4.4. ARAŞTIRMANIN BULGULARI
4.4.1. Demografik Özellikler
São apresentadas na Figura 42 as etapas de execução desta pesquisa.
Figura 42 - Roteiro de Pesquisa
2. Revisar Literatura
3. Elaborar Classificação de Riscos
4. Decompor os riscos em eventos
5. Selecionar Método para avaliação do impacto do risco
6. Desenvolver Indicadores
7. Desenvolver uma estrutura para avaliação da probabilidade do risco
PROPOSIÇÃO DE UM PROCEDIMENTO PARA IDENTIFICAR, AVALIAR E PRIORIZAR RISCOS EM CADEIA DE
SUPRIMENTOS 1. Definir Tema
8. Adequar Riscos e Indicadores
Fonte: Elaboração Própria
Antes de descrever cada etapa, seguem, no Quadro 46, os conceitos que serviram de base para elaboração deste trabalho.
Quadro 46 - Conceitos base
TERMO CONCEITO AUTORES
Cadeia de Suprimentos
(SC)
Conjunto definido por empresa focal e todas as relações interorganizacionais à montante e à jusante dela, composta de todas as atividades desenvolvidas até a entrega e consumo do cliente final, incluindo o fluxo reverso dos produtos e subprodutos gerados após o consumo.
Lambert; Cooper; Pagh (1998) Lambert; Cooper (2000) Cohen; Roussel (2005) Oliveira (2008) Blanchard (2010) Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM)
Atividade que busca integrar os processos-chave de negócios através da cadeia de suprimento buscando o aumento de sua eficiência e eficácia.
Lambert; Cooper; Pagh (2000) Parra; Pires (2003)
Hilsdorf; Rotondaro; Pires, (2009)
Risco
Relação entre a variedade de resultados negativos possíveis (severidade ou impacto) e a distribuição das respectivas probabilidades para cada um dos resultados (probabilidade). Hallikas et al. (2004) Norrman; Jansson (2004) Wang; Yang (2007) Rao; Goldsby (2009) Zsidisin; Ritchie (2009) Gestão de riscos em cadeia de suprimentos (SCRM)
Processo de identificação e gestão dos riscos para a cadeia de suprimentos, através de uma abordagem coordenada entre os membros da cadeia de suprimentos, para reduzir a vulnerabilidade da cadeia como um todo.
Jüttner et al. (2003)
Fonte: Elaboração própria
Na sequência, segue detalhamento de cada uma das etapas apresentadas na Figura 42.
a) Etapa 1 – Definir o tema
Esta etapa consistiu em estruturar o problema, a justificativa e os objetivos que se deseja alcançar através desta pesquisa. Para tal, foi realizada uma breve revisão bibliográfica, através de uma abordagem qualitativa, afim de que o pesquisador tivesse maior domínio sobre a temática estudada (Gerenciamento de Riscos em Cadeia de Suprimentos).
b) Etapa 2 – Revisar Literatura
Neste momento foi realizada uma revisão de literatura mais aprofundada com a finalidade conhecer melhor os elementos do tema pesquisado, e assim, possibilitar o alcance dos objetivos propostos nesta pesquisa. Para tanto, foram pesquisados: Cadeia de suprimentos, Gerenciamento da cadeia de suprimentos, Indicadores de desempenho em cadeia de suprimentos, Gerenciamento de Riscos em cadeia de suprimentos, métodos para avaliação dos impactos do risco e distribuições estatísticas.
c) Etapa 3 – Elaborar Classificação de riscos
Na revisão de literatura relacionada a gerenciamento de riscos em cadeia de suprimentos, um dos assuntos levantados foi a classificação de riscos apresentada por vários autores e trabalhos distintos. A partir desse levantamento, verificaram-se as lacunas da cada um destas classificações e, a partir delas, desenvolveu-se uma classificação própria que
permitisse melhor entendimento dos mesmos e uma aplicação mais ampla. A classificação elaborada neste trabalho, apresentada na seção 4.1, permite fazer o mapeamento dos riscos que ocorrem em uma cadeia de suprimentos a ser estudada e levantar as informações que servirão para avaliar cada um dos riscos, tanto com relação à probabilidade quanto a severidade, para então priorizá-los, mitigá-los e controlá-los.
d) Etapa 4 – Decomposição dos riscos em eventos
O risco é composto de eventos que são caracterizados por dois elementos: impacto e probabilidade (Figura 43).
Figura 43 - Caracterização do risco
Fonte: Elaboração própria
A avaliação dele é realizada ao multiplicar os valores a eles atribuídos, onde, quanto maior for esta relação, mais crítico é o risco. Uma lacuna existente na literatura é a utilização de informações qualitativas e quantitativas para melhor desenvolver esta etapa do gerenciamento de riscos.
Nesta etapa, observando as características e definições dos riscos, são estabelecidos os eventos que geram a ocorrência de cada risco de modo a auxiliar no registro tanto dos impactos, através de indicadores, quanto no levantamento de uma amostra de ocorrências do risco, o que permite a definição de uma distribuição de probabilidade que melhor determine seus comportamentos, e assim, permitir conhecer a frequência na qual cada um deles pode ocorrer. Os eventos definidos devem ser dispostos em um checklist para que possam ser registrados o impacto e a probabilidade, registros estes que serão utilizados como dados de entrada na metodologia proposto neste trabalho.
