3. BULGULAR VE YORUM
3.1. Problem Çözme Stratejilerine Yönelik Bulgular
3.1.5. Saffet’in problem çözme stratejilerine yönelik bulgular
O regresso a casa é fonte de preocupação da pessoa doente após AVC e seus familiares, e como tal, a sua preparação é fundamental. Para que em casa dependa o mínimo possível de terceiros e, na busca da independência, a pessoa envolve-se e participa no processo de reabilitação, procura informação e aprende novas competências para se adaptar à sua nova condição de saúde e dependência.
Categorias Subcategorias Unidades de Registo Envolvimento do próprio na Reabilitação Participação na Reabilitação
“Quero fazer ginástica…” (E1)
“Espero que me ponham a andar bem (...) Vou lutar.” (E5)
Procura de Informação
“Quero aprender a andar, aprender a tomar banho sozinha (…) Quero aprender a voltar a andar, ver se fico melhor das pernas, me equilibro sem cair.” (E1)
“Quero aprender tudo o que seja importante para não depender dos outros. Vou fazer por isso” (E7)
Domínio de novas competências
Autocuidado: higiene
“Acho positivo os exercícios que nos põe a fazer; treinar o banho (...) Estou a melhorar.” (E3) “Ajudam-me e ensinam-me como tomar banho sozinha (…) e já consigo melhor.” (E9)
Autocuidado: ir ao sanitário
“Hoje ajudaram-me a ir à casa de banho, foi a primeira vez que me levantei e comecei a andar. Fiquei muito contente de lá ir e cuidar de mim. “ (E8)
Autocuidado: comer
“Já consigo comer sozinha…” (E1)
Sentar-se
“Elas ajudam-me a sentar, estão à minha beira (…) e já melhorei.” (E9)
Deambular
“Eu tenho força na perna, mas não me seguro bem. Ainda hoje andei aí, estive em pé junto à cama, uma Enfermeira auxiliou-me a andar. Ando, só que tem de ser amparada.” (E6)
Equilíbrio corporal
“…os exercícios com os braços de levar à cabeça, ao nariz; o fazer bicicleta (...) Para mim é muito bom. Estou a melhorar.” (E3)
Mobilidade
“Agora se for agarrada Enfermeira ando bem, se me ela deixar caio, não me equilibro (…) Isto daqui para a frente vai melhorar (…)mas já estou melhor…” (E1)
Sensibilidade propriocetiva
“Gosto muito da Enfermeira que me põe a “brincar”
com os cones. Já consigo agarra-los e senti-los.”
(E3)
Quadro 16: Preparação do regresso a casa
Meleis et al. (2000) identificaram várias propriedades essenciais do processo de transição: consciencialização; envolvimento; mudanças e diferenças; períodos de transição; pontos e eventos críticos.
A consciencialização da doença e das suas complicações futuras é fundamental para promover uma adaptação adequada ao regime terapêutico proposto (Leite; Merighi; Silva, 2007).
O nível de envolvimento de uma pessoa que reconhece as mudanças físicas, emocionais, sociais e ambientais, será diferente daquela em que tal não acontece. O envolvimento identifica-se na procura de informação, na preparação ativa e pró-ativa da modificação das atividades (Meleis et al., 2000) e, nos discursos é identificada a participação na reabilitação como uma preparação para a
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restauração da independência, “Quero fazer ginástica...” (E1);“Acho positivo os exercícios que nos põe a fazer.” (E3); “Ainda hoje andei aí, estive em pé junto à cama, uma Enfermeira auxiliou-me a andar...” (E6).
A OE (2010, p.1) refere o papel do Enfermeiro especialista em Enfermagem de Reabilitação no planeamento da alta, citando “…este intervém na educação dos clientes e pessoas significativas, no planeamento da alta, na continuidade dos cuidados e na reintegração das pessoas na família e na comunidade…”.
Taylor (2004) afirma que o papel do Enfermeiro é o de promover a pessoa como um agente de autocuidado, fomentando a tomada de decisão, o controle do comportamento e a aquisição de conhecimento e capacidades.
As necessidades de aprendizagem do doente variam conforme a fase da doença, o grau de incapacidade do doente ou os tratamentos a que é sujeito.
