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Yalova Belediyesi Uygulamaları

TÜRKİYE’DE SAĞLIKLI KENTLER PROJESİ VE UYGULANABİLİRLİĞİ

2.3. SKB Üyesi Belediyelerin ve Proje Ofislerinin Sağlıklı Kent Uygulamaları

2.3.1. SKB Üyesi Belediyelerin Sağlıklı Kent Uygulamaları

2.3.1.4. Yalova Belediyesi Uygulamaları

Os modelos estruturais usados nas simula¸c˜oes enzim´aticas foram constru´ıdos a partir das estruturas tridimensionais cristalogr´aficas das prote´ınas obtidas no Banco de dados de prote´ınas (PDB)[255].

A VHR humana foi cristalizada (c´odigo PDB 1vhr)[88] na presen¸ca de HEPES [4- (2-hidroxietil)-1-piperazina ´acido etanosulfˆonico], um ´ester de sulfato, que se liga ao P- loop analogamente ao substrato natural. A prote´ına foi cristalizada sem os 7 primeiros amino´acidos (apenas os res´ıduos numerados de 8 a 185 est˜ao presentes na estrutura do PDB), mas engloba toda unidade catal´ıtica. O res´ıduo que funciona como ´acido geral ´e o ASP92 e o P-loop (§1.3) ´e: HIS123−CYS124−ARG125−GLU126−GLY127−TYR128− SER129−ARG130−SER131 onde os amino´acidos est˜ao representados pelo c´odigo de trˆes letras e os res´ıduos em negrito indicam a ciste´ına e a arginina conservadas na fam´ılia das PTPs. Duas mol´eculas prot´eicas est˜ao presentes na estrutura c´odigo 1vhr. Apenas a cadeia A (complexada a HEPES) foi usada. A estrutura foi determinada numa resolu¸c˜ao de 2.1 ˚A.

A CDC25B humana foi cristalizada (c´odigo PDB 1qb0)[107]na presen¸ca de ´ıons sulfato (SO2−

4 ), que tamb´em se ligam ao s´ıtio ativo como o substrato natural. Apenas a unidade

catal´ıtica da enzima foi cristalizada (res´ıduos numerados de 374 a 550 est˜ao presentes na estrutura do PDB). O P-loop ´e composto por: HIS472−CYS473−GLU474−PHE475− SER476−SER477−GLU478−ARG479−GLY480. A estrutura foi determinada em 1.9 ˚A de resolu¸c˜ao.

As duas estruturas n˜ao apresentaram muta¸c˜oes e ambos fragmentos tˆem atividade catal´ıtica comprovada na hidr´olise de ´esteres de fosfatos[88, 93, 107]. Todas as ´aguas cris- talogr´aficas e outras mol´eculas diferentes da cadeia prot´eica, e do an´alogo do substrato complexado no P-loop foram removidas da estrutura obtida no PDB.

A constru¸c˜ao das posi¸c˜oes dos hidrogˆenios ausentes e do substrato para a VHR e para CDC25B foram ligeiramente diferentes. Fenilfosfato foi usado como modelo da fosfoti- rosina de prote´ınas fosforiladas, que s˜ao os substratos naturais das PTPs (§1.3.1). Para a VHR, Dillet, Van Etten e Bashford[119] constru´ıram as coordenadas dos hidrogˆenios, substitu´ıram o HEPES por fenilfosfato dianiˆonico e otimizaram somente as posi¸c˜oes dos hidrogˆenios, do substrato, e do enxofre (ionizado) da cadeia lateral da CYS124, usando um

algoritmo de otimiza¸c˜ao por gradiente conjugado (§1.5) e o campo de for¸ca CHARMM[256]

para descrever a energia de todo sistema. O restante da prote´ına foi fixada nas posi¸c˜oes ori- ginais dadas no PDB. As coordenadas otimizadas foram disponibilizadas pelos autores[119] e usadas nesta tese. Para a CDC25B, as coordenadas dos hidrogˆenios ausentes foram cons- tru´ıdas e fenilfosfato dianiˆonico foi sobreposto `as coordenadas do sulfato ligado ao s´ıtio ativo (o f´osforo foi sobreposto ao enxofre e os oxigˆenios do fosfato foram sobrepostos aos oxigˆenios do sulfato, de modo que o grupo fenil se localizasse no exterior do s´ıtio ativo). Somente as posi¸c˜oes dos hidrogˆenios e do fenilfosfato foram otimizadas, usando um algoritmo de otimiza¸c˜ao por gradiente conjugado at´e que a m´edia quadr´atica do gra- diente fosse inferior a 0.001 kj mol−1 ˚A−1. O restante da prote´ına foi fixada nas posi¸c˜oes