RISCO Evento 1 Impacto Probabilidade Evento 2 Impacto Probabilidade ... Evento n Impacto Probabilidade
e) Etapa 5 – Selecionar método para avaliação do impacto do risco
Para melhor desenvolver a avaliação do risco, a partir da revisão de literatura, especificamente com relação aos métodos que auxiliam na tomada de decisão, analisou-se qual dos métodos levantados melhor se adequavam na avaliação do impacto do risco.
A mensuração do impacto do risco foi traduzida a partir de indicadores de maneira a tentar tornar mais acurada a avaliação do impacto. Neste sentido fez-se necessário a utilização de um método de Auxílio Multicritério à Decisão (AMD).
A análise de que método escolher desenvolveu-se através da observação das características do risco em cadeia de suprimentos e das características dos métodos de maneira que permitisse a ordenação e pontuação dos riscos, a utilização tanto de julgamentos qualitativos quanto de dados quantitativos e a possibilidade de análise de uma relação de influência entre os riscos. Neste sentido, foi escolhido o método Analytic Network Process
(ANP), como discutido na seção 2.3.6.
f) Etapa 6 – Desenvolver indicadores
Esta etapa consistiu em desenvolver indicadores a partir da classificação de riscos elaborada (seção 4.1) e da análise dos indicadores de desempenho em cadeia de suprimentos (seção 2.1.5) que definem o(s) impacto(s) gerado(s) por eles e que permitem o uso de dados quantitativos e/ou julgamentos qualitativos para descrevê-los, ou seja, consistem de métricas de desempenho que permitem avaliar as perdas ocorridas devido à ocorrência do risco. Esta etapa tem grande importância, pois, devido à dificuldade de se mensurar de maneira acurada o que melhor define o impacto do risco, o custo, os indicadores servem para descrevê-lo de outro modo no intuito de suprir esta dificuldade e imprecisão de levantá-lo. A avaliação relacionada ao impacto é realizada ao inserir os indicadores de impacto no método de auxílio multicritério à decisão escolhido (ANP) e as respectivas informações qualitativas e/ou quantitativas relacionadas a cada tipo de risco.
g) Etapa 7 – Desenvolver uma estrutura para avaliação da probabilidade do risco
A partir dos conceitos dos riscos, classificação de riscos proposta e decomposição dos tipos de risco em eventos, toma-se a decisão de como serão analisadas as ocorrências do risco, pois eles podem ser analisados de maneira contínua ou de maneira discreta, e como essas ocorrências devem ser avaliadas para que então se decida como podem ser calculadas as probabilidades de cada evento e então de cada tipo de risco.
h) Etapa 8 – Adequar riscos e indicadores ao método escolhido
Esta etapa consiste em adequar os riscos e os indicadores de impacto do risco definidos ao longo do trabalho ao método ANP. Cada risco tem como fonte determinado membro da cadeia (fornecedor, empresa focal ou cliente). Uma estrutura semelhante a mostrada na Figura 44 foi desenhada, com o acréscimo das setas que definem a existência de relação de dependência entre os grupos e/ou elementos apresentados na figura e os indicadores para avaliar cada tipo de risco.
Assim, em conjunto com a probabilidade que é definida através de cálculos da probabilidade (Etapa 7), o peso atribuído pelo ANP aos indicadores permite a avaliação do risco de forma a priorizá-lo, cujo risco mais urgente a ser mitigado é aquele com maior índice retornado através da relação entre eles, o que permite levantar o tipo de risco e/ou o membro que mais aflige a cadeia.
Figura 44 - Estrutura inicial para avaliação do risco utilizando o ANP CRITÉRIOS ALTERNATIVAS Risco 1 Risco 2 Risco n . . . Critério 1 Critério 2 Critério m . . .
Fonte: Elaboração própria
Ressalta-se que a metodologia proposta nesse trabalho tem como foco a aplicação na empresa focal, a qual avaliará o risco sob perspectivas próprias e em relação aos membros ligados diretamente a ela, devendo o mesmo procedimento ser executado por cada membro da cadeia (par a par). Assim, faz-se necessário conhecer a estrutura da cadeia de suprimentos. Para tal sugere-se utilizar o modelo LCP de forma a permitir uma melhor visibilidade de toda ela e dos relacionamentos que existem entre os membros.
Ao seguir esta sequência de etapas, espera-se relacionar impacto e probabilidade dos riscos, permitindo avaliar a vulnerabilidade de cada tipo de risco em cada membro de uma cadeia de suprimentos, definindo um ranqueamento que permita agir do mais crítico ao menos crítico.
De maneira resumida pode-se dividir a metodologia proposta nas seguintes etapas: Compreensão da cadeia de suprimentos;
Identificação do risco através da ocorrência deles, pois a medida que vão ocorrendo, registra-se o impacto que o risco gera através de indicadores que representam o custo e uma base de dados históricos de quantas vezes, em média, ele acontece, o que possibilita calcular sua probabilidade;
Avaliação dos riscos a partir dos dados registrados na identificação, avaliando os impactos sobre a empresa focal através do método ANP e a probabilidade através de uma distribuição de probabilidade;
Priorização do risco através da multiplicação entre a avaliação do impacto do risco e a probabilidade de ocorrência calculada, fornecendo uma ordenação segundo um índice de criticidade do risco.