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4. DÜNYA ÜLKELERİNİN DEPREM YÖNETİMİ STRATEJİLERİ VE DEPREM SONRASI GEÇİCİ / KALICI KONUT ÇÖZÜMLERİ SONRASI GEÇİCİ / KALICI KONUT ÇÖZÜMLERİ

4.3 Türkiye İçin Deprem Verileri ve Yeniden Yapılaşma Programı

4.3.4 Kalıcı Konut ve Çevre Düzenlemesi Örneği-Adapazarı, Camili Mahallesi

Não obstante existam autores como Calmon de Passos195 e Gabriel José de Rezende Filho196 que considerem sinônimos os termos contumácia e revelia, podemos dizer que a contumácia é o gênero.

A contumácia é a ausência de qualquer das partes, enquanto a revelia pode ser tomada em várias concepções.

José Frederico Marques197distingue entre revelia em sentido estrito ou lato.

Revelia em sentido estrito ou revelia específica é a que se caracteriza quando o réu, citado pessoalmente (ou por seu representante legal), pelo correio ou oficial de justiça, não contesta a ação, descumprindo o ônus de defender-se (arts. 319 a 322, 285, 324, 330, II e 803).

A revelia em sentido lato “traduz uma situação processual decorrente da ausência do réu no processo (revelia por omissão e revelia por não comparecimento) ou, às vezes do descumprimento de algum ônus especial, como se dá nos casos dos artigos 13, II e 265, parágrafo 2º”.198

Assinala ainda que a revelia pode ser intencional ou involuntária, ocorrendo a última quando a ausência do réu se dá por desconhecer a publicação dos editais. Na revelia

195 José Joaquim Calmon de Passos, Da revelia do demandado, cit., p. 14.

196 Gabriel José de Rezende Filho, Curso de direito processual civil, São Paulo: Saraiva, 1950, v. 2, p. 124. 197 José Frederico Marques, Manual de direito processual civil, 1997, cit., v. 2, p. 96.

apenas por ausência, seja ela intencional ou involuntária, não há descumprimento pelo réu do ônus de defender-se, pelo que não se verificam os efeitos previstos nos artigos 319 a 321.

Não há que se confundir entre a revelia, que decorreria em sentido amplo da ausência de comparecimento do réu, e em sentido escrito da inexistência da contestação, com os seus efeitos, que consistem nas conseqüências jurídicas advindas de tal estado.

Sobre os efeitos da revelia, adverte que constituem efeito ou corolário do princípio dispositivo, ao mesmo tempo que traduzem regra de economia processual.

Para Rita Ginanesini199, a revelia e espécie do gênero contumácia, consistindo na não apresentação da contestação na forma e prazo legais, não importando se o réu tenha oferecido exceção ou reconvenção.

Segundo a autora, a lei “é clara e precisa em delimitar o seu efeito à não apresentação da contestação, sem se referir à existência ou à falta de outras peças”.

Umberto Bara Bresolin200 sustenta, ao reverso, que não é revel o réu que responde no prazo, por qualquer modalidade distinta da contestação, já que seria de uma “artificialidade incompatível com o moderno processo civil admitir a verdade de um fato alegado pelo autor e impugnado pelo réu apenas porque tal impugnação não foi veiculada em contestação”, preconizando que, em homenagem à verdade real e para evitar situações paradoxais, há de se reconhecer a eficácia da impugnação veiculada em qualquer das modalidades de resposta do réu, ainda que diferentes da eleita pelo Código.

Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery indicam que a revelia pode ser total ou parcial, formal ou substancial:

“Há revelia parcial quando o réu deixa de impugnar algum ou alguns dos fatos articulados pelo autor na vestibular. Há revelia formal quando não há formalmente a peça de contestação ou quando é apresentada intempestivamente. Há revelia substancial quando, apesar de o réu ter 198 José Frederico Marques, Manual de direito processual civil, 1997, cit., v. 2, p. 96.

199 Rita Gianesini, Da revelia no processo civil brasileiro, São Paulo: Revista dos Tribunais, 1977, p. 9, 66 e

79.