originais dadas na estrutura do PDB. O campo de for¸ca OPLS-AA foi usado para des- crever a energia de todo sistema. Os parˆametros de LJ do campo de for¸ca AMBER foram usados para o f´osforo (tabela 25) e os parˆametros de oxigˆenio ionizado do grupo carboxilato no OPLS-AA foram atribu´ıdos aos oxigˆenios n˜ao ligantes do grupo fosfato (p. 144, §3.1.3.3). Os parˆametros necess´arios para c´alculo de Vcov (§1.6.1) dos termos

que envolviam f´osforo ou oxigˆenio n˜ao ligante tamb´em foram tirados do AMBER. Os parˆametros covalentes e de LJ do OPLS-AA para enxofre da CYS foram usados para o enxofre ionizado da CYS no P-loop e os parˆametros de oxigˆenio ligado ao anel arom´atico da tirosina foram atribu´ıdos ao oxigˆenio esterificado do fenilfosfato. As seguintes cargas parciais foram atribu´ıdas: qm = 0.895 e para o f´osforo, qm = −0.82 e para os oxigˆenios

n˜ao ligantes, qm =−0.90 e para o enxofre ionizado e qm =−0.22 e para o Cβ da CYS no

P-loop. Estas cargas parciais s˜ao bastante pr´oximas `aquelas usadas em outros estudos e simula¸c˜oes de PTPs com fenilfosfato dianiˆonico[110, 114, 119, 120], e s˜ao consistentes com uma an´alise populacional[124, p. 151 e 152]derivada do potencial eletrost´atico gerado por compos- tos modelo e calculado no n´ıvel MP2/6-311+G(2df,2p) (resultado n˜ao mostrado aqui). A constru¸c˜ao dos hidrogˆenios e otimiza¸c˜ao das coordenadas foram realizadas pela biblioteca de rotinas DYNAMO[179].

As estruturas finais das duas prote´ınas complexadas com fenilfosfato s˜ao equivalentes aos respectivos MCs no v´acuo (figura 10). Nas etapas seguintes de constru¸c˜ao do modelo, o tratamento dado `as duas prote´ınas foi idˆentico. Os parˆametros do campo de for¸ca descritos acima e atribu´ıdos para CDC25B foram mantidos e os mesmos parˆametros foram usados na VHR. Todos os res´ıduos ARG, LYS e HIS foram protonados em ambas prote´ınas, em acordo com o estado de protona¸c˜ao adotado em outras simula¸c˜oes de PTPs[110, 112, 114]. A protona¸c˜ao da HIS pode ser discutida, porque o pKa da cadeia lateral deste amino´acido

cam que os res´ıduos de HIS, como aquele que forma o P-loop na VHR[257] ou em outras PTPs[42, 258], ou mesmo res´ıduos de HIS sem fun¸c˜ao catal´ıtica definida e n˜ao conservados na fam´ılia das PTPs tˆem seu pKa aumentado[259] e devem estar protonados no pH ´otimo.

Este pH ´e ≈ 5.5 para VHR[103], portanto, a maior parte dos res´ıduos de HIS que n˜ao tiveram seu pKa alterado tamb´em deve estar protonada. Muta¸c˜oes da HIS do P-loop

