II. Tarih İçerisinde Ortadoğu
II.IV. Osmanlı Hâkimiyetinde Ortadoğu
2.2. Paris Barış Konferansı
2.2.3. Yahudiler ve Filistin
Várias são as formas de definir inovação. Em Schumpeter (1984), as inovações são quaisquer mecanismos que modificam o espaço econômico. Quando o espaço econômico modificado29 leva ao incremento no grau de monopólio, é provável que venha acompanhado de maiores lucros (lucros extraordinários). Desse modo, não necessariamente, inovar significa um rompimento abrupto com o processo produtivo em vigor. Ganhos em organização administrativa/comercial se constituem em inovações e podem valer ganhos de mercado para quem as promove ao longo de um processo lento, contínuo e quase imperceptível. Por sua vez, economias de escala e escopo oriundas do progresso técnico seriam formas de inovação cujo acompanhamento por parte dos demais concorrentes exige estratégias de maior profundidade, tendo, portanto, maior impacto nos mercados.
Como se verá adiante, são vários os estudos que buscaram construir um arcabouço teórico sobre o ambiente inovativo. Uma sedimentação sobre eles pode resumir em três fatores como os básicos ao comportamento das inovações ao longo do tempo.
Inicialmente, vale apontar o que se denomina trajetória natural das inovações. Considere que, em uma grande quantidade de casos, uma seqüência de pequenas inovações, possivelmente fruto da experiência na produção e utilização do produto ao longo do tempo, precede o surgimento de uma inovação de maior expressão. As primeiras vão modificando os processos de produção e o produto. Ou seja, verifica-se a Curva de Aprendizado, o que imprime certo ritmo às inovações. Eis, então, um exemplo do que Nelson e Winter (1982) denominam Trajetória Natural.
Quando as inovações ultrapassam a trajetória natural, o grau de incerteza é maior, surgindo um novo paradigma e uma nova trajetória tecnológica dentro do mercado. Nesses casos,
três fatores básicos, denotados por apropriabilidade, cumulatividade e oportunidade tecnológica, se tornam mais evidentes como explicadores do ambiente inovativo.
A apropriabilidade consiste, de certa forma, na relação entre inovação e lucros extraordinários. Os lucros supranormais – ou a expectativa de obtê-los – são importantes para o surgimento de inovações, até porque a incerteza é inerente ao novo produto ou processo e, assim, precisa ser compensada. De todo modo, conforme enfatiza Dosi (1984), a curva de aprendizado que evidencia a diminuição de custos ao longo do tempo é elemento da apropriabilidade. Sendo o aperfeiçoamento do produto novo de conhecimento das outras firmas, estas se beneficiariam, de modo que haveria menor incentivo ao pioneirismo nas inovações (ROSENBERG, 1982, p. 110). Nesse contexto, justifica-se a implantação de patentes ou se verifica a importância do segredo industrial e da propriedade industrial30. A apropriabilidade pode ser percebida quando o pioneirismo leva à economia de escala e esta gera barreiras às demais firmas do mercado.
A cumulatividade advém da constatação de que o progresso técnico é um processo ocasionado por sucessivos avanços técnicos. A utilização da nova tecnologia amplia a experiência e o conhecimento, intensificando a capacidade de aprimoramento delas próprias. Isso posto, percebe-se que a cumulatividade tecnológica está diretamente ligada à trajetória tecnológica.
Para Possas (2002, p. 91), ainda que possa ocorrer em qualquer inovação, a cumulatividade é de maior importância no âmbito do progresso tecnológico, pois no progresso tecnológico as inovações mostram-se as mais importantes e dinâmicas das vantagens competitivas. Dosi (1988) enfatiza que, à medida que a cumulatividade toma forma, as assimetrias de mercado vão se acentuando, isto é, a absorção da experiência revela-se através de mais inovações, e as diferenciações vão permitindo lucros e assimetrias ainda maiores no mercado.
Para fins de política antitruste, esse item de regularidade nas inovações registra evidência anticompetitiva. Steindl (1952 apud POSSAS, 2002) assevera que uma firma contemplada pela vantagem de economia de escala pode, pela hipótese de cumulatividade, perceber adicionais vantagens de custos, gerando assimetrias suficientes para incapacitar as demais de alcançá-las com base em seu próprio crescimento. Essas assimetrias advindas das sucessivas vantagens da
30 O que, no contexto da legislação antitruste, justificaria os critérios de confidencialidade das informações recebidas
economia de escala são naturalmente acompanhadas de lucros extraordinários, que se perpetuam e permitem a concentração de mercado.
O terceiro elemento que responde pelo comportamento inovativo, a oportunidade tecnológica, ocorre no momento em que o mercado ou o ciclo do produto se encontra. Segundo Anderson e Lundvall (1988 apud POSSAS, 2002), o ciclo do produto apresenta-se como o principal fator que explica a oportunidade tecnológica. Em fase inicial do mercado, mais fácil se tornam as relações com fornecedores e clientes, bem como a fixação da marca.
Com o crescimento do mercado já consolidado, tais vantagens diminuem. Pode-se considerar, também, que no lançamento de produtos as oportunidades também se manifestam pela possibilidade de ganhos de escala. Na fase do ciclo maduro, o produto já está estandardizado e as difusões certamente já ocorreram; assim, as oportunidades tendem a exaurir-se.
De forma alguma essas considerações não permitem concluir que o princípio de defesa da concorrência é um dolo ao bem-estar do mercado e ao objetivo de um sistema econômico com mínimas explorações de mercado. A rivalidade entre firmas ainda assegura a busca pela melhor produção aos menores custos e preços. Todavia, também não se pode cometer a injustiça de não se atentar para situações especiais ou temporárias, em que ações empresariais com reflexos de queda na força competitiva possam estar assegurando inovações e ganhos em alguma das possíveis formas de eficiências.