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3.4. HALKLA İLİŞKİLERDE MESLEKİ KURALLAR-HALKLA İLİŞKİLERDE

3.4.3. TÜHİD (Türkiye Halkla İlişkiler Derneği)

Como dito anteriormente, a cadeia de suprimentos é definida como o conjunto de etapas, desde o fornecimento até o consumidor final, necessárias para satisfazer a necessidade do cliente.

Slack (1993) descreve que uma cadeia de suprimentos pode ser analisada em três níveis: cadeia total, cadeia imediata e cadeia interna. Esta estrutura é apresentada na Figura 2.

Figura 2 - Cadeia de suprimentos interna, imediata e total

Cadeia Total Cadeia Imediata

Cadeia Interna

Fonte: Adaptado de Slack (1993)

A cadeia total compõe todas as empresas desde os fornecedores dos fornecedores até os clientes dos clientes externos. A cadeia imediata é formada pelos fornecedores e clientes imediatos a uma empresa. E a cadeia interna é composta pelos fluxos de informações e materiais entre departamentos, células ou setores de operação internos a empresa.

Slack (1993) afirma ainda que o sistema de uma cadeia interna pode ser administrada de forma muito semelhante a cadeia externa, pois cada departamento é tanto cliente como fornecedor de outras partes da empresa.

Para Lambert; Cooper (2000) uma cadeia de suprimentos tem sua estrutura dividida em três dimensões para que seja possível descrevê-la, analisá-la e gerenciá-la:

 Estrutura horizontal: refere-se ao número de camada da cadeia de suprimentos;

 Estrutura vertical: compreende o número de fornecedores/clientes dentro de uma mesma camada da cadeia;

 Posição horizontal da empresa foco: indica, dentro da cadeia, o posicionamento da empresa focal, podendo esta se localizar em qualquer ponto (mais próxima do fornecedor inicial ou do cliente final).

Uma representação genérica de uma cadeia de suprimentos e das dimensões descritas anteriormente é apresentada na Figura 3.

Figura 3 - Estrutura da cadeia de suprimentos

Fonte: Adaptado de Lambert; Cooper (2000).

Essa estrutura varia de cadeia para cadeia, podendo ter um número muito maior de camadas e/ou membros em cada uma delas. Quanto maior o número de camadas, mais longa é a cadeia de suprimentos e quanto maior o número de membros, maior o número de conexões a serem gerenciados.

Pires (2004) utiliza-se de uma lógica semelhante à de Lambert; Cooper (2000) quando define que a estrutura da cadeia de suprimentos também é baseada em uma empresa foco a qual possui um conjunto de fornecedores ligados diretamente a ela (fornecedor de primeira camada), um conjunto de fornecedores ligados aos seus fornecedores diretos (fornecedor de segunda camada), e assim segue até a última camada de fornecedores. A mesma regra é atribuída aos clientes. Essa estrutura pode ser visualizada na Figura 4.

Figura 4 - Representação de uma cadeia de suprimentos segundo Pires (2004)

Fornecedor (Second Tier Supplier) Fornecedor (First Tier Supplier) EMPRESA (Foco ou Focal) Distribuidor Varejista Fornecedor de Segunda Camada Fornecedor de Primeira Camada Cliente de Primeira Camada Cliente de Segunda Camada Cliente Final Sentido Montante (Upstream) Sentido Jusante (Downstream) Fonte: Adaptado de Pires (2004, p. 49).

Chen; Paulraj (2004) acrescentam que a cadeia é formada por conexões não só externas, mas também internas, ou seja, utiliza-se da lógica de cliente e fornecedores internos e externos (Figura 5), como é também citado por Slack; Chambers; Johnston (2002).

Figura 5 - Representação de uma cadeia de suprimentos segundo Chen; Paulraj (2004)

Fornecedores Clientes

Cadeia de Suprimentos Interna

Fonte: Adaptado de Chen; Paulraj (2004, p. 120).

As três atividades logísticas devem se comunicar internamente entre elas, e externamente com as atividades desenvolvidas por seus fornecedores e clientes.

Para uma eficiente integração da cadeia, requere-se o compartilhamento dos processos dentro e entre as empresas, a montante e a jusante. No Quadro 3 são apresentados os cinco processos básicos que determinam os esforços envolvidos ao longo da cadeia: planejar, abastecer, fazer, entregar e retornar (do inglês, plan, source, make, delivery e return,

respectivamente) (COHEN; ROUSSEL, 2005; BLARCHAND, 2010).

Quadro 3 - Processos Básicos da cadeia de suprimentos

PROCESSO DEFINIÇÃO

Planejar (Plan)

Utiliza como entrada as informações referentes à demanda, oferta, capacidade e recursos da cadeia de suprimentos, a fim de melhor orientar os demais processos dentro da cadeia, permitindo uma orientação adequada na tomada de decisão. Este processo é base dos demais processos.

Abastecimento (Source)

Utilizando informações desenhadas no processo de planejamento, são adquiridos todos os materiais e serviços necessários, através da realização das atividades de compra, programação, recebimento, inspeção e pagamento dos fornecedores. Além de selecionar fornecedores e gerenciar os relacionamentos.

Fazer (Make)

Objetiva transformar os recursos adquiridos em produtos e/ou serviços de acordo com as especificações dos clientes e leis regulamentares (caso existam) aumentando a flexibilidade da cadeia, diminuindo os custos e aumentando a taxa de utilização dos ativos.

Entregar (Delivery)

Inicia suas atividades com o pedido do cliente confirmado, assegurando que as informações lá contidas serão transmitidas corretamente para os setores responsáveis pelos processos de abastecimento e produção. Também inclui a estocagem, transporte e distribuição dos produtos.

Retornar (Return)

Inclui as atividades concernentes à pós-venda do produto ou serviço, entre elas: recebimento de materiais defeituosos, fora das especificações, insatisfação do cliente, manutenção, reparo, reciclagem e reutilização.

Fonte: Adaptado de Cohen; Roussel (2005).

Esses processos, desenvolvidos por todos os membros da cadeia de suprimentos, interagem entre si nos limites internos e externos de cada um deles.

Como há uma tendência em terceirizar cada vez mais, o alongamento da estrutura da cadeia induz o aumento do número de variáveis a serem analisadas, o aumento do número de interações entre empresas, e assim, aumenta também a complexidade em gerir a cadeia de suprimentos. Ao unir esses fatores com a necessidade de maior integração entre os membros, o que incide em uma maior dependência entre eles, há ainda um aumento da vulnerabilidade dos membros a eventos disruptivos e que podem afetar o bom desempenho das operações da cadeia de suprimentos (CHRISTOPHER; PECK, 2004; NORRMAN; JANSSON, 2004; HALLIKAS et al., 2004; TANG, 2006; CHRISTOPHER, 2007; WANG; YANG, 2007; ADHITYA; SRINIVASAN, 2009).

Essa questão tem despertado o interesse de pesquisadores em desenvolver modelos de gestão que permitam gerenciar uma cadeia de forma mais eficiente, apresentados na seção 2.1.1, e no desenvolvimento do tema de gerenciamento de riscos em cadeia de suprimentos na busca de torná-la mais resiliente, apresentado na seção 2.2 deste trabalho.