(como a HIS123 na VHR)[257] resultam em diminui¸c˜oes de menos de 10 vezes em kcat e

o KIE medido para a rea¸c˜ao catalisada pelas PTPs n˜ao sofre altera¸c˜ao com mudan¸ca do pH (p. 40). Portanto, parece-nos que a protona¸c˜ao dos res´ıduos de HIS ´e adequada e n˜ao influencia significativamente as propriedades catal´ıticas das PTPs. Os res´ıduos GLU e ASP foram desprotonados, exceto o ASP92 na VHR, que funciona como ´acido geral. Na CDC25B, os res´ıduos GLU474 e GLU478 foram modelados na forma desprotonada, exceto nas simula¸c˜oes em que cada um dos grupos foi aproximado ao grupo de sa´ıda do substrato ou funcionou como um ´acido geral (simula¸c˜oes 11 e 14, tabela 27). Estes esta- dos de protona¸c˜ao s˜ao idˆenticos `aqueles adotados por Asthagiri et al.[114] e similares aos estados adotados por ˚Aqvist et al.[112, 113, 120] na simula¸c˜ao da cat´alise de uma LM-PTP. A carga total de ambas prote´ınas (excluindo a carga do substrato) foi de +5 e.

Para solvatar os MCs, cada prote´ına foi sobreposta a uma caixa de ´agua c´ubica pr´e- equilibrada, com dimens˜oes de 55.92 ˚A de lado, contendo 5832 mol´eculas de ´agua, repre- sentadas pelo potencial flex´ıvel TIP3P[247]. Estes valores correspondem a uma densidade de ≈ 1.0 g/L para ´agua. A caixa foi constru´ıda a partir de replica¸c˜oes e transla¸c˜oes de outra caixa pr´e-equilibrada, contendo 729 mol´eculas de ´agua e 27.96 ˚A de lado, e foi equilibrada a 300 K por 200 ps de dinˆamica molecular segundo um algoritmo de velo- cidade de Verlet-Langevin com intervalo τ = 1 fs e coeficiente de fric¸c˜ao γ = 10 ps−1

(γi = γ, qualquer que seja i, p. 69), usando condi¸c˜oes de contorno peri´odicas e um es-

quema de truncagem para as intera¸c˜oes n˜ao ligantes com mudan¸ca da for¸ca com ron = 8

˚

A e rof f = 12 ˚A (§1.6.2). A prote´ına foi centralizada na caixa de solvente e todas as

mol´eculas de ´agua sobrepostas ou localizadas a menos que 2.8 ˚A de algum ´atomo do MC foram removidas. Como a VHR e a CDC25B tˆem dimens˜oes de cerca de 50 por 40 por 32 ˚

A e 51 por 36 por 28 ˚A, respectivamente, toda prote´ına foi solvatada. Uma otimiza¸c˜ao de geometria por gradiente conjugado (at´e a m´edia quadr´atica do gradiente ser inferior a 0.1 kj mol−1 ˚A−1) e uma curta dinˆamica molecular (usando o campo de for¸ca e as condi¸c˜oes

para a dinˆamica da caixa de ´agua descritos acima) de 500 fs, com os ´atomos do MC fixos, foram realizadas para relaxar contatos energeticamente desfavor´aveis entre o solvente e a prote´ına. O processo de sobreposi¸c˜ao e relaxa¸c˜ao das mol´eculas de ´agua foi repetido at´e que nenhuma mol´ecula de ´agua pudesse ser adicionada, o que ocorreu ap´os dois ciclos

de sobreposi¸c˜ao para ambas enzimas. O sistema solvatado para VHR apresenta 17197 ´atomos, sendo 178 res´ıduos prot´eicos, 1 substrato (16 ´atomos) e 4804 mol´eculas de ´agua. Para CDC25B, o sistema final cont´em 17212 ´atomos, sendo 177 res´ıduos, 1 substrato e 4756 mol´eculas de ´agua.

Em seguida, as posi¸c˜oes da prote´ına e do solvente foram gradualmente relaxadas e termalizadas por simula¸c˜oes de dinˆamica molecular (usando as mesmas condi¸c˜oes des- critas acima para o campo de for¸ca e para a dinˆamica). As posi¸c˜oes da prote´ına e do solvente foram restritas `as coordenadas cartesianas iniciais por potenciais harmˆonicos (op¸c˜ao “TETHER”[24, 179], como as equa¸c˜oes 1.61 ou 1.78). Entre 10 a 12 simula¸c˜oes de 1 ps foram realizadas, em que as constantes de for¸ca usadas nestes potenciais harmˆonicos foram gradualmente reduzidas de 1000 kj mol−1 ˚A−2 at´e zero. O RMSD da temperatura

