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2.3. Uzaktan Eğitim

2.3.4. İnternete Dayalı Uzaktan Eğitim

2.3.4.2. WTE’ nin Olumlu Yanları

A Área de Estudo 03, nesta pesquisa, é composta, majoritariamente, pelas mesorregiões Me- tropolitana de Belo Horizonte, Central de Minas, Campos das Vertentes, Vale do Rio Doce e Oeste de Minas. O município de Piranga, na mesorregião Zona da Mata, foi considerado co- mo parte integrante desta área devido ao fato de o mesmo pertencer ao Circuito do Ouro (cir- cuito turístico localizado nesta área). Outras duas delimitações, de caráter regional, presentes na Área Central são a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) 64 e a Região Metro- politana do Vale do Aço, composta pelos municípios de Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo. Esta última delimitação regional representa, do ponto de vista técnico, uma aglomeração urbana com aproximadamente 450 mil habitantes, mas foi definida, pela legislação estadual, em 2006, como Região Metropolitana.

A expressividade econômica desta Área de Estudo está centrada na presença dessas regiões metropolitanas, com ênfase para a RMBH. O fator locacional desta Região Metropolitana é estratégico, uma vez que a coloca junto ao maior eixo de produção industrial do país — Rio de Janeiro/São Paulo. Neste recorte espacial, onde convivem 4,9 milhões de pessoas em cida- des de diversos portes, se, por um lado, há melhores índices econômicos, de outra parte os

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A Região Metropolitana de Belo Horizonte é a terceira maior aglomeração urbana do Brasil com 4,9 milhões de habitantes (IBGE/2006) e a sétima maior da América Latina. Além desse porte, é considerada o centro político, financeiro, comercial, educacional e cultural de Minas Gerais, representando em torno de 40% da economia e 25% da população do estado. A RMBH é constituída por 34 municípios, entre eles: Baldim, Belo Horizonte, Betim, Brumadinho, Caeté, Capim Branco, Confins, Contagem, Esmeraldas, Florestal, Ibirité, Igarapé, Itaguara, Itatiaiuçu, Jaboticatubas, Juatuba, Lagoa Santa, Mário Campos, Mateus Leme, Matozinhos, Nova Lima, Nova União, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Rio Manso, Sabará, Santa Luzia, São Joaquim de Bicas, São José da Lapa, Sarzedo, Taquaraçu de Minas e Vespasiano.

problemas mais comuns, relacionados às desigualdades sociais e ao estresse da vida moderna, se fazem presentes. Assim, condições vinculadas a esses fatores motivam a demanda turística nessa região por opções de descanso, de recomposição físico-mental e de entretenimento em lugares seguros, de contato com a natureza e possibilidades de vivências permeadas de valo- res sócio-culturais que as distinguem do tipo de convívio das grandes cidades. O exemplo da Sra. Tânia Van Damme, que possui um Hotel-Fazenda, há três anos, no município de Itabirito (55 Km da capital mineira) confirma essa tendência. Contando com a ajuda de cinco pessoas do próprio município, ela oferece serviços terapêuticos com óleos essenciais, argila e plantas. Além disso, vende aos hóspedes geléias, queijos e mel, todos produzidos em Minas. “Estou começando a desenvolver o turismo em minha fazenda, que tenho há oito anos. As pessoas que vêm para cá estão fugindo do estresse da cidade, porque aqui é muito tranqüilo. Para quem procura sossego, é ideal”, explica ela. Segundo relato da Sra. Clea Venina, turismóloga e responsável técnica, atualmente, pela coordenação do setor de Artesanato da EMATER- MG,

a Sra. Tânia se encaixa no perfil de novos empreendedores do Turismo Rural no es- tado, atividade que cresce 18% por ano – de acordo com o levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais. Esses dados também in- dicam que 92% destes negócios são administrados por mulheres e que 69% dos em- preendedores usam mão-de-obra local. Para incentivar a atividade, a EMATER-MG promove cursos de capacitação voltados aos pequenos produtores. A demanda de as- sistência nessa área tem aumentado muito e, por isso, resolvemos criar um setor es- pecífico para esta atividade em 1999. Abordamos aspectos básicos do turismo, como as questões de preservação do meio ambiente, saneamento básico e higiene na pro- dução de queijos, doces, licores e outros.

As considerações tecidas anteriormente também estão correlacionadas ao objeto de estudo de um trabalho acadêmico desenvolvido pela professora Heloísa Soares de Moura Costa, do Ins- tituto de Geociências (IGC) da UFMG. Ela é a organizadora do livro Novas periferias metro-

politanas - A expansão metropolitana em Belo Horizonte: dinâmica e especificidades no Eixo Sul, lançado em 2006. Essa obra aborda o fenômeno de expansão, no chamado Eixo Sul e em

outras regiões periféricas da capital mineira, de famílias de alta renda. A situação envolve questões complexas, como a recente regulação ambiental nas serras do Curral e Rola-Moça, a construção de condomínios semifechados e fechados, as antigas empresas de mineração que atuam como empreendedoras imobiliárias e as famílias ricas e influentes de Minas que, pouco a pouco, deixam Belo Horizonte em busca de espaços naturais. Em complementaridade aos apontamentos de Costa (2006), Ortega expõe que, em relação ao Eixo Sul da RMBH, Nova

Lima e Brumadinho constituem os principais municípios do Vetor Sul,65 caracterizado pela expansão de condomínios de classe média e alta. A expansão deste Vetor foi induzida pela construção do BH Shopping, na década de 1970, e pelo conseqüente desenvolvimento do en- torno da avenida Nossa Senhora do Carmo e da rodovia BR-040.

O mapa de localização das municipalidades com oferta turística nesta área — página 156 — permite identificar outras características próprias dela: a presença de duas unidades de con- servação — Parque Nacional da Serra do Cipó e Parque Estadual do Rio Doce, o aeroporto de

MAPA 15 - Localização da Oferta de Turismo Rural na Área Central de Minas

64 Segundo o trabalho de Ortega (2003), os municípios que formam o Eixo Sul de expansão da RMBH são:

Confins, a presença de municípios dos circuitos turísticos tradicionais,66 como o do Ouro, das Grutas e da Trilha dos Inconfidentes. Essas delimitações turísticas — os circuitos — abarcam as atrações turísticas do estado — grutas (Maquiné, Rei do Mato, Lapinha) e cidades de estilo colonial (Ouro Preto, Mariana, Sabará, São João Del Rei e Tiradentes), que o projetaram para o cenário nacional e internacional. Deste modo, a primeira constatação sobre esta área é a sobreposição desta oferta de Turismo Rural com, basicamente, municipalidades da RMBH, dos circuitos turísticos tradicionais e com os municípios de abrangência do Parque Nacional Serra do Cipó (números 5, 6 e 7 do mapa página 156). No decorrer da interpretação desta área é verificado como estas condicionantes da oferta influenciam o perfil turístico da amostra da Área Central de Minas. Entretanto, antes de prosseguir com a interpretação da geografia do Turismo Rural nesta área, são apresentados, a seguir, os dados relativos à totalidade da amos- tra de iniciativas turísticas que a compõe.

Apresentação Geral da Amostra de Iniciativas Turísticas na Área Central