3. BULGULAR VE YORUM
3.1. Problem Çözme Stratejilerine Yönelik Bulgular
3.1.3. Yasir’in problem çözme stratejilerine yönelik bulgular
Os profissionais de saúde são um pilar fundamental no processo de transição para a situação de doença e dependência após AVC e integração no hospital. Através da relação de ajuda facilitam o processo de transição do doente e familía. Os doentes identificam a constituição da equipa multidisciplinar que os cuida e valorizam o seu papel no seu processo de reabilitação.
Categorias Subcategorias Unidades de Registo
Constituição da equipa
multidisciplinar
Médicos “Dou-me bem com todos, são impecáveis, Médicos, Enfermeiros e Auxiliares.” (E7) Enfermeiros “Gosto muito de toda a equipa. São muito atenciosos, muito boas pessoas. Os Enfermeiros ajudam-me a
andar.” (E1) Enfermeiros de
Reabilitação
“Gosto muito da Enfermeira que me põe a brincar com os cones.” (E3)
“A Enfermeira que me faz os exercícios (…) esteve hoje comigo a andar no corredor.” (E9)
Auxiliares “Eles, profissionais, estão a atuar bem, Médicos, Enfermeiros e Auxiliares.” (E2)
Relação Profissional
Incentivo “Eles esperam que eu comece a andar e a mexer-me para voltar a fazer tudo sozinho. Dão-me força.” (E11) Disponibilidade “Eles vêm todos os dias o que eu preciso.” (E4)
Amizade
“A Enfermeira que me faz os exercícios e a médica estiveram hoje comigo a andar no corredor. São muito, muito amigos de nós. Sempre de noite e tudo.” (E9)
Afeto “Falam para nós com carinho…” (E3) Companheirismo/
Parceria Noto neles quando estou no corredor a andar, a alegria que têm.” (E3) Esperança “Eu acho que os profissionais esperam que cada dia que passe eu melhore. Dão-me esperança.” (E9)
Stroke Unit Trialists' Collaboration (2007) defende que uma Unidade de AVC dispõe de uma equipa multidisciplinar que cuida de doentes com AVC. Os participantes identificam a constituição da equipa multidisciplinar: Médicos;
Enfermeiros e Auxiliares, “Eles, profissionais, estão a atuar bem, Médicos, Enfermeiros e Auxiliares.” (E2);
“
Dou-me bem com todos, são impecáveis, Médicos, Enfermeiros e Auxiliares.” (E7); “A Enfermeira que me faz os exercícios e a médica estiveram hoje comigo a andar no corredor.” (E9). Langhorne e Pollock (2002) confirmam que as disciplinas fundamentais da equipa da Unidade de AVC são a Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Terapia da Fala e Serviço Social.Os participantes, dentro da equipa multidisciplinar dão especial atenção ao papel dos Enfermeiros, “Os Enfermeiros ajudam-me a andar” (E1); “O mais fácil é ter Enfermeiros espetaculares, atenciosos, amigos, têm maneiras, nem tenho palavras para descrever.” (E2); “Aqui são bons os Enfermeiros, atenciosos, carinhosos.” (E5), e ao papel dos Enfermeiros de Reabilitação, “A enfermeira que me faz os exercícios não é sempre a mesma, mas são todas espectaculares, não tenho palavras.” (E2); “Gosto muito da Enfermeira que me põe a brincar com os cones.” (E3); “As enfermeiras ajudam-me como tomar banho sozinho, uma anda comigo no corredor...” (E4); “A Enfermeira que me faz os exercícios (...) esteve hoje comigo a andar no corredor.” (E9); “A Enfermeira que anda comigo no corredor é boa pessoa, gosto dela. Gosto que me ajude a andar, a comer e a tomar banho.” (E12). Os participantes referem que o Enfermeiro de Reabilitação promove o ensino e treino de competências, como os autocuidados, a deambulação, a mobilidade, o equilíbrio e a sensibilidade, de modo a maximizar as capacidades da pessoa e em busca da sua independência, contudo, apesar de os identificar, não os diferencia dos restantes Enfermeiros.
A OE (2010) valoriza o papel dos Enfermeiros especialistas em Enfermagem de Reabilitação, referindo que o seu nível elevado de conhecimentos e experiência permite ajudar as pessoas em processos de transição, ensinando e treinando estratégias adaptativas com vista o autocontrolo e autocuidado. Para além disso, define as suas competências referindo que o Enfermeiro “ … capacita a pessoa com deficiência/limitação da actividade e/ ou restrição da participação para a reinserção e exercício da cidadania e maximiza a funcionalidade desenvolvendo as capacidades da pessoa.”