200 Umberto Bara Bresolin, Revelia e seus efeitos, São Paulo: Atlas, 2006, p. 88-89, Coleção Atlas de

apresentado a peça, não há conteúdo de contestação, como, por exemplo, quando o réu contesta genericamente, infringindo o CPC 302 caput.”201

Quanto às hipóteses em que não haverá presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor, em função da revelia, indicam que o rol previsto no artigo 320 não é taxativo, havendo outras nele não contempladas, como a dos artigos 9º, inciso II, 303, parágrafo único e 52, parágrafo único.

Como observa Arruda Alvim, a presunção de veracidade dos fatos não leva necessariamente à procedência do pedido do autor, “pois daqueles fatos, ainda que devam ser considerados verídicos, segundo a lei, poderão não decorrer as conseqüências tiradas pelo autor, como poderão eles não encontrar apoio em lei, o que, então, levará, apesar da revelia, a um julgamento de improcedência”.202

Chiovenda203 entende que a revelia por si só não dispensa da prova do adversário, devendo o juiz examinar se realmente os fatos estão provados pelo autor.

A eventual presunção decorrente da revelia, se relativa ou absoluta, comporta divergências, embora a doutrina caminhe no sentido de acolher o primeiro entendimento.

Entendem tratar-se de presunção absoluta, entre outros, Calmon de Passos204 e Rita Gianesini, posicionando-se essa última da seguinte forma sobre o tema ora em exame:

“O artigo 319 do Código de Processo Civil estabelece uma presunção. Não se há de considerar de nenhuma valia ou efeito a expressão ‘presumirão’, usada pelo legislador no artigo 285. (...) Trata-se de presunção absoluta ou iures et iure. Com efeito, a presunção legal absoluta decorre da própria lei, e, em ocorrendo deverá ser aplicada pelo magistrado, não admitindo prova contra ela. É justamente o que ocorre na hipótese de o réu citado não apresentar contestação, e o caso concreto não se enquadrar nas exceções estabelecidas àquela regra. Isto é, serão ‘reputados verdadeiros os fatos alegados pelo autor’. O réu, em comparecendo, não poderá, ou não surtirá efeito, a produção de prova contra o fato principal ou fato presumido – reputarem-se verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. Deverá, sim, procurar provar os motivos que o

201 Nelson Nery Junior; Rosa Maria de Andrade Nery, Código de Processo Civil comentado e legislação extravagante, cit., p. 708.

202 José Manuel de Arruda Alvim, Manual de direito processual civil: processo do conhecimento, cit., v. 2, p.

336).

203 Giuseppe Chiovenda, Instituições de direito processual civil, cit., v. 3, § 65.

levaram a não apresentar contestação, tentando, assim, elidir o fato auxiliar, o qual, quando provado, faz decorrer a presunção absoluta.”205

De acordo com Calmon de Passos:

“O artigo 319 não presume nenhuma declaração ou manifestação de vontade do réu, nem presume qualquer declaração ou manifestação de conhecimento de sua parte, nem busca retirar ou inferir intenções de seu comportamento omissivo. Apenas autoriza o juiz a decidir como se os fatos afirmados pelo autor estivessem verificados no processo. Dispensa- se o juiz da tarefa de verificá-los como se libera o autor do ônus de prová- los.”206

Seguem a corrente amplamente majoritária no sentido de haver presunção relativa, entre outros, Cândido Dinamarco207 e Ada Pellegrini Grinover, que assim se posiciona:

“É evidente que se trata de presunção iuris tantum, como se verifica pelos próprios incisos do artigo 302, pelo artigo 131, que consagra o princípio da livre apreciação da prova pelo juiz e pelo critério do ônus da prova, hoje dominante na doutrina: o juiz apreciará toda a prova aferida nos autos, não importando qual das partes a tenha produzido no processo. Além disso, o próprio artigo 320 abre exceção ao artigo 319, indicando casos taxativos em que, muito embora ocorra a revelia, não se consideram verdadeiros os fatos afirmados pelo autor, ainda que não contestados.”208

Umberto Bara Bresolin209 acolhe a posição no sentido de se tratar de presunção relativa, conforme doutrina e jurisprudência amplamente dominantes, posição que se revelaria coerente com a perspectiva de instrumentalidade do processo, cujo principal efeito é atuar sobre as regras de distribuição do ônus da prova, invertendo-o.

Assim, caso o réu impugne os fatos alegados pelo autor, o ônus da prova de tais alegações seria do autor e, na hipótese de se omitir, o sistema imporia ao revel o ônus de provar o contrário, invertendo o ônus da prova.

Não resta dúvida, como já destacado, que quando se trata de revelia total, decorrente da ausência de contestação, os efeitos processuais previstos se mostram não

205 Rita Gianesini, Da revelia no processo civil brasileiro, cit., p. 74-75

206 José Joaquim Calmon de Passos, Comentários ao Código de Processo Civil, cit., v. 3, p. 348. 207 Cândido Rangel Dinamarco, Instituições de direito processual civil, cit., v. 3, p. 534-535. 208 Ada Pellegrini Grinover, Direito processual civil, 2. ed., São Paulo: José Bushatsky, 1975, p. 25. 209 Umberto Bara Bresolin, Revelia e seus efeitos, cit., p. 138 e 199.

raro mais graves (v.g. arts. 319, 322, 330, inc. I), havendo seu eventual abrandamento quando se cuidar de revelia em sentido lato (consoante classificação retro), oriunda do descumprimento de algum ônus processual. Na referida hipótese, fundamentalmente se teria a aplicação do artigo 322.

Cabe realçar que relativamente à hipótese prevista no artigo 320, inciso I, somente se tem como aplicável, para elidir os efeitos da revelia, o litisconsórcio unitário, ou quando os interesses dos litisconsortes forem convergentes ou comuns aos fatos a eles imputados.

Convém lembrar ainda que a Lei n. 11.280/2006 alterou a redação do artigo 322, para deixar assentado, como já se sustentava na doutrina, que o réu revel que tenha advogado deverá ser intimado dos atos processuais.

Frise-se que, no caso de citação ficta (com hora certa ou por edital), exige-se o contraditório efetivo, efetuando-se a nomeação de curador especial, a quem caberá a intimação dos atos processuais.

Conforme ensinam Rita Gianesini210, Calmon de Passos211 e Umberto Bara

Bresolin212, há atos que deverão ser objeto de comunicação, que são aqueles destinados a fazer com que a parte faça ou deixe de fazer alguma coisa, destacando-se entre eles: falar sobre o pedido de desistência formulado pelo autor (art. 267, § 4º); prestar depoimento pessoal (art. 343, § 1º); exibir documento ou coisa (art. 357).

Quanto à sentença, nada dispõe o Código sobre a necessidade de intimação do revel sobre sua prolação, havendo porém quem sustente tal direito, em nome do contraditório efetivo, como Marinoni e Arenhart213, Ada Pellegrini Grinover214 e Calmon de Passos.215

210 Rita Gianesini, Da revelia no processo civil brasileiro, cit., p. 110.

211 José Joaquim Calmon de Passos, Comentários ao Código de Processo Civil, cit., v. 3, p. 385. 212 Umberto Bara Bresolin, Revelia e seus efeitos, cit., p. 163.

213 Luiz Guilherme Marinoni; Sérgio Cruz Arenhart, Manual do processo de conhecimento: a tutela

jurisdicional através do processo de conhecimento, São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001, p. 129.

214 Ada Pellegrini Grinover, Os princípios constitucionais e o Código de Processo Civil, São Paulo: José

Bushatsky, 1973, p. 105.

No que tange ao termo inicial dos prazos para o revel, face à alteração introduzida pela Lei n. 11.280/2006 ao artigo 322, no que concerne aos prazos decorrentes de atos decisórios, seria o da intimação do autor, o que se dá, via de regra, por meio de publicação na imprensa oficial216, diferentemente da posição anterior, no sentido de que seria o da publicação em sentido estrito, ou seja, quando se tornou público em cartório, ou no dia da audiência, se nela o ato foi praticado.

Cite-se, ademais, a Súmula n. 231 do STF, que faculta ao revel que compareça em tempo oportuno à produção de provas.

Ao revel que venha a comparecer em juízo quando já ultrapassado o prazo de resposta, tratando-se de ação que verse sobre direitos disponíveis, restaria a possibilidade de alegação de matérias de ordem pública não sujeitas à preclusão e a produção probatória compatível com o estágio em que o processo se encontre.

As distinções ora efetuadas se mostram relevantes para que se possa, no terceiro capítulo da dissertação, examinar os eventuais efeitos da revelia, considerando a natureza dúplice da ação ou o pedido contraposto do réu.