(em rela¸c˜ao `a T = 300 K) foi de 2 K, sugerindo que o sistema estava equilibrado ap´os as simula¸c˜oes. Procedimentos similares de equilibra¸c˜ao foram adotados na constru¸c˜ao dos modelos macromoleculares solvatados usados em outros estudos de reatividade en- zim´atica[120, 260, 261]

O sistema solvatado foi centralizado no ponto m´edio entre as coordenadas do f´osforo do fenilfosfato e do enxofre da CYS nucleof´ılica (§1.3). As posi¸c˜oes dos res´ıduos da prote´ına ou das mol´eculas de ´agua com pelo menos um de seus ´atomos localizados a mais de 14 ˚A deste ponto m´edio foram fixadas (usando restri¸c˜oes “duras” ao inv´es de potenciais harmˆonicos, isto ´e, o gradiente em rela¸c˜ao `as coordenadas destas esp´ecies foi zerado em cada passo de simula¸c˜ao). A distˆancia dos ´atomos que se movem (ou seja, dentro da esfera de 14 ˚A de raio, figura 33) aos ´atomos congelados no exterior da caixa de solvata¸c˜ao (ou seja, pr´oximos `a lateral da caixa c´ubica idealizada, vide supra) foi sempre maior que 13 ˚A (correspondente ao rof f usado nas simula¸c˜oes para obten¸c˜ao dos PMFs,

§4.1.2). Embora os ´atomos da parte fixa n˜ao se movam, eles interagem normalmente (por intera¸c˜oes covalentes, eletrost´aticas e de LJ) com os ´atomos da regi˜ao central m´ovel. O congelamento das posi¸c˜oes dos centros distantes do s´ıtio ativo ´e usado para diminuir o custo computacional e tamb´em foi empregado em estudos com PTPs[110, 112, 115, 120] e outras enzimas[260, 261].

A regi˜ao central m´ovel foi re-equilibrada a 300 K ap´os o congelamento da parte exte- rior (figura 33) em 5 simula¸c˜oes de dinˆamica molecular de 2 ps (vide supra). Restri¸c˜oes harmˆonicas foram impostas `as coordenadas cartesianas e gradativamente relaxadas (redu- zindo as constantes de for¸ca de 400 kj mol−1˚A−2 at´e zero). Finalmente, 10 ps de dinˆamica

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Figura 33: Representa¸c˜ao das diferentes regi˜oes usadas nas simula¸c˜oes enzim´aticas. Para VHR, as partes fixa e m´ovel contˆem 16310 e 887 ´atomos, respectivamente. Para CDC25B, as partes fixa e m´ovel contˆem 16424 e 728 ´atomos, respectivamente.

RMSD da temperatura nestes 10 ps foi de 8 K. Este desvio ´e maior que aquele observado acima em virtude do congelamento de parte das posi¸c˜oes atˆomicas (figura 33). Para a VHR, o RMSD das coordenadas cartesianas obtidas ao final da etapa de constru¸c˜ao e equilibra¸c˜ao em compara¸c˜ao `as coordenadas obtidas da estrutura original do PDB, in- cluindo as cadeias laterais dos amino´acidos e o substrato ´e de 0.68 ˚A. Para CDC25B, este RMSD ´e de 0.55 ˚A. Estas foram as estruturas iniciais usadas em cada umas das simula¸c˜oes apresentadas na §4.2. Na simula¸c˜ao de mutantes ou de diferentes substratos (por exem- plo, simula¸c˜ao 2 ou 3, tabela 27), as posi¸c˜oes dos novos centros foram introduzidas ou substitu´ıdas (por exemplo, o CβH3 da cadeia lateral da ALA foi colocado nas posi¸c˜oes do

CβH2C da cadeia lateral do ASP92 e os oxigˆenios do grupo carboxilato foram apagados

na simula¸c˜ao 3) e uma otimiza¸c˜ao de geometria por gradiente conjugado (at´e a que m´edia quadr´atica do gradiente fosse inferior a 0.1 kj mol−1 ˚A−1) foi realizada apenas para os

novos centros, com o restante do sistema restrito por um potencial harmˆonico (km = 500

kj mol−1 ˚A−2) `as coordenadas cartesianas originais.