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III. BÖLÜM: RAZGRAT OLAYI ve TÜRK KAMUOYU

3.7. Yakın Dönem Türk-Bulgar İlişkileri

Ao procurar reconstruir a recente História da Educação de Surdos no interior da Paraíba, partimos de nossas próprias memórias de professoras e de pesquisado- ras dessa área, confrontando-as com as histórias das escolas, que se constituem pari passu, ao longo do período apresentado.

Pudemos observar que, em uma reconstrução de um movimento mais geral, esta história se desenrolou em três grandes momentos: o do Oralismo (1980 - 1991), o da Comunicação Total (1991 - 1995) e o do bilinguismo (1995 aos dias de hoje). As trajetórias das escolas nos permitem evidenciar que os seus projetos educacio- nais foram marcados pelas concepções de surdez e de pessoa surda, subjacentes a

cada uma dessas abordagens, e dos diferentes contextos sócio históricos da educa- ção, em que essas instituições foram criadas.

As escolas municipais de surdos de Gado Bravo, Aroeiras e Sumé, criadas em 2001, 2006 e 2012, respectivamente, já nasceram no marco do bilinguismo para sur- dos. Esse fato faz com que a caminhada dessas instituições seja um pouco mais coe- rente, pelo fato de que não foi necessário desfazer, no âmbito escolar, uma visão de surdo como “deiciente a ser oralizado” para construir uma nova visão.

O que consideramos relevante ressaltar em relação a essas quatro instituições é que elas se constituem espaços sociais bilíngues de suma importância para o desen- volvimento das pessoas enquanto sujeitos surdos e da constituição da comunidade surda, enquanto grupo social de minoria linguística e cultural. Particularmente em relação à EDAC, por se localizar em uma cidade polo, ela congrega alunos de dife- rentes municípios do estado da Paraíba e de outros estados do Nordeste. Por essa característica, passa a ser referência para a comunidade surda local e de em vários outros municípios, disseminando a Libras e a Cultura Surda.

A recente História da Educação de Surdos no interior da Paraíba, que pro- curamos apresentar neste texto, foi, e ainda é, alavancada pelas ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelas professoras da UFCG, ligadas ao curso de Pedagogia do campus de Campina Grande. Demonstra, assim, o cumprimento da função social da universidade, que em um movimento de formar professores, tanto inicialmente, como de forma continuada, colabora com a construção de uma práxis educacional, que vivida no chão da escola bilíngue, nos possibilita ver, questionar e buscar transformar a realidade escolar e social dos sujeitos surdos.

Essas escolas, talhadas nas adversidades econômicas e sociais da Paraíba e nas adversidades por que passam as escolas públicas nacionais, cumprem com a função social das escolas bilíngues para surdos, de não só oferecer escolaridade, mas pro- mover essa comunidade cultural e socialmente, indo além do ensino ou da certiica- ção oferecidos. Ao constituírem-se em espaços de congregação de surdos de várias gerações, permitem as interações sociais e afetivas. Se antes, os surdos eram pessoas isoladas, hoje pertencem a uma comunidade. Se antes, não estudavam, atualmente,

galgam cada vez mais níveis educacionais. Se antes, não namoravam, não casavam, hoje constituem famílias. Se não trabalhavam, hoje se encontram empregados e, aos poucos, ocupando funções de maior prestígio.

Isto tudo signiica não apenas tornarem-se visíveis socialmente, mas se verem e assumirem-se como sujeitos plenos, não mais marcados pela falta, mas em con- dições para o embate político pelo direito humano de se apropriar da Libras como primeira língua.

A recente História da Educação de Surdos da qual participamos, nos mostra que os surdos desejam escolas públicas, gratuitas e de qualidade, que utilizem a Li- bras como primeira língua (L1) e língua de instrução. Podemos perceber que entre o que as políticas públicas, ainda traçadas por ouvintes, assinalam para a Educação de Surdos e o que os surdos desejam para a sua educação há um abismo. Garantir os direitos humanos, linguísticos, educacionais e culturais da comunidade surda exige, portanto, mobilização política.

Um trabalho que, muito além de propor ações educacionais, implica em mili- tância, que nos toca, nos forma e nos transforma como docentes.

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A RELAÇÃO MEDIADA