2.2. HALKLA İLİŞKİLER MODELLERİ
2.2.3. Organizasyon Teorisi Yaklaşımları
2.2.3.2. Grunıng ve Hunt’ın Dört Halkla İlişkiler Modeli
2.2.3.2.2. Kamusal Bilgi Modeli (1900-1920)
Para Beamon (1999), avaliações qualitativas através de escalas como “bom”, “adequado” e “pobre” são vagos e dificultam o processo de análise de desempenho de um sistema. Embora sugira a utilização de métricas quantitativas, pois se baseiam em dados disponibilizados ao longo do tempo, o autor afirma que a escolha não adequada das métricas a serem utilizadas pode fornecer avaliações vagas e difíceis assim como quando se utilizasse de métricas qualitativas.
Outras questões também são levantadas como fatores dificultadores no desenvolvimento de métricas de desempenho: Contexto; Escopo; Inclusão de uma ou muitas organizações; Inclusão de uma ou muitas linhas de produto.
Segundo Beamon (1999), a dificuldade de estabelecer métricas em cadeias se dá principalmente devido à complexidade gerada pelo número de estágios (fornecimento, fabricação, distribuição e consumidores) e pelo número de empresas que compreende cada estágio. Acrescenta ainda que as cadeias costumam utilizar as métricas listadas por Beamon (1998) no Quadro 8, seja isoladamente ou conjuntamente.
Embora seja atrativo utilizá-las isoladamente, Beamon (1999) conclui que esta lógica apresenta uma fraqueza significante ao avaliar sob os critérios de inclusividade, universalidade, mensurabilidade e consistência. O autor cita como exemplo o caso de que se uma cadeia usar apenas o custo como métrica de desempenho e ela estiver operando abaixo do custo mínimo, pode ocorrer de, simultaneamente, apresentar um desempenho pobre no
tempo de resposta ao consumidor ou uma falta de flexibilidade em atender a variação da demanda, avaliando pobremente o cenário em que está presente. Finaliza assegurando a necessidade de desenvolver um sistema de medição de desempenho para análise de cadeias de suprimentos que não trabalhe com métricas individuais (geralmente baseadas em custo), associe as relações de interação, não ignore os efeitos da incerteza, e não se relacione com as metas estratégicas.
Assim, em sua proposta, Beamon (1999) descreve que as metas estratégicas e os tipos de métricas de desempenho em três elementos-chave: Recursos (do inglês, Resources), Produção (do inglês, Output) e Flexibilidade (do inglês, Flexibility). A inter-relação entre os três elementos é apresentada na Figura 9.
Figura 9 - Relação entre os tipos de Métricas
Fonte: Adaptado de Beamon (1999)
Cada um destes três tipos de métricas tem metas distintas, como apresentado no Quadro 9.
Quadro 9 - Tipos de métricas, suas metas e propósitos TIPO DE MÉTRICA DE
DESEMPENHO META PROPÓSITO
Recursos Alto nível de eficiência Gestão de recursos eficiente é crítico a lucratividade.
Produção Alto nível de serviço ao cliente
Sem uma produção aceitável, clientes irão procurar por outras cadeias de suprimentos.
Flexibilidade Habilidade de responder as mudanças do ambiente
Em um ambiente de incerteza, cadeias de suprimentos devem estar aptas a responder a mudança.
Fonte: Adaptado de Beamon (1999)
Deve-se ressaltar que o sistema de mensuração de desempenho da cadeia de suprimentos deve conter pelo menos uma métrica para cada um dos três tipos. Seguem, no Quadro 10, as métricas listadas por Beamon (1999).
Recursos
Flexibilidade Produção
Quadro 10 - Métricas de desempenho da SC segundo Beamon (1999)
RE
CUR
SO
S
Custo Total Custo dos recursos usados
Custo de Distribuição Total de custos de distribuição incluindo os custos com transporte
e manuseio.
Custo de Fabricação Custos totais de fabricação incluindo mão-de-obra, manutenção e
retrabalho.
Estoque Custos associados na manutenção de estoque
Investimento de estoque Valor investido na manutenção de estoque Obsolescência do estoque Custos associados a estoque obsoleto e refugos
Trabalho em processo Custos associados a estoque de trabalho em processo
Bens acabados Custos associados com a manutenção de estoque de bens acabados Retorno sobre investimento Razão entre lucro líquido e os ativos totais
P
RO
DUÇÃ
O
Vendas Total de receita
Lucro Total de receitas menos despesas
Taxa de Atendimento Proporção de ordens atendidas imediatamente
Alcance da taxa de atendimento alvo Até que ponto a taxa de atendimento alvo foi atingida Média da taxa de atendimento do
item
Taxa agregada de atendimento dividida pelo número de itens
Entregas no prazo Mensura o desempenho do de entrega de item, ordem ou produto.
Atraso do produto Data de entrega menos data de vencimento Atraso médio das ordens Atraso agregado dividido pelo número de ordens Antecipação média de ordens Antecipação agregada dividida pelo número de ordens
Porcentagem de entregas no prazo
Percentual de ordens entregues no prazo ou anteriormente a data de vencimento
Encomenda/Falta de estoque Mensura o desempenho de disponibilidade de item, ordem ou
produto.
Probabilidade de falta de estoque Probabilidade instantânea que um item necessário está em falta no estoque
Número de Encomendas Número de itens encomendados devido à falta de estoque Número de faltas de estoque Número de itens necessários que estão em falta no estoque Nível médio de encomendas Número de itens encomendados dividido pelo número de itens Tempo de Resposta ao Consumidor Quantidade de tempo entre uma ordem e sua respectiva entrega
Lead time de fabricação Total de tempo requerido para produzir um determinado item ou
lote
Erros de expedição Número de expedições realizadas de forma incorreta
Reclamações dos clientes Número de registros de reclamações do cliente
F L E X IB IL IDAD E Flexibilidade de Volume ( )
Mede a proporção de demanda que pode ser alcançadas pelo sistema da cadeia de suprimentos.
Deve-se considerar a demanda (D) uma variável aleatória com aproximação a distribuição normal, , onde é a demanda média e a variância da demanda. Define-se ainda e como os volumes mínimo e máximo de saídas lucráveis durante um período, a demanda durante um período t, T o número de períodos considerados.
̅ ∑ , ∑ ̅ , ̅ ̅ ̅ ̅ Onde 0, 1).
Quadro 10 - Métricas de desempenho da SC segundo Beamon (1999) (continuação) F L E X IB IL IDAD E Flexibilidade de entrega ( )
Traduz-se como a proporção do excesso de folga em todos os trabalhos j.
Para seu cálculo considera-se: t o período atual, o período da data de vencimento (ou o último momento em que a entrega pode ser realizada) para o trabalho j, e o período mais cedo que o trabalho j pode ser entregue.
∑ ∑
Flexibilidade de Mix ( )
Duas definições podem ser dadas a essa métrica:
(1) O número de produtos diferentes que podem ser produzidos em um dado período de tempo:
,
Onde N(t) é o número de diferentes produtos que podem ser produzidos dentro de um período t, com .
(2) O tempo necessário para produzir um novo mix de produto: ,
Onde é o tempo necessário para a troca de um mix de produto i para um mix de produto j, com para qualquer i e j.
Flexibilidade de Novo produto ( )
É definido como a facilidade com que novos produtos são introduzidos ao sistema. Possui duas abordagens: uma referente ao tempo necessário para adicionar novos produtos (T) e outra relacionada ao custo de requerido para adicionar novos produtos (C).
ou
Fonte: Adaptado de Beamon (1999)