4. DÜNYA ÜLKELERİNİN DEPREM YÖNETİMİ STRATEJİLERİ VE DEPREM SONRASI GEÇİCİ / KALICI KONUT ÇÖZÜMLERİ SONRASI GEÇİCİ / KALICI KONUT ÇÖZÜMLERİ
4.1. Çin İçin Deprem Verileri ve Yeniden Yapılaşma Programı
4.1.3 Yeniden Yapılaşma Programı
João Batista Lopes163 define a ação declaratória incidental como a ação (e não mero incidente processual) proposta pelo autor ou pelo réu, em processo pendente, visando a ampliação do âmbito da coisa julgada material.
161 Humberto Theodoro Júnior, Ação declaratória incidental, cit., p. 95.
162 Celso Agrícola Barbi, Ação declaratória principal e incidente, 4. ed., 2. tir., Rio de Janeiro: Forense,
1977, p. 207.
O autor ainda aponta as principais distinções entre as questões prévias prejudiciais e as preliminares, com escólio no entendimento de Barbosa Moreira, Thereza Alvim e Antônio Scarance Fernandes, valendo, pela sua pertinência, transcrever as diferenças indicadas, já que a ação declaratória incidental apenas pode incidir sobre as primeiras: “a) a denominação questões prévias refere-se ao gênero de que as preliminares e as prejudiciais constituem espécies; b) preliminares são as questões cuja solução pode tornar dispensável ou inadmissível o ajuizamento das questões dela dependentes; c) prejudiciais são as questões cuja decisão influenciará ou determinará o conteúdo da questão vinculada.”164
O autor menciona posição de Arruda Alvim que, com fulcro nas lições de Salomi, Chiovenda e Menestrina, distingue entre ponto prejudicial, questão prejudicial e causa prejudicial, a saber:
“1º) ponto prejudicial é o antecedente lógico incontroverso;
2º) questão prejudicial é o antecedente lógico controvertido, o qual deve ser resolvido pelo juiz no mesmo processo, e diríamos nos lógico- jurídicos controvertidos;
3º) a causa prejudicial é aquela que surgindo antes ou depois da litispendência da causa prejudicada terá que ser resolvida antes desta, em processo autônomo ou mediante declaratória incidental ou reconvenção se surgida após a litispendência prejudicada, acrescentamos.”165
Athos Gusmão Carneiro, citando Hugo Alsina, alude à dificuldade em precisar o conceito de prejudicialidade, parecendo-lhe razoável definir como prejudicial toda questão que constitua um antecedente lógico da sentença, e que se baseie em “una relacíon sustancial independiente de la que motiva a litis”.166
Arruda Alvim arrola os seguintes requisitos para o pedido de julgamento da ação declaratória incidental, assinalando que quanto ao mais se aplicariam as regras gerais, quer as relativas às condições da ação, quer as de índole estritamente processual:
“1º) que o julgamento a respeito da questão prejudicial pudesse ser objeto de demanda autônoma, o que significa que, em última análise, a pretensão à declaratória incidental expressa um bem da vida;
164 João Batista Lopes, Ação declaratória, cit., p. 134. 165 Ibidem, mesma página.
166 Hugo Alsina, Las cuestiones prejudiciales en el processo civil, EJEA, 1959, apud Athos Gusmão
Carneiro, Ação declaratória incidental no novo Código de Processo Civil, Revista dos Tribunais, São Paulo, ano 93, v. 822, p. 755-758, abr. 2004.
2º) ademais, que exista entre a demanda incidental e a principal uma relação de prejudicialidade; ou seja, que a causa que vai ser julgada, através da declaração incidental, constitua-se num aspecto prejudicial da outra questão e, que, mediante a declaração incidental passe a ser verdadeiramente uma causa prejudicial;
3º) que a questão prejudicial seja controvertida.”167
Considerando os requisitos antes indicados, resulta, em princípio, indispensável a apresentação da contestação pelo réu para que surja a litigiosidade exigida para efeito de propositura da ação declaratória incidental.
O exame do artigo 321 do Código de Processo Civil seria, contudo, suscetível de causar dúvidas, já que no referido dispositivo está previsto que caso o réu seja revel e o autor pretenda demandar declaração incidente, será necessário promover nova citação.
Como menciona Adroaldo Fabrício168 , pode-se, com fulcro na doutrina, vislumbrar ao menos três hipóteses em que a revelia não impediria a declaratória incidental, que seriam as seguintes: a) quando o revel foi citado por edital ou com hora certa e o curador especial provocou a litigiosidade superveniente; b) quando, além do réu revel, existem litisconsortes passivos que contestaram a ação; c) quando dois processos conexos são reunidos para instrução e julgamento conjunto, sendo que o réu é revel num e não é no outro, e a questão prejudicial é suscitada naquele em que não há revelia, deverá também produzir efeito sobre o sujeito à revelia.
Outra questão que é de grande relevância, especialmente sopesando as atitudes que réu pode vir a adotar, reside na legitimidade para o ajuizamento da ação declaratória incidental.
Cabe quanto à legitimidade observar que o artigo 5º do Código de Processo Civil prevê a possibilidade de qualquer das partes intentar a ação declaratória incidental.
167 José Manoel de Arruda Alvim, Ação declaratória incidental, Revista de Processo, São Paulo, Revista dos
Tribunais, ano 5, n. 20, p. 13, out./dez. 1980.
No conceito de parte devem ser incluídos os opoentes e opostos, bem como os litisconsortes, e sendo este não unitário, um deles ou alguns poderão figurar como partes da ação declaratória incidental, tanto no pólo ativo, como passivo.169
Sobre a eventual extensão subjetiva da coisa julgada material em relação aos demais litisconsortes, Arruda Alvim170 adverte que cada um propondo a ação declaratória incidental a confinará com referibilidade a si. Ressalva que embora já se encontram litisconsorciados, aqueles que seriam atingidos pela res judicata no litisconsórcio unitário formado pela propositura da ação, não se justifica, todavia, que com a declaratória incidental ficassem os mesmos litisconsortes submetidos à autoridade da coisa julgada, que agora viria pesar sobre a relação prejudicial, pois se estaria, também, diante de uma única lide, com pluralidade de sujeitos.
O assistente não sendo parte não poderá ajuizar a ação declaratória incidental, facultado-lhe, entretanto, manter tal qualidade na declaração incidente.
Além dos requisitos retro indicados, podem ser citados: a competência absoluta do órgão jurisdicional para apreciação da ação declaratória incidental (arts. 109, 111 e 470 do CPC) e que a “relação jurídica litigiosa se situe fora do pedido, que se cuide de pronunciamento meramente declaratório e que haja identidade do tipo de procedimento adotado para a ação subordinada e subordinante e que o processo seja de cognição ampla”.171
Assim, não admitiriam a propositura de ação declaratória incidental as ações de consignação em pagamento, possessórias (art. 923, que veda discussão sobre o domínio), inventário (art. 984), mandado de segurança (art. 15 da Lei n. 1.533/51), busca e apreensão de coisa gravada com alienação fiduciária (art. 3º e § 2º do Dec.-Lei n. 911/69), alimentos (art. 2º da Lei n. 5.478/68) e desapropriações (Dec.-Lei n. 3.365/41).
169 Humberto Theodoro Júnior, Ação declaratória incidental, cit., p. 107, com escólio em Adroaldo Fabrício e
Pontes de Miranda.
170 José Manoel de Arruda Alvim, Ação declaratória incidental, cit., p. 12. 171 João Batista Lopes, Ação declaratória, cit., p. 136-137.