O doente expressa com frequência a vontade de querer aprender, procura
informação acerca da sua situação e o que deve fazer para melhorar, “Quero aprender a andar, aprender a tomar banho sozinha (...) Quero aprender a voltar a andar, ver se fico melhor das pernas, me equilibro sem cair.” (E1);“Tenho vontade que me ponham a andar, que me ensinem e ajudem a tomar banho, comer...” (E6);“Espero que me ajudem a ficar mais autónomo possível. Quero aprender tudo o que seja importante para não depender dos outros. Vou fazer por isso” (E7).
O processo de transição só se encontra completo quando o indivíduo demonstrar mestria, ou seja, evidenciar capacidades que lhe permitam cumprir a transição com sucesso. Os participantes identificaram competências adquiridas em vários domínios dos autocuidados, da atividade motora e da sensibilidade propriocetiva, que vão ao encontro das suas necessidades e expectativas em relação aos cuidados de saúde. Pelos relatos observou-se que foram os Enfermeiros de Reabilitação que ensinaram e treinaram esses domínios.
Aos poucos, os participantes adquiriram mestria no autocuidado: higiene, “Acho positivo os exercícios que nos põe a fazer; treinar o banho (...) Estou a melhorar.” (E3);“As enfermeiras ajudam-me como tomar banho sozinho...” (E4);“Ajudam-me e ensinam-me como tomar banho sozinha (...) e já melhorei.” (E9), no autocuidado: ir ao sanitário, “Hoje ajudaram-me a ir à casa de banho, foi a primeira vez que me levantei e comecei a andar. Fiquei muito contente de lá ir e cuidar de mim. “ (E8), no autocuidado: comer, “Já consigo comer sozinha...” (E1), no sentar-se, mencionando um participante “Elas ajudam-me a sentar, estão à minha beira (...) e já consigo melhor.” (E9) e no deambular, narrando um participante, “Eu tenho força na perna, mas não me seguro bem. Ainda hoje andei
aí, estive em pé junto à cama, uma Enfermeira auxiliou-me a andar. Ando, só que tem de ser amparada.” (E6).
A nível da atividade motora, os entrevistados revelaram mestria na
mobilidade, dizendo um participante, “...os exercícios com os braços de levar à cabeça, ao nariz; o fazer bicicleta (...) Para mim é muito bom. Estou a melhorar.” (E3) e no equilíbrio corporal, referindo um entrevistado, “Agora se for agarrada Enfermeira ando bem, se me ela deixar caio, não me equilibro (...) Isto daqui para a frente vai melhorar (...) mas já estou melhor…” (E1).
Para além dos autocuidados e atividade motora, os entrevistados, narraram domínio na sensibilidade propriocetiva, relatando “Gosto muito da Enfermeira que me põe a “brincar” com os cones. Já consigo agarra-los e senti-los.” (E3). A sensibilidade propriocetiva é a perceção que a pessoa tem do próprio corpo, incluindo a consciência da postura, do movimento, das partes do corpo, das mudanças no equilíbrio, das sensações de movimento e de posição articular.
Os relatos dos participantes confirmam o que a DGS (2010) referiu, que o Enfermeiro deve ensinar estratégias ao doente para que consiga efetuar o autocuidado higiene, vestuário, ir ao sanitário e alimentar-se; deve realizar logo que seja possível, exercícios de mobilização, de transferência, de equilíbrio, de postura adequada, de estimulação sensitiva e treino de marcha. O Enfermeiro deve incentivar o doente a não desprezar o lado afetado e integrá-lo nas suas atividades.
AVD como deambular, subir e descer escadas, vestir, despir, abotoar botões, calçar meias, enlaçar atacadores de sapatos exigem sensibilidade, coordenação motora e destreza manual. Após o AVC estas tarefas estão comprometidas e como tal o Enfermeiro tem um papel fundamental no ensino de estratégias adaptativas e preparação do regresso a casa após a dependência (Medeiros et al., 2002).
A preparação da alta e reintegração dos doentes e cuidadores na comunidade permite minimizar as suas inseguranças (Simões; Grilo, 2012).