(
Outubro de 2010, p.2).O Enfermeiro é o elemento da equipa que mantém uma relação mais próxima com o doente, por permanecer nas Unidades de cuidados durante mais tempo, e também porque que presta cuidados mais diretos. Geralmente, pela
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permanência constante é quem conhece melhor o doente, a sua família, a sua condição socioeconómica, detetando mais facilmente as necessidades do doente e família e a forma de lhes dar a resposta mais adequada. Hesbeen (2000) confirma que os Enfermeiros têm a oportunidade de oferecer serenidade à pessoa cuidada e aos que lhe são próximos, a partir de uma multiplicidade de “pequenas coisas”.
Para além da constituição da equipa multidisciplinar, os participantes descrevem a relação desenvolvida com os profissionais de saúde, recordemos Phaneuf (2005) que diz que a presença, disponibilidade e atenção permite ao doente exprimir-se.
Os participantes confirmam a importância do incentivo fornecido pelos profissionais, “Com os Médicos e Enfermeiros tenho excelente relação (...) Os profissionais esperam que eu reaja bem. Dão-me força para eu recuperar facilmente...” (E2); “Eles esperam que eu comece a andar e a mexer-me para voltar a fazer tudo sozinho. Dão-me força.” (E11), e da disponibilidade, “Eles vêm todos os dias o que eu preciso.” (E4); “Sinto muito bem, são todos muito boas pessoas. São todos muito bons, os Enfermeiros vêm-me virar a meio da noite e vêm cá a qualquer hora que se pede.” (E10); “Eles vêm logo que eu preciso, são muito amigos.” (E13).
Hesbeen (2001) aprecia os laços de confiança na prestação de cuidados, referindo que só dessa forma é que há encontro entre alguém que cuida e alguém que é cuidado. A relação de incentivo, de interação e ligação com os profissionais de saúde dá confiança e esperança aos doentes, “Eu acho que os profissionais esperam que cada dia que passe eu melhore. Dão-me esperança.” (E9).
Pacheco (2004) enfatiza a importância da relação de proximidade e de ajuda, caraterizada pela abertura, pela compreensão e pela confiança nos cuidados de saúde. Através da interação, os Enfermeiros identificam os sentimentos vivenciados pelo doente e compreendem as suas dificuldades e necessidades. O
companheirismo e parceria, o sentir-se ligado aos profissionais de saúde são
enaltecidos pelos doentes, “Noto neles quando estou no corredor a andar, a alegria que têm.” (E3), fazendo com que se sintam mais confiantes.
Através da interação, os Enfermeiros identificam os sentimentos vivenciados pelo doente e compreendem as suas dificuldades e necessidades, tal como refere um participante, “Eles vêm todos os dias o que eu preciso.” (E4), pelo que é oportuno relembrar Lazure (1994) que refere que a escuta e a empatia permitem ao Enfermeiro compreender a pessoa, ajudar a identificar as suas necessidades e a elaborar um plano terapêutico com a mesma.
Para Phaneuf (2005, p. 330) “…a relação de ajuda é uma relação de igual para igual, em que o Enfermeiro não assume um papel de poder superior ao da pessoa…”. Assim, ao encarnar a situação de doença e dependência, os Enfermeiros podem ajudar os doentes, agindo de acordo com o que estes sentiram ser essencial para amenizar a sua própria experiência.
Esta criação de laços é relatada pelos doentes, com sentimentos de
amizade, “A Enfermeira que me faz os exercícios e a médica estiveram hoje comigo a andar no corredor. São muito, muito amigos de nós. Sempre de noite e tudo.” (E9); “... Enfermeiras e Auxiliares, são todas minhas amigas. Tenho boa relação com todos os profissionais, não tenho queixa de ninguém.” (E6) e de afeto, “Falam para nós com carinho...” (E3); “Aqui são bons os Enfermeiros, atenciosos, carinhosos. Tenho boa relação com toda a equipa.” (E5); “A enfermeira foi muito meiga.” (E8). Recordemos o que Vuori (1982) refere que a tarefa primordial dos serviços de saúde não envolve exclusivamente a ideia tradicional de cura, conjuga, antes, cuidados como tranquilizar, aliviar, confortar e lidar com situações em que a vida pode correr riscos. Johansson, Olén e Fridlung (2002) acrescentam que os doentes têm expectativas que o Enfermeiro seja o seu parceiro e conselheiro, que tenha uma atitude empática e competências de comunicação, assim como seja capaz de providenciar a informação necessária, enquanto os orienta sob o ponto de vista emocional e físico durante a estadia no hospital.