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Yöneticiliğin Gerektirdiği Vasıflara İlişkin Bulgular

4. Bulgular

4.3 Yöneticiliğin Gerektirdiği Vasıflara İlişkin Bulgular

A avaliação da capacidade de manejo foi baseada nas entrevistas com pesquisadores experientes que conhecem e/ou atuam no parque ou sua região do entorno. Para sua determinação são avaliados três quesitos principais: infra-estrutura, qualificação e atuação da equipe que trabalha no parque, e equipamentos disponíveis.

Para ter uma adequada infra-estrutura, o parque deve realizar as indicações determinadas pelo Plano de Manejo como, por exemplo, a construção do centro de visitantes, que irá promover orientações sobre a interpretação ambiental prévia e posterior às visitas, despertando o olhar do visitante para os assuntos ambientais de destaque na unidade.

O parque encontra-se em amplo processo de reformulação, a partir da elaboração e determinações de seu Plano de Manejo. A estrutura instalada atualmente apresenta como recursos a portaria com sala de reuniões, amplas salas aos funcionários, banheiros, laboratórios, alojamento, viveiro e galpão de equipamentos. Contudo, está tudo espacialmente concentrado, não atendendo à expressiva dimensão do parque nacional. Há uma casa de apoio localizada na região do Alto Palácio, a alguns quilômetros a norte da portaria das areias (círculo vermelho mais ao norte da Figura 56), e uma casa de apoio nos Currais (círculo vermelho localizado na região centro-leste da Figura 56), além de outros abrigos mais ao sul do parque, no entanto são insuficiente para a realização de monitoramento permanente da área de uso intensivo do parque. Na Figura 56 apresentamos os pontos das principais infra-estrutura. As portarias são representadas pelos triângulos alaranjados, ao sul Portaria das Areias e ao norte Portaria do Retiro. Os atrativos foram representadas por círculos pretos, a leste da Portaria do Retiro encontram-se as Cachoeiras do Gavião, Andorinhas e Tombador. Ao sul da Portaria das Areias encontram-se o Poço Azul, a Cachoeira da Farofa e o Cânion das Bandeirinhas. Inserimos nosso retângulo envolvente foco de nossa análise em laranja, e o limite do parque em vermelho. Os abrigos existentes são círculos vermelhos. Percebemos que além das portarias, os abrigos encontram-se muito distantes da área de uso intensivo do Parque Nacional da Serra do Cipó.

Figura 56: Mapa de infra-estrutura existente no Parque Nacional da Serra do Cipó

Ainda como parte da infra-estrutura disponível observa-se a instalação recente de um contêiner de água, destinado à alimentação de aviões com objetivo de combate a incêndios, localizado em uma pista de pouso próxima à unidade.

Destaca-se o papel realizado pela brigada de incêndios, que tem seu quadro bastante ampliado em grande parte do ano, atuando na proteção e combate a incêndios e manejo das trilhas. Há amplo acervo de equipamentos de combate e prevenção de incêndios como abafadores, ferramentas, entre outros.

O parque conta com diversos veículos, aparelhos GPS de navegação e um equipamento acoplado a um veículo, computadores, impressoras, scanner, softwares, entre outros equipamentos de uso contínuo da unidade. Porém, há falta de insumos básicos como, por exemplo: gasolina, papel, papel higiênico, justificada pelos funcionários pela excessiva burocracia para o repasse de verbas destinadas a este fim.

A equipe de apoio do parque é muito comprometida e com muita disposição, mas muitas vezes insuficiente para atender a todas as demandas, técnicas e administrativas. De um modo geral, e apesar dos muitos esforços percebidos, os funcionários recebem pouco treinamento e capacitação para lidar com o cotidiano da visita.

A atividades de recepção e informação dos visitantes que chegam na portaria do Parque ainda precisam ser melhor estruturadas. Geralmente são levadas informações sobre o trajeto, a possibilidade de ocorrência de chuva (nos dias nublados), o perigo de ocorrência de tromba

d’água, e a necessidade de se levar lanche. Não são transmitidas informações sobre a destinação

dos resíduos sólidos, sobre a distância dos atrativos e do tempo médio do percurso computando ida e volta. A respeito do uso dos sanitários que se encontram na portaria, os visitantes só têm recebem a informação se perguntarem, o que pode levá-los a fazer as necessidades nas proximidades da trilha.

Na portaria é solicitado o preenchimento de uma ficha de identificação por grupo, com assinatura de um termo de responsabilidade, que contém informações fundamentais sobre o comportamento dentro do parque. Porém, ma maioria não lê as informações – em geral apenas o responsável pela assinatura tem esta curiosidade. Além do termo de responsabilidade, o visitante recebe um croqui de mapa, que apresenta problemas em sua elaboração: não há escala ou qualquer forma de medição de distâncias, e há problemas em sua construção. Pelo fato do brasileiro ter pouca familiaridade com o uso de mapas, o fato de não existir um material gráfico informativo de melhor qualidade não é observado pelos visitantes. Contudo, um mapa bem elaborado poderia ajudá-los a programar roteiros, pontos de parada, planejar tempo de deslocamento e avaliar suas condições de realização das visitas, assim como a identificarem elementos notáveis da paisagem. Salienta-se que não há pessoal in loco para acompanhar e orientar o visitante.

A presença da APA Morro da Pedreira auxilia nos quesitos de infra-estrutura, pessoal e equipamentos, pois é outra unidade de conservação que também recebe recursos do ICMBio, o que apóia direta e indiretamente a infra-estrutura do Parque Nacional da Serra do Cipó.

Além das nossas percepções, realizamos uma entrevista por email com pesquisadores que atuam na área do Parque Nacional da Serra do Cipó. Foi deixada livre a opção de votação nos quesitos que estes tivessem dificuldade em avaliar. As notas foram dadas de 0 a 100 (0 = péssimo e 100 = ótimo) nos quesitos: equipamentos, infra-estrutura e pessoal (Tabela 43). Com objetivo de não intimidar na coleta das informações, garantimos aos pesquisadores sigilo quanto às suas identificações.

Tabela 43: Votação sobre a capacidade de manejo por pesquisadores que atuam no Parque Nacional da Serra do Cipó

Pesquisador/ Quesito avaliação A B C D E F G H I J K L M N Média nota por quesito Infra-estrutura 50 20 37 35 35 40 60 60 60 65 80 40 60 50 53,23 Equipamentos 40 30 Absteve 30 40 80 30 50 50 50 70 40 80 80 55,83 Pessoal 30 30 Absteve 50 40 60 30 50 60 70 50 40 50 60 51,66 Média total: 53,57

De acordo com a opinião dos pesquisadores, extraímos o valor médio de 53,57% para a capacidade de manejo do Parque Nacional da Serra do Cipó.

Após este processo, com base na metodologia apresentada por Cifuentes (1992 e 1999), foram cruzados os valores de capacidade de carga real (relacionado ao conforto ambiental), capacidade de carga física (relacionada aos fatores de correção determinados pelos mapas temáticos), capacidade de manejo (condições administrativas) e gerando como resultado a capacidade de carga efetiva, ou o número de visitantes por dia para cada atrativo do parque.