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3. MATERYAL ve METOT

3.5. Geleneksel Yığma Yapılarda Taşıyıcı Sistem Hasarları

3.5.4. Yapı Eleman Kayıplarına Bağlı Oluşan Taşıyıcı Sistem Hasarları

3.5.4.2. Yatay Yapı Eleman Kayıplarına Bağlı Oluşan Taşıyıcı Sistem Hasarları

Freitas afirma que “certamente o caracter commum dos direitos reaes, e dos direitos absolutos, é sua existência independente de qualquer vínculo pessoal”190. Afirma, contudo, que “se os direitos reaes neste aspecto, são absolutos, não se segue que os direitos absolutos sejão os reaes”191. Isto porque, para ele, os direitos reais, peculiarmente, recaem sempre e imediatamente “sobre as cousas (objectos materiaes), integralmente, ou parcialmente, por variados motivos” e têm, invariavelmente, a ação real como atributo192.

O jurisconsulto declara, todavia, que muitos autores confundem os direitos absolutos, em sua generalidade, com os direitos reais. “A flexivel significação das palavras – propriedade – e – cousa, – explicão nesta matéria a divergencia de opiniões, e apparente variedade de doutrina”.193

A propriedade, expõe Freitas, tem tomado diversas concepções: a primeira “como qualidade ou attributo inherente a um objecto”; a segunda “como synonimo de bem necessário á vida pessoal, e social”; a terceira “como patrimonio de cada um, ou complexo de seus direitos reaes e pessoaes, que tem valôr pecuniário”; e a quarta, “como synonimo de dominio, ou propriedade corpórea”.194

190 FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. XCVI. [Reprodução da 3ª edição, de 1876].

191 FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. XCVI. [Reprodução da 3ª edição, de 1876].

192 FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. XCIII. [Reprodução da 3ª edição, de 1876].

193 FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. XCIV. [Reprodução da 3ª edição, de 1876].

194 FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. CVII. [Reprodução da 3ª edição, de 1876].

Assevera, contudo, que “só as duas ultimas accepções sao jurídicas”195, e apenas a última é considerada no seu sistema196.

O jurisconsulto declara que “os Publicistas chamão – propriedade pessoal –

moral – o direito, que tem cada um de dispor de sua pessoa e faculdades individuaes;

e para designarem a verdadeira propriedade, servem-se da expressão – propriedade

real”197. Afirma, todavia, que a ideia da chamada propriedade pessoal não subsiste,

mas tão somente a segunda, a qual os publicistas denominaram, redundantemente, propriedade real.

Ele explica que a propriedade, por ter “effeito essencialmente physico, só concebe-se em relação aos objetos corporeos – cousas – no sentido natural da palavra”. E complementa: “os objectos incorpóreos, que são apreciaveis pelo denominador commum – moeda –, fazem parte do nosso patrimonio, mas não estão sob nosso dominio, não são susceptiveis de posse, nem dos effeitos do direito real”.198

Freitas aponta que determinados autores, a exemplo de Thibaut e Ortolan, ao não saberem diferenciar os direitos absolutos dos direitos reais, conforme explanado, são infiéis ao natural sentido das palavras. Obscurecem, dessa forma, “as noções de uma theoria racional, impossibilitando-se a demarcação exacta dos verdadeiros limites do Direito Civil”. E complementa: “sempre que se-distinguirem os direitos reaes só pelo seu predicado de existirem – generaliter – erga omnes, independentemente

195 FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. CVII. [Reprodução da 3ª edição, de 1876].

196“Tomada a propriedade neste sentido amplo, como complexo dos direitos pessoaes – obligationes –, e dos direitos reaes – jura in re – , é objecto do que chamão os Allemães teoria do patrimonio, ou –

direitos patrimoniais – (...) Estes direitos patrimoniaes contrapõem-se em tal caso aos direitos pessoaes

sem sentido muito diferente do nosso, isto é, comprenhendendo os direitos concernentes ao estado do homem, sua capacidade de obrar, adquirir e dispôr; e até os direitos politicos, que não pertencem ao Direito Privado. Esta nomenclatura deriva do Direito Romano com a sua dinstincção de cousas corporeas e incorporeas. É por isso que os Codigos, que não seguirão o systema do Cod. Napoleão, não dizem simplesmente – direitos pessoaes –, quando tratão das obrigações dos contractos e delictos; mas sim – direitos pessoaes sobre as cousas –, sendo estes direitos pessoaes, e os direitos reaes, uma divisão do chamado – direitos das cousas –”. In: FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação

das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. CVII.

[Reprodução da 3ª edição, de 1876].

197 FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. CVII. [Reprodução da 3ª edição, de 1876].

198 FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. LXXI. [Reprodução da 3ª edição, de 1876].

de qualquer obrigação privativa, commeter-se-ha erro de confundi-los com os direitos absolutos”.199

Salienta que, por conta de tal equívoco, consideram-se, erroneamente, como sendo direitos reais, aqueles concernentes ao estado civil, à família, à individualidade física e moral, do homem, “à pretexto de que esses direitos nos pertencem directamente, immediatamente, e não dependem da obrigação ou intervenção de sujeito individualmente passivo”.200

Freitas relata que “Thibaut, autôr justamente celebre, esforçou-se em provar, que a liberdade, o patrio podêr, e outros direitos da personalidade, são igualmente

jura in re; e que por consequencia o jus in re não é sempre direito sobre uma cousa”.201

O jurisconsulto menciona que Ortolan considera direitos reais a “qualidade de pai, de filho, de homem livre, liberto, patrono, cidadão; e bem assim a liberdade, a segurança individual de nossa pessôa physica, a honra, a reputação, e todo o complexo das faculdades intellectuaes da nossa pessoa moral”.202

Freitas critica, também, o projeto do Código Civil português, por conceber, no artigo 2.339203, “a propriedade n’um sentido amplo, que não é o do Direito Civil”, tornando todo e qualquer direito “susceptível da propriedade ou domínio do Direito Civil, como se fossem cousas da natureza material”.204

199 FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. XCV. [Reprodução da 3ª edição, de 1876].

200 FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. XCV. [Reprodução da 3ª edição, de 1876].

201 FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. XCIV. [Reprodução da 3ª edição, de 1876].

202 FREITAS, Augusto Teixeira de. Consolidação das leis civis. Vol 1. Ed. fac-sím. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003, p. XCV. [Reprodução da 3ª edição, de 1876].

203“Art. 2339. Diz-se direito de propriedade a faculdade de gozar e dispôr livremente de qualquer cousa, ou direito”. In: FREITAS, Augusto Teixeira de. Nova apostilla à censura do senhor Alberto de Moraes

Carvalho sobre o projecto do codigo civil portuguez. Rio de Janeiro: Typographia Universal, 1859, p.

19.

204 FREITAS, Augusto Teixeira de. Nova apostilla à censura do senhor Alberto de Moraes Carvalho