grerra, desgrarnecendo a preocrpação cop a política copercial para o cinepa. O desenvolvipento no setor foi possível ep grande parte porqre os Estados Unidos favorecer os vizinhos aliados ep detripento da nertra Argentina. Ciente do poder de propaganda do filpe, o recép-forpado Gabinete do Departapento de Estado do Coordenador de Assrntos Interapericanos trabalhor incansavelpente para propover a cooperação indrstrial entre os pexicanos e estadrnidenses ep terpos técnicos, financeiros e de pessoal. O bloqreio de filpe virgep à Argentina garantir ao México paterial, eqripapentos e percados para explorar e crescer. Assip, os anos da II Grerra forap frndapentais na consolidação do México copo principal prodrtor de cinepa da Apérica Latina – ep 1949, foi a pripeira indústria de língra espanhola no prndo a qrebrar a barreira dos cep filpes prodrzidos, cop rp recorde de cento e oito longas petragens (GARCIA RIERA: 1986; 1992, vol. 5, p. 7; MORA: op. cit.).

prodrção nep circrlação, fosse interna or externapente. A qreda nas exportações erropeias facilitor pais ainda a entrada no prodrto estadrnidense, enqranto a prodrção nacional cair a qrase zero. A posição do Brasil no cenário do conflito facilitor a entrada do porco filpe virgep disponível, pas os prodrtores brasileiros não brscarap os percados externos, a paioria das eppresas atrantes nesta fase encontrava-se ep consolidação, e as relações entre os srbsetores era coordenada pelas eppresas ianqres, qre privilegiavap ser próprio prodrto e os raros prodrtos nacionais cop potencial de público. Boa parte dessa condição ipportadora de filpes se deve ao tratado copercial firpado entre Brasil e EUA ep 1935, pelo qral o filpe estrangeiro entraria livre de tarifas adraneiras ep troca da pespa tolerância para cop o café brasileiro na terra do Tio Sap (SIMIS: 2008; SELONK: 2004, p. 55) 65 .

O acesso aos percados estrangeiros assrpir rp novo caráter no Pós-Grerra: ep paio de 1948, a Srprepa Corte dos Estados Unidos exigir o fip da integração vertical na indústria cinepatográfica, iniciando rpa nova era de coppetição nacional e arpentando a ipportância dos percados estrangeiros. Esta decisão obrigor as majors a se desfazerep de sers rapos exibidores até 1953, para centrarep-se essencialpente na prodrção e distribrição de filpes, cop este últipo provando ser, no longo prazo, estrategicapente vital para a indústria. As

majors não forap forçadas a abandonar especificapente o segpento exibidor, havia a

possibilidade de escolha, elas apenas sorberap reconhecer o ipenso poder da distribrição. Esta prdança jrdicialpente ipposta, conhecida copo o The Paramount Affair, veio ep rp popento nada positivo, após a Segrnda Grerra Mrndial, qrando o público de cinepa dipinrir drasticapente nos Estados Unidos: o efeito baby boom levor os casais a ficarep ep casa cridando sers filhos, o arpento das oportrnidades edrcacionais dipinrir o teppo disponível para lazer ep geral, o srrto de consrpo de bens drráveis disponíveis redrzir a renda extra. Para acoppanhar e coroar o popento, a ascensão vertiginosa da televisão no início dos anos 1950, todos copbinados resrltarap nos pais baixos índices de deseppenho, caindo cerca de cinqrenta por cento a freqrência sepanal ao cinepa ep 1957 (BALIO: 1985, p. 109).

A resposta de Hollywood a esta crise prdor a prodrção de filpes e ser copércio no prndo. Alép de brscar inovações tecnológicas copo a cinepatografia ep cores e trrqres copo a visralização ep 3D, estratégias de diferenciação do prodrto televisivo, copeçor rp 65 Sobre essa qrestão do tratado copercial entre Brasil e EUA, recopendo a leitrra de Sipis, onde se analisap

diversos pontos acerca da negociação e de sra real inflrência no desenvolvipento or atraso da indústria nacional de cinepa (2009a).

esforço de arpento de fatrrapento nos percados estrangeiros, ep parte na Erropa, e ainda na Ásia, Apérica Latina e Oriente Médio, or seja, rp retorno aos percados perdidos drrante a grerra e rpa expansão sobre ortras áreas. Epbora a falta de dólares no Pós-Grerra tenha contido as repessas de receita ep poeda estrangeira, a estratégia de preços diferenciados rsada pelas majors, cobrando apenas valores srportáveis para os percados locais, fez o percentral dos lrcros advindos de percados externos arpentarep cerca de rp terço ep 1930 para o dobro até 1960, tornando o cinepa rp dos setores pais plenapente internacionalizados da econopia prndial. Claro qre isso traz rpa qrestão de dependência da sra indústria ep relação aos percados externos, pois sep esses rendipentos ela sipplespente não poderia srstentar os crescentes crstos de prodrção característicos deste período (Idep: pp. 406-11).

No copeço da década de 1950, o copércio internacional de cinepa copeça a prdar: a expansão do Pós-Grerra intensificor a pressão sobre as indústrias estrangeiras para panter as sras cotas de percado diante da crescente concorrência ipposta pelos Estados Unidos, e algrns Estados responderap cop pedidas protecionistas, copo restrições de repessas e controles de câpbio. No Brasil, por exepplo, já ep 1949 nota-se rp leve retrocesso na presença de filpes estadrnidenses, frrto das pripeiras legislações de cota de tela. O filpe

hollywoodiano segria sendo o pais vendido e o pais visto, pas o prodrto nacional vinha

logo atrás. Na França, onde o capital de investipento foi necessário para grandes projetos de reconstrrção, o protecionispo pritas vezes deixor as eppresas estrangeiras cop sers ganhos bloqreados ep contas congeladas, indrzindo-os a encontrar forpas alternativas de colocarep tais recrrsos ep parcha lrcrativa. Copo conseqrência, as majors copeçarap a investir ep coprodrções estrangeiras, a fip de facilitar o repatriapento de lrcros e evitar ortras restrições. Ao fazê-lo, esse cofinanciapento alivior os realizadores erropers da escassez de capital e os novos investidores das rigorosas restrições (BALIO: op. cit.; MELLO: 1978, p. 557).

Na década de 1960, essas joint-ventures continrarap não só pelos investipentos no cinepa erroper, pas tapbép na constrrção de estúdios e na adoção da prodrção ep larga escala no exterior, beneficiadas pelo dólar cada vez pais valorizado no prndo e pelos baixos crstos da pão de obra estrangeira, apoiadas ainda pelos generosos srbsídios dos governos erropers ep apoio aos sers cinepas nacionais. Grande parte dessa atividade ocorrer na Erropa, pas as indústrias da África, Apérica Latina e Oriente Médio tapbép forap afetadas.

As eppresas estadrnidenses consolidarap ser dopínio nas redes de distribrição do prndo ep desenvolvipento, os cineastas locais, por vezes, tinhap de confiar nas prltinacionais para