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Devlet Politikaları ve Destekleme Kaynaklı Sorunlar

7. TARTIŞMA VE ÖNERİLER

7.13 Devlet Politikaları ve Destekleme Kaynaklı Sorunlar

Hannah Arendt (1999) analisa o avanço rápido dos meios de comunicação de massa, percebendo que, com a expansão, não há preocupação com a qualidade do seu conteúdo, principalmente no que tange aos assuntos de interesse público.

O interesse público também passou a ter uma expansão devido à quebra de barreiras e fronteiras que ampliaram o foco de atenção e interesse da população. Nelson Saldanha (1990, p. 17) aponta que não são mais os componentes culturais que sedimentam

as nações e sim os fatores econômicos e técnicos que, dessa forma, esvaziam o sentimento nacional dando lugar à uniformização e padronização.

Outra característica a se ressaltar é que as quebras de fronteiras e de barreiras proporcionada pela internet, bem como pela TV a cabo, trouxeram grandes ganhos em termos comunicacionais, já que se pode ter acesso a diversas culturas e informações penetrando em espaços públicos outrora inimagináveis.

No entanto, não se pode também negar que, com esse processo, a perda de identidade e referencial, tão procurados e defendidos nos antigos espaços públicos, agora perdem sua força e esmorecem frente à sede do desconhecido e da novidade.

De qualquer forma, como praticamente não existem outros espaços definidos e destinados a discussões e apresentações das reivindicações humanas, por mais legítimas que estas sejam, vem cabendo cada vez mais à mídia atuar na mediação entre o indivíduo e a sociedade na qual se insere sendo, algumas vezes, palco de abordagem e discussão de diversos temas que estão, direta ou indiretamente, relacionados aos interesses sociais.

Por diversas vezes, os únicos espaços onde temas polêmicos ou conflitantes como o interesse e os direitos das minorias são discutidos são nas páginas ou telas dos meios de comunicação de massa e, mais especificamente nas TVs, como aborda Leal Filho (2006, p.63):

“Não há como negar o papel político da televisão nos dias de hoje. Em países como o Brasil, onde as associações intermediárias (partidos, sindicatos, organizações de moradores) têm grande dificuldade de exercer um papel mediador entre o cidadão e o Estado, os meios de comunicação ocupam com eficiência esses espaços. É por meio deles, com participação destacada da TV, que a política se exercita.”

Nos meios de comunicação, entretanto, nem todos os assuntos transmitidos pelas lentes e microfones são de interesse do público e nem todos os assuntos de interesse do público são colocados em pauta. O que demonstra que mesmo não se tendo outro campo para abordagem de temas públicos, a mídia, que atualmente vem exercendo esse papel, tem deixado a desejar como mediadora nas relações políticas, econômicas e de comunicação humana.

Como explica Bourdieu (1997, p. 81), essas limitações ocorrem em virtude do domínio dos meios de comunicação pela lógica comercial, que, consequentemente, impõe “suas limitações aos outros universos” e complementa:

“Através da pressão do índice de audiência, o peso da economia se exerce sobre a televisão, e, através do peso da televisão sobre o jornalismo, ele se exerce sobre os outros jornais...”

Já Wilson Gomes (2001) pensa de forma diferente de Leal Filho e ressalta que o lugar propiciado para a opinião pública na internet é bem relevante, já que apresenta repertórios onde a maior parte pode ser vista como opinião, voltada para o convencimento, e o material produzido por qualquer provedor tem as mesmas “chances” de aparecer.

Quanto às vantagens da internet como esfera pública, Gomes aponta basicamente duas consequências como muito importantes para a natureza da opinião política disponível na rede: a diminuição da importância da mediação do jornalismo tradicional na formação da opinião política e o pluralismo de opiniões.

Gomes destaca ainda que a internet como veículo desperta interesse quanto à produção, emissão e recepção de conteúdos, já que muita gente gostaria de ver nesse novo meio uma esfera da discussão pública, onde seriam superados os defeitos e os vícios das formas de esfera pública editada da cultura de comunicação de massa, já que o tráfego da opinião política na internet poderia:

a) reforçar ou constituir vínculo de mobilização sobre temas diversos;

b) diminuir a “invisibilidade” dos temas em debate no Parlamento para o cidadão comum;

c) permitir um tipo de engajamento que não necessita mobilização plena do cidadão.

Por isso, a internet vem se tornando uma esfera onde, por formas diferentes, se orienta e/ou controla a sociedade; se dissemina a opinião pública; se debatem temas de interesse público e, também, em alguns casos, se ouvem opiniões da sociedade. Essa troca de opiniões, revelação de posicionamentos e discussões sobre assuntos de âmbito geral e

problemas de grande interesse acaba por gerar, ou identificar, na massa, uma opinião pública.

Devido a essas características da internet, emissoras de TV, de rádio e jornais levaram seus produtos para o ciberespaço e encontram, nesse campo, uma oportunidade de promoverem trocas e aproximação com seus públicos como aponta Dizard Jr. (2000, p. 37) sobre a interatividade “é a grande esperança dos setores de mídia (...) para competir no novo contexto das comunicações de massa (...)”

Mesmo com essas discussões sobre a internet, deve-se destacar que os demais meios eletrônicos oferecem um maior poder de envolvimento da massa, o rádio por seu alcance e a TV por sua força e poder de influência e envolvimento, além de uma capacidade maior da redução seletiva da audiência.

Deve-se ressaltar que esse trabalho tem como foco a análise da emissora de TV Cultura, mais precisamente o seu jornalismo, mas grande parte das pesquisas se reporta à abordagem feita pelos demais meios de comunicação de massa aos telejornais da emissora e, mais enfaticamente, à repercussão dada ao jornalismo da Cultura pela internet.

É importante também destacar que pelas características desta pesquisa, outros conceitos ainda deverão ser abordados para melhor compreensão do trabalho, como a diferença entre TV Pública, Estatal e Educativa, as teorias do jornalismo, principalmente as que envolvem os preceitos da produção jornalística, mas esses conceitos serão abordados em capítulos específicos sobre esses temas.

“N

ossa ambição não é a mesma das emissoras comerciais; a média da