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7. TARTIŞMA VE ÖNERİLER

7.10 Yem Fiyatlarındaki İstikrarsızlık

Com a reestruturação social, a formatação da vida urbana com suas atribulações rotineiras, não é de se estranhar que os relacionamentos sofressem alteração e a vida pública ficasse cada vez mais resumida. Dessa forma, a comunicação como base de troca e interação tem sido vista de uma forma mais abrangente e que se aproxima mais do sentido de informação do que praticamente de comunicação.

Aqui cabe diferenciar informação de comunicação. A comunicação é um processo que pressupõe prévio conhecimento por parte do receptor dos elementos sígnicos e do repertório utilizados pelo emissor. Pressupõe a troca de experiências, além da troca de mensagens. A comunicação requer um feedback por parte do emissor, é ilógica, não é mensurável e o excesso de comunicação pode facilitar a compreensão da mensagem.

A informação pressupõe uma relação unívoca entre o significante e o significado e o excesso ou a sobrecarga de informação pode causar justamente o efeito contrário, ou seja, o obscurecimento e a incompreensão da mensagem.

A comunicação é vista por Marcondes Filho (2004, p. 15-16) como:

“um processo, um acontecimento, um encontro feliz, o momento mágico entre duas intencionalidades, que se produz no ‘atrito dos corpos’ (se tomarmos palavras, músicas, ideias também como corpos); ela vem da criação de um ambiente comum em que os dois lados participam e extraem de sua participação algo novo, inesperado, que não estava em nenhum deles, e que altera o estatuto anterior de ambos, apesar de as diferenças individuais se manterem”

Já a informação é citada na teoria Matemática da comunicação de Claude Shannon e Warren Weaver (1949) como “aquilo que reduz a incerteza”, ou seja, a informação tem que ser lógica, formal, impessoal e quantificável.

Com essa diferença colocada, é importante estudarmos alguns conceitos que vêm sendo debatidos por alguns autores como obesidade informativa, superinformação e outros que demonstram os excessos na exploração de alguns temas pelos meios de comunicação de massa, ao mesmo tempo em que se destaca a completa escassez de conteúdo em algumas mensagens.

O conceito de obesidade informativa usado por David Shenk (1997) e adotado por Marcondes Filho (2000) expressa que o que impera na comunicação de massa não é a sua qualidade ou utilidade e sim a sua quantidade. Ao analisarmos certos produtos midiáticos podemos verificar que muito pouco do que se “consome” de informação é aproveitado.

O professor doutor em Lingüística pela UNICAMP, João Wanderley Geraldi, durante a palestra A aula como acontecimento realizada no III Seminário de Estudos em Educação e Linguagem, promovido pelo Centro de Estudos em Educação e Linguagem da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE/CEEL), nos dias 21 e 22 de março de 2007, relatou que estamos vivendo atualmente tempos de “obesidade de informação” e “anorexia de reflexão” complementando que muitas informações são divulgadas diariamente, mas que “o sujeito não sabe o que fazer com elas” já que só é possível “saber o que fazer com as informações se refletir”.

Dessa forma, muitas vezes nós questionamos o porquê do consumo de tantas mensagens desnecessárias. Harry Pross (apud. BAITELLO Jr., 1999b) aponta que não é a informação em si, mas o vínculo que estabelecemos com a mídia que nos atrai, formando um dos rituais mais resistentes no século XX.

Esse fenômeno tem característica mundial e já vem, há décadas, preocupando estudiosos como Edgar Morin (1967), que acusava a cultura de massa de vedetizar a informação.

Malena Contrera (2002)alerta também para a saturação da informação, que gera um tipo de pânico cultural pelo excesso de notícias, mesmo que essas notícias sejam superficiais, fragmentadas e grande parte delas perfeitamente descartáveis.

Por outro lado, há autores que apontam justamente o contrário: a diminuição da informação e a sua substituição por imagens. No entanto, é importante levarmos em conta que as imagens também trazem em si um grande contexto informativo.

Essa cota mínima de informação (textual) em cada notícia foi percebida por Flusser (1998) ao apontar a redução dos textos em detrimento à exploração das imagens nas sociedades pós-modernas, o que repercute com abundância também no jornalismo.

Esse declínio da notícia em favor da quota mínima aceitável de informação propicia ao “consumidor” da notícia sua decodificação sem maiores dificuldades, já que se restringe apenas aos dados principais como o fato, o autor, o local e os atores envolvidos, sem aprofundamento em causas, consequências ou outros fatores, porém não propicia subsídios suficientes ao consumidor dessas mensagens para formar uma opinião a respeito do tema abordado.

A preocupação com o excesso de imagem e suas consequências vem inquietando também outros autores como Norval Baitello Jr. (1999a) que denuncia o fato da exploração da visão nos processos de comunicação reduzir os demais sentidos corporais, e de Dietmar Kamper (1997) que ressalta o fato dos próprios olhos não conseguirem acompanhar esse momento midiático e não apenas pelo exagero de imagens, mas também pelo ritmo acelerado de suas projeções.

Leal Filho (2006, p. 96) relata sobre isso:

“... Entre uma informação séria e importante para o cidadão, sem imagem, e outra irrelevante socialmente, mas assustadora do ponto de vista visual, a TV escolhe a segunda”.

Squirra (1990) ressalta o fato de que não se ter registros visuais não é fator suficiente para se excluir um fato de relevância social ou política do telejornalismo, todavia, uma boa imagem sempre deve ser explorada no telejornal. Essa afirmativa leva ao questionamento sobre o fato de que um assunto de menor grau de importância para a comunidade poderá suprimir outro pouco mais relevante por não oferecer imagens, ou pelo menos, ganhar um destaque superior ao outro justamente por contar com imagens que possam prender a atenção do público, mesmo que, seu conteúdo não seja realmente muito relevante.

Malena Contrera (2002), também ressalta a demasiada exploração da imagem que vem ocorrendo e sua espetacularização, com a forte presença de violência nos meios de comunicação e mais especificamente na TV.

Frente a essa realidade, onde a linguagem visual e sua atratividade são fatores predominantes para a “produção das mensagens” pode-se antever que os temas, (por maior interesse que possam representar) que não apresentarem formas de exploração visual poderão ser ignorados pela